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sexta-feira, 27 de agosto de 2021

(SG) Sessão 84

As opções do triunvirato

• O trio que estava em Efrin seguia Loniân para entrar pela passagem secreta de acesso à Efrin. Eles avançaram pela floresta ao leste da cidade e entraram em uma porta secreta metálica que estava encoberta por vegetação. Do lado de dentro um corredor quase abandonado, mas com tochas acesas. Eles passaram por vários cruzamentos não iluminados até que finalmente chegaram a uma nova porta metálica. Loniân abriu-a igualmente, com uma chave grande quase do tamanho de um antebraço humano e movimentos bem coordenados na fechadura. A porta deu acesso a uma biblioteca restrita, com pouca vigilância. Segundo o arauto o palácio não possuía muita proteção, uma vez que ninguém além dos próprios sumo sacerdotes circulavam livremente por lá.

• Esgueirando-se novamente pelos corredores do luxuoso, mas mal cuidado, palácio de Efrin, os aventureiros conseguiram chegar até a grande sala de reunião onde o triunvirato de Eredra os aguardava. Columbano, Imiliatânis e Ariberto sentaram-se aos três vértices do norte de uma enorme mesa hexagonal e pediram que o trio de Dantsem fizesse o mesmo.

• A conversa com os três sacerdotes resultou em duas alternativas para o grupo. A primeira seria buscar a "Semente da Luz", um objeto sagrado de grande poder que está nos túneis sobre a cidade. Este objeto está protegido por uma criatura poderosa que fora colocada lá sob comando do triunvirato, Porém eles perderam o poder sobre ela há muito tempo e a Semente de Luz também se perdeu. A posse dessa Semente seria vital, uma vez que poderia trazer de volta a vitalidade dos campos de Eredra que os Volins vem danificando e, com isso, os sacerdotes gozariam de mais prestígio e influência para insuflar uma rebelião contra os bárbaros. A segunda alternativa seria ir até Itéria e convencer Horen Vigia, o conselheiro do Tu-Portentâ, de que a guerra dos verrogaris tem implicações muito maiores do que parece. O grupo acabou acatando esta opção, uma vez que parecia trazer retorno mais rápido. Imiliatânis deu a eles uma carta para ser entregue ao conselheiro quando eles tivesse a chance.

Ariberto, Columbano e Imiliatânis, sumo-sacerdotes de Quíris, Sevides e Líris em Efrim

Horen Vigia de Itéria

• O voo até Itéria não demorou para ser concluído na forma de uma águia. Entrar na cidade não foi de grande dificuldade, uma vez que a cidade, apesar de capital real, não possuía nenhum prisioneiro, como era o caso do triunvirato em Efrin. Encontrar Horen Vigia também não foi difícil, graças a orientação de Loniân. Rapidamente o grupo se dirigiu até a casa do conselheiro, onde monstraram-lhe o Olho Profano de Morrigalti a fim de convencê-lo da gravidade da situação. Com a presença maligna que o objeto trazia, Horen não teve outra alternativa senão acreditar. Ele garantiu que faria tudo que pudesse para convencer o Tu-Portentã Veinor sobre a situação da guerra, mas que levaria alguma semanas para que conseguisse mobilizar tropas, especialmente para se opor à Verrogar.

• Tendo feito tudo que era possível em Eredra, Lanâncoras, Pedodes e Torin voltaram a transformar-se em águias e rumaram para Léom novamente.

. . .

• Cóquem, Landalfo e Kaiser planejavam uma forma de abordar Hamônd. Depois de um bom tempo de conversa, o trio chegou a uma estratégia: Landalfo e Cóquem iriam interpeceptá-lo em sua casa, enquanto Kaiser e Arnieta ficariam ocultos e tentariam esgueirarem-se em sua casa assim que ele saísse.

Hamônd

• O início da estratégia deu certo. Landalfo e Cóquem conseguiram chamar a atenção do homem e começaram a conversar com ele. Mesmo sugestionado pelas palavras do bardo, Hamônd era esperto e evitava respostas objetivas. Ele também estava apressado e repetia seguidamente que não poderia chegar atrasado para sua função. Cóquem insistia nas perguntas para tentar revelar uma simpatia pela seita, mas o soldado não dava seu braço a torcer.

• Em determinado momento Landalfo detectou que Hamônd carregava dois objetos mágicos: uma espada e um anel. Sugestionado, o humano entregou a espada para que o mago analisasse, mas ele não tirou seu anel mesmo sob efeito de magia. Irritados pela reação do homem que já insistia que deveria retornar para sua função, Landalfo abriu um portal e, dizendo que os levaria direto para o posto que ele se dirigia, enganou-o e transportou-o para o quarto do alquimista no Castelo das Brumas. Ali eles imobilizaram o soldado em uma cadeira e começaram a interrogá-lo.

• Aproveitando a ausência do dono da casa, Kaiser e Arnieta procuraram um local para entrar na residência. Eles arrombaram uma janela nos fundos, mas foram vistos e a guarda foi alertda. Arnieta disse para que o Marquês entrasse enquanto ela iria distrair os perseguidores, o que deu tempo para Kaiser explorar o local de Hamônd.

• A residência era um local pequeno e dividido em dois cômodos. Kaiser abriu baús, um guarda roupa, revirou a cama e todo o quarto por onde entrou, encontrando charutos, folhas secas e animais dissecados, colocando tudo que podia em sua sacola. Também encontrou sob o colchão uma grande quantidade de pergaminhos e um medalhão com um símbolo que ele não reconheceu. Prensou tudo o mais que pode e, como da outra vez, jogou em sua sacola para levar.

• O arqueiro avançou para o outro cômodo, que servia tanto como cozinha quanto como sala. Viu um pequeno ídolo de Blator sobre a mesa, bem como cinzas de pergaminhos na lareira. Pegou o ídolo. Ele acabou sendo interrompido por guardas que foram investigar o que havia acontecido. Para evitar os inimigos ele se ocultou na chaminé da lareira bem a tempo de evitar que os guardas que entraram pela janela quebrada o vissem. Eles permaneceram alguns minutos, reviraram algumas coisas e, depois, partiram, dando a oportunidade de Kaiser terminar de investigar a residência, mas nada mais foi encontrado. Assim, ele retornou até o castelo e foi direto encontrar-se com Landalfo e Cóquem.

• Kaiser, Landanfo e Cóquem estavam reunidos com Hamônd no quarto do alquimista. Eles seguiram interrogando o soldado que a esta altura já se encontrava dominado pelo encantamento do bardo. Mesmo assim ele não aceitava tirar seu anel. O objeto só saiu de sua mão depois que Cóquem o nocauteou com um soco forte e o pôs no chão, dando a oportunidade para que Landalfo o pegasse de seu dedo e colocasse nele mesmo imediatamente. A maldição do anel estava sobre o alquimista, mas ele tinha a certeza de que seria capaz de conter o mal que ela provocaria.

• As cartas que Kaiser havia conseguido foram analisadas pelo grupo. Dentre várias, eles destacaram uma série de mensagens que Hamônd trocava com uma mulher chamada Londis, na Crássia, e desde há muitos anos. Katrius chegou ao quarto de Landalfo e viu a situação de Hamônd. Ele não gostou muito doque vira, mas entendeu a situação. Uma mensagem chegou ao general dantseniano durante o interrogatório: a mensagem de Escarlon havia se espalhado. A notícia, fantástica para os planos de Dantsem, mudaram o humor de Katrius que logo saiu para fazer preparativos para a próxima e decisiva batalha.

• O grupo explicou a situação para Éperus assim que o reencontrou. Eles disfarçaram a situação de Hamônd e não disseram o que fizeram com ele. Antes de partirem para reencontrarem-se com Hulôn e pegar o diário copiado eles confirmaram ao herdeiro de Verrogar de que ele estaria junto no encontro com a bruxa logo à noite.

• A falsificadora não conseguira falsificar todo o diário a tempo. Cóquem pediu-lhe que copiasse tudo o mais rápido que poderia até o final do dia, e assim a deixaram. Conforme esperado, ela conseguiu cumprir a tarefa parcial. Faltava entregar a capa, mas esta parte não necessitava de tanta pressa, uma vez que Cóquem a entregaria apenas em troca da remoção da maldição sobre ele.

• Como havia sido combinado, Éperus acompanhou Landalfo e Cóquem na casa de Rarder para fazer a troca com Élean. Kaiser achou mais prudente não ir, uma vez que não confiava em si mesmo para não atacar a bruxa. O alquimista e o bardo passaram boa parte do caminho acalmando o herdeiro de Verrogar e pedindo que ele não agisse por impulso com a bruxa, uma vez que isso poderia colocar em risco a vida de sua irmã. No entanto, às portas da humilde residência de Rarder, foi Éperus quem percebeu sangue em frente da porta arrombada.

Dantsem e Eredra, dia 25 do mês da água do ano de 1501.

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

(VP) Sessão 58

A luta pela vida de Dick Garhelm

• Quatro inimigos armados. Dick Garhelm estava em uma desvantagem numérica e sem uma arma. Mesmo assim, ele não esperou seus algozes terminarem de falar e ameaçar para desferir um murro certeiro no nariz do anão à sua frente, dando início a uma batalha sangrenta na pequena cela de prisão.

• Os inimigos não eram quaisquer bandidos, mas também não seriam páreo para o bárbaro em sua melhor condição. Sua melhor condição significa quando ele está empunhando uma arma grande. Assim, por instinto, Dick passou a atacar primeiramente o anão que carregava uma grande espada. O empurrou, o agarrou, e tudo enquanto desviava o quanto podia dos outros ataques que vinham de tão perto que uma pessoa comum mal teria visto ser desferido. Meio minuto depois das lâminas terem começado a balançar Dick ainda estava de pé, o anão desarmado e seus inimigos um pouco menos confiantes.

• Armado com uma de suas armas preferidas, o bárbaro começou a contra-atacar de forma violenta. Os ataques inimigos pouco funcionavam contra o bárbaro furioso e sedento por sangue. Ele cortou mortalmente um deles, empalou um contra a parede e abriu o crânio de outros dois, inclusive da mulher que liderava o quarteto enquanto ela implorava por clemência, dizendo que poderia revelar quem ordenara sua morte. Não houve tempo.

• O barulho e os gritos da luta atraíram os guardas. Com Dick se fazendo de morto, eles ficaram surpresos pela carnificina que ocorrera, já que esperavam encontrar apenas o corpo do bárbaro. Eles entraram na sala e Dick, com seus reflexos sobre humanos, saiu e os fechou.

• Dick correu pelos corredores dos calabouços até chegar em um cruzamento. Optou pela direção da escuridão em vez de onde via uma porta. Uma escadaria subiu até uma passagem gradeada e a torre da guarda. Ele acabou atraindo os vigilantes, mas permaneceu escondido até perceber que não conseguiria sair por ali. O retorno foi com luta contra mais dois guardas. Um deles revelou que havia uma saída pelos esgotos em uma sala próxima. Levando-o como refém, o bárbaro conseguiu abrir a saída para o esgoto. Dick percebeu enquanto seu refém abria o alçapão que os equipamentos dos prisioneiros eram guardados naquele local. Completamente armado, ele ainda matou o guarda quando este tentou fugir.

• Dick avançou rapidamente pelo esgotos até ser atacado por um Nothic. O monstro foi rapidamente abatido e não teve tempo de ferí-lo. Com o caminho aberto, o bárbaro encontrou uma escada para a superfície e rumou para a Fairgrass. Tomou a rua principal para chegar em casa, o que acabou lhe fazendo deparar-se com outros três vigilantes da guarda. Matou a todos e prosseguiu até sua sede.

• Apenas Autarkinas estava na Fairgrass quando Dick Garhelm chegou. Ele a alertou que iria para o andar inferior se abrigar próximo do dispositivo de Kwalish, e assim o fez. No entanto, já durante a madrugada, Autarkinas o chamou para alertá-lo de que a guarda da cidade estava à sua porta preparada para entrar e capturá-lo.

Aguasprofundas, madrugada entre os dia 5 e 6 de Hammer do ano de 1490.

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

(SG) Sessão 83

Lidando com o fracasso

• O grupo ainda estava decidindo o que fazer. Pedodes queria ir até Léom para ver como Éperus estava, mas Landalfo e Cóquem desejavam dividir o grupo, enviando uma parte deles até Efrin para falar com o arauto que Józ havia mencionado. Depois de algum tempo discutindo, decidiram que todos iriam até Léom e na manhã seguinte se dividiriam, com uma parte indo até Efrin e outra ficando em Léom para acompanhar a situação da guerra, bem como tentar contato com Élean para renegociar os termos para ela revelar como quebrar a maldição.

• O voo até Léom levou pouco mais de uma hora. Como já de costume, a forma de falcão os faz percorrer longos caminhos rapidamente. Apesar da hora tardia, o grupo foi até o templo onde Ildra sofria seu flagelo. Éperus estava lá, parecia muito cansado, mas orava ao lado da cama da irmã. Ficou bastante decepcionado ao ouvir que eles não trouxeram a solução para a irmã, mas compreendeu a situação. As promessas de que os aventureiros iriam tentar um novo acordo com a bruxa e iriam reencontrá-la o mantiveram calmo, mas ele estava decidido a participar desse próximo encontro. Antes de se despedirem, ainda perceberam a péssima aparência da jovem flagelada. Suas unhas, amareladas, haviam crescido exageradamente nos poucos dias que haviam se passado.

• Já no castelo, assim que se alojaram em seus quartos, mas antes de se acomodarem para o descanso, foram convocados pela majestade para a sala de reuniões. Lá encontraram-se com Lidjinir e a rainha Mirna. Ela manifestou sua preocupação com o herdeiro de Verrogar, dizendo que temia que ele estivesse duvidando de sua fé. A rainha foi enfática em dizer que nem toda vitória do mal ocorria através de magia, mas que ele conquistava o coração das pessoas aos poucos, através de pequenos detalhes do cotidiano. O grupo pode finalmente descansar depois da reunião.

• O rei Azuma teve um encontro com o grupo logo cedo na manhã seguinte. Ele já havia tido conhecimento do desfecho que os aventureiros haviam tido com a bruxa, mas precisava atualizá-los sobre a guerra e sobre os próximos passos a serem dados. As tropas verrogaris pareciam mais apressadas do que há poucos dias e os novos cálculos de Katrius estimavam que eles levariam de 5 a 10 dias para chegarem aos portões da capital. Aproveitando a oportunidade, o grupo pediu que um falsificador experiente fosse trazido até eles com urgência, já que precisariam deste serviço para copiar o diário de Ledâm.

• A próxima parada foi mais uma vez o templo onde Ildra estava. Depois de uma desconfiança ao ver o corpo da moça, Pedodes fez nova análise e acabou por perceber o mal que afligia a jovem: ela estava a se tornar uma vampira. Como ele, Lanâncoras e Torin viajariam para Efrin, pediu para Lia permanecer e ficar de olho em Éperus em seu lugar. A sós com Torin, o herdeiro de Verrogar desabafou para o anão. Ele demonstrou toda sua frustração com os deuses e revelou que se apoiava na brava história de Torin e em sua experiência tão pessoal com Crizagom, que um dia o salvara da morte certa no último momento, para continuar a crer que as forças divinas poderiam ajudar sua irmã. O guerreiro prometeu que daria sua vida para salvar a da moça, e então partiu.

• Landalfo e Cóquem não perderam tempo depois que o vingador partiu em sua jornada e foram à procura de Rarder, o necromante. O velho humano os recebeu com receio de que o vingador estivesse próximo, mas se tranquilizou depois que soube da situação e de receber alguns presentes do alquimista. A dupla o colocou à par da situação de Ledâm e de Élean e perguntou se ele conhecia algum dos dois. Ouviram o necromante afirmar que conhecia um pouco de ambos, mas que tivera relações mais próximas com Élean. Segundo ele, se a bruxa já estava em Léom ela poderia ser atraída por algum presente, como uma caveira de criança. Assim, Landalfo tratou de modificar uma caveira de cão na de um ser humano para atraí-la o quanto antes. Saíram com a esperança de terem um encontro o mais breve possível.

Hulôn

• A pessoa com habilidades de falsificação que a coroa recomendou chamava-se Hulôn. Eles foram até a casa indicada e se depararam com uma humana e sua filha com cerca de dez anos. Ela exitou um pouco em fazer o serviço proposto nos 2 dias que lhe foram dados, uma vez que afirmava ser possível fazê-lo em 7, mas acabou aceitando fazer uma cópia fiel do diário. A conversa também a intimidou bastante, com Cóquem e Landalfo reiterando inúmeras vezes o quão perigosas as palavras contidas ali eram e como Hulôn ou sua filha não deveriam, de forma alguma, lê-las em voz alta.

• O encontro entre o grupo que ficara em Léom e a bruxa ocorrera na noite de Sagaeti daquela semana. A reunião na casa de Rarder começou com Élean chegando transformada em um humano. Eles então começaram a tratar dos termos para entregarem o diário de Ledâm para ela, bem como a remoção da maldição de Cóquem. Quanto a primeira tarefa, a bruxa explicou que tinha como reverter a transformação que Vandros, o vampiro, estava impondo sobre ela, embora não fosse garantido que sua mente permaneceria a mesma. Quanto à segunda tarefa, Élean disse que poderia aprisionar os demônios que faziam o contato entre Cóquem e o príncipe infernal e cortar a ligação para quebrar a maldição. Eles combinaram novo encontro no dia seguinte para fechar o acordo, quando entregariam o diário de Ledâm para ela e seria-lhes revelado como quebrar a maldição sobre Ildra.

A motivação da bruxa
Élean deseja criar a vida. Ela tem juntado corpos por toda a Tagmar e os reanimando para tentar construir uma criatura mais forte, mais esperta e mais fiel.
Sua maior ambição é criar uma alma. Para isso, ela crê que pode fazer uso de um corpo celestial. No entanto é muito difícil conseguir um desses, pois eles são dissolvidos assim que derrotados em combate. Além disso, nenhum sacerdote os chamaria de boa vontade apenas para ser sacrificado.

• O trio transformado em falcões por Lanâncoras já estava chegando nos arredores de Efrin quando Pedodes percebeu que o enviado que ele despachara para Luna se dissipou, possivelmente por ter concluído sua tarefa, considerando o tempo que levou. Com isso, uma nova esperança de que a Ordem da Noite Eterna pudesse enviar ajuda se fortalecia.

• Ainda na mesma noite, Lia chamou Cóquem para conversar sobre algumas coisas que a incomodavam. Ela estava tentando se aproximar de Éperus como amiga, como Pedodes havia aconselhado, mas o aspirante a monarca havia estabelecido uma ligação com um soldado que sempre estava de serviço durante o dia e que lhe parecia de certa forma prejudicial, ou pelo menos suspeita. Ela não sabia dos assuntos entre eles porque as conversas sempre se encerravam quando ela se aproximava. Assim, Cóquem traçou um novo objetivo: conhecer tudo sobre este soldado chamado Hamold. Éperus, o primeiro a ser questionado sobre esta pessoa, já adiantou que o considerava um bom amigo.

Loniân de Efrin

• O vingador orou por Sevides apertando o amuleto dado por Józ. Ele queria convocar Loniân, mas ao mesmo tempo acabou tendo uma inspiração muito maior. Sevides, deus da Agricultura, o agraciou com sua própria dádiva. O meio-elfo apareceu para eles cavalgando um alazão alguns minutos depois. Ele trazia conhecimento de coisas que não tinha visto e acabou se revelando um oráculo. Mesmo assim, ele afirmou que precisaria de provas contundentes para fazer com que o triunvirato recebesse o grupo, e estas vieram na forma do Olho Profano que Pedodes trouxera consigo. O arauto partiu às pressas de volta para dentro dos muros de Efrin em seu cavalo branco a fim de tentar convecer o triunvirato e o governo Volin a deixar os heróis de Dantsem entrarem.

• Enquanto isso, em Léom, Cóquem descobrira que o soldado Hamold vivia sozinho na periferia da cidade. Ele tinha uma irmã que era casada e tinha filhos, mas ele próprio era bastante sozinho. Servia o exército há algum tempo, mas não haviam muitas informações sobre ele, nem muitos amigos para contatar. O próximo bater de asas do napol seria para conhecer o soldado pessoalmente na esperança de saber se ele representava algum risco para os planos de Dantsem.

• Loniân retornou em poucas horas. O meio-elfo não trouxera a mensagem ideal, mas ainda assim poderia ter sido pior. O triunvirato aceitaria vê-los, mas o governo Volin não os deixaria entrar em Efrin. Porém, ele mesmo veio com a solução: infiltraria os aventureiros pelos túneis secretos sob a cidade sagrada, o que os levaria diretamente aos sumo-sacerdotes. Aqueles túneis não eram de conhecimento dos Volins e estavam vazios há décadas. Por isso, havia o risco de algum monstro ter feito deles seu covil. Mas era a única chance que Landalfo, Lanâncoras e Pedodes tinham de verem o triunvirato e talvez conseguirem seu apoio contra os demonistas e, com um pouco de sorte, fazer com que essa influência motivasse o povo de Eredra a apoiar a causa dantseniana. Não havia dúvidas: aceitaram o plano do oráculo.

Dantsem e Eredra, dis 23 a 25 do mês da água do ano de 1501.

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

(VP) Sessão 57

Uma confusão antes do plano

• Tolman explicou para Tao Hen o que ocorrera na conversa com os arquimagos assim que se reagruparam no térreo da Blackstaff. O trio fez algumas considerações e decidiu que começaria a fazer os preparativos.

• Lex e Dick partiram para os arredores do mercado a fim de reunirem as provisões que precisariam para a jornada. Lex os guiou até um boticário, deu 100 moedas de ouro para Dick e lhe ordenou que entrasse para comprar um Bálsamo de Murrosa. Segundo o draconato, esta seria uma boa oportunidade para o bárbaro treinar suas habilidades de negociação.

• A conversa saiu dos trilhos traçados por Lex já logo no começo. O comerciante cobrava 120 moedas de ouro pelas misturas, mas Dick achou mais prudente ameaçá-lo em vez de negociar. Quando o guarda do boticário foi chamado, uma luta intensa entre este e Dick Garhelm se iniciou. Foram necessários poucos segundos para que o pequeno estabelecimento fosse completamente destruído, com suas prateleiras derrubadas, quebradas e partidas. Depois de oferecer um bom duelo, o guarda foi decapitado pelo bárbaro e o proprietário ameaçado de morte. Não fosse a chegada da guarda de Aguasprofundas para prendê-lo, talvez mais uma vítima tivesse sido feita. Lex Drake, que aguardara na rua e até tentou apartar a confusão, aproveitou o momento caótico para roubar dois bálsamos e fugir antes que fosse pego.

• O draconato contou sua versão da prisão de Dick para Tolman e Tao, deixando-os preocupados. O trio precisava pensar em uma forma de livrar seu companheiro da cadeia, e para isso foram se reunir com Mart e Talon no navio.

• Muitas opções foram consideradas, mas Tolman queria evitar apelar para o apoio de Réskel. Assim, o feiticeiro viajou ao plano do fogo e encontrou-se com Pulvara, a sacerdotisa que protegia um portal interplanar. Ele perguntou se poderia fazer uso daquelas rotas se fosse preciso e recebeu um sim como resposta.

• Uma conversa com Trakyus veio em seguida. O grupo pretendia negociar uma forma de tirar o bárbaro daquele lugar. Porém, o fiel de Tyr foi enfático em dizer que não haveria como livrar Dick da enrascada, particularmente porque o homem que ele havia matado possuía relações importantes com os lordes de Aguasprofundas. A insistência de Tolman o deixou irritado e a negociação se concluiu desfavorável ao grupo.

• A nova tentativa dos aventureiros foi o templo de Lathander. Eles procuravam alguém para ajudá-los com a defesa do bárbaro, mas Rividera não saberia como proceder. Porém, a paladina recomendou uma amiga sua, Nirien, para que conversasse com os aventureiros e encaminhasse a defesa necessária.

Nirien

• O encontro com a defensora ocorreu ainda naquela noite, cedo. A mulher foi encontrada em uma taverna e perguntou muito rapidamente qual era o motivo de sua procura e quais os crimes que Dick realmente havia cometido. Ela parecia uma pessoa comprometida com o trabalho, mas não lhe foi revelado o motivo da confusão, já que alguns sinais indicavam que ela poderia recusar ajudar se soubesse que o bárbaro teve "opções menos hostis" para lidar com o guarda.

• Depois de explorarem todas as opções que conseguiram imaginar, os aventureiros chegaram a uma conclusão: não havia maneira fácil de tirar Dick Garhelm com vida da cadeia. O julgamento certamente seria desfavorável a ele, a condenação era garantida e seu corpo seria enviado para outro plano de existência. Assim, considerando que a alma de Dick poderia ser trazida de volta sem custos dada seu apego ao mundo, resolveram que iriam ordenar a morte de seu companheiro nas celas da prisão e, depois, trazê-lo de volta à vida através de uma fração de seu corpo.

• Embora contrariado, Tolman aceitou que precisava pedir ajuda para Réskel. Lex enviou a mensagem e eles se encontraram alguns minutos depois na taverna. O intermediário elogiou o grupo pelo que eles já haviam feito, entregou um pergaminho ordenando que Tolman participasse da reunião do conselho da guilda dali à 3 dias e, surpreso, ouviu a proposta dos aventureiros. Ele concordou em enviar alguns de seus comandados para concluir a tarefa de matar o bárbaro enquanto estiver preso. Com todos os assuntos agendados, o grupo voltou para a Fairgrass para esperar as boas notícias: que Dick havia sido assassinado em sua cela.

• O bárbaro estava preso em uma pequena cela com outros dois bandidos. Lex tentou lhe enviar uma mensagem mental para que não resistisse à tentativa de assassinato, mas não teve sucesso. Já era tarde da noite quando um guarda se aproximou, removeu os dois companheiros de cela e permitiu a entrada de outros quatro homens armados com espadas. Cercado, a fúria de Dick já começou a lhe ferver o sangue. Uma luta mortal estava prestes a começar.

Ilhas do Norte e Aguasprofundas, dia 05 de Hammer do ano de 1490.

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

(SG) Sessão 82

Nova perseguição de Élean

• O grupo conseguiu rastrear a bruxa até uma pequena cabana no meio de uma floresta nos Escudos de Dantsem. Iniciaram com uma tentativa de aproximação furtiva, mas foram percebidos. Kaiser disparou duas flechas velozes em Élean, e uma delas perfurou seu braço antes dela ter qualquer reação. Sem pestanejar, a bruxa fugiu para dentro da casa em tentativa de despistar o grupo.

• Cóquem tentou persegui-la pela casa. Ele passou pelos dois anões que conversavam com a bruxa do lado de fora e passou por duas portas até chegar em um quarto, mas mesmo assim não alcançou Élean. Enquanto isso, o grupo começou um combate contra os anões do lado de fora. James abriu a primeira porta e deu a oportunidade para Landalfo visualizar o destino de um portal que abriu para dentro da cabana, ignorando a dupla de inimigos, que ficaram sob responsabilidade de Torin, Kaiser e Pedodes.

• Embora os anões que protegiam a entrada fossem habilidosos, não tardou para que acabassem derrotados pelos fortes Torin, Kaiser e Pedodes. O trio alcançou os outros no interior da cabana e chegaram até uma última porta que restava trancada. Landalfo se transportou para o lado de dentro e acabou ficando sozinho com uma enorme abominação que o atacou até ele quase cair desfalecido. Houve tempo, no entanto, para o mago abrir a porta atrás de si e fugir. A criatura então avançou e atacou Lanâncoras, deixando o outro mago em situação de apuros.

• A abominação não era a única criatura a importunar os aventureiros. Um fantasma estava naquele aposento e tomou posse do corpo de Lia. A sacerdotisa passou a atacar o grupo, mas foi libertada do domínio maligno pelo exorcismo de Pedodes. O sacerdote também conseguiu forçar o recuo da abominação esconrujando-a e forçando-a a recuar exatamente para cima da porta do alçapão que possivelmente Élean havia escapado.

• Enfrentar o fantasma fora do corpo de Lia foi uma tarefa mais fácil, embora perigosa. O desmorto flutuava e atacava a alma de seus inimigos, e por um instante esteve à beira de ativar algum ritual inscrito no chão (que mais tarde descobriu-se tratar de um círculo invocação ou de proteção contra demônios). Mas não houve tempo, as flechas com o arco encantado de Kaiser dispersaram a criatura deste plano, pelo menos temporariamente. Enquanto vasculhavam a casa, usaram o anel encantado de Torin para restaurar as energias dos feridos.

• Enquanto o grupo ainda lidava com o fantasma e a assombração, Cóquem alçou voo para fora da cabana e foi procurar por Élean. Ele viu uma outra cabana a algumas dezenas de metros de onde estavam pela floresta e para lá partiu. Ele avistou a bruxa sob as árvores e aterrisou para falar com ela. Alvo de uma magia de amizade, o napol sentou-se à mesa e teve uma conversa amigável com Élean, em que algumas informações foram trocadas.

• A bruxa disse que já não precisava do acordo com Vandros. Apesar dela não gostar de quebrar seus acordos, o interesse dos aventureiros na menina a estava incomodando. Ela estava disposta a trocar o conhecimento de como livrar a menina da maldição caso o diário de Ledam lhe fosse entregue. Ela agendou um encontro com Cóquem em Léom, depois da batalha que virá. Concordando com os termos de sua "amiga", Cóquem voou de volta para seus aventureiros que, depois de ficarem á par da negociação, ficaram a planejar o próximo passo.

Dantsem, dia 22 do mês da água do ano de 1501.

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

(VP) Sessão 56

A missão no Norte

• Os aventureiros chegaram no quarto de Késper já com a guarda de Güerma batendo nas portas da mansão. Analisando o corpo, eles perceram que o comerciante possuía marcas de assassinato produzidos pela mesma arma que Mart encontrara com Mirene. Seguindo a exploração dos aposentos, Tao encontrou uma entrada para um porão onde vários pedaços de carne salgada estavam armazenados. Uma pequena escrivaninha no canto guardava anotações sobre o destino dos alimentos. Sem pestanejar, e frustrados por não terem encontrado mais nada de valor, os desbravadores da Fairgrass pegaram toda carne que podiam carregar e sumiram dali usando o teletransporte de Tolman.

Lou

Danpilla

• O tapete mágico no Lobo do Mar foi o destino do grupo. Tolman ordenou que as âncoras fossem levantadas assim que eles chegaram e o barco saiu do porto. Os piratas e os guardas demoraram algum tempo para notar a fuga, uma vez que estavam todos concentrados em tentar pegá-los na mansão de Késper.

• Depois de tomarem uma distância segura das embarcações que os perseguiam os aventureiros começaram a planejar o dia seguinte. Seria o encontro de Lex com os arquimagos da Blackstaff onde a missão pelo poder de trazer Lobato de volta seria concedida. Para chegar a tempo, todos usaram novamente o transporte de Tolman, exceto Mart, que ficou tomando conta do navio e controlando seus marujos.

• O encontro com a Blackstaff ocorreu durante a manhã. Participariam Lex Drake, Dick e Tolman. Os empreendedores de Aguasprofundas foram bem recebidos e foram comunicados que seriam atendidos por três dos arquimagos que controlavam a Blackstaff.

• O início do encontro se deu como esperado. O trio foi recebido por Luvian, Danpilla e Lou. Os dois pareceram bastante surpresos com o objetivo dos aventureiros e estavam interessados em verificar se a intenção deles naquele poder era real. Ao perceberem a sinceridade no rosto de Dick, entregaram a missão: o grupo precisava resgatar a Engrenagem das Cem Almas, perdida na Espinha do Mundo e que, segundo os trio de arquimagos, consistia na fechadura mais segura que existe. O prazo para cumprir a missão se encerraria no solstício de primavera. Ainda conforme os arquimagos, um dragão vermelho ancestral protege o local e guarda a engrenagem como parte de seu tesouro pessoal.

• A torre disponibilizou ao grupo seu tapete mágico de teletransporte, semelhante ao tapete que possuem. Eles tem direito de utilizá-lo até três vezes, sendo que espera-se que uma delas seja para trazer os objetos da missão. Se tudo correr conforme o planejado, Tolman e a Fairgrass poderão ficar com o tapete como recompensa, além do desejo.

Ilhas do Norte e Aguasprofundas, dias 04 e 05 de Hammer do ano de 1490.

sexta-feira, 30 de julho de 2021

(SG) Sessão 81

Explorando o covil da Bruxa

• Não foi preciso muita exploração para que o grupo se deparasse com novos inimigos. Lia acabou ferida gravemente contra mais esqueletos e precisou ser carregada por Pedodes.

Pouco a frente, além de uma porta que foi selada e depois reaberta pela magia de geomanipulação de Lanâncoras, foram encontrados mais esqueletos e um gigante morto-vivo, uma espécie de experimento quimérico bizarro que juntou dois corpos em um. O confronto contra a criatura se prolongou durante alguns segundos, mas acabou inevitavelmente com sua destruição.

• Uma investigação na área onde estava o monstro bizarro revelou uma pilha de corpos de gigantes cortados, mas nada realmente aproveitável pelo grupo. Com isso, seguiram sua jornada de exploração das cavernas.

• Ao chegarem de volta no local em que haviam encontrado a bruxa, notaram um esqueleto parcial de um dragão e uma estátua da representação antiga da titã Terra. A estátua era ancestral e com certeza não havia sido colocada ali pela bruxa. Investigando-a melhor, encontraram uma pequena caixa enterrada atrás da estátua. Dentro dela, viram vários pergaminhos com pedidos e algumas anotações. Uma em particular chamou a atenção do grupo. Tratava-se do pedido de um Vandros, com o seguinte texto: "Fechamos nosso acordo com estas promessas. Você manterá a alma da moça neste mundo e eu lhe oferecerei o corpo perfeito, um corpo celestial.".

• Mais um pouco de investigação nos pergamihos e Cóquem percebe o nome de três canções: A Sinfonia do Duelo, a Canção da Morte e a Melodia do Fechamento. Não mais qualquer informação a respeito delas. Estes nomes lhe chamaram a atenção porque as canções eram conhecidas por estarem ligadas a lendas sobre rituais mágicos. Finalmente, o grupo encontrou um mapa de toda a região central de Tagmar, desde Verrogar até o norte das Gelerias, com muitos pontos marcados com cruzes. Supondo que se tratavam de esconderijos já adotados pela bruxa, o grupo manteve o mapa.

• No fundo de um lago de 4 metros, Landalfo encontrou uma armadura negra com características sombrias que lembravam àquelas dos cavaleiros que haviam sido encontrados na estada. Um brasão se destacava em seu peitoral: o símbolo dos Bankdis, o clã que deu origem à seita. Também viram um túnel sob a água que levava para fora daquelas minas. No entanto, pelo desgaste que já haviam sofrido naquele dia, resolveram retornar para Celeira antes de prosseguirem atrás de Élean.

• O grupo descansou no vilarejo de Celeira. Foram diretamente para o templo e lá pernoitaram. Decidiram, já na tarde seguinte, que iriam seguir procurando pela bruxa. Eles iriam começar pelo local marcado no mapa da bruxa que estava mais perto de onde eles estavam: um pequeno ponto nas proximidades da cidade de Escalada. A viagem, novamente na forma de uma águia, foi rápida. O horizonte, a medida que rumavam para noroeste, reveleva fumaça de guerra e os sinais de que os Verrogaris se aproximavam de Léom a passos mais rápido do que eles gostariam.

Dantsem, dia 22 do mês da água do ano de 1501.

terça-feira, 27 de julho de 2021

(VP) Sessão 55

As defesas de Guerma

• Apenas Mirene estava diante dos aventureiros, que avançaram sobre ela sem exitação. Criaturas elementais de vento se materializaram no campo de batalha, tornando a luta potecialmente mais difícil. Aproveitando a oportunidade, a bruxa se afastou da frente de combate. Tolman, porém, baniu de volta os elementais e o grupo seguiu a mulher até onde ela estava.

• Enquanto Mart e Tao lidavam com Mirene, Dick avançou pela residência até chegar em um pátio amplo, onde se deparou com diversos guardas de Késper. Em poucos segundos o bárbaro se viu cercado e sendo violentamente atacado. Não resistiu muito tempo até sucumbir. Quando Tolman e Tao chegaram depois de terem se livrado de Mirene, ainda tiveram de lidar com os guardas usando o corpo de Dick como refém.

• Receosos pela possibilidade de Dick morrer por um deslize, o grupo se aproximou com cautela e obedeceu as ordens iniciais dos inimigos. Porém, Tao não confiou na negociação e iniciou uma movimentação brusca trocando de lugar com sua sombra. O resultado foi uma espada cravada no corpo desfalecido de Dick, levando-o à morte definitiva. A reação também levou à batalha para um nível caótico, com todos participando o quanto podiam.

• Lex Drake era o único que podia resgatar a alma do companheiro, mas o tempo era curto. Para assegurar que Dick fosse ressucitado, o clérigo se aproximou e o reviveu sem perda de tempo. Enquanto isso Tolman e Tao lidavam com os guardas que ainda estavam em condições de lutar. Ainda escutaram uma notícia surpreendente antes do último ser derrubado: Késper estava morto.

• Com todos os inimigos abatidos, e antes que reforços pudessem chegar das ruas de Güerma, o grupo se dirigiu para o quarto de Késper.

Neverwinter e arredores, dia 04 de Hammer do ano de 1490.

terça-feira, 20 de julho de 2021

(VP) Sessão 54

Marcha para Késper

• O grupo estava considerando suas alternativas após ter derrotado Wysm. Depois de decidirem que não enviariam a mensagem para Mirene, chegaram a conclusão que deveriam lidar diretamente com Késper. Assim, fazendo novamente uso do bracelete de teletransporte de Tolman, o grupo se dirigiu de volta ao Lobo do Mar com uma escala no plano elemental do fogo.

• Não perderam tempo depois que chegaram no barco. Logo partiram pelas ruas de Güerma em direção à mansão de Késper. No caminho foram lançando os encantamentos de batalha que usariam contra seus inimigos, e acabaram chamando a atenção dos guardas que logo os abordaram.

• O combate que foi iniciado não tardou a terminar. O grupo matou muitos soldados de Güerma e um capitão. Apesar da presença de piratas no porto, eles não se depararam com nenhum. Porém, um grupo da milícia os perseguia. Para evitar uma grande perda de tempo, o sexteto (mais o Bugigangas) correu pelas ruas da cidade trombando e abrindo caminho com o que quer que estivesse em sua frente. Foram interrompidos momentaneamente apenas por um cavaleiro, que viu seu animal ser amputado antes de encontrar seu fim. Rivelino, o capitão que os havia abordado quando chegaram em Güerma, estava se aproximando para tentar detê-los, mas Tolman o transformou em uma galinha e o ignorou, fazendo o grupo voltar a correr em direção à mansão de Késper.

• O grupo entrou na mansão de Késper com Dick chutando a porta. Eles se depararam com algumas portas fechadas, mas conheciam o caminho para a sala de reuniões em que tiveram o almoço com o líder do vilarejo e Wysm. Foi Talon quem destrancou a porta do aposento e os fez entrar na penumbra para a sala onde encontraram Mirene.

• A conselheira de Késper disse que não poderia deixá-los fazer mais estrago do que eles estavam fazendo, matando os guardas que eram os pais e esposos que defendiam a vila. Ela os deteria e não deixaria que mais ninguém daquela vila se ferisse como ocorreu com Frida ao ser levada pelos gigantes. Uma nova luta estava prestes a se iniciar.

Neverwinter e arredores, dia 04 de Hammer do ano de 1490.

sexta-feira, 16 de julho de 2021

(SG) Sessão 80

Enfrentando Élean

• A sombra propagada pela necromante a mantinha oculta enquanto os heróis de Dantsem enfrentavam seus lacaios. Torin se pôs à frente da batalha para enfrentar os esqueletos, enquanto Lanâncoras fugia dominado pelo medo. De repente, uma criatura atormentada surgiu das trevas e atacou o anão antes que ele pudesse reagir. Era um atormentado, e seu ataque o atingiu diretamente na alma pondo-o em um coma profundo para o resto da batalha.

• Pedodes, que também fracassou em resistir ao medo implantado pela bruxa, fora trazido de volta à lucidez por Landalfo. Já Cóquem voou rasante pelos túneis que já conhecia para procurar por Lanâncoras a fim de quebrar o medo que o assolava.

• Dois enviados foram trazido para a batalha por Pedodes e Lia. A bruxa, porém, não se intimidou, e novamente lançou seus feitiços na mente de todos. Os dois seres divinos não foram capazes de conter o medo transcendente que os afligia e fugiram. Lia também sucumbiu ao pavor, mas Pedodes resistiu. Kaiser não foi vítima de medo, mas de muito sofrimento, uma vez que a bruxa lhe impunha castigos terríveis, que faziam sua pele fervilhar. Mesmo assim, o arqueiro não exitava em ameaçá-la dizendo o que faria quando finalmente conseguisse por suas mãos ─ ou suas flechas ─ nela.

Atormentado

• O morto vivo que derrubara Torin era um atormentado, uma criatura que um dia fora um sacerdote abençoado pelos deuses, mas que caiu em desgraça ao quebrar cada voto jurado. Conforme juntavam as peças ao ouvi-lo durante a batalha, perceberam que a criatura desejava um exército e tinha feito um acordo com Élean para conseguir-lo. Não houve tempo. Pedodes desferiu-lhe o golpe de misericórdia que fez sua alma desaparecer, pelo menos pelo tempo suficiente para o grupo resolver a situação com a bruxa.

• Quando o atormentado foi destruído e a área de sombra criada por Élean foi finalmente desfeita pela magia de Landalfo, revelando-a sozinha em meio às trevas, tanto o enviado quanto Kaiser partiram para atacá-la e ela pediu uma última oportunidade de negociação, novamente negada. Sabendo de sua desvantagem, a bruxa não exitou em se teletransportar para longe do perigo. Landalfo conseguiu rastrear a aura maligna que ela deixara e abriu um portal para as proximidades do destino da inimiga, mas a escuridão daquelas cavernas estavam do lado da inimiga, que se ocultava e deixava rastros difíceis de seguir.

• Élean abriu um portal na escuridão, que fora visto apenas pelo enviado de Pedodes capaz de enxergar nas trevas. O ser divino o atravessou atrás da bruxa, mas o restante do grupo não teve tempo para fazer o mesmo antes que ela o fechasse pelo outro lado. Apesar de terem expulsado a inimiga, uma sensação de derrota tomou conta do grupo, que não foi capaz de conseguir a fórmula para salvar Ildra Mansel.

• O grupo resgatou Torin e se reencontrou depois que a batalha terminou. Eles descansaram por alguns minutos nas barracas que encontraram e resolveram explorar as cavernas em busca de pistas para salvar a irmã do futuro monarca. Porém, mesmo sem a bruxa, aquelas minas abandonadas estavam longe de estarem seguras.

Dantsem, dias 21 e 22 do mês da água do ano de 1501.

terça-feira, 13 de julho de 2021

(VP) Sessão 53

A viagem com Wysm

• O grupo se reuniu na casa onde Mart, Dick e Talon haviam pernoitado. Eles discutiram sobre o que Tolman havia descoberto e resolveram que Talon iria colher algumas informações sobre a presença destes gigantes pelo vilarejo. O halfling vagou por todo o território e viu, de fato, sinais de que gigantes haviam passado por ali.

Wysm

• A reunião com Kesper ocorreu na forma de um almoço. Estavam presentes, além do líder, a mulher que encontrara o grupo no cais e Wysm, um humano extravagante que se limitou a realizar a própria apresentação durante o almoço. A notícia que o líder de Güerma tinha para dar era de que ele aceitava negociar com o grupo uma alternativa ao pagamento da taxa de sempre. Seu preço seria cobrado de outra forma: ele queria se ver livre de um senador de Ruathym que estava agindo nos bastidores para remover Kesper do cargo. Wysm acompanharia o grupo até a capital e os orientaria no que fosse necessário.

• O grupo acabou aceitando a proposta de Kesper: tirar o senador do caminho deles e pagar uma taxa equivalente a 1,2% da carga. O valor seria de 1%, mas acabou sendo um pouco aumentado porque o grupo pediu um dia para começar, já que Drake tinha planos de se reunir com a arquimaga da Torre Blackstaff junto com Dick.

• Tolman levou Dick e Drake para Aguasprofundas com sua já corriqueira viagem através do plano elemental do fogo. Ele não permaneceu com a dupla na cidade grande, e retornou rapidamente ao encontro dos outros na ilha para acertar os próximos passos.

• Dick e Drake aproveitaram a tarde anterior para se prepararem para o encontrom, mas, antes disso, Carniça os viu chegar e pediu uma reunião. O capanga alertou-lhes que um elfo da guilda esteva fazendo perguntas pelo bairro sobre as ações deles. A dupla despistou o capanga e disse que veria com o restante o momento certo do encontro.

• A reunião com a arquimaga ocorreu no horário marcado. Drake apresentou o problema com Lobato e a maga propôs algumas alternativas, salientando que o preço pelo serviço seria diferente em cada uma delas, e que nenhum deles seria cobrado em ouro. Por fim, a dupla escutou que um desejo seria a única forma de trazer o lobo exatamente da forma como ele estava antes de morrer. Dick saltou da cadeira concordando com a alternativa, mas Drake sabia que o preço para tal feito não seria barato. Luvian, então, disse que conversaria com seus sócios para decidir qual a tarefa apropriada para cobrir os custos de um desejo. Ela voltaria a entrar em contato com Drake em três dias. Assim, a dupla de aventureiros saiu dali com um acordo fechado, mesmo sem saber qual seria o preço que deveriam pagar...

• O retorno para Güerma ocorreu da mesma forma, através de uma parada pelo plano do fogo. A escala mostrou uma paisagem estranha na Cidadela de Bronze, algo como um ataque ao mercado, mas não houve tempo para verificar o que estava ocorrendo, pois em um piscar de olhos o feiticeiro já levou todos novamente para a Ilha no mar do norte da Costa da Espada.

• Reunidos novamente, chegara a hora do grupo partir em direção à capital Ruathym. A viagem levaria cerca de um dia inteiro e o grupo partiria na tarde do dia 3 de Martelo acompanhandos de um homem de confiança de Kesper e dois outros humanos. Wysm, o humano extravagante que os acompanharia, se mostrou uma pessoa provocante e desafiadora, e foi testando a paciência do grupo durante toda a viagem. Dick era o principal alvo e parecia disposto a usar seu machado contra o bardo a qualquer momento.

• A pernoite ocorreu nas proximidades da casa de um fazendeiro a meio caminho de Ruathym. O bardo e seus dois acompanhantes ficaram hospedados com ele, enquanto o grupo achou mais prudente erguer a torre de Mart e ficarem lá, onde puderam discutir de forma privada qual a estratégia adotariam a partir do dia seguinte.

• Wysm e seus acompanhantes estavam menos intrometidos no dia seguinte, mas ainda assim se mostravam audaciosos. Mas os planos do grupo não contavam com eles. Assim que a cidade de Ruathym foi avistada por entre os morros, Tolman deu o comando que autorizou Dick a atacar. O combate foi breve, mas nem por isso não deixou de ser perigoso. Wysm se mostrou um talentoso bardo, que não fosse a emboscada na qual fora submetido talvez tivesse escapado. A batalha terminou após alguns segundos com o machado de Dick encravado no rosto do humano extravagante.

• Talon se certificou de que um dos companheiros do bardo estava realmente morto. O grupo ainda pilhou os corpos com eles ainda agonizando a procura de qualquer objeto de valor. Além de um pouco de ouro, eles encontraram um anel mágico de mensagem que havia tido um uso consumido. Desconfiados de que Wysm tenha utilizado a magia para alertar Kesper das intenções do grupo, eles consideraram enviar a seguinte frase para o líder de Güerma:

"Wysm estava querendo te trair, ele tentou nos matar e precisamos o matar. Continuamos com a missão?"

• No entanto após ponderarem a respeito, Lex Drake achou imprudente alertar o inimigo sobre o que acontecera, já que eles nem tinham a garantia de que a mensagem que consumida do anel havia sido destinada para Késper.

Neverwinter e arredores, dias 02 a 04 de Nightal do ano de 1489.

terça-feira, 6 de julho de 2021

(VP) Sessão 52

Güerma

• Os marujos conseguiram recolocar o barco no rumo após passada a tempestade. No entanto, uma frota naval os abordou algumas horas depois. A frota não parecia muito amistosa, uma vez que ostentava canhões e eram 4 para afrontar apenas o Lobo do Mar. O estranhos se anunciaram como sendo a frota de Güerma e "pediram" para que os aventureiros os acompanhassem.

• Os navios escoltaram os aventureiros até um porto em um pequeno vilarejo na costa de Ruathym chamado de Güerma. Eles foram intimiados a pagaram uma taxa de 10% de sua carga como pedágio, ou não poderiam deixar a ilha. Assustados com o valor, os aventureiros tentaram convencer o guarda a levá-los até seu líder para uma negociação. Eles conseguiram concluir essa tarefa depois que uma mulher surgiu e fez a mediação da conversa.

Kesper, o Glutão

• Kesper é o nome do líder de Güerma. O humano de educação pouco convencional e comportamento ameaçador estava reunido com algumas outras pessoas quando os aventureiros foram levados ao seu encontro. Ele avisou que a taxa era uma obrigação para todos que passassem por ali. Tolman teceu ameaças sutis contra ele e afirmou que uma cobrança ousada como esta contra comerciantes poderia despertar a ira de toda a frota de Aguasprofundas e pôr um fim nas ambições do líder da cidade.

Mirene
a conselheira de Kesper

• Kesper pediu um dia para pensar depois dos "argumentos" colocados pelo grupo. Ele designou alguns aldeões para hospedarem o grupo e agendou um encontro no almoço do dia seguinte. Assim, os aventureiros se dividiram em dois trios: Tolman, Tao e Drake; Mart, Dick e Talon. Os primeiros foram para a residência de Giera, uma mulher com filhos; os segundos para a residência de Buher, um humano solitário.

• O grupo de Mart resolveu não se aproximar muito do seu anfitrião. O humano de meia idade até tenou algumas ações gentis, mas Talon, principalmente, era sempre duro e ameaçador em suas respostas e logo já desestimulou o homem a continuar tentando agradá-los além daquilo que ele parecia acreditar ser seu dever. O halfling também tinha uma forte desonfiana de que Kesper pretendia matá-los de surpresa, talvez atancando-os durante a noite, talvez envenenando-os. No entanto, nada disso se confirmou.

• Tolman foi bastante amigável com sua anfitriã. O feiticeiro acabou descobrindo que Kesper costuma designar seus amigos piratas para se hospedarem na casa dos aldeões, o que fez a mulher pensar que eles próprios eram esse tipo de gente. Conforme informado por ela, Kesper assumiu o comando do vilarejo há algumas estações depois do antigo ancião desaparecer. Ele possui ligações escusas com piratas e algum acordo com uma tribo de gigantes nas montanhas. Este acordo parece ser o suficiente para mantê-lo no poder, mesmo que os líderes da cidade de Ruathym, a "capital" da ilha, pareçam insatisfeitos com a presença dele. Por último, Tolman descobriu que o líder destes gigantes levou uma mulher de Güerma como refém com a autorização de Kesper.

Neverwinter e arredores, dias 27 de Nightal a 01 de Hammer do ano de 1489.

sexta-feira, 2 de julho de 2021

(SG) Sessão 79

Crias da necromante

• O combate contra os esqueletos não era difícil, mas drenava uma quantidade de energia dos aventureiros que eles não gostariam de gastar antes de se depararem com a bruxa.

• O avanço pelos túneis os levou e encontrarem mais mortos-vivos além de uma porta. Assim como na primeira batalha, os oponentes eram muito inferiores ao grupo e não ofereciam uma grande resistência. Porém, apenas o esforço gasto no combate já era motivo de preocupação, especialmente para os dependentes de karma.

• A bruxa chamou os aventureiros após eles lidarem com mais de suas criações. Ela não foi capaz de intimidar o grupo mesmo ameaçando e dizendo que eles não sabiam com o que estavam lidando, pois foram rápidos em responder que também não teriam piedade dela. Cóquem ainda tentou conversar, e ela propôs abrir negociação pelo diário, mesmo em se tratando da maldição de Ildra. Mas desta vez o grupo que resolveu seguir com sua investida.

• Mais um grupo de esquelos surgiu no caminho entre os aventureiros e a bruxa e, mais uma vez, foram todos abatidos rapidamente, abrindo caminho para mais perto da verdadeira inimiga.

• O próximo grupo de inimigos já foi visto próximo a uma área mágica de sombra. A voz da bruxa pode ser ouvida de perto, e ela mesma lançou uma de suas magias para encher de pavor as mentes de Pedodes e Lanâncoras. Ao mesmo tempo, Torin e os outros punham-se à frente de batalha para lidarem com os mortos-vivos que formavam a linha de defesa da inimiga. A real batalha contra a bruxa estava apenas começando.

Dantsem, Calinior, dia 21 do mês da água do ano de 1501.

quarta-feira, 30 de junho de 2021

(VP) Sessão 51

Risco no mar

• Ainda havia algum tempo para Mart fazer suas compras na cidade de Neverwinter. O warforged conseguiu uma varinha de bolas de fogo, a qual foi anexada em seu braço para ser utiliada quando necessário.

• De volta ao Lobo do Mar, o grupo começou os preparativos para a viagem de retorno para Aguasprofundas. Tolman conversou com Sir Velen e aceitou levar uma grande quantidade de carga adiantada para o futuro sogro. Assim, os tripulantes começaram a fazer a transferência de toneladas de toras de madeira de uma embarcação para a outra.

• Já era de manhã quando o grupo lembrou-se de Sir Castrin. Drake enviou uma mensagem telepática para alertar o velho guerreiro e chamá-lo para a embarcação. Precisariam esperar por ele.

• Milise surgiu enquanto aguardavam pelo velho cavaleiro. A mercenária conversou com Tolman dizendo que Drake a havia prometido um pagamento equivalente a 20% da carga. No entanto, achando demais, Tolman achou melhor renegociar. O feiticeiro conseguiu fechar acordo para que ela ficasse com 40% dos lucros de toda viagem que ela fizesse como responsável pelo navio. A ideia dele era de mantê-la como comandante depois que o grupo retornasse para Aguasprofundas. Da viagem em curso ela ficaria com 10% dos lucros. Ela aceitou prontamente.

• Sir Castrin chegou pouco antes do barco zarpar. Como esperado, sua memória chegou a enganá-lo em alguns momentos, mas o homem lembrava do suficiente para saber que estava partindo em uma aventura.

• A previsão feita pelo grupo era de que eles levariam 10 dias na viagem de volta. Drake, que havia agendado encontro com a líder a Blackstaff para dali a 7 dias,começou a ficar preocupado com o prazo. Ele teria algum tempo no mar para pensar em alguma alternativa.

• A viagem pelo mar das Espadas foi tranquila nos primeiros dias, apesar da chuva. Porém, quando começaram a se aproximar das Moonshaes, Mart foi capaz e notar uma tempestade se aproximando. Em pouco tempo eles perceberam que tratava de um tornado que poderia varrer o Lobo do Mar da superfície do mar. Assim, resolveram que iriam parar e evitar a tormenta. Recolhendo as velas e usando os remos, o grupo foi capaz de retardar a velociade do barco e remar contra a corrente para fugir da roda do tornado. Horas depois, exaustos, comando e tripulação voltaram a seus postos para reerguer as velas e seguir viagem até procurarem algum porto para descansar.

Neverwinter e arredores, dia 22 a 27 de Nightal do ano de 1489.

terça-feira, 22 de junho de 2021

(VP) Sessão 50

A fuga do covil

• O grupo passou a averiguar cada canto do covil inimigo, ignorando os corpos feridos que ainda jaziam sobre o local. A única exceção foi Mart, que retirou das quimeras tudo aquilo que achou que poderia ser útil para misturas futuras.

• O covil do biomante apresentou uma riqueza sem tamanho. Os aventureiros tiveram trabalho para armazenar tantas moedas mesmo fazendo uso das mochilas do armazenamento que traziam consigo. Apesar disso, não foram encontrados muitos objetos mágicos.

• A saída dos esgotos estava aberta. Porém, o grupo estava curiso para saber para onde levava aquele rio e para o quê servia aquele pequeno bote, que estava perto do acesso ao covil. Embarcaram.

• O pequeno rio seguia por um túnel que tornava-se cada vez mais apertado. Além disso, a água do rio tornava-se mais quente a medida que seguiam. Lex conseguiu ver uma saída para cima em determinado momento, não teve reflexos para parar a embarcação. Vendo que a situação estava perigosa e sem saber o que enfrentariam à frente, Tolman transportou a todos para o plano elemental do fogo e, de novo, para os arredores de Neverwinter.

• De volta à segurança da cidade e com muito dinheiro no bolso o grupo partiu para as compras. Mesmo na inflacionada cidade de Neverwinter eles conseguiram comprar "bags o holdings" para todos, uma nova arma mágica para Tao e alguns outros objetos de interesse. Depois ainda foram até a mansão do velho Castrin para entregar-lhe a espada. Apesar dele mal lembrar do acordo quando eles chegaram, sua memória foi reavivada por Tao. Em troca, Tao recebeu as velhas botas do guerreiro aposentado.

• O grupo ainda teve a oportunidade de convencer Sir Castrin a viajar com eles no Lobo do Mar. Restava saber se ele lembraria de encontrá-los no dia seguinte...

Neverwinter, dia 22 de Nightal do ano de 1489.

sexta-feira, 18 de junho de 2021

(SG) Sessão 78

A mina da Bruxa da Alma

• Pedodes foi recebido por Józ, que inicialmente não se mostrou tão maluco quanto foram as informações. No entanto, o sacerdote logo percebeu que ele era um obcecado pela bruxa e tinha reunido pilhas de livros com rabiscos feitos por ele sobre movimentos da tal Bruxa da Alma. Ele também soube informar que a bruxa carrega um "colar" com 25 caveiras, supostamente troféus conquistados de inimigos mortos. Também soube dizer que a bruxa é maluca, afoita por atenção e psicologicamente instável.

• Enquanto isso Cóquem havia tentado convencer a aldeã de que ele era um servo da bruxa. A mulher duvidou e imediatamente tornou-se hostil ao napol, que também percebeu que alguém havia ouvido a conversa e estava saindo escondida. Antes de dar qualquer satisfação ao grupo, o bardo alçou voo e perseguiu a aldeã. O restante do grupo resolveu ir até o lenhador Ruivo e deixar Cóquem lidar sozinho com a mulher.

• Pedodes seguiu ouvindo a história de Józ. O homem havia perdido seu filho porque um inimigo dele havia pedido a sua morte. Segundo ele, o filho morreu doente graças a alguma maldição. O catedrático também revelou que estudara por décadas em Efrin e conhecia um elfo chamado Loniâm que tinha livre acesso a cidade. Era um dos poucos capazes disso pois era um mensageiro. Interessado, o sacerdote disse que isso poderia ser um sinal dos deuses e sinalizou que poderia ajudar Józ matando a bruxa. Em troca, o homem deu a ele um pingente de Sevides que era capaz de convocar o mensageiro Loniâm.

Símbolo de Antredom na
porta de Miríade

• Pedodes parou na frente da casa de Miríade enquanto se diria até o casebre de Ruivo. A mulher resolveu fechar a porta depois de ver o vingador, e assim o sacerdote conseguiu perceber, mesmo de longe, um símbolo demonista gravado nela. Tratava-se do símbolo de Antredom, o Pouco. Nervoso, Pedodes chamou a mulher para conversar, deixando-a muito assustada com as acusações do sacerdote.

• Miríade acabou revelando que fez uma oferta para a bruxa em troca de dinheiro, mas que jamais desenhara aquele símbolo em sua porta. Na verdade, ela nem sabia o que ele significava. Durante a conversa, o vingador ficou sabendo que o marido dela havia aumentado a oferta para a bruxa, que originalmente era apenas a ossada do avô de Miríade. Desesperados pelo comprometimento de suas almas, conforme ameaças do sacerdote, o casal entregou as 30 moedas de ouro que haviam recebido pela troca, certos de que isso purificaria suas almas quando chegassem aos portões de Cruine.

• Enquanto Pedodes e os outros se dirigiam para a casa da última pessoa que sabiam ter realizado troca com a bruxa recentemente, Ruivo, Cóquem terminava sua conversa com a plebéia que fugira ao ouvir sua conversa com a invejosa de Miríade. A mulher foi facilmente ludibriada pelo napol e revelou que iria contar ao sacerdote da cidade que ele era um servo da bruxa. Segundo ela, haviam muitos servos fiéis dos deus naquela cidade, e o sacerdote queria saber de todos os que tinham relações excusas com a estranha.

• Uma meio-elfa jovem e bonita, mas vestida como outra qualquer, disse que queria falar com Cóquem sobre o que ele andava perguntando pelo vilarejo. A mulher pediu para conversar com ele reservadamente e aos poucos foi guiando-o até a floresta. Atento a isso, Cóquem recuou após encantá-la com seus poderes. Mas a meio-elfa se mostrou bem mais do que uma simples aldeã. Ela resistiu ao encantamento e tentou contra-atacar com outra magia, resistida pelo bardo. A bruxa se mostrou uma demonista em busca da alma prometida do napol quando ele contaminou seu dedo na caixa profana. O napol não deu muita conversa e partiu logo dali para encontrar seu grupo, não sendo perseguido.

• A conversa com Ruivo começou um pouco tensa. A aproximação do grande grupo de aventureiros o intimidou logo de cara, e as indagações sobre seu pedido para a bruxa não ajudaram. Ele havia pedido a morte de um inimigo e mesmo as ameças de Pedodes para seu pós vida não o fizeram se arrepender. No fim, o grupo não conseguiu muitas informações dele, à exceção de que a bruxa costuma visitar a cidade durante Agmarim Nova, data que ainda levaria alguns dias.

• O grupo partiu para as minas de prata em busca da bruxa assim que terminou as investigações em Celeira. Foram novamente voando na velocidade de uma águia. Cóquem e os outros passaram algum tempo procurando a entrada certa para o covil da bruxa. O napol usou seu faro apurado para encontrar carniça para descobrir qual era a caverna escolhida por ela, e assim não perderam muito tempo até descobrir.

• Assim que entraram nos túneis precisaram percorrer vários metros de complexos escuros, iluminados apenas até o limite que suas tochas clareavam. Neste ambiente, se depararam com um grupo de mortos vivos. A batalha não tardou a ser vencida. A voz da bruxa ecoou plos túneis, saindo através de um zumbi que se aproximava assim que o último esqueleto foi derrubado. Ela indagava a razão dos aventureiros estarem ali e os ameaçava. Cóquem tentou negociar a fórmula para remover a maldição de Ildra em troca do diário de Ledâm e, embora tenha deixado a bruxa interessada, o negócio não foi fechado. Pedodes destruio o morto-vivo que servia de porta-voz para a bruxa assim que descobriram o verdadeiro nome da inimiga: Élean.

• Foi preciso melhorar o caminho para prosseguir pelos túneis. Lanâncoras crioou uma ponte sobre uma buraco com espinhos e os heróis de Dantsem acabaram por encontrar mais esqueletos no decorrer do caminho. Uma nova batalha contra os lacaios da bruxa se iniciava, mas assim como a primeira, ela não seria um grande desafio.

Dantsem, Calinior, dias 20 e 21 do mês da água do ano de 1501.

quinta-feira, 17 de junho de 2021

(VP) Sessão 49

Por pouco

• O combate contra as quimeras mantinha-se difícil. O biomante acordou uma das criaturas, tornando ela uma nova grande ameaça. Sua baforada de chamas derrubou novamente parte do grupo, mas os que haviam permanecido em combate tiveram forças para matá-la e reerguer os companheiros com poções e magias que ainda dispunham.

• Vendo que a siuação estava complicada, o inimigo usou um cone de frio para atingir quase todos os aliados. Embora sua magia quase tenha resolvido a situação para o seu lado, ela também acabou por matar o irmão Vergar que estava no chão. Enfurecida, a irmã lançou-se contra ele em um ataque que o enfraqueceu bastante, o que acabou por auxiliar o grupo e deu-lhes tempo para novamente levantar os caídos com as últimas poções que haviam trazido.

• Ferido, o biomante se defendeu com uma parede de gelo e escondeu-se no escuro. O grupo precisou lidar com a irmã Vergar e com a outra quimera, além de lidar com os encantamentos do inimigo vindos de algum lugar incerto. A vantagem de terem maior número, mesmo estando muito debilitados, fez a diferença neste momento.

• Foi Tao quem revelou a posição do mago adversário. Tolman, tendo a visão do inimigo, sacou suas espadas e se aproximou. O biomante ainda tentou se defender com o cajado que fora rachado pelo ataque da irmã Vergar, mas seu estado enfraquecido não foi suficiente para defletir os golpes preciso de Tolman, que perfuraram-lhe o peito e o mataram instantaneamente. Seu corpo tornou-se líquido viscoso assim que a vida o deixou.

• Depois de muita dificuldade e algumas reviravoltas, o grupo havia obtido a vitória. Restava-lhes encontrar a espada de Sir Castrin.

Neverwinter, dia 22 de Nightal do ano de 1489.

sexta-feira, 11 de junho de 2021

(SG) Sessão 77

O mal de Ildra

• Com Ildra sofrendo de algum mal em sua cama, Landalfo sugeriu que a casa fosse isolada imediatamente. Ao mesmo tempo, usou sua magia para detectar qualquer encantamento presente no local e percebeu que se tratava de uma maldição. Kaiser e Éperus foram conversar com os soldados presentes e descobriram que a moça estava naquela situação há pouco tempo. Já Pedodes identificou um furo no pulso de Ildra e, auxiliado por Landalfo, encontrou uma pedra avermelhada em formato de coração, que não foi tocada.

• Landalfo não foi capaz de quebrar o encantamento de maldição, e percebeu que para disso seria necessário cumprir alguma condição desconhecida. Kaiser e Éperus receberam um carta de uma "Bruxa da Alma" que exigia que Éperus se destituísse de suas responsabilidades como herdeiro de Verrogar. Foram imediatamente de volta aos companheiros assim que terminaram de ler.

• A tal bruxa não era conhecida pelos soldados. Kaiser chamou por Arnieta para tentar um rastreamento mais preciso. Ela estava com Lia, mas foi sozinha atender o noivo enquanto a sacerdotisa foi chamar o restante do grupo. A rastreadora encontrou algumas marcas no local: resíduos de prata, a marca de uma bota e cheiro de carniça. Uma pena de corvo também foi encontrada do lado de fora da janela. Cóquem, que chegara há pouco, voou alto para tentar enxergar alguma coisa ao redor.

Bruxa da Alma
na mente de Landalfo

• Landalfo usou seus contatos mentais em Ildra na tentativa de ler sua mente e saber quem havia feito aquilo com ela. O mago conseguiu entrar na mente da moça e ouviu uma voz feminina a dizer: "seu irmão nunca será rei, e eu terei meu prêmio." Insistindo no contato, Landalfo ainda foi capaz de ver a imagem de uma mulher. Na sequência, viu dois corvos deixando o quarto pela janela. No entanto, o mago ficou cego ao quebrar a magia, pois também foi amaldiçoado. Lanâncoras conseguiu a magia que o afetava para reverter o efeito.

• Ildra foi levada para o templo de Maira através de um portal. O grupo a carregou com sua cama, sem mover a pedra sob o colchão. Depois foram tentar reunir algumas informações sobre a bruxa com Eldem, que já ouvira falar dela em terras do sul, mas sem muita precisão. Lidjinir foi contatado por Kaiser e Cóquem, e ele também ouvira falar da bruxa, sabendo que ela teria sido expulsa do pântano de Léom há mais de 10 anos. A dupla ainda pediu que ele se dedicasse a alertar o triunvirato de Efrin a respeito do domínio demonista sobre Verrogar, atuais aliados de Eredra.

• O grupo estava decidido a partir para Celeira. No entanto, antes da partida, eles foram até o rei e falaram sobre o corpo do príncipe Ramum. Azuma quis ver o corpo com seus próprios olhos e assim todos foram até a masmorra onde ele se encontrava. No caminho, Pedodes interrogou o monarca sobre Loman e Aspris. Com as descrições que recebeu, o sacerdote teve certeza de que não se tratavam das mesmas pessoas que ele viu quando enxergou os últimos momentos de Ramum. O grupo explicou onde encontrou o corpo do príncipe, fazendo com que o rei ordenasse que aquele cadáver fosse bem protegido para que pudesse ser devolvido no momento certo, ou destruído caso Léom sucumbisse.

• Por fim, Lanâncoras foi até Vêile tentar novamente um reforço dos magos elementais para a guerra. O mago ouviu mais uma vez que o colégio não se envolveria oficialmente. A maga também não tinha atualizações sobre o tio de Lanâncoras. Contudo, após o mago informar sobre o avanço demonista sobre Verrogar e ver pessoalmente as provas que o grupo tinha para apresentar, ela demonstrou interesse pessoal na luta, mesmo reiterando que a batalha não seria travada pelo colégio de forma oficial. Segundo ela, o colégio sempre existiu, esteja quem esteja no poder, demonista ou não. Como forma de ajudar, a mestra do colégio cedeu um tomo a Lanâncoras, o qual o elementalista guardou para ler depois.

• Ildra estava tendo sua aura modificada. Estava se transformando em alguma coisa. Não era possível saber o que ela se tornaria, mas eles não estavam dispostos a descobrir. Transformado em uma ave e voando rápido como uma águia, Landalfo para Celeira transportando o grupo encolhido.

• O vilarejo de Celeira era muito rural. Plantações estavam ao redor de toda a vila, que parecia bastante calma. A única taverna foi visitada por Cóquem e Torin, enquanto os outros foram até o templo juntamente com Pedodes.

• Os interrogatórios que o grupo fez sobre a bruxa na vila revelaram que ela era uma personalidade bastante conhecida e, de certa forma, bem vista. Os aldeões colocavam uma caveira qualquer (geralmente de um pequeno animal) em suas janelas. A tal bruxa surgiria naquela em que a caveira desaparecesse durante a noite e então faria um favor em troca de uma recompensa. Os aldeões que eles mais escutaram falar foi o lenhador, Ruivo, e sobre uma mulher, Miríade, que haviam trocado favores recentemente. Mas o próprio taverneiro revelou já ter pedido um favor para a bruxa, embora há muito tempo.

• Cóquem visitou Miríade junto com parte do grupo. Conversando com ela em particular, após encantá-la, o napol ouviu que ela havia pedido dinheiro e recebeu 30 moedas de ouro em troca da ossada de seu avô. Porém, a aldeã não sabia como convocar a bruxa de forma rápida. Sobre outros aldeões, ela descobriu que uma vizinha odiava a bruxa. Ao interrogar esta pessoa, descobriram que o motivo era inveja por não ter sido atendida. Seu pedido era prejudicar Miríade.

• Pedodes procuroou o prefeito Gilbert. O homem estava muito impressionado, até amedrontado, pela presença do vingador. Ele falou sobre a história da bruxa na região, que foi repelida há vários anos após o conflito com outro mago. Também ouviu sobre o velho humano Józ, odiador da bruxa, catedrático que se radicou no pequeno vilarejo depois que seu filho morreu. Pedodes foi até lá. Ao ser recepcionado, viu o brilho nos olhos do velho homem ao enxergá-lo. "─ Eu acho que o senhor pode me ajudar." ─ disse Pedodes ao velho. "─ Talvez você possa me ajudar mais..." ─ respondeu Joz.

Dantsem, Calinior, dias 20 e 21 do mês da água do ano de 1501.

terça-feira, 8 de junho de 2021

(VP) Sessão 48

O covil do biomante

• Os irmãos Vergar foram atacados pelo grupo assim que foram vistos. No entanto, a dupla não atacou de imediato. Em vez disso, os dois recuaram para trás de uma porta de madeira que parecia ser um covil. Antes disso, o irmão não exitou em atirar sua lanterna de óleo nos fungos inflamáveis em que o grupo estava próximo, provocando uma explosão que os atrasou um pouco.

• Dick se aproximou da porta do covil e a chutou até que ela caísse. Três mantícoras o aguardavam do lado de dentro, e baforadas de chama foram lançadas sobre o bárbaro, o clérigo e o feiticeiro. Mas foi justamente Dick o mais afetado, que quase não resistiu aos ferimentos.

• O combate não começara de forma favorável ao grupo. No entanto, Tolman conseguiu manter os inimigos contidos utilizando sua magia de hipnose, que paralisou as três mantícoras e o irmão Vergar. Mas sua magia selvagem cobrou o preço do poder justamente neste momento, e o corpo do feiticeiro se transformou em uma ovelha enquanto ele se aproximava dos inimigos.

• Um biomante se revelou do lado de dentro, assim como outra mantícora. O combate para o grupo continuava complicado. Mart resolveu devolver a forma natural de Tolman da forma mais dolorida possível: matando a ovelha. Com um disparo certeiro, o pequeno animal foi abatido e Tolman recobrou sua forma e consciência humanas. Assim que pode, o feiticeiro avançou sobre a mantícora ilesa e usou o poder do presente de Grumarrurr, levando ele e a criatura para o plano elemental do fogo.

• O local de destino de Tolman e da mantícora foi o porto da Cidadela de Bronze, um ponto movimentado da cidade. O feiticeiro se afastou com um passo na névoa, mas o acúmulo de magias novamente despertou a natureza selvagem de seus poderes, fazendo crescer uma barba de penas azuis em seu rosto por alguns segundos. A mantícora se aproximou com um voo rasante disparando sua baforada de chamas antes mesmo de Tolman remover o novo adereço, atingindo o humano e outros 18 inocentes nativos do plano do fogo. O feiticeiro não esperou para ver as consequências da ação da criatura ou o que seria feito dela e voltou a transportar-se novamente para os esgotos de Neverwinter.

• A batalha nos esgotos não teve muitas melhoras nos seguntos em que Tolman esteve de fora. Dick fora derrubado duas vezes, e em ambas resucitado por Drake. Mart e Talon disparavam a distância, enquanto o restante permanecia mais próximo. O irmão Vergar acabou sendo abatido em um dos momentos que Dick estava em pé, para fúria da irmã. O biomante despertou uma das mantícoras, mas se manteve longe por algum motivo durante alguns segundos. Quando retornou usou sua magia para transformar Tao em um rato.

• À exceção de Mart e Talon, todo os aventureiros estavam pelo menos um pouco feridos, sendo Dick o mais prejudicado. O biomante também havia sido bastante afetado pelos ataques do grupo, mas de forma alguma o resultado do combate já se encontrava em uma situação previsível. A batalha continua, e há chances do grupo terminar vitorioso ou inteiramente morto.

Neverwinter, dia 22 de Nightal do ano de 1489.

sexta-feira, 4 de junho de 2021

(SG) Sessão 76

Em Léom por Dantsem

• O grupo ainda se recuperava da batalha por Calinior no dia anterior. Arnieta, que havia sido levemente ferida, foi visitada por Kaiser. Landalfo pegou o amuleto que fora de Afren e tentou destruí-lo com ácido. Torin ficou consertando a armadura do vingador, muito danificada pelo general inimigo. Cóquem e Pedodes foram até o templo de Cruine onde se depararam com pilhas de corpos sendo preparados pra serem queimados e uma cerimônia de despedida.

• O vingador encontrou o corpo de Afren em meio aos outros e viu que não restava nada além de um esqueleto em sua armadura. Pedodes foi capaz de encontrar três dos quatro cavaleiros que acompanharam o general na negociação antes da batalha. Dois deles possuíam marcas demonistas com o símbolo de Diatrimis gravados na pele, encobertos pela armadura. Para tentar decobrir mais informações, o grupo levou consigo os restos de Afren e o corpo do soldado sem marcas para investigações posteriores.

• O grupo e muitos generais se reuniram na sala de guerra do quartel da Calinior. Katrius agradeceu a todos os envolvidos na batalha, elogiando especialmente os napóis, decisivos no dia anterior. Gálegor também teve sua glória reconhecida, assim como todos do grupo. O elfo retornaria para Marvion a fim de proteger os limites da floresta, uma vez que a ameaça de demônios assolava a região e Siviâm ainda poderia estar em perigo.

• Kaiser dispensou das próximas lutas aqueles soldados de Ludgrim que haviam sobrevivido à última batalha. O arqueiro pediu para que dez deles fossem até os Montes Solomor e encontrassem com Duterte. Eles seriam os primeiros cavaleiros de grifos de seu exército em Agrimir.

• A viagem para Léom ocorreu em um único dia de voo na forma de uma águia. Os aventureiros chegaram na cidade pela madrugada. Eles foram rapidamente reconhecidos e pouco tempo depois estavam reunidos com o Rei Azuma de Olives na sala do trono.

Rainha Mirna Tarama

• A descoberta de um espião no interior de Calinor tornou Landalfo e Kaiser muito desconfiados. Perante a majestade, seus conselheiros e a rainha, o arqueiro se negou a revelar as informações que tinha obtido sem antes submeter Eldem e Kolich, conselheros e braços do rei, a um interrogatório. Azuma se enfureceu muito com a ousadia do marquês, mas Cóquem conseguiu acalmar minimamente os ânimos. Pelo menos o suficiente para que tanto Kolich quando Eldem se oferecem para serem interrogados por vontade própria.

• Cóquem usou sua magia de sugestão para impedir que Kolich e Eldem mentissem, e então perguntou-lhes suas relações com os demonitas. Após ouvir que eles nada tinham a ver com o inimigo, o bardo tranquilizou o grupo que enfim sentiu-se seguro para revelar as informações quanto aos demônios que foram vistos no pântano e na floresta de Siviâm, da mutação do corpo de Afren depois de morto e das relações profanas do general.

Lidjinir Alpini, o Sábio

• O grupo foi abordado pela rainha Mirna assim que deixaram a sala do trono. A meio-elfa se apresentou para os aventureiros e disse que eles poderiam contar com a ajuda dela no que fosse necessário. Também apresentou o conselheiro Lidjinir, um elfo florestal e sacerdote de Sevides que se encontrava até pouco tempo no sul do reino de Dantsem amenizando a situação dos aldeões que lutam bravamente para sobreviver em tempos de guerra. O sacerdote, calmo e ponderado, também ofereceu tudo que dispunha para o grupo, embora seus conhecimentos sobre guerra fossem limitados.

• Um conselho de guerra foi montado na manhã seguinte. Kolich e o monarca coordenavam e apresentaram o grupo que vinha salvando Dantsem nos últimos meses para os generais que defenderiam a cidade contra o avanço verrogari: Caliam e Ruded, mestres da infantaria e dos arqueiros de Léom, respectivamente, e Og, Valer e Porvin, mercenários contratados.

• Segundo as informações obtidas pelos batedores, os verrogaris contavam com cerca de 8000 combatentes, contra um contingente de não mais do que 5000 dantsenianos aptos à luta. Percebendo a clara desvantagem, os aventureiros começaram a pensar em estratégias para trazer novos aliados para a cena. No entanto, todas as alternaticas pareciam muito distantes. A carta que Kaiser enviara para Donatar poderia ter bons resultados, assim como a que Pedodes enviou para a sede de sua ordem, mas todas elas levariam muito mais tempo para terem resultados do que eles dispunham naquela guerra.

• A maior parte dos aventureiros foi descansar depois da reunião do conselho, uma vez que tinham viajado toda a madrugada sem parar. Pedodes, Landalfo e Kaiser porém, foram até a biblioteca encontrarem-se com Lidjinir e Eldem. Os conselheiros do rei não apresentaram qualquer informação realmente importante para o vingador, exceto pela lembrança de que o corpo de Afren havia envelhecido de forma semelhate ao que ocorrera com o corpo de Kalissa, vários meses antes. Também cogitaram alguma forma de cortar a fonte de suprimentos dos exércitos verrogaris e descobriram que os inimigos tem atravessado Eredra. Assim, pensaram em contatar Efrin e o Triunvirato, amigos pessoais de Lidjinir.

• Éperus encontrou o grupo na biblioteca e pediu uma conversa. O aspirante à monarca de Verrogar parecia decidido a participar ativamente na guerra. Ele acreditava que poderia pedir pela lealdade do povo que também é seu, e fazer uma parte do inimigo se voltar para o lado de Dantsem buscando o destronamento de Attos. Escarlon estaria cumprindo sua missão, mas não há mais tempo. Kaiser, sem hesitar, apoiou o jovem que ficou ainda mais motivado.

• Um serviçal interrompeu a reunião com Éperus. Nervoso, o humano avisou ao herdeiro de Verrogar que sua irmã, Ildra, havia sido acometida por uma doença fulminante. Partindo apressados até a mansão em que a moça vivia, o grupo e Éperus chegaram ao quarto em que ela estava. Desfalecida em sua cama, a moça estava pálida e com a respiração pesada. Pedodes, repentinamente, percebeu seu amuleto despertar.

Dantsem, Calinior, dias 18 a 20 do mês da água do ano de 1501.