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sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

(SG) Sessão 139

A herança de Ranmat

     Anabel havia desaparecido na frente do grupo e, agora, eles planejavam qual seria o próximo passo. Depois de algumas horas discutindo, eles resolveram permanecer em Âmien e explorar mais para o sul, a fim de coletarem informações sobre Rantag e Ranmat, pai e avô de Landalfo, vinculados aos protetores da Ponte de Palier.

    A Ponte de Palier é, supostamente, um caminho direto que conecta Âmien com o reino do deus da sabedoria. Os aventureiros estabeleceram o objetivo de chegar neste local a fim de convencer a divindade em reenergizar o Cetro Dourado, considerando a delicada situação que Tagmar se encontrava ao enfrentar os demonistas mais uma vez.

    Os aventureiros entraram no cerne do reino de Âmien com o Passo Etéreo. As limitações do feitiço impediam Landalfo de levar o grupo para dentro da Cidade Dourada. Porém, já nas proximidades da antiga residência de Rantag, o alquimista abriu alguns portais e levou o grupo até o destino, tendo em vista que ele residira no local há poucas décadas, e assim sabia a localização.


     O grupo começou a investigar minuciosamente a residência. Pedodes ativou alguma coisa ao remover um objeto da parede, embora esta coisa não tenha se revelado imediatamente. 

    Passados alguns minutos, depois dos aventureiros terem encontrado alguns objetos típicos que um alquimista possuiria, como poções e ervas, eles se depararam com alguns golens prontos para combatê-los. O confronto foi inevitável, mas não foi um grande desafio.

    A exploração levou a uma sala secreta cuja chave para abrir sua porta encantada fora descoberta em um dos quartos. Dois construtos protegiam o recinto e precisaram ser combatidos. Durante esta luta, no entanto, o grupo percebeu que alguns elfos se aproximavam da residência, alertados por algum alarme que, o grupo então percebeu, fora ativado por Pedodes. Para atrasá-los, Landalfo criou uma passagem dimensional sobre a porta de acesso.

    Os aventureiros entraram todos para a sala secreta e se trancaram nela. Eles possuíam a única chave de acesso, mas os elfos também eram versados em magia e iniciaram tentativas para arrombar a porta. O grupo vasculhou a sala o quanto pode e se deparou com um portal para um destino desconhecido. Sem muitas alternativas, os aventureiros entraram. No entanto, Pedodes fez um último gesto na casa de Rantag. Ele convocou um enviado de Cruine e pediu que ele recolocasse a cabeça que ele removera da parede no seu devido lugar.

    O destino do portal foi uma pequena sala repleta de livros, estatuetas e outros objetos pessoais de um alquimista. Ela estava claramente muito longe da Cidade Dourada, como os aventureiros podiam perceber ao simplesmente olharem pela janela, que revelava uma cordilheira de montanhas sob a floresta. 

    Uma nova vasculha na pequena sala revelou um robe típico dos sacerdotes de Plandis, algumas escrituras fazendo referência ao Caminhante das Nuvens, um broche com o símbolo de Palier e um diário de Rantag, relatando o trabalho que ele realizava naquele local que ele chamava de laboratório.

    Entre as anotações importantes que Landalfo encontrou no diário, estava a menção a um presente dado à Rainha Enora, uma estatueta capaz de servir como receptáculo chave.

    Por fim, Lanâncoras encontrou um objeto estranho, uma estatueta em formato feérico que emanava uma energia diferente. O grupo demorou a tocar e analisar o objeto, pois decidiu vasculhar todo o restante do laboratório antes.

    Foi Landalfo quem analisou a estatueta. Alguns testes fizeram ela se abrir, dividindo-se ao meio pela barriga, e revelar um disco com uma emanação mágica impressionante. O objeto era alaranjado com algumas mesclas azuis. O grupo logo teve a certeza que se tratava da chave para a Ponte de Palier.

    Para não correr o risco de se revelar, Landalfo voltou a fechar a chave na estatueta, selando assim a energia que ela emanava e que poderia ser facilmente detectada pelos místicos de Âmien.

    Quando a estatueta se fechou e ficou inteira novamente, ela abriu os olhos e dirigiu-se a Landalfo. Uma rápida conversa revelou que ela era Lili, a irmã que Landalfo vira morrer em seus braços. A caçula do alquimista não sabia como havia chegado naquele estado. Ela também não sentia-se exatamente como antes, pois parte de sua memória estava apagada, ao mesmo tempo em que ela lembrava-se de coisas que claramente não tinha vivido como elfa. No entanto, ela sentia que possuía uma missão atribuída a ela quando foi selada neste corpo.

    Lili afirmou lembrar-se com clareza de algumas palavras, proferidas antes dela abrir os olhos pela primeira vez nesta forma: "Seu destino ainda não foi cumprido, mas uma parte da sua jornada está completa. O sofrimento será recompensado se todas as partes do mosaico se encaixarem. Você verá a luz mais uma vez antes de ter a sua chance como aquela que ilumina."

    Os aventureiros sabiam que o mosaico mencionado por Lili possuía três partes. Uma delas, Lili revelou através de versos que ela aprendera durante sua transferência para o novo corpo: "Sei que meu corpo sucumbiu, mas que minha alma não partiu; sei que você busca vingança, mas que também é uma chama de esperança; sei que Ranmat, nosso avô, construiu este corpo enquanto ainda era um mago a provar o seu talento; e sei que Plandis, o louco, sem juízo, deixou três marcas neste mundo para que os navegantes do Abismo cumprissem o destino a eles atribuído; eu sou uma delas, mas que não abrirá porta alguma sem as outras duas, que serão descobertas por vocês, Caminhantes das Brumas."

 Âmiem, Basvo, dia 24 do mês da Paixão do ano de 1501.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

(SG) Sessão 138

O último eco

    O grupo estava frente a frente com as árvores amaldiçoadas na Floresta Preta. O confronto contra os monstros se mostrou muito desafiador, levando ao limite a capacidade do grupo. Torin acabou perecendo ao ter seu pescoço quebrado por uma das criaturas que lhe atacou de forma surpreendente.

    Pedodes e Cóquem conseguiram proteger o corpo de Torin enquanto o restante do grupo manteve os inimigos sob controle até que, enfim, a vitória pudesse ser alcançada.

    Durante o confronto, os aventureiros presenciaram uma luz no céu que se parecia com uma estrela que cairia sobre o campo de batalha. A luz não se revelou por mais algum tempo, e o grupo ficou apreensivo.

    Cóquem usou seu anel com a magia de ressurreição imbuída para trazer o anão de volta à batalha. Imediatamente, Torin sacou seu protótipo de espada criada a partir do metal das névoas e voltou a tentar cortar a madeira, uma vez que seu machado não havia conseguido talhar nem uma parte da árvore. A estratégia deu certo, pois aquela lâmina cortava a árvore como o planejado.

    Pouco antes de Torin conseguir derrubar o tronco da madeira preta, a luz no céu revelou-se sendo a criatura que o grupo havia enfrentado na casa do Morto-Que-Não-Sabe. Rapidamente, Landalfo começou a preparar o Passo no Éter, a magia que havia aprendido com Kétil Monda, para tirar o grupo dali. O combate contra as árvores malditas continuava, mas Torin já estava quase derrubando o tronco enquanto os outros davam cobertura ao guerreiro e ao alquimista.

    Quando a criatura enfim tocou o solo e mostrou sua hostilidade para o grupo, a área de névoas sobrenaturais criada por Landalfo já estava preparada. Torin e alguns companheiros ergueram o enorme tronco e o transportaram através da fenda dimensional direto para Kétil Monda. Assim que a travessia dos aliados foi concluída, Landalfo iniciou a dissipação do feitiço, o que enfraqueceria rapidamente a passagem e talvez impedisse os inimigos de segui-los.

    Uma árvore maldita e a criatura que caíra do céu seguiram os aventureiros através do Passo no Éter. A árvore chegou ao seu destino atrás do grupo, mas foi rapidamente destruída. O outro monstro, no entanto, não surgiu no destino. Landalfo percebeu que ela, em razão da imprevisibilidade da magia em desvanecimento, fora transportada para algum lugar incerto, em qualquer possível plano de existência. Por ora, o grupo estava a salvo dela.

     Antes de retornarem para Tagmar, o grupo conversou um pouco com Kétil Monda e voltou à Galhaçal, onde dedicaram alguns dias para confeccionar o cabo da espada de Torin e quarenta flechas com a madeira preta obtida do tronco que Torin derrubou. Cóquem também conseguiu negociar o excesso de madeira por mais metais das névoas, que também foram trabalhados para fazer chocalhos para o bardo.

    Dali, os aventureiros foram para New Tecst, em Verrogar, um pequeno vilarejo nas proximidades da Crássia. O grupo tinha o objetivo de chegar na casa de Oraxus e Anabel, em Finlaril, Âmien, e aquele era o local conhecido mais próximo de onde eles imaginavam que encontrariam a residência ou as ruínas dela. O objetivo último do grupo nesta missão era encontrar e destruir a Adaga da Essência que, até onde eles sabiam ainda se encontrava no quarto em que Anabel fora assassinada.

     Do vilarejo, os aventureiros voaram sobre Âmien até o local onde supunham estar a residência de Anabel. Landalfo tinha uma vaga ideia da localização, tendo em vista que vivera a vida de Oraxus e Ledâm enquanto lia suas histórias na biblioteca. Isso permitiu ao grupo chegar ao local imaginado e encontrar, em seus arredores, um grupo de soldados patrulhando.

    Uma preocupação acabou surgindo. Os movimentos militares de Âmiem davam a entender de que ela estava apoiando Verrogar na guerra. No entanto, não havia nenhuma prova real de que isso fosse verdade, uma vez que essa dedução foi feita apenas observando os movimentos dos soldados e das tropas que foram avistadas durante o movimento aéreo dos aventureiros.

    Para encontrar a Adaga da Essência, Landalfo utilizou a Bússula mais uma vez, mentalizando o objeto que desejava encontrar depois que já estava no quarto onde o crime ocorrera. Neste momento, a aparição de Oraxus se revelou e atacou o grupo. Ela foi rapidamente subjugada e expulsa pelo grupo, que teve, então, liberdade para seguir com seu plano.

    Landalfo tentou mais uma vez concentrar-se no objeto mágico, mentalizando a Adaga da Essência e esperando por orientação. Foi então que percebeu que essa ação estava convocando o espírito de Oraxus para a presença dele. A aparição surgiria sempre que ele repetisse sua tentativa.

    O grupo resolveu encontrar a adaga sem meios mágicos. Kaiser começou a vasculhar todo o quarto até que revelou um alçapão sob a cama. Dentro dele, uma caixa com um cadeado. Após Cóquem abri-lo, uma adaga de metal enegrecido foi encontrada. Era a Adaga da Essência, o objeto que aprisionava a alma de Oraxus e de Anabel.

    A fim de destruir a arma, o grupo a posicionou no chão e Torin preparou seu golpe. Landalfo criou uma barreira de cristal para que todo o restante do grupo se protegesse, caso alguma onda de choque fosse provocada pela destruição do objeto mágico poderoso.

    Quando Torin desferiu, após concentrar toda a sua força, o golpe derradeiro, a lâmina negra foi atingida e o chão sobre ela se quebrou. O objeto foi lançado com força para o primeiro andar, mas permaneceu inteiro.

    O grupo concluiu que precisaria colocar a arma sobre um suporte mais resistente. Eles colocaram, então, sobre um pedaço de madeira preta que Landalfo carregava.

    O próximo golpe de Torin foi tão forte quanto o primeiro. Desta vez, porém, a adaga se partiu. Uma energia enorme foi liberada, como o esperado. A barreira de cristal que Landalfo havia criado novamente não serviu para impedir que todos fossem arremessados alguns metros para trás, mas ninguém se feriu gravemente.

    A luz que foi emitida da Adaga da Essência destruída libertou a alma de Anabel e de Oraxus, que tiveram alguns instantes para conversar com o grupo antes de partirem sabe-se lá para onde, uma vez que Pedodes não conseguiria concluir se ela e ele foram, de fato, para os reinos divinos.

    Oraxus amaldiçoou o grupo como pode e logo sua alma esvaneceu. Anabel conversou amigavelmente e deu um presente a Landalfo: um colar de uso pessoal que, segundo ela, seria a única coisa que faria Kiara se lembrar.

    A partida de Anabel foi emocionalmente dolorosa. Mesmo que o grupo não a tenha conhecido em vida, a ligação que criaram com ela em razão das conexões mágicas através do contato no Bosque de Monda, mas especialmente a criada por Landalfo e Lanâncoras na Biblioteca de Palier, fizeram com que sua partida fosse profundamente sentida. O desaparecimento da alma de Anabel para o puro éter deixou uma sensação de perda, como se a última lembrança de alguém querido estivesse sendo destruída na frente deles, mas nada pudesse ser feito para impedir.

Âmien, Basvo, dia 24 do mês da Paixão do ano de 1501.

 



sexta-feira, 25 de novembro de 2022

(SG) Sessão 137

A Floresta Preta

    O grupo deixou o Bosque de Monda depois de ter absorvido o conhecimento da titã segunda. Informações importantes foram coletadas, além de magias ancestrais terem sido transmitidas. Lanâncoras e Landalfo poderiam, agora, viajar para fora de Dartel.

    Os aventureiros cruzaram os ares sobre bosque e rio até chegarem na Floresta Preta em busca da madeira mítica que permitira a Torin concluir a arma capaz de destruir a Adaga da Essência. Tal arma, segundo Monda, também teria um efeito devastador sobre demônios se construída com o cabo feito da madeira amaldiçoada da foresta que eles buscavam.

     

    A Floresta Preta era um local profano e amaldiçoado. As árvore putrefatas emanavam um cheiro desagradável e tinham seus galhos retorcidos de forma amedrontadora.

    Torin empunhou seu machado e partiu em direção a uma árvore que ele entendeu ser adequada para a extração da madeira. Porém, o primeiro golpe já fez com que a estranha árvore se movesse como uma criatura consciente. O anão se pôs em posição de defesa, enquanto Cóquem foi obrigado a deixar o seu poleiro sobre uma das árvores quando o galho em que ele estava também se moveu. A floresta amaldiçoada lutava com seus próprios meios.

    Antes de conseguir extrair a madeira das poucas árvores imóveis, o grupo precisaria enfrentar as árvores malditas que tentavam matá-los.

 Datel, Sagaeti, dia 20 do mês da paixão do ano de 1501.

 


 

sexta-feira, 18 de novembro de 2022

(SG) Sessão 136

As mentes atormentadas

    Landalfo caiu sangrando sobre o tomo depois de lê-lo e entrar na mente de Oraxus. O mago não parecia ter ferimentos evidentes, mas continuava inconsciente. Por garantia, Pedodes verificou se alguma marca havia surgido no corpo do companheiro e, confirmando que nada de diferente sugira, tratou de invocar alguns milagres para recuperar sua saúde.

    Apesar de ter deixado o livro e estar inconsciente, o alquimista ainda experimentava lembranças vívidas como consequência do tomo. Ele via o Oraxus em sua frente o ameaçando, dizendo "Deixe-me a mim e a minha Anabel. Pare de olhar para a minha mente!"

    Landalfo atacou com toda a sua força, lançando mão de seus mais poderosos feitiços. Apesar de sentir os ataques, Oraxus não parou e, com a Adaga da Essência em sua mão, avançava sobre o alquimista dizendo que absorveria sua alma. Mas, antes que o inimigo conseguisse alcançá-lo, Landalfo despertou graças a um milagre que Pedodes estava invocando sobre ele.

    Faria não era uma opção para ser o próximo alvo da imersão, pois a página com sua história havia sido arrancada. Assim, concluindo que o próximo alvo da pesquisa deveria ser Ledâm, Landalfo sentou-se novamente à frente do tomo e começou a se concentrar no necroarcano.

    A primeira cena que Landalfo presenciou ao encarnar na mente do seu alvo foi o assassinato de Anabel com a Adaga da Essência. O alquimista pode sentir a fúria de Ledâm e ver a arma do crime cair depois de absorver os corpos de sua amada e de seu mentor.

    Ledâm buscou por décadas por uma forma de trazer Anabel de volta, até que concluiu que precisaria seguir os passos de Oraxus se quisesse entender o feitiço que ele fez e, assim, desfazê-lo.

    Porém, o conhecimento que Ledâm acumulou para se tornar um necroarcano o modificaram desde o cerne e confundiu sua mente. Em algum momento nessa história, Ledâm largou o punhal usado no assassinato de sua amada na própria cena do crime.

    Desta vez, Landalfo conseguiu retornar são da imersão na mente de Ledâm, possivelmente porque não explorou as memórias até o seu limite, como fizera com Oraxus.

    Lanâncoras foi quem tentou uma nova imersão, mas desta vez visando Kiara. O elementalista presenciou Ledâm no quarto de Anabel lamentando-se pela morte dela; presencioou o choque que Kiara sentiu ao perder a irmã; e também toda a história que ocorreu até a criação da magia de ilusão que foi capaz de gerar a acompanhante de Kiara com a exata aparência do corpo de Anabel; ele sentiu, e compartilhou em seu âmago, a ira que a ilusionista acumulava pelos deuses, especialmente por Palier, por eles não permitirem que ela trouxesse sua irmã de volta; e como ela conheceu Fariel, o elfo que lhe sugeriu uma forma de fazer Palier cair através da invocação de Morrigalti para Tagmar.

    Por fim, descobriram que Kiara estava em Treva no presente, com pretensões de ir até Âmiem. Ela confiava em Fariel para abrir os portais e convocar Morrigalti já em seus próximos passos.

    Diferente de Landalfo, Lanâncoras não foi tão bem sucedido em sua emersão. Ao retornar, uma parte da essência de Kiara estava contaminando sua alma. O elementalista trouxe consigo uma parte da ira que a ilusionista carregava pelos deuses. Esses sentimentos eram agora parte dele, pois os acontecimentos trágicos faziam parte de sua vida tanto quanto faziam da vida de Kiara.

    O grupo percebeu esta alteração, mas nenhum argumento pode convencê-lo a mudar.

    Ao deixarem a Academia dos Versos Etéreos os aventureiros seguiram de volta à Galhaçal e, pelo rio, foram para o Bosque de Monda. Cóquem levou consigo da biblioteca o conhecimento de um encantamento ancestral que poderia ser útil no futuro.

    Os aventureiros chamaram por Monda ao chegarem em seu Bosque. Uma entidade surgiu da vegetação, alegando que ela era, na verdade, o todo que ali se encontrava. Ela era uma titã segunda, cria de Maira e de Maná, aprisionada naquele mundo por Palier.

    O grupo revelou para a titã segunda que desejavam derrubar Fariel, e souberam que ela também era um inimiga daquele mago, pois ele havia levado algo dos domínios dela.

    Monda informou que o Oraxus que os aventureiros encontraram era um eco maligno, assim como muitos outros que viram pelo caminho, aprisionados em momentos desgraçados de suas vidas. Porém, a essência maligna destes muitos ecos presenciados são uma consequência da contaminação pelo eco do necroarcano.

    Sobre a missão de Fariel, ouviram que ele deseja abrir uma série de portais que, reunidos, formariam uma passagem grande o suficiente para permitir a travessia de Morrigalti para Tagmar. 

    Também souberam que abrir os portais exige uma quantidade gigantesca de energia mágica e que, para impedi-la, além de, obviamente, impedir quem está cumprindo as tarefas, seria preciso dispender uma quantidade igualmente grande de energia a fim de selar os portais abertos. Para isso, seria necessário um objeto capaz de armazenar todo este poder, e o Cetro Dourado é um artefato capaz disso, desde que completamente carregado.


    A explicação de Monda sobre como carregar o Cetro Dourado foi clara. Os aventureiros precisariam retornar até Âmiem e subir a Ponte de Palier até alcançarem o reino divino, pois apenas o mago supremo seria capaz de fazer o cetro energizado novamente.

    Por fim, o grupo pediu ajuda com Lanâncoras, pois o elementalista queria ver a morte de Palier. A titã segunda disse que poderia isolar a parte contaminada da alma do mago, mas isso traria sequelas. Ela executou seu milagre e Lanâncoras voltou a ser quase o que fora, pois uma parte de sua essência foi perdida juntamente com a parte contaminada pela essência de Kiara.

    Ao ser questionada sobre como eles poderiam sair de Dartel, Monda ensinou para Landalfo e para Lanâncoras uma magia ancestral poderosa, Passos no Éter, que lhes permitiria criar uma passagem de volta para Tagmar.

Dartel, O Bosque de Monda, Calcato, dia 18 do mês da Paixão do ano de 1501.

sexta-feira, 11 de novembro de 2022

(SG) Sessão 135

Oraxus

    O grupo estava frente a frente com Anabel, a irmã de Kiara, quando uma criatura surgiu repentinamente e atacou o grupo. Ela ameaçou os aventureiros, ordenando que eles não perturbassem a elfa, mas isso não evitou o confronto.

    A batalha não demorou. Apesar disso, foi intensa. James e uma das armaduras animadas de Landalfo foram destruídos durante o combate, mas os aventureiros conseguiram terminar sem marcas no próprio corpo.

    Anabel pareceu mais lúcida depois que o monstro foi destruído. Ela lembrava-se de seus últimos momentos em Tagmar, que Oraxus foi a pessoa que fizera isso com ela, e que sua alma estava amaldiçoada. Ela explicou um pouco de sua história, embora não soubesse como quebrar o ciclo a qual estava mantida.

    Os aventureiros deram o assunto como resolvido, por ora, e decidiram pernoitar longe da casa de Anabel para evitar qualquer surpresa desagradável. Na manhã seguinte, eles foram até o vilarejo rural de Galhaçal, onde passaram dois dias para recuperarem as energias. 

    Durante o tempo no vilarejo, Torin consertou Jeff, a armadura animada por Landalfo que foi danificada durante a última batalha, e também construiu a lâmina e a alma do cabo de uma espada com o metal das névoas, o metal único encontrado apenas naquele lugar. O cabo carecia de material adequado e ficou para depois. Já Landalfo refez a armadura de James, que fora destruído na última batalha.

    Pedodes visitou o cemitério do vilarejo, Lanâncoras preparou alguns rituais, Cóquem preparou um pergaminho.

    O próximo destino foi a Academia dos Versos Etéreos. Lá eles encontraram-se com Finias, o curador do local, em uma corrida apressada para encontrar um estudante que fora para o lago. O local, segundo o gnomo, era perigoso, pois podia transportar pessoas para destinos misteriosos.

    Enquanto ele fazia a busca, os aventureiros foram convidados a entrar e conhecer alguns dos estudantes. Quando Finias retornou, revelou que o estudante havia desaparecido.

    A conversa com o gnomo revelou a existência da Biblioteca Etérea, um local protegido que poucos poderiam visitar, pois estava conectado ao reino de Palier. Mesmo assim, Landalfo conseguiu convencer Finias a deixá-lo conhecer o lugar.

    A Biblioteca Etérea se mostrou um lugar decepcionantemente pequeno. O ambiente quadrado não tinha mais do que 4 metros de lado, com uma estante de livros em cada parede e uma mesa redonda no meio. Com concentração, Landalfo conseguiu encontrar um tomo enorme, quase do tamanho da mesa redonda no centro do lugar.

    Landalfo mentalizou Oraxus enquanto abria o tomo, conforme Finias havia orientado. Com isso, ele começou a ler sobre a história de vida do vilão. Cada passagem da vida dele estava descrita nas linhas invisíveis para todos, exceto para Landalfo, que concentrava-se no Tomo. O mago lia, mas sua mente interpretava os fatos como se ele estivesse com a carne e os ossos do personagem do tomo.

    As linhas revelavam que Oraxus conhecera Anabel antes dos Bankdis se imporem sobre o continente, e que eles logo se tornaram muito amigos. Apesar da amizade mútua, Oraxus nutria um amor não correspondido com Anabel.

    A elfa apresentou sua irmã Kiara e Ledâm para Oraxus e pediu que ele ensinasse aos dois. O foco do arcano eram magias ancestrais e conhecimento antigo, e foi isso que ele transmitiu aos seus novos pupilos.

    O caminho de Oraxus drenava sua sanidade, e o amor que ele tinha por Anabel tornava-se cada vez mais uma fixação em sua mente. Com o tempo, já enlouquecido, resolveu confeccionar uma prisão com suas artes antigas, com a qual pretendia se aprisionar com sua amada. Para isso, ele preparou a Adaga da Essência, um objeto mágico que serviria como foco para o ritual.

    No entanto, no dia em que preparou-se para lançar seu encantamento, encontrou Anabel com Ledâm, de quem ela era, ou seria, esposa. O necromante resistiu e o confronto acabou vitimando a amada de Oraxus, que foi morta por ele com a adaga preparada. O vilão se matou em seguida com a mesma arma. Porém, o poder da magia não foi perdido. Como a arma foi utilizada para tirar as vidas, ela também aprisionou ambas as almas.

    Enquanto Landalfo viva estas descrições na pele de Oraxus, ele lia em voz alta todas as passagens para seus companheiros. Porém, quando a morte de Oraxus foi narrada, o alquimista caiu sangrando sobre o tomo.

Dia 11, Calcato, a dia 15, Sivonte, do mês da Paixão do ano de 1501.

sexta-feira, 4 de novembro de 2022

(SG) Sessão 134

Origens

    O grupo ainda se recuperava da surpresa de ter encontrado a acompanhante de Kiara em Dartel. No entanto a elfa pareceu não reconhecer nenhum deles ao vê-los se aproximar da casa que cuidava.

    A jovem com o rosto familiar, que logo se apresentou como Anabel, chamou por um nome ainda mais emblemático: Ledâm. Um mago humano saiu da residência e se apresentou aos aventureiros. Bem diferente do necroarcano que o grupo enfrentara, este não parecia corrompido pelas forças infernais.

    A conversa não durou muito tempo. As duas pessoas que interagiam com o grupo desapareceram em uma sombra sobrenatural e deram lugar a feras hostis. O grupo não teve alternativa senão lutar. A batalha foi dura e, não fosse Lia, Pedodes teria apressado seu encontro com Cruine.

    Depois do confronto os aventureiros foram investiga a casa. Aparentemente bem conservada, o grupo percebeu apenas alguns sinais de abandono, como teias de aranhas tecidas pelos cantos.

    A residência emanava uma aura mágica poderosa. Tanto que os aventureiros eram absorvidos em visões do passado ao encostar em alguns objetos ou chegar perto de alguns locais. As cenas  revividas retratavam Kiara, Ledâm ou Anabel.

    Cóquem teve uma visão de Anabel tocando piano ao tentar reproduzir uma partitura que ele encontrou sobre o instrumento abandonado. Nesta visão, Anabel reproduzia a mesma música que ele. Durante a cena, a elfa encontrou-se com Kiara e a chamou de irmã. As duas sentaram-se juntas e tocaram o instrumento em dueto.

    Pedodes viu Ledâm na sala de estudo. O necromante escrevia uma carta em élfico arcaico que mencionava Kiara. O sacerdote se fez competente para compreender o conteúdo através de um milagre de linguagens. No entanto não houve muito tempo. Antes do necromante colocá-la em um envelope, o vingador leu um agradecimento para Anabel e Kiara por elas terem apresentado Oraxus a ele.

    Landalfo teve uma visão de Kiara na banheira. No entanto, esta visão foi vívida, pois a elfa interagiu com o alquimista como se ela ali estivesse no tempo presente.

    Depois de muitas informações coletadas, inclusive obtidas de algumas outras visões, o grupo concluiu que Anabel e Ledâm tiveram algum tipo de relação amorosoa há séculos atrás, antes deles terem sucumbido ao mal que provocam atualmente. 

    O ponto de convergência da história dos três parecia ser um mago poderoso chamado Oraxus, mencionada em um diário de Anabel encontrado pelos aventureiros. A elfa teria sido a responsável por reuni-lo com sua irmã Kiara. Esta, por sua vez, apresentou seu amigo Ledâm à Anabel.

    Kiara e Ledâm tornaram-se aprendizes de Oraxus, o que agradou Anabel devido ao respeito que ela possuía pelo mago.

    Outra visão mostrava um tempo diferente, posterior a paz que eles pareciam viver quando foram apresentados a Oraxus. Nela, Ledâm estava revoltado com o destino que tomara sua amada. Obtida à partir de um punhal, esta visão mostrou o corpo de Anabel sendo perfurado pelo objeto. 

    Pedodes viu Kiara escrevendo um pergaminho blasfemando contra os deuses, especialmente contra Palier, a quem ela prometera tirar de seu lugar. A elfa buscava acordos com vários dos príncipes infernais, os quais Mocna, Ricutatis e Morrigalti foram identificados durante a cena revivida. Este, segundo a ilusionista, foi o escolhido por ser o único capaz de fazer cumprir seu desejo. Kiara traçou seu destino para Âmiem e a visão se encerrou.

    Landalfo já era capaz de concluir que quase tudo naquela casa era formado por ilusões, com alguns elementos necromânticos. Mas eles conseguiram deduzir que a residência era uma representação de uma equivalente em Tagmar. Analisando os indícios, concluíram que ela estava em algum lugar da Floresta de Finlaril, ao sul dos Montes Crássios.

    Os aventureiros encontram-se com a visão de Anabel mais uma vez do lado de fora da residência. A elfa cantarolava quando o grupo se aproximou e iniciou uma conversa amistosa, dizendo que poderia ajudá-la. Assustada, ela disse que era impossível pois já estava feito, antes de sumir em uma sombra.

    Dentre outros objetos, Landalfo encontrou uma espada curta cega, com uma bainha repleta de mantras. Eles não determinaram a origem do objeto, e ainda precisavam decidir o próximo passo.

Calcato, dia 11 do mês da Paixão do ano de 1501.




sexta-feira, 21 de outubro de 2022

(SG) Sessão 133

O grupo estava prestes a dar início a um combate no Protetorado do Bosque. As hordas inimigas avançaram, e o grupo focou sua investida contra Gorgoroth, o líder. A batalha não durou, pois em pouco tempo uma vitória incontestável e avassaladora dos aliados deu fim a ela. O corpo do inimigo desapareceu após a luta.


Gorgoroth parecia focar seus ataques contra uma árvore. com uma aura estranha, cercada de vegetação de forma mística. Flíminal foi até ela e, com um toque seu, regenerou o vegetal.

O grupo questionou a mulher sobre tudo o que acontecia ali, inclusive sobre o desaparecimento dos corpos inimigos. A resposta foi que as hordas eram de criaturas amaldiçoadas que atacavam, perdiam e sumiam. Mas sempre retornavam. Ela também disse que possuía uma ligação com a árvore.

Torin e Kaiser perceberam que as baixas do lado aliado também haviam ressurgido, mas Flíminal não soube dizer do porquê isso estar acontecendo. O grupo deixou o Protetorado do Bosque rapidamente, com a certeza de que os dois lados daquela guerra estavam amaldiçoados.

Os aventureiros chegaram ao vilarejo dos elfos no dia seguinte. Eles presenciaram uma peça teatral de comédia que acabou envolvendo Cóquem. Eles conversaram com um dos artistas e descobriram que havia ali uma elfa que outrora vivera em Tagmar. Esta elfa contou que o vilarejo era entediante, mas que era o lar de um ex-mago que interessou o grupo.

O ex-mago disse ser um elementalista de outro reino, mas que que se aposentou de sua função e mudou-se para onde está porque é onde a magia elemental é caótica. Essa reação, segundo ele, era devido a uma proximidade do Bosque com os reinos elementais da água, do ar, da terra e Maná. O mago deu alguns tomos para ele, que retribuiu com um pequeno colar.

O grupo viajou para O Morto que Não Sabe no dia seguinte, depois de uma pernoite no monótono vilarejo. Eles ouviram que o morto do local a que se destinavam era, na verdade, uma mulher amaldiçoada.

O destino dos aventureiros se mostrou um local decrépito, uma mansão em decadência. Em um canto, o grupo viu uma elfa lavando suas roupas. Quando ela virou-se para os aventureiros, revelou um rosto conhecido, o rosto da acompanhante de Kiara.



sexta-feira, 7 de outubro de 2022

(SG) Sessão 132

O Caminho Pelo Bosque de Monda

O Bosque de Monda

    Os duendes do vilarejo estavam indignados pelo grupo ter destruído o trapiche em sua chegada pelo Rio Cortante. Porém, depois de uma conversa em que Cóquem usou seu encanto, a dupla acabou concordando que o grupo o reconstruísse com magia, desde que eles pudessem chamar um arquiteto para avaliar como o novo trapiche estaria.

    Lanâncoras usou sua geomanipulação e fez um serviço magnífico. Landalfo o aprimorou ainda mais transformando uma parte do trapiche em peças para absorção do impacto dos barcos. O arquiteto nada mais teve a dizer além de elogios, para a indignação de um dos dois duendes, que parecia desejar uma compensação melhor.

    O "amigo" que Cóquem havia criado com seu encantamento disse que o grupo deveria buscar o Venerável Hortuchons, mas que ele estaria na peixaria caso fosse requisitado.

    O venerável, um velho duende, abordou vários assuntos: falou que Kétil Monda é uma entidade muito poderosa; que muitos orcos habitam os túneis esquecidos e que eles atravessam toda a Montanha do Bloqueio; mencionou Gugliard, um gigante do fogo lendário que supostamente habitava os túneis e lá deixou tesouros incalculáveis; que os exilados são os maiores conhecedores dos túneis; e que o Protetorado do Bosque é um local perigoso, com pessoas perigosas.

    O grupo achou mais prudente percorrer o caminho pelo sul, através do Protetorado do Bosque, do que buscar entre os exilados um mapa que os guiasse através dos túneis sob as Montanhas do Bloqueio. 

    Os aventureiros pernoitaram em uma pequena estalagem na Vilarejo dos Duendes. O grupo não foi cobrado pela estadia, mas Cóquem insistiu que a proprietária, Dona Florinda, pedisse o que quisesse em troca. A duende pensou no assunto durante a noite e, pela manhã, pediu que o grupo recuperasse o testamento do irmão dela, que se encontrava nas montanhas por perto.

    O grupo subiu a montanha e viu alguns dragonetes cercando a cabana onde estaria o objeto requerido. Eles se esgueiraram evitando as criaturas e obtiveram, além do testamento, alguns objetos e um tomo. Landalfo ficou com o tomo e alguns itens, devolvendo o testamento e alguns outros bens pessoais recuperados para a moça.

    Antes de partirem, Cóquem deu um presente para Hortuchons. Em troca, o duende devolveu um disco gravado com o símbolo de Maná, uma titã primordial. Não era um objeto mágico, mas era de boa construção.

Flíminals

    Dentre os objetos de destaque recuperados da cabana, Landalfo identificou um anel de levitação e o tomo com a descrição de uma magia desconhecida e ilegível, Passos no Éter.

    O grupo foi impedido de atravessar o acampamento de Protetorado do Bosque. Para convencer aqueles que os impediam, os aventureiros tentaram comprar a travessia com objetos mágicos. Eles foram levados até a líder, Fliminals, que explicou para o grupo a situação do protetorado.

    O Protetorado do Bosque foi criado para evitar a invasão dos Fantasmas das Sombras, que habitavam a Floresta Preta, ao norte. Eles criaram a barreira para impedir a passagem dos inimigos. Eles aceitariam os objetos mágicos do grupo, que seria útil na batalha que eles travavam.

    Um ataque ocorreu contra a barreira antes que concluíssem a conversa. Uma horda de criaturas avançou sobre os guerreiros do protetorado e sobre os aventureiros.

Bosque de Monda, Dartel, dia 11 do mês da Paixão do ano de 1501.



sexta-feira, 30 de setembro de 2022

(SG) Sessão 131

O Rio Cortante

• Para tentar remendar o dano que haviam provocado no vilarejo das fadas, o grupo voltou até a passagem pela árvore, mas com um plano. Pedodes lançou uma aura de paz em todos os membros do grupo na expectativa de que isso impedisse os escaravelho de atacá-los. O plano, ao fim, foi um sucesso. Landalfo conseguiu se aproximar do fungo destruído pela aeromanipualação de Lanâncoras, pegá-lo com um cuidado que fora potencializado por uma graça de Cruine convocada por Pedodes, e plantá-lo novamente em seu lugar de origem. Com isso, os aventureiros presenciaram o rebrote da água a partir da raiz do fungo e viram o rio renascer à sua frente e seguir seu leito rumo ao vilarejo.

Ufil, o carpinteiro

• A recepção dos aventureiros foi muito mais aconchegante quando voltaram para o vilarejo das fadas. Sem maiores preocupações, os habitantes orientaram o grupo para procurarem pelo carpinteiro, o duende Ufil. Sem cerimônia, o artesão disse que conseguiria fazer o barco em dois dias. Porém, com a ajuda de Kaiser (e também de Lanâncoras), ele afirmou que conseguiria entregar o serviço já na tarde seguinte.

• Para aguardar, depois de serem orientados por Ufil, o restante do grupo foi até uma biblioteca. Lá, conheceram Ambrilia, a bibliotecária. Ela os autorizou a procurarem por qualquer livro, mas nenhum volume poderia sair dali. Com isso, Lanâncoras, Pedodes e Cóquem se debruçaram a pesquisar, enquanto Torin tomou o tempo para descansar naquele local de silêncio natural.

Ambrilia, a bibliotecária

• A pesquisa rendeu frutos. Procurando sobre uma criatura híbrida semelhante a Elaias, os aventureiros encontraram a história de uma rainha-feiticeira que criou um mestiço entre um ser celestial e um infernal na Cordilheira da Navalha. Segundo esta história, a criatura foi destruída em algum lugar nos arredores de Franges, em Luna.

• As pesquisas individuais de Cóquem e de Landalfo também não foram em vão. Ambos descobriram novas magias, sendo que Landalfo agora poderia respirar sob a água.

• Por fim, Landalfo encontrou informações sobre os portais mágicos para os planos infernais. O alquimista leu que os tais locais de ativação de portais devem ser ativados em uma ordem estabelecida, e que o primeiro fica em Dartel; depois, as Montanhas de Sotopor; a seguir, nas proximidades do Lago Denégrio e, por último, no deserto da Levânia. Também descobriu que estas passsagens são muito mais do que portais comuns, pois juntos eles criam um cruzamento aberto e de duas mãos entre qualquer plano dimensional, com tamanho suficiente para qualquer criatura, ou entidade, atravessar.

• De volta ao estaleiro de Ufil no dia seguinte, o grupo pode ver o trabalho concluído. Apesar do atrito inicial com o duende mandão, Kaiser e ele acabaram fazendo amizade. Os carpinteiros reconheceram o talento um do outro, e se admiraram mutuamente. A viagem sem volta estava pronta para começar. Os aventureiros percorreriam rio abaixo até atravessarem as brumas, e não poderiam voltar até ali pelo mesmo caminho.

• Lanâncoras tomou a frente da pequena embarcação e guiou a viagem. O elementalista usava sua magia para amenizar a viagem pelas águas turbulentas. Torin e Kaiser eram os remadores principais. Mesmo esperando por um desafio difícil, encarar a forte correnteza superou as expectativa. Landalfo chegou a cair na água, mas foi resgatado por Pedodes e Lanâncoras. Mesmo assim, a habilidade do grupo garantiu que as pedras pelo caminho pouco danificassem a embarcação.

• A chegada ao Bosque de Monda também não foi suave. Assim que as brumas desapareceram, o grupo pode ver uma cadeia de montanhas à sua esquerda. Eles navegavam rapidamente pela correnteza violenta até que enxergaram o trapiche de um pequeno vilarejo. Lanâncoras ajudou o grupo a chegar até lá, mas eles se chocaram com força contra a estrutura, danificando-a, embora ninguém tenha se ferido. Alguns habitantes que estavam ali reclamaram com os aventureiros do estrago que provocaram, mas o grupo prometeu consertar assim que possível. Enquanto argumentavam com os duendes, Landalfo viu o mapa da região que eles agora precisariam explorar.

Dartel, dias 9 e 10 do mês da Paixão do ano de 1501.

sexta-feira, 9 de setembro de 2022

(SG) Sessão 130

A longa jornada até o Vilarejo das Fadas

• Após cruzar as brumas com as varinhas mágicas que Ihromeniavênetus ajudou a criar, o grupo alcançou a Floresta dos Reflexos, o primeiro destino para alcançar o Bosque de Monda. O local era cansativo física e mentalmente, tornando a jornada desgastante.

Mesmo com o ambiente completamente estranho, Kaiser exibia sua grande habilidade de rastreio ao ter consciência plena de para onde ir, guiando-se pelos pequenos sinais e seu instinto. Assim, ele foi o guia durante todos os dias em que estiveram na Floresta dos Reflexos.

A caminhada levou dias. A primeira parada foi no vilarejo de Árvore Pequena, onde pequeninos receberam o grupo de forma muito hospitaleira. Lá, um quarteto lhes disse muitas coisas improváveis. Pé-Solto, como se chamava o pequenino das histórias inacreditáveis, contou uma história sobre Maira e Lena já terem visitado o vilarejo pessoalmente. Para além da conversa com o suposto mentiroso, os aventureiros ouviram algumas recomendações de como continuar sua jornada.

A estadia em Árvore Pequena durou até o pós-almoço do dia seguinte, quando partiram em uma caminhada interrompida apenas pela noite. Conforme as dicas recebidas no vilarejo dos pequeninos, eles encontrariam uma tribo de centauros na floresta, e a esta altura não deveriam estar longe.

Valor, o emissário.

Kaiser foi um dos guardas durante a noite. O arqueiro tem os olhos élficos afiados para procurar por qualquer rastro no chão, mas mesmo assim não foi capaz de perceber a aproximação de um grande, mas sorrateiro centauro. Galor, como se apresentou o emissário dos centauros, estava incialmente muito desconfiado, pois sua missão ali era verificar as intenções dos viajantes. O próprio Kaiser acabou convendo-o de que suas intenções eram nobres e de que eles não desejavam confusão. Apesar das palavras hábeis do arqueiro para convencer o híbrido, a interação com duas tribos diferentes deixou uma clara sensação de que os habitantes daquela floresta eram de uma ingenuidade raramente vista em Tagmar.

Pela manhã os aventureiros foram guiados até a tribo dos centauros, onde conheceram o ancião esclareceu algumas poucas dúvidas. Primeiro, tiveram a certeza de que se encontravam em Dartel. Ele explicou um pouco sobre as questões místicas da região e disse que os aventureiros deveriam viajar até o vilarejo de Hamley, onde conseguiriam novas orientações. O centauro ainda disse que o Bosque de Monda, o destino deles, era a própria Ketil Monda, embora isso possa ter parecido um pouco confuso no momento.

Kaiser aproveitou seu período com os centauros. Ele competiu com arco e flecha e ganhou um medalhão como presente pela vitória sobre o campeão da tribo, Valor. O grupo deixou a tribo após o meio-dia e seguiu sua jornada, desta vez por alguns dias em meio a floresta.

O vilarejo de Hamley estava em festa. O grupo foi bem recebido, especialmente depois que Kaiser mostrou o medalhão que recebera do campeão arqueiro dos centauros. Soleste, um pequenino que era o ancião e líder do local, disse que já vivera em Tagmar, mas que há séculos estava em Hamley. Disse que Dartel é um reino localizado no éter, e que eles estavam mais longe dos deuses, fato que era sentido por Pedodes. Como suas explicações esclareceram, o éter separa um plano do outro, e sua natureza de barreira torna difícil do poder dos deuses se manifestar com força.

Soleste, o ancião de Hamley.

Landalfo perguntou a relação de Dartel com a magia e se isso afetaria a forma como ele ou Lanâncoras deveriam realizar seus feitiços. Soleste afirmou que, apesar do mana ser diferente, o éter carrega toda forma de energia e não iria alterar a forma como os magos precisam realizar suas magias.

Os aventureiros foram orientados a seguirem até o vilarejo das fadas para pegarem um bote. Com ele, deveriam percorrer o Rio Cortante e chegar até a Vila dos Duendes, já nos arredores dos Bosque de Monda. Soleste enfatizou que eles precisariam navegar através do rio pelo bote, já que outro meio poderia levá-los para outro lugar, dada a natureza mágica da região.

Depois de pernoitarem após uma noite muito animada em que Kaiser dançou e fez amizades, o grupo peercorreu uma longa jornada até entrarem em um grande tronco na árvore, o qual os magos perceberam ser como um portal. Lá dentro eles encontraram escaravelhos em um buraco em volta de um cogumelo nascendo na origem de um filete de água. Uma aeromanipulação de Lanâncoras bagunçou todo o lugar, inclusive arremessando os ovos das criaturas e arrancando o cogumelo.

A chegada na Vila das Fadas fez os aventureiros sentiram-se como os gigantes que precisaram lidar nos Montes Palomares: tudo era minúsculo, das casas aos habitantes. Para chamarem um pouco menos de atenção, Landalfo usou sua magia para encolher a todos até um tamanho compatível com o lugar.

O grupo notou algo de estranho assim que entrou. O vilarejo estava em alvoroço porque o riacho que alimentava o lugar estava secando. Com pouco tempo de investigação eles descobriram que o fungo arrancado pela magia de Lanâncoras era a nascente do tal rio. Assim, o grupo se comprometeu consertar a situação e voltou até os escarevelhos.

Os escaravelhos em volta do riacho

Dartel, dias 5 a 9 do mês da Paixão do ano de 1501.




(SG) Sessão 129

Hidras e Ihromeniavêmetus

• A aventura começou com Torin liderando o grupo diante do desafio contra as hidras. Determinado, ele avançou corajosamente e assumiu uma postura defensiva para se proteger dos ataques das criaturas.

• No entanto, as hidras não se limitaram a simples ataques físicos. Elas também soltaram um hálito de névoa que atingiu todos os membros do grupo. Apesar do susto inicial, as defesas do grupo foram eficazes em conter os ataques, demonstrando sua habilidade e trabalho em equipe.

• Com os monstros derrotados, o grupo teve a oportunidade de saquear o corpo de uma das hidras. Foi nesse momento que uma elfa chamada Zina apareceu. Ela se apresentou e surpreendeu o grupo ao revelar que Fariel havia roubado uma chave universal de extrema importância para o reino de Dartel.

• Segundo Zina, essa chave permitiria que Fariel abrisse portais em altares já construídos e trouxesse criaturas muito mais poderosas e perigosas para Dartel ou Tagmar. Preocupados com essa informação, o grupo concordou em seguir Zina até uma cabana próxima, onde ela revelou que eles estavam na Floresta das Névoas, uma barreira entre Dartel e o mundo de Tagmar.

• Zina explicou que o grupo precisaria de mais do que suas armas e habilidades atuais para enfrentar essa ameaça. Ela sugeriu que procurassem o sapateiro, um artífice que vivia em um vilarejo próximo. Mesmo receosos, o grupo seguiu Zina até o local.

Ihromeniavêmetus, o sapateiro

• O sapateiro era um sátiro recluso chamado Ihromeniavêmetus. Após o grupo contar sobre as ações de Fariel, eles conseguiram convencer o sátiro a ajudá-los. Ele explicou que precisariam de quatro peixes específicos, cujas escamas seriam usadas para criar sapatos mágicos que permitiriam o acesso ao verdadeiro reino de Dartel para aqueles que não eram elfos. Estes, no entanto, conseguiriam acessar com as ferramentas que já possuíam.

• Enquanto Landalfo mergulhou no rio e conseguiu pescar os peixes necessários, Lanâncoras tentou usar sua hidromanipulação sem sucesso. Com os peixes obtidos, o sátiro confeccionou os sapatos mágicos. Em gratidão, Cóquem presenteou o artesão com um instrumento musical.

• Além disso, o Ihromeniavêmetus informou ao grupo que eles teriam apenas seis dias para sair de Dartel através das névoas, pois logo Armina entraria na fase minguante, impossibilitando o uso das brumas de Dartel para a partida. No entanto, se necessário, Kétil Monda, a ninfa que buscavam, poderia ajudá-los nesse aspecto.

• Equipados com os objetos criados pelo sátiro, o grupo atravessou novamente as brumas e chegou à Floresta dos Reflexos, a primeira localização realmente no interior do Reino das Fadas. Durante a exploração, Kaiser fabricou flechas com as árvores diferentes em Dartel. Já Pedodes teve uma visão misteriosa ao tocar em uma árvore na floresta. A mensagem transmitida pela árvore dizia: "O Muro etéreo se quebrará sobre a primeira areia ensanguentada sobre a marca de Parom".

A Floresta dos Reflexos

Dartel, dias 4 e 5 do mês da Paixão do ano de 1501.

sexta-feira, 2 de setembro de 2022

(SG) Sessão 128

Rumo a Dartel

• O grupo divergia nas opiniões sobre para onde seguir e uma conversa crucial com Katrius definiu o próximo passo. Ele prometeu segurar o ânimo de Éperus enquanto o restante do grupo se aventurasse. Ele destacava, no entanto, que o Rei Azuma estava receoso, enquanto Éperus estava inclinado a se lançar na batalha. Como um símbolo de confiança e lealdade, Katrius entregou um anel a Pedodes, representando a Ordem de Blator e garantindo sua passagem especial para as sedes da Ordem no reino de Dantsem e em qualquer outro lugar que não fosse Verrogar.

• Foi então que Cóquem trouxe uma ideia promissora: reconstruir a bússola. Landalfo assumiu o desafio e, após uma segunda tentativa, conseguiu restaurar parte de seu poder. Enquanto isso, Torin reformou a antiga axa de armas em um machado que pudesse utilizar com maestria. Pedodes pesquisou na biblioteca e encontrou uma grande quantidade de livros sobre rituais profanos e a abertura e fechamento de portais. Ele guardou o material esperando poder absorver este conhecimento durante em algum momento mais calmo de sua jornada.

• Guiados pela bússola, o grupo partiu em direção a Kiara, sem saber ao certo se seriam levados aos Montes Crássios ou a Dartel. A viagem levou alguns dias, e eles tiveram que circular a região de Treva, mantendo-se distantes para não serem detectados.

• Durante uma parada na cidade de Niutecst, em uma taverna, ouviram relatos de bêbados e outros presentes sobre os dragões de Abadom vindos do noroeste. Logo perceberam que esses relatos eram manifetações de Dartel, o local misterioso e desconhecido da maioria das pessoas, mas que estavam prestes a ter que enfrentar.

• Ao continuarem a jornada, o grupo percebeu que Fariel estava na direção de Âmiem e Elaias na direção dos Montes Crassius. Essa descoberta frustrou Pedodes, que tinha a esperança de interceptar Fariel ou Kiara ou, melhor ainda, ambos juntos, em algum ponto no caminho.

Entrada de Dartel

• Em um acampamento durante a viagem, Landalfo presenciou uma perturbadora cena: um casal realizando um ritual de sacrifício, onde matavam um leitão e pediam prosperidade para si em troca de miséria para os outros. O culto era direcionado ao príncipe infernal Antredom, mesmo que os participantes não tivessem plena consciência disso.

• Finalmente, o grupo chegou a Dartel, atravessando a densa névoa que envolvia a região. Porém, assim que adentraram o território, foram surpreendidos por duas hidras monstruosas. Era apenas o começo de uma jornada através de um lugar sem relatos conhecidos no mundo de Tagmar.

Dantsem e Verrogar, dias 21 do mês do Talento a 4 do mês da Paixão do ano de 1501.

sexta-feira, 26 de agosto de 2022

(SG) Sessão 127

O resgate de Elvig

•O grupo estava no meio de um planejamento. Eles tinham o objetivo de entrar no palácio, resolvendo que Landalfo, Lanacoras, Torin, Kaiser e Solana iriam, enquanto deixavam os outros membros do grupo na fazenda em Sensera. Para isso, decidiram entrar no palácio através de uma carroça. No entanto, houve um momento tenso quando um guarda começou a conversar com Manaias, uma aliada de Solana. O guarda estava suspeitando da situação e queria investigar, mas acabou sendo convencido por Manaias a deixá-los passar.

• Manaias foi na frente e o restante do grupo a seguiu. Eles começaram a investigar os calabouços do palácio, na esperança de encontrar Elvig, a sacerdotisa de Cruine. No entanto, a busca não teve sucesso. Solana já havia suspeitado que Elvig não estaria nos calabouços, pois ela tinha a convicção de que a sacerdotisa estava na torre.

• Nesse ponto, eles começaram a pensar em alternativas para chegar à torre. Pensaram até mesmo em Solana colocar o grupo no bolso e subir até lá, mas desistiram quando Manaias revelou que Karr, o general, havia espalhado boatos de que Solana havia fugido após libertar prisioneiros da prisão dos magos, sendo agora procurada como traidora. Com esse novo obstáculo, eles tiveram que repensar seu plano.

• Após muita discussão, eles chegaram a uma nova decisão: Landalfo iria sozinho, usando suas magias de intangibilidade e invisibilidade, até a prisão onde Elvig estava. Ele voou até o local seguindo as orientações de Solana e chegou à frente da cela da sacerdotisa. No entanto, ele não tinha a chave para abrir a porta. Por sorte, os guardas entraram na cela porque o prisioneiro ao lado de Elvig sentiu a presença de Landalfo e se agitou, sem saber exatamente o motivo. Landalfo aproveitou a confusão e conseguiu roubar a chave de um dos guardas.

Cece, aia de Solana

• Ele libertou Elvig e fugiu voando do local. Landalfo então avisou o resto do grupo para que também fugissem. Durante a fuga, o grupo teve a oportunidade de testemunhar o tratamento cruel que Cece, a aia de Solana, estava recebendo depois que Solana foi acusada de traição. A ideia inicial era usar Cece como uma alternativa útil para chegar à torre, caso conseguissem fazer com que ela circulasse pelo palácio, mas eles notaram que ela estava sendo vigiada e maltratada pelos guardas em razão de sua relação com Solana.

• Após a fuga, o grupo decidiu ir para a fazenda. Dali despediram-se de Solana e Elvig. A maranense partiu para o sul, acompanhada por Cece, com o objetivo de restaurar sua honra. A sacerdotisa, por sua vez, seguiu para Luna, tendo cumprido sua missão. Ela acreditava que estava arruinada, mas pretendia contar o que havia descoberto à Ordem.

• No dia seguinte, o grupo decidiu se encontrar com Echoriel para obter informações sobre a Rainha Mãe e a quebra do encantamento que estava a assolando. No entanto, eles perceberam que qualquer ação nesse sentido poderia chamar a atenção indesejada e colocar todos em perigo, inclusive Echoriel. Diante desse risco, eles desistiram do plano de encontrá-la e decidiram seguir em direção a Porteval.

• Allanor, com suas habilidades de voo, partiu em direção ao norte, rumo a Saravossa, para cumprir sua própria missão. Enquanto isso, o grupo se deparou com Éperus e Ildra, que tinham informações importantes a compartilhar. Ildra havia trazido a notícia de que Gáltilo havia assumido o trono de Âmiem e cortado relações com Dantsem e Verrogar, o que significava uma mudança significativa no cenário político.

• Kaiser decidiu entrar em contato com o Mestre das Feras para tentar treinar os ferais, enquanto o navio voador estivesse sendo preparado para sua viagem em breve. Ao mesmo tempo, eles receberam informações sobre o reino de Eredra, que estava em completo caos. Esperava-se a chegada de 5000 soldados de Ludgrim, que seriam alocados em Isalibel para fortalecer as defesas da região.

• Enquanto Kaiser lidava com suas responsabilidades, Pedodes assumiu a tarefa de realizar alguns cultos pela cidade, espalhando a mensagem e buscando apoio para a causa do grupo. Cada membro do grupo estava ocupado com suas tarefas individuais.

Dantsem, dias 13 a 21 do do mês do Talento do ano de 1501.

sexta-feira, 19 de agosto de 2022

(SG) Sessão 126

A rainha amaldiçoada

• Ocultos nos arredores de Sensera, o grupo recuperava-se da última batalha e se preparava para o duro caminho que ainda teria que perseguir. Assim, Pedodes convocava um grande milagre de Cruine que traria Solana de volta dos mortos, enquanto Landalfo e Lanâncoras trocavam experiências com Allanor para aprenderem permanência, ao mesmo tempo em que ensinavam voo ao elementalista.

• Solana, revivida depois da conclusão do ritual de Pedodes, disse que havia sido capturada e morta ainda nos calabouços do palácio de Sensera. Ela afirmou que teve pouco tempo antes de que a matassem, mas pode ver Elvig sendo arrastada, empurrada e espancada enquanto perdia suas forças.

• Solana possuía alguns contatos dentro do palácio. Embora ela não confiasse em muitas pessoas, revelou que o sacerdote de Selimon Echoriel seria alguém que o grupo poderia certamente procurar para obter mais informações. Como conselheiro do rei Augustu, ele é uma pessoa sensata e que não apoiaria as últimas ações do monarca. Ela também mencionou uma mulher que trabalha nos calabouços que lhe poderia ser útil se ela conseguisse entrar na cidade para contata-la pessoalmente, embora ela mesma admitisse um certo risco nessa abordagem.

• Depois de terem se fortalecido o quanto podiam, os Heróis de Dantsem viajaram de volta para a fazenda próxima de Sensera, onde os ferais estavam aguardando por eles. Lá se organizaram para decidir como entrariam na capital maranense, já que as informações de Solana revelavam que os caça-magos, soldados treinados em identificar e aprisionar magos, seriam capazes de encontrá-los facilmente se entrassem com todos os seus equipamentos ou disfarçados magicamente. Assim, Lanâncoras foi encoberto por vestes não habituais e sem seu cajado mágico até o interior da cidade para comprar suprimentos para Cóquem preparar um disfarce mundano e eficaz para o grupo. Enquanto isso Pedodes preparava uma nova carta para o Rei Augustu Zeneri, na esperança de que ele pudesse juntar-se a causa da luta contra os infernais.

• A incursão de Lanâncoras por Sensera rendeu-lhe uma surpresa que acabou o distraindo. Ele encontrou, nos comércios em que visitou, vários cartazes de procurados com os retratos dele e do restante do grupo com recompensas de vivos ou mortos que variavam de 100 a 250 moedas de ouro. A acusação era de traição. Ele também encontrou um folheto assinado por Escarlon com acusações difamatórias sobre o rei Attos II, de Verrogar. Com todas estas informações mais a lista de compras que levara, o elementalista acabou esquecendo de procurar informações sobre a presença de Karr na cidade.

Manaia de folga

• Landalfo, Pedodes e Solana foram os próximos a entrarem em Sensera, desta vez disfarçados adequadamente com maquiagens feitas por Cóquem, um especialista. Entrar na cidade e permanecer desapercebido exigira que eles carregassem a menor quantidade de magia possível, assim Pedodes deixou sua vingadora e Landalfo seus objetos mágicos, inclusive seu cajado. Com a sensação de estarem nus, entraram facilmente pelos portões principais da capital maranense e começaram a investigação.

• Um passeio rápido pelas ruas principais de Sensera foram o suficiente para que Solana descobrisse que o general Karr não estava na cidade. Tratando isso como uma vantagem, procuraram por Manaia, um contato da comandane maranense dentro dos calabouços da cidade. A mulher estava de folga e recebeu o grupo em sua casa. Muito impressionada com Pedodes, a guarda parecia alguém disposta a ajudar. Ela colaborou com o grupo na elaboração do plano de infiltração no palácio: eles entrariam escondidos em uma carroça de transporte de alimentos para os presos naquela mesma noite do dia 12 do mês do talento. Não havia muito tempo para preparação.

• Antes de reencontrarem o grupo fora da cidade, Pedodes, Landalfo e Solana foram ao templo de Selimon para encontrarem-se com Echoriel. O sacerdote recebeu a comandante sem surpresa, pois o general Karr não havia revelado que ela estava morta ou que ela era uma traidora, como alegara. Os dois pareciam bastante amigos e Echoriel demonstrou frustração com o Rei Augustu Zeneri.

• Solana e Pedodes questionaram Echoriel várias vezes sobre a possibilidade do rei estar de alguma forma enfeitiçado para agir em favor do general Karr, mas o sacerdote foi taxativo: não. O rei Augustu não tinha nenhum laço mágico prendendo-o a qualquer pessoa. Mesmo assim, Echoriel tinha total certeza que ele defenderia seu general fosse qual fosse a acusação. A ligação entre os dois, especialmente da parte do monarca para o Karr, era misteriosa, mas evidentemente muito forte, de modo que ele não acreditava que o rei assumiria uma posição que ameaçasse seu preferido.

• Depois de conversarem com Echoriel, ainda antes de deixarem o prédio que era o templo de Selimon, foram até a enfermaria onde a rainha mãe repousava em estado semi-vegetativo. Havia muito anos que ela estava neste estado e o grupo suspeitou da situação. Perceberam que ela não estava enfeitiçada, mas observaram que uma outra mulher, a ex enfermeira da família real, Enad, dividia o quarto com ela e emanava uma aura profana que acusava claramente estar amaldiçoada. Landalfo relembrou imediamente da maldição sobre Ildra, que se manifestou de forma muito semelhante e que, logo, talvez pudesse ser quebrada de forma semelhante. Se fizessem isso, talvez eles pudessem libertar não só a ex-enfermeira, mas principalmente a rainha-mãe que estava sendo afetada pela maldição indiretamente - e talvez fosse ela justamente o alvo de quem colocou o feitiço.

• Sem tempo para um ritual de purificação, o trio deixou o templo de Selimon e foi planejar com o restante do grupo qual seria o próximo passo. Pedodes queria entrar nos calabouços do palácio de Sensera para procurar por Elvig, enquanto Landalfo achava que seria mais importante libertar a rainha-mãe da maldição. A discussão levou algumas horas até que optaram por entrar no palácio.

• Pedodes, Landalfo, Torin, Cóquem e Solana entariam no palácio através da carroça de alimentos, conforme o plano que Manaia colocaria em prática. Kaiser, Lanâncoras e Lia ficariam para traz, na retaguarda. Estavam concluindo seus preparativos quando uma visão no céu que inquietou primeiramente os ferais, mas depois também atormentou Torin e os outros foi presenciada: Luzes de tons escuros na forma de uma aurora boreal foram vistas no horizonte leste. Ela trazia consigo uma sensação profundamente desagradável de vazio, como aquela que os aventureiros haviam sentido quando presenciaram a invocação de um demônio tipo V.

Dantsem, dias 12 e 13 do do mês do Talento do ano de 1501.

sexta-feira, 12 de agosto de 2022

(SG) Sessão 125

A fuga heroica

• A cabeça de Solana rolou para fora do saco que Karr havia atirado nos pés dos Heróis de Dantsem. A expressão de dor expressa na face ferida irritou terrivelmente os aventureiros, mas pôs pânico na mente de Allanor. O elementalista abaixou-se junto a uma parede da entrada da prisão, encolhe-se e assim ficou, prostrado e com medo, sem reação diante do general maranense e de suas duas dúzias de soldados.

• Landalfo reagiu rápido e pegou a cabeça de Solana já pensando em um milagre de Pedodes. O grupo começou a armar suas defesas. A prisão era cercada por uma barreira mística que tornava impossível que eles abrissem qualquer magia de teletransporte para fora dali. Com isso, eles precisariam avançar vários metros para serem capazes de escapar, e ainda precisariam arrastar um Allanor em completo estado de choque, tarefa atribuída a Pedodes.

• Lanâncoras criou uma barreira de ventania para dificultar a aproximação da flechas inimigas, que seriam muitas. Mas isso não foi o suficiente para impedir um habilidoso arqueiro maranense de atingi-lo. Em uma das poucas flechas que atravessaram a ventania, o mago foi atingido em cheio e caiu em choque, inconsciente. Torin o resgatou colocando-o no ombro e o grupo seguiu tentando avançar com Landalfo criando uma parede de cristal.

• Karr comandava seus soldados para atacar primeiramente nos magos. Lanâncoras já havia caído, mas Landalfo ainda resistia, embora já estivesse enfraquecendo mesmo com a proteção dos milagres de Pedodes. O alquimista criou cópias suas mais de uma vez para defender-se de seus inimigos, mas o número de ataques contra eles era grande demais e elas acabaram destruídas.

• Resistindo bravamente a tentativa de massacre do general maranense, Landalfo conseguiu avançar até o limite do bloqueio místico e criar um portal para longe dali. O grupo começou a entrar na passagem o mais rápido que podia. Kior, o enviado de Cruine convocado por Pedodes, foi o último a atravessar a passagem e por pouco não acabou destruído.

• A fuga foi considerada um grande sucesso. O grupo conseguiu resgatar Allanor, como há muito tempo desejavam, além de escaparem todos vivos. Lanâncoras foi revitalizado por Pedodes já em Sensera, depois que uma sequencia de portais foram abertos para evitar uma perseguição de Karr e seu pelotão. Allanor se recolheu em um canto para se recompor. A visão de Karr, que o havia torturado diversas vezes na prisão, o abalara psicologicamente.

• O grupo já havia se recuperado mentalmente da batalha no dia seguinte. Allanor teve alguns momentos com seu sobrinho Lanâncoras e depois explicou ao grupo que um culto aos titãs surgiu recentemente em vários reinos do sul. Essa informação foi revelada para Karr quando ele foi capturado. Ele também revelou o nome de Galfaroth da Escuridão, um humano que ele acreditava já estar morto, mas que parece ter alguma relação com Fariel. Esta pessoa foi um grande inimigo dos pais de Lanâncoras durante as batalhas contra a seita, há mais de cem anos, e sua natureza humana não explica ele ainda estar vivo.

• Sobre a carta que encontraram na varinha, descobriram que ela revelava um grande segredo, o de que Lanâncoras possui um encantamento aprisioando em seu corpo capaz de remendar o Cetro Dourado. Este segredo foi selado no corpo do mago por seus pais como forma de proteger o segredo amiense.

• O grupo usou algum tempo para se recuperar. Pedodes usaria o Retorno do Mártir em Solana, na esperança de que Cruine pudesse dar-lhe uma chance a mais. Landalfo e Lanâncoras ateram-se aos estudos que Allanor lhes proporcionaria até aprenderem a magia Permanência. O restante do grupo permaneceu em alerta, pois Sensera já não era um lugar tão seguro.

Dantsem, dias 09 a 12 do mês do Talento do ano de 1501.

sábado, 6 de agosto de 2022

(SG) Sessão 124

A prisão de magos

• Depois de resgatarem os prisioneiros da mansão de Varg, o grupo se dirigiu para uma fazenda nos arredores de Sensera. Entre os resgatados estavam um jovem homem e uma mulher que eram parentes e agora estavam livres, mas com medo de andar pelo reino. As outras duas mulheres tinham histórias peculiares, mas não tinham medo de fugir sozinhas.

• No dia seguinte, o grupo se dividiu para realizar diferentes tarefas. Kaiser explorou a cidade em busca de informações e comprou flechas envenenadas de uma vendedora. Pedodes passou o dia orando no templo de Cruine e recebeu uma mensagem de Solana, que marcou um encontro para aquela noite. O resto do grupo analisou os objetos encontrados na mansão de Varg.

• À noite, Pedodes, Lia e Lanâncoras levaram os dois ex-escravos resgatados ao encontro marcado por Solana, enquanto Landalfo e Kaiser ficaram de tocaia. Solana explicou que as provas apresentadas para condenar o mago Allanor haviam sido construídas por Varg e não se sustentavam. Ela ajudaria o grupo a libertá-lo e a levar os prisioneiros em segurança para fora de Sensera. O plano de Solana era desorganizar as trocas de turno na prisão de magos e criar uma distração para que todos os guardas saíssem do lugar por algumas horas, dando tempo para o grupo invadir e resgatar Allanor.

• Para invadir a prisão, o grupo usou a chave fornecida por Solana e superou várias armadilhas para chegar à forja, onde encontraram a chave da cela de Allanor. Ao chegar na prisão, eles libertaram Allanor, que estava gravemente ferido e precisou ser arrastado para fora.

• No entanto, ao saírem da prisão, o grupo foi abordado pelo general maranense Karr, que sabia que o comandante das prisões estava tramando algo e puniu Solana e os dois ex-escravos, cujas cabeças foram entregues em um saco. Karr ameaçou o grupo, dizendo que eles seriam os próximos.

Dantsem, dias 07 a 09 do mês do Talento do ano de 1501.