• Lanâncoras e Landalfo descobriram que as criaturas aterrorizando os túneis dos elementalistas eram devoradores astrais. Como deduziram os magos, os monstros devem ter sido atraídos para as cavernas após a grande energia gasta pelos elementalistas ao criarem as passagens subterrâneas.
• Reunidos com Kolich e Éperus, o grupo conversou sobre todas as suas alternativas para o próximo passo. Avançar sobre os muros da fortaleza dos elementalistas ainda era uma alternativa, mas Landalfo capitaneava a proposta de destruir os devoradores astrais para abrir caminho para o exército dantseniano sob Isalíbel.
• Antes de baterem o martelo sobre a estratégia adotada, Pedodes ainda perguntou sobre os cavaleiros que cavalgam atrás das tropas verrogaris devastando e matando as vilas saqueadas. Beil Rulers, a comandante dos batedores dantsenianos que trouxera a maioria das informações sobre a fortaleza dos elementalistas, disse que sabia muito pouco sobre os cavaleiros, mas que alguns de seus comandados perecera enfrentando-os.
• Os preparativos para a investida na caverna levaram várias horas. Pedodes e Lia apelaram por apoio para Cruine e invocaram Kior, um Tipo III, e Privis, uma tipo II. Lanâncoras também preparou e realizou um ritual para invocar um elemental do ar. Com todos os novos aliados, o grupo voou até o mais perto possível das torres e então abriram um portal até os túneis subterrâneos.
• A exploração dos túneis foi cautelosa, apesar da perturbação que a própria presença do grupo já provocava. A aventura os forçou a gastar energia mágica para fecharem um buraco no chão. Quase foram vítima de um raio que partiu dos olhos de uma cabeça de rochas na parede. O raio lançava uma magia de transporte dimensional, mas ninguém foi afetado. Por último ainda encontraram uma fonte e um lago. Muita magia foi vista na área. Para evitá-la, Lanâncoras criou uma ponte sobre o lago e todos avançaram.
• Em determinado ponto, o grupo se deparou com uma estátua que alertou Landalfo com contatos mentais, dizendo-lhe: "Osvald e Tridius lhes pedem que recuem. Não avancem a partir deste ponto." Ignorando a mensagem, o grupo removeu o desmoronamento com sua geomanipulação e, do outro lado, finalmente encontraram Devoradores Astrais.
• Dois monstros alimentavam-se de estranhas pedras energizadas com karma. Os devoradores astrais voltaram-se para o grupo assim que os pecerberam e começaram a atacar. O combate foi inevitável, mas logo outro se revelou. Uma batalha perigosa, mas a qual o grupo teve uma rara chance de se preparar, estava apenas começando.
Dantsem, dias 13 a 14 do mês da paz do ano de 1501.
• Pedodes reuniu-se com Meridius, o novo sacerdote de Cruine no templo de Léom, e pediu que os acólitos o ajudassem nos preparativos para a realização do ritual que traria Lanâncoras de volta. Enquanto o vingador preparava seu longo ritual os outros descansariam, já que eles haviam retornado na madrugada.
• A conclusão do ritual de Pedodes se deu pela manhã. Uma luz divina envolveu o corpo de Lanâncoras e a vida foi trazida de volta para seu corpo. Aliviado e ao mesmo tempo conformado pelas decisões que tomara, Lanâncoras disse belas palavras de apoio ao grupo, de forma a eximi-los de culpa pela sua morte e reforçando as decisões que culminaram em sua morte.
• Pedodes ainda tinha outra missão para realizar: ele precisava obter mais informações sobre Élean. Pediu para que Józ tentasse reconhecer o corpo, mas isso não foi possível devido ao estado em que ele ficou depois da luta. Para obter as informações ele usaria seu necroconhecimento, um ritual que levaria 10 horas até sua conclusão. Torin dedicou-se a consertar as armaduras do grupo que foram prejudicadas pelo combate, especialmente a sua própria e a de Pedodes, mas também a de Arnieta. Landalfo foi reescrever o máximo de pergaminhos que pôde, uma vez que foi obrigado a utilizá-los durante a batalha. Kaiser comunicou ao rei sobre a morte da Bruxa da Alma, mas não informou sobre a criatura que ela gerou. O arqueiro pediu alguns bons soldados e rastreadores para ajudar em uma busca pela criatura, mas sem dar grandes detalhes sobre o que ela era ou como fora gerada.
• O necroconhecimento fez Pedodes ter uma sensação terrível. Ele pressentiu que a alma da bruxa fora recusada por Cruine e ela não estava nos reinos divinos. O vingador aceitou os riscos de buscar as informações no abismo em que ela se encontrava e começou suas perguntas após ver que Élean estava em um local sombrio, com uma aparência velha e agonizante. A mesma visão, de forma menos intensa, foi sentida por Landalfo, Lanâncoras, Cóquem, Kaiser e Józ devido a uma ligação mental que foi estabelecida entre eles na invocação da magia. A sensação foi demais para Cóquem, que se prostrou, mas especialmente para Józ, que fugiu apavorado.
O interrogatório de Élean Pedodes: Valeu a pena? Élean: Se minha criatura viveu, sim! Pedodes: Onde está o diário de Ledam? Élean: Com Elaias, minha cria. Pedodes: Onde estão as suas anotações, livros e objetos de estudos. Élean: Espalhados pelos meus covis. Pedodes: Quais dos seus covis ainda estão funcionais e ativos? Élean: A Pedra Marcada, o Monte Solitário, a Árvore Seca, o Olho D'água, o Sopé, . Pedodes: Qual a natureza do encanto que usou para criar Elaias? Élean: São criações minhas, baseadas em alterações de magias muito antigas. Pedodes: É possível desfazer o ritual que você usou para unir o demônio e o enviado? Élean: Depois da vida gerada, o único caminho é deixá-la viver. Pedodes: Você baseou seus estudos no conhecimento do Rei-Feiticeiro Orlac? Élean: Em parte. Pedodes: Mas em que estudos e livros você se baseou? Élean: Em parte. Pedodes: Você se baseou em mais alguém? Élean: Todos os meus estudos foram baseados em rituais ancestrais de necromancia, principalmente do Rei-Feiticeiro Orlac, mas também de magias necromânticas tradicionais. Pedodes: Em quais destes esconderijos estão as anotações mais importantes do seu material. Élean, já um pouco diferente e não tão direta como das outras vezes: As mais importantes estão no monte solitário. Pedodes: E se você estivesse desesperada, não tendo mais salvação, para qual esconderijo você fugiria? Élean, exitante e pensativa: Para o que vocês destruíram.
• Pedodes foi tocado no ombro pela assombração que via enquanto fazia seu necroconhecimento. O contato lhe fez mergulhar mais fundo no abismo em que foi buscar a bruxa. Percebendo que ela estava na passagem para o reino de Ricutatis, um vazio tomou conta de seu ser, o que fez aumentar a sensação de distância entre ele e seu deus. Aos poucos o sacerdote foi ficando mais distante de seus companheiros, até que os contatos mentais com o restante do grupo foi cortado. Élean, que pergunta após pergunta também parecia estar se libertando da magia de necroconhecimento, começou a tentar convencê-lo a ficar, informando que Simônio já mostrara-lhe o que de bom havia naquele lugar. Uma música tocava ao fundo no que parecia ser um baile. Pedodes recusou as propostas da maga de ficar por ali até que Landalfo conseguiu reestabelecer o contato e ajudá-lo a se livrar da conexão. Pedodes se libertou e o ritual de necroconhecimento foi concluído.
• Ter-se livrado da conexão com Élean foi uma salvação contra a morte. Pedodes sabia que por muito pouco sua alma não ficara presa no reino de Ricutatis. Ao reencontrar-se com Józ, com Merídius e com os outros companheiros, o vingador explicou toda a história que eles tiveram com a Bruxa da Alma, bem como tudo o que sabiam sobre a nova criatura que ela gerou.
O vingador destacou a gravidade das realizações de Élean, e que sua criatura é muito perigosa. Para Józ ele questionou sobre os covis da bruxa, recebendo a resposta de que Galpa, um vilarejo próximo ao Mirante Solitário, já fora uma das bases dela. O catedrático também apontou outros dois pontos que ele acrediva serem regiões em que a bruxa poderia ter feito alguma outra base, um deles ao sul, próximo de Novini, e outro ao norte dos Montes Solomor, em Verrogar.
• A data prevista para a chegada das tropas dantsenianas em Isalíbel estava próxima. O grupo fez seus últimos preparativos em Léom antes de voar até o acampamento. Eles ordenaram as dez pessoas designadas pelo rei para investigar os arredores de Celeira em busca de notícias da criatura de Élean. Dois sacerdotes acompanhariam os batedores e comunicariam a presença de Elaias através de enviados mensageiros. Eles foram ordenados diretamente para que não entrem em confronto contra a criatura, uma vez que ela é poderosa demais.
• O acampamento dantseniando estava montando nas proximidades das ruínas da fortaleza criada pelos magos elementalistas para conter o avanço verrogari. Eles encontraram-se com uma batedora a algumas centenas de metros, assim que voltaram as formas normais. Ela se apresentou como Mitra, uma sobrevivente de Iragai, a primeira cidade ocupada por Verrogar na região de Porteval. Lanâncoras a reconheceu e a deixou honrada. A mulher, então, os levou até a barraca do Rei Éperus.
• Conversando com Éperus e Katrius, o grupo descobriu que o avanço das tropas parou em virtude das ruínas dos elementalistas. Há grande chance dos verrogaris terem prepado alguma armadilha no local, que é estreito e fácil de defender. Alguns batedores foram enviados há algumas horas, mas não retornaram. Assim, Landalfo e Lanâncoras resolveram voar até o local e explorá-lo invisíveis.
• Pedodes e Kaiser foram até a barraca de Arbestus enquanto Lanâncoras e Landalfo agiam como batedores. A dupla questionou o general verrogari se ele conhecia os cavaleiros de armaduras enegrecidas que saqueavam e destruíam as cidades que as tropas principais de Verrogar atravessavam. Ele disse que ouvira sobre eles, mas que nunca havia falado pessoalmente com nenhum. As ordens dos generais eram para deixá-los "fazer o serviço deles" e não atrapalhar. No entanto, relatou que vira, certa vez, Afren conversando com o líder desses cavaleiros e que, segundo boatos, chama-se Vandros.
• Landalfo e Lanâncoras sentiam uma grande alteração de mana no entorno da fortaleza erguida rapidamente com muita magia pelos magos elementalistas. Porém, Lanâncoras também pode pressentir algum tipo de criatura abaixo da terra. A dupla de magos explorou com cautela a torre sul e percebeu, também, que haviam muitos soldados verrogaris preparados para defender a posição. Atravessando o chão enquanto estavam intangíveis, os magos acabaram encontrando um túnel abaixo da torre. Eles seguiram o caminho até encontrarem uma porta com os símbolos de Léom e do colégio elemental. Ao atravessá-la, viram dezenas de crianças humanas e anãs.
Grufinda
• Lanâncoras se revelou para as jovens pessoas daquela caverna primeiro. Ele foi reconhecido como um mago elemental de Léom e foi bem recebido pela líder daquele grupo, a jovem anã Grufinda. Já com Landalfo, a anã explicou que todas aquelas crianças se refugiaram ali depois de serem salvas de Isalíbel pelos magos elementais. Dois magos, Trídius e Osvald, ficaram para fazer a proteção, mas partiram há alguns dias depois que uma criatura estranha surgiu nas profundezas das cavernas. Eles tentariam pôr um fim nela, mas nunca retornaram. Por fim, a anã disse que Osvald era um mago de Isalíbel que mencionara algumas vezes que há túneis daquelas ruínas até abaixo de Isalíbel.
• Pedodes e Lanâncoras ficaram muito interessados nos túneis. Eles acharam que se fossem capazes de chegar até eles, poderiam levar os exércitos de Dantsem diretamente para dentro da cidade e vencer a batalha sem muito esforço. Grufinda lhes entregou um tomo com anotações de Osvald que revelava alguns detalhes sobre a construção da fortaleza e do monstro que a assolava.
• Para salvar todas aquelas crianças, Lanâncoras e Landalfo fizeram um enorme túnel de portais. Os magos, despendendo uma grande quantidade de energia, criaram duas dúzias de passagens dimensionais e atravessaram com as criaças em fila um após o outro. Os quilômetros percorridos em poucos minutos os levaram até o lado da barraca do rei Éperus, que viu a chegada triunfal dos magos com mais de cinquenta resgatados. Restava a dupla de magos explicar ao restante do grupo tudo que haviam descoberto. O tomo de Osvald apontava que o monstro abaixo da terra era um devorador astral. Seriam eles capazes de enfrentá-lo?
Dantsem, dias 10 a 12 do mês da paz do ano de 1501.
• Dick tentava imobilizar Mart contra uma parede. Porém, dominado por um fantasma, o warforged não receou em sacar sua arma e atirar contra o companheiro. O disparo não o atingiu em cheio, mas foi suficiente para provocar o bárbaro a reagir e lhe desarmar com as próprias mãos.
• Cercada e sem ter muito para onde ir, a fantasma saiu do corpo de Mart e tentou sem sucesso invadir o corpo de Drake, que concentrava-se em uma magia de proteção para expulsá-la do corpo do companheiro. A morta-viva desapareceu no plano etéreo antes que pudesse ser alvo de alguma magia.
• O grupo passou a provocá-la na tentativa de fazê-la ressurgir. Tolman quebrava objetos e gritava ofensas em sua construção. Tantas foram as investidas que elas acabaram dando certo. A fantasma surgiu do lado de fora e acabou dominando o corpo de Dick Garhelm. Tolman antes que o bárbaro pudesse realizar algum estrago, lhe transformou em um pequeno animal e o levou até o círculo de proteção criado por Drake. A barreira forçou a fantasma a deixar o corpo de Dick e assim ela pode ser alvo dos ataques do grupo, que não demoraram até desmaterializá-la.
• Tolman foi objetivo após derrotar a fantasma: ele cobrou Gulag. O estranho, supreso, disse que não tinha o dinheiro consigo e que precisaria ir até a vila mais próxima para juntar a quantia. Tolman disse que o grupo ficaria com Kurizia e Ianka como garantias e que elas seriam suas escravas no caso dele não retornar. Elas aceitaram a situação, pelo menos por hora, e Gulag partiu apressado.
• O grupo seguiu explorando os jardins abandonados e encontrou uma ruína na parte mais alta. Lá havia um buraco em que entraram para descobrir o que havia do lado de baixo. Depararam-se com um complexo de cavernas. Eles começaram a andar e Drake caiu em um armadilha de fosso com espinhos. O clérigo se feriu um pouco, mas foi salvo por Dick e Tao.
• Com mais atenção a partir do evento Drake, o grupo começou a procurar em todos os cantos do local. Mart encontrou algumas rochas de Mitral e começou a minerá-las. Também avistaram uma caixa muito bem construída com arestas metálicas. Dick usou seu machado para abri-la. Isso acabou danificando parte do conteúdo, mas a maioria foi possível aproveitar. Seis camisas de mítral e muitas barras do mesmo metal foram encontradas no local. O grupo não hesitou em saquear tudo e colocá-los em suas mochilas extraplanares.
Espinha do Mundo, dia 18 de Hammer do ano de 1490.
• Kaiser estava preocupado com Arnieta e pediu para que Lanâncoras ficasse em sua proteção enquanto o combate se desenvolvia contra Élean. No entanto, ninguém havia imaginado que a abominação que fora aprisionada por Lanâncoras se livraria de sua prisão tão rapidamente. Com seus tentáculos poderosos, o monstro amorfo quebrou a barreira de pedras erguida pelo elementalista e avaçou sobre ele, que fazia agora a última linha entre os aventureiros. O ataque foi repentino e mortal. Lanâncoras foi erguido no ar pelos apêndices monstruosos do morto-vivo e surrado até a morte, com o golpe derradeiro arrancando seu braço esquerdo de seu corpo, que fora atirado de lado como se não tivesse mais utilidade alguma.
• Élean pouco atacava os aventureiros. Ela estava muito preocupada com o ritual que estava executando, e passou a tentar acelerá-lo. Landalfo invocou suas cópias e elas lançavam muitas magias simultaneamente sobre a inimiga. Kaiser atirava suas flechas sempre precisas, mas que ainda não conseguiam atingi-la de forma letal.
A corrompida
• A abominação avançava sobre o grupo. Ela atacou Torin, que foi capaz de repelir o ataque do monstro durante alguns segundos. Kaiser não teve a mesma sorte e acabou derrubado no chão. Precavido, Cóquem carregava consigo uma poção de cura que foi imediatamente ministrada para o companheiro, fazendo-o despertar. Porém, enquanto isso, foi Torin quem quase sacrificou-se defendendo sua posição à frente de Landalfo, que concentrava todos os seus ataques na bruxa.
• Kaiser e Torin passaram muito perto de morrerem no duelo contra o morto-vivo e a bruxa Élean, mas tiveram sucesso ao serem resgatados pelos companheiros. Já Élean foi executada por Landalfo depois de ser muito enfraquecida pelas flechas de Kaiser. Ela ainda foi capaz de libertar a criatura que estava gerando antes de sua morte, mesmo estando muito enfraquecida, tamanho era seu desejo.
• O monstro que despertou não era o enviado de Cruine, tampouco outra criatura conhecida. Pedodes foi capaz de reconhecer traços do corpo e um demônio guardião, mas também sentia a aura do enviado de seu deus. A criatura estava muita confusa, exitou em atacar Cóquem, mas realizou um ataque com sua grande espada sobre a abominação que lutava contra Torin. Depois, ela partiu correndo pelos corredores e não foi mais vista pelos aventureiros. A abominação, a útima resistência no covil de Élean, foi abatida por Kaiser.
• Landalfo orou por Palier. O mago, devoto e abençoado pelo deus, pedia alguma graça para obter informações que não havia conseguido até então. Ele foi honrado com a visão de uma biblioteca, a qual teve total acesso por algum tempo. Lá o mago pesquisou informações sobre possíveis origens para a criatura que Élean criara, mas encontrou referências apenas em um passado muito distante. Leu sobre os Tessaldarianos no império, uma terra que não conhece, mas que a partir deles alguns reis feiticeiros de outrora criaram uma nova raça mista. O alquimista doi despertado durante suas pesquisas.
• Kaiser investigou todo o covil da bruxa mas não encontrou nada mais de valor. Pedodes pegou o corpo da necromante antes de partir. Os aventureiros voaram dali para Léom a fim de ressucitarem Lanâncoras e se reforçarem antes de seguirem para a frente de guerra. Kaiser e Torin fariam a guarda do sacerdote enquanto ele fazia os preparativos para o milagre da ressurreição. Encontraram Lia ao chegarem no templo de Cruine, e ela tinha uma mensagem importante: seu enviado havia chegado na Cidade Dourada.
Dantsem, dias 8 a 10 do mês da paz do ano de 1501.
• Talon e Tolman mexeram nos pertences do grupo estranho e o halfling não resistiu a oportunidade de roubar 600 moedas e de ouro encontradas na bolsa. Depois disso eles retornaram para a estalagem, ao mesmo tempo em que Dick, convencido pela sua nova conhecida Kurizia, foi levado até lá para que ficassem mais íntimos em meio a palha.
Hammath a Fantasma dos Jardins
• Tao, enquanto isso, desviava das tentativas de Ianka em seduzi-lo. O guerreiro estava desconfiado demais da situação para se deixar levar pelo momento. Tolman, já conversando novamente com Gulag, aceitou a proposta para eliminar o fantasma. Ele combinou um pagamento de 1500 moedas de ouro após o serviço concluído. O trio estranho iria junto na até o local assombrado.
• A viagem até a ruína assombrada levou mais dois dias. Ao chegarem, em meio a uma nevasca, depararam-se com uma construção em boas condições e começaram a explorá-la. A construção tinha dois andares e dava sinais de ser algum salão grande. Havia um quarto no segundo andar que após algumas investigações revelarou que o proprietário era um artífice ou algo do tipo. Um objeto mágico de manipulação de pedras foi encontrado no fundo de uma banheira e vários livros sugeriam que realmente se tratava de um artífice.
• Enquanto Drake investigava os arredores da construção, Mart resolveu analisar o que fora uma forja ou lareira. O warforged foi surpreendido por um fantasma assim que acendeu o fogo e logo acabou possuído pelo espírito. Dominado, ele começou a ordenar que todos partissem daquele lugar que não lhes pertencia. Dick e Tolman partiram para cima de Smartshoter, que acabou contra uma parede, mas ainda sob controle total do fantasma.
Espinha do Mundo, dias 16 a 18 de Hammer do ano de 1490.
• Após um bom tempo discutindo o que haviam descoberto durante a batalha, o grupo optou por retornar para Dantsem e procurar por Élean. A nova prioridade do grupo havia se tornado resgatar o enviado que a bruxa estava usando como experimento.
• A viagem até O Escudo de Dantsem, a região montanhosa a algumas dezenas de quilômetros de Léom, levou quase os mesmos três dias que eles haviam levado para chegar até as proximidades de Efrin. Voaram até as minas do escudo prateado, o mesmo lugar onde haviam encontrado o covil da bruxa. Começaram procurando dentro do próprio covil abandonado. Landalfo tornou-se intangível e "voou dentro d'água", mergulhando sem molhar-se enquanto sua magia de voo estava em efeito.
• A exploração da galeria submersa revelou um túnel que o mago não exitou em explorar. Ele seguiu rapidamente pelo tempo que pode segurar a respiração e encontrou uma saída em outro complexo de cavernas, o qual pode pressentir um mana alterado. Com isso, ele retornou para seus companheiros e trouxe todos até aquele local através de um portal.
• O grupo começou a explorar as cavernas que encontraram. Eles descobriram o caminho para o exterior, e no retorno foram abordados por um carniçal. O morto-vivo lhes disse que Élean era a mestra daquele lugar e que eles não deveriam estar ali. O grupo enganou a criatura para que ela os levasse até o covil da necromante, mas foram obrigados a iniciar uma batalha antes disso.
• O morto-vivo atacou os aventureiros assim que percebeu que estava sendo seguido. Outros surgiram e foram sendo derrubados pelos aventureiros. No entanto, a exploração acabou revelando uma abominação que atacou Torin incessantemente. O anão conseguiu segurar o ímpeto da criatura, mas sabia que sua resistência não duraria muito. Assim, Landalfo abriu um portal para atrás dela e todos passaram por ele. Ao mesmo tempo. Lanâncoras fez uma parte da caverna desabar e enclausurar seu inimigo.
• Do outro lado do túnel o grupo acabou vendo a Bruxa da Alma e uma criatura envolta em uma energia estranha, possivelmente fruto de suas experiências com o enviado. Eles a ameaçaram e, como reação, Élean disse que jamais permitira que eles perturbassem seu trabalho mais perfeito, e assim transformou Pedodes em uma toupeira com sua magia. Quase ao mesmo tempo a criatura que havia sido selada por Lanâncoras foi capaz de derrubar a barreira com sua enorme força. Ela avançou sobre Arnieta e a pôs desfalecida no chão. O grupo estava com Élean e dois carniçais de um lado e com uma terrível e perigosa abominação de outro. Não seria uma luta fácil.
Dantsem e Eredra, dias 5 a 8 mês da paz do ano de 1501.
• A reunião com a guilda dos ladrões prosseguiu com Karugor e os outros pressionando Tolman para que ele apresentasse uma forma de cobrir as novas despesas que todos terão que arcar. A parcela da guilda deverá aumentar em virtude de cobranças maiores por parte da guarda da cidade, mas a "destruição" da Fairgrass colocava uma dúvida na guilda sobre a capacidade de cumprir com a dívida.
Aeric
• Tolman foi bastante acertivo na reunião e, apesar das intimações de Aeric sobre os valores e as dívida, se saiu bem da primeira reunião e coseguiu algum tempo para juntar o dinheiro necessário. Ele também atraiu a atenção de seus cúmplices no crime ao revelar um plano que ajudaria a todos, mas que só poderia apresentá-lo em algumas semanas.
• O feiticeiro saiu dali diretamente para o porto, onde encontrou-se com Sir Velen e informou que passaria um tempo fora. Ele também deixou sua subordinada, Milise, em alerta para sua ausência. Sir Velen ofereceria os serviços para ela no tempo em que ele se ausentasse. Depois de se despedir de Lede, Tolman foi ao encontro do grupo para seguir até Neverwinter.
• O grupo usou seu tradicional transporte atravessando o reino do fogo para seguir até Neverwinter. De lá conseguiram convencer alguns marinheiros para levá-los de barco até Luskan, de onde partiram para o leste pela estrada Blackford. Pernoitavam utilizando a torre mágica que Mart carregava sempre consigo.
• Encontraram uma pequena taverna na beira da estrada ao meio-dia depois de finalmente começarem a escalada da Espinha. Uma forte nevasca os atormentava, estimulando-os a parar. depararam-se com três estranho naquele lugar, um homem e duas mulheres. Eles pediram ajuda para os aventureiros, tentando convencê-los e expulsar um fantasma de uma ruína. Desconfiados, Tolman e Talon foram bisbilhotar nos pertences dos estranhos. Enquanto isso, Dick e Tao se tornavam cada vez mais encantados pelas curvas das belas estranhas que precisavam de ajuda...
De Aguasprofundas para o Norte, dias 9 e 16 de Hammer do ano de 1490.
• Cóquem voava em direção a um inimigo enorme. Na tentativa de salvar-se, o napol lançou uma magia de seu cajado sobre a criatura, mas não teve sucesso. Ele conseguiu desviar sua rota para as ruínas ao redor do monstro, mas foi surpreendido por um enorme lobo de três cabeças. Uma delas o abocanhou e o levou ao chão, deixando-o desnorteado. Preso e ferido, Cóquem se encontrava em uma situação crítica e precisaria da ajuda de seus companheiros.
• Pedodes tentou convocar um enviado de Cruine. No entanto, uma visão assombrosa veio em sua mente no lugar da graça de seu patrono: pelos olhos de seu antigo convocado, se viu aprisionado sobre uma inscrição circular no chão. Os pés femininos e um casaco familiar também puderam ser vistos. Dor era constante. Com isso em mente, Pedodes concluiu que a bruxa Élean estava aprisionando o enviado que lhe fora oferecido quando invadiu o covil dela poucas semanas antes. Não podendo fazer uso deste milagre, atravessou um portal que Landalfo havia aberto e avançou para tentar proteger Cóquem.
• Lanâncoras foi ousado e também atravessou o portal para tentar resgatar seu companheiro. Mesmo sabendo do risco de se aproximar do lobo tricéfalo, o mago se aproximou e conseguiu chegar ao napol e transportar ambos para longe das garras da criatura e de volta para um local seguro. Restavam Torin e Pedodes a lutar contra as criaturas.
• O monstro encontrado nas ruínas não parecia muito contente com os visitantes. E isso não se restringia apenas à Cóquem e seus companheiros. Os lobos também eram seus inimigos e foram atacados enquanto estavam no caminho. Pedodes acabou sendo o alvo de muitos ataques com tentáculos, mas foi capaz de evitar ou aparar a maioria dos golpes. Foi o próprio monstro da Ruína que matou os lobos, mas Torin já havia incapacitado um deles poucos instantes antes. Tanto o anão quanto o sacerdote aproveitaram a abertura e os segundos finais do portal aberto por Landalfo para escapar para longe da criatura gigante.
• De longe, Landalfo e Cóquem lançavam magias poderosas. Kaiser disparava suas flechas com a precisão de sempre. O monstro enfraquecia, mas não parava de atacar. A distância, ele arremessou os corpos dos pequeninos, àqueles que haviam atraído Cóquem até ali, contra Landalfo. O mago voava a algumas dezenas de metros e foi capaz de desviar, mas foi por pouco. Cóquem também foi alvo de algumas pedras antes que uma da flechas de Kaiser finalmente perfurasse o estranho corpo do monstro. Ferido, ele fugiu de volta para dentro do lago ao entrar em uma espécie de túnel.
• Com o perigo espantado, Cóquem voou imediatamente até o corpo do pequenino para devorá-lo. Uma voz em sua mente conversou com ele assim que começou a refeição. Ela dizia: "Valeu a pena, não valeu?" Preocupado, ele foi até o sacerdote para alertá-lo, mas não conseguiram chegar a uma solução.
• O plano do grupo estava prestes a mudar. Enquanto Landalfo, Lanâncoras e Kaiser vasculhavam as ruínas na tentativa de descobrir o que fora aquele lugar, Pedodes pensava na visão que tivera. Ele estava intrigado e sentia que precisava, com urgência, resgatar o enviado de Cruine que estava preso. As lembranças de que a bruxa dizia já possuir um corpo celestial para cumprir seu plano de criar uma "vida perfeita" de repente passaram a lhe fazer sentido.
• Landalfo encheu-se com seus encantamentos e foi explorar o interior das ruína inundadas onde o monstro se escondera. Intangível e voando, o mago mergulhou e viu vários objetos destruídos no que parecia ser uma sala ou compartimento subterrâneo. Investigando um pouco mais, ele percebeu que o local fora o covil de algum mago com dedicação à Palier.
• Mesmo intrigados com aquelas ruínas e também tão perto de Efrin para encontrar a Semente da Luz, eles estavam muito inclinados a retornar para Dantsem e procurar por Élean. As prioridades estavam mudando.
Dantsem e Eredra, dia 5 do mês da paz do ano de 1501.
• O encontro com Dick Garhelm no subterrâneo de Aguasprofundas serviu para que Dick ficasse sabendo do plano sem sucesso de Tolman e dos outros e para que todos descobrissem como o bárbaro escapou da prisão matando um punhado de guardas pelo caminho.
• Os aventureiros ainda não tinham traçado um plano claro do que fariam a seguir, mas eles ainda tinham uma missão a cumprir: ir até a Espinha do Mundo. Porém, precisavam saber como estava sua aliada Autarkinas. Drake tentou contato com ela através de uma mensagem mágica, mas ao não ter retorno deduziu que ela estava ou presa, ou morta.
• O grupo tentou abrir o portal para o plano elemental do fogo, mas ele estava fechado, conforme imaginavam depois da última conversa com Drakenbahn. Assim, para chegarem ao Lobo do Mar novamente, usaram o teleporte de Tolman e foram primeiro ao plano elemental do fogo. O feiticeiro usou como ponto intermediário de sua viagem o templo de todos os elementos, que como Pulvara lhe alertara era um ponto de convergência entre os planos elementais. Chegar neste destino não foi tão rápido como um teletransporte costumeiro, e Tolman e os outros experimentaram algumas visões incomuns antes de finalmente aparecerem no centro do templo depois de alguns segundos. Por segurança, a passagem dali para o Lobo do Mar foi feita fora do templo.
• Milise abordou Drake para uma conversa quando eles chegaram no navio. Ela ficou preocupada com a reação do draconato e foi conversar diretamente com Tolman, que amenizou a situação. Mesmo assim, ela resolveu deixar a tripulação em alerta.
• Tao teve uma conversa com Sir Castrin apenas para certificar-se de que ele ainda estava lá. Já Tolman foi conversar com Sir Valen e sua noiva, Lede. O encontro ocorreu a própria mansão do cavaleiro, que lhe recebeu de braços abertos e pagou o combinado pelo serviço que seu futuro genro realizara. A conversa tratou de negócios em sua maior parte, e Tolman revelou que cogitava assumir o comando da pequena cidade de Güerma, perto da Moonshaes, já que ele e seus companheiros haviam lidado com o tirano que estava lá até então. Depois disso o feiticeiro teve algum tempo para cortejar a noiva.
• Já estava anoitecendo quando Tolman dirigiu-se para o encontro da guilda. Pensando na manutenção do plano, sabendo que levar Drake ou Dick seria muito arriscado, resolveu ir sozinho. Todos já estavam reunidos e acomodados quando ele entrou na sala de reuniões. Karugor, o líder, já o interpelou assim que passou pela porta: "─ Olá Tolman. Eu achei que você não viria, já que a Fairgrass queimou até as cinzas!" ─ O feiticeiro foi rápido em retrucar que a Fairgrass estava bem, mesmo não sabendo exatamente qual a situação de seu lar.
Fairgrass?
Aguasprofundas, dias 6 e 9 de Hammer do ano de 1490.
• Arbestus estava à frente de Éperus e acabara de jurar lealdade ao legítimo rei de Verrogar. As tropas que não aderiram à conversão de Arbestus fugiram ou se dispersaram após a morte de Kâminus. Em seguida, todos foram levados até a sala de guerra para se apresentarem e repensar a nova situação. Por segurança, as tropas verrogaries permaneceram acampadas do lado de fora de Léom, mas os comandantes dos três exércitos que se aliaram à Éperus foram junto: Arbestus Oder e Cassius.
• A reunião foi marcada por algumas divergências de ideias. Azuma queria dar algum descanso para suas tropas, que viveram momentos tensos nos últimos dias, mas Éperus queria aproveitar a oportunidade gerada para reconquistar Isalíbel. Arbestus mostrou alguma resistência contra Azuma, e deixou claro em mais de um momento que não estava fazendo nada por Dantsem ou Azuma, mas sim pelo seu reino Verrogar e seu rei, Éperus.
• O grupo queria convencer Arbestus que a batalha que ele lutaria ao lado de Éperus não era apenas pela ascenção de um novo rei, mas pelas crenças de todo um povo. Pedodes levou o general recém convertido para ver o corpo do guerreiro que provocou a cicatriz em seu rosto quando ele tentou o necroconheimento. Mostrar para o general que aquele homem, verrogari e lutando na guerra, era na verdade um demonista, foi apenas o início de um discurso de Pedodes, Cóquem e Landalfo que por fim o convenceu completamnete da influência demonista sobre a alta corte verrogari. As revelações fizeram o general crer que o próprio rei Attos II deve estar sendo diretamente influenciado ou fazer parte deste culto profano.
• O trio que permaneceu com o rei Azuma seguiu discutindo os próximos passos que Dantsem deveria dar. Kolich ainda pensava que alguns dias de descanso eram necessários, mas acabou convencido de que avançar rapidamente poderia ser essencial para a reconquista de Isalíbel, já que Verrogar não teria tempo de trazer de seu reino um contingente grande de soldados antes das tropas de Léom. Já Kaiser acabou se desentendendo com Ruded e quase provocou uma briga com o ex-general na frente do rei. Por fim, decidiram que descansariam por apenas um dia.
• O grupo passou a tarde após a batalha fazendo preparativos. Landalfo foi ao colégio alquímico para conhecer Cristomando melhor e fez algumas valiosas trocas de conhecimento. Pedodes verificou o corpo de Kâminus e pegou sua espada mágica, que foi entregue como presente para Éperus. Também não vira nada no acampamento de Kâminus. Cóquem foi até Hulôn e pegou a capa do diário de Ledâm e a cópia que ela havia ficado responsável por fazer. Os outros também tiveram tempo para seus afazeres, mas alguns aproveitaram para descansar. Lia ficou incumbida de procurar mais informações sobre a Bruxa da Alma, mas Arnieta acompanharia Kaiser aonde ele fosse.
• O grupo resolveu ir até Eredra para encontrar a semente da Luz que o triunvirato desejava enquanto os exércitos dantsenianos marchariam para Isalíbel. A intenção deles era ir e retornar a tempo de participar da batalha. Logo antes da partida, a rainha Mirna mostrou para o grupo a carta que os alertou sobre a existência de Éperus: uma correspondência com o selo verde de Verrogar rompido. Pelo conhecimento do grupo, o selo verde significa que não havia sido remetido por alguém da nobreza, que normalmente utiliza o rubro. Depois partiram transformados em pássaros, como normalmente eles tem feito. Lanâncoras e Landalfo voam enquanto todos os outros ficam encolhidos.
Vossa Majestade, Rei de Dantsem, há duas décadas o legítimo rei de Verrogar, filho de Attos I e da Marquesa de Mansel, reside nas Ilhas Ganis. Sua presença naquela ilha foi mantida em segredo até hoje, quando se faz necessário pelo bem de Dantsem e de Verrogar que seja resgatado. Sua existência pode mudar o rumo desta guerra sangrenta.
• O voo foi tranquilo, mas a viagem não foi tão serena. Pedodes carregava uma sensação de apreensão que não lhe deixava em momento nenhum há vários dias. Poderia ser a expectativa pela batalha de Léom, mas o sentimento não desapareceu com a vitória e isso começava a incomodar o sacerdote. Já Cóquem teve vários pesadelos perturbadores em uma mesma noite, no qual ele morria mais de uma vez.
• Já na madrugada seguinte o napol acordou com o faro desperto: um forte cheiro de carniça atiçava seu apetite e não estava longe. Ele avisou Torin que fazia guarda, que por sua vez acordou Kaiser, e os três foram com o bardo procurar a origem daquele odor. Arnieta ficou no acampamento e acabou acordando os outros, que foram caminhando atrás do trio.
• Cóquem viu um pequeno lago abaixo de um penhasco no qual o corpo de três pequeninos boiavam. Apenas a iluminação da azul Agmarin permitia que eles vissem algo no campo, mas auxiliado pelo faro o napol não tinha dúvidas de como localizá-los. Deixando Kaiser e Torin para trás, ele mergulhou pelo penhasco na direção de seus aperitivos que se encontravam a cerca de 60 metros. No entanto, ao se aproximar, um enorme mostro agarrando os corpos com tentáculos emergiu do lago. A criatura tinha outros apêndices não ocupados e assustou o bardo, que tentaria corrigir o rumo de seus voo antes de chegar perto o suficiente para ser a próxima vítima da criatura.
Dantsem e Eredra, dias 2 a 5 do mês da paz do ano de 1501.
• Reunidos na sala de guerra, o grupo discutia com os outros generais que estratégia deveriam assumir na balha vindoura. Depois de muito conjecturar, concluíram que sua melhor saída seria a realização de ataques rápidos e diretos contra algumas tropas inimigas a fim de enfraquecê-las, e todos os heróis de Dantsem se envolveriam. Assim, o primeiro ataque atingiu a tropa de Meandrus e ficou evidente que os inimigos não estavam totalmente preparados para isso. Os exércitos opositores já estavam posicionados para um longo sítio e acabaram sofrendo bem mais baixas do que a tropa dantseniana, liderada por Kaiser.
• A investida acabou trazendo alguns prisioneiros. Com eles, Lia e os outros descobriram que a moral inimiga era alta. Para eles, esta batalha poderia pôr um fim na guerra. A presença de Éperus na batalha havia sido notada e foi uma surpresa positiva, mas ainda assim não foi capaz de mudar o curso da guerra.
• Os aventureiros começaram a planejar outro ataque, mas desta vez à noite, considerando que o fator surpresa já havia sido perdido neste dia. Eles reforçaram suas fileiras com os napóis e recompuseram as perdas ao acolherem parte das tropas de outro general dantseniano. Com uma tropa maior, o próximo alvo seria o liderado por Cassius. Novamente sob o comando de Kaiser, a tropa dantsniana saiu pelos portões levando consigo todos os heróis de Dantsem e Éperus, avançaram pelas trevas até o acampamento inimigo e lançaram um ataque devastador antes que eles pudessem perceber o que estava acontecendo. A vitória triunfal eliminou metade dos opositores e quase conseguiu retornar ilesa para Verrogar, não fosse um ataque de Arbestus em retaliação a se aproveitar da posição deles sem a proteção dos muros. Mesmo assim, a vitória da noite foi inegável e muito significativa.
• As chances dos ataques de surpresa haviam se esgotado. Os inimigos começaram a se mover ainda durante a noite: magos elementalistas começaram a erguer rampas para as armas de cerco a fim de aumentar seus alcances. Temendo pelo que viria, Landalfo achou que seria adequado espionar os inimigos para saber como eles estavam lidando com a situação. Assim, invisível e voando, o mago partiu ainda durante a noite acompanhado de Kaiser e Lanâncoras nas mesmas condições. O primeiro acampamento a ser espionado foi o de Oder, uma tropa ao lado da que teve a enorme baixa no ataque anterior. Depois eles tentaria espionar a tropa de Arbestus, o segundo contingente mais poderosos do exército inimigo.
• A tropa de Oder estava em alerta devido ao ataque contra Cassius, mas não tinha mecanismos para perceber o trio com os encantamentos de Landalfo. Não houve dificuldade para que eles sobrevoassem as barracas e ouvissem os soldados. O tema das conversas girava em torno das batalhas e da presença do "bastardo", apesar do general ter proibido este assunto. Eles desejam o fim da guerra, e acreditavam que invadir Léom seria o caminho mais rápido.
• A tropa de Arbestus tinha magos que preparavam algum ritual naturalista, mas não era possível determinar o que estava sendo realizado. Landalfo notou uma área de anulação mística quando tentaram avançar sobre o acampamento. Com a barreira e pelo risco ao qual lhe submeteria se continuasse, o grupo resolveu retornar e não seguir a espionagem.
• A manhã seguinte raiou sangrenta. Os exércitos inimigos começaram a atacar a cidade de Léom com suas máquinas de guerra. As defesas conseguiram segurar os inimigos o quanto podiam, mas em algum momento os muros foram abertos por magia e o próprio Kâminus começou a avançar por ali. A tropa de Kaiser foi a designada para fazer a defesa, mas não era páreo para o poderoso contingente de Kâminus.
Arbestus
• O exército inimigo começava a avançar do lado de fora dos portões. Arbestus, o segundo melhor contingente inimigo, movimentava-se na direação da abertura feita por Kâminus. No entanto, quando o general deu a ordem para que a invasão ocorresse, Arbestus ergueu suas armas e ordentou um ataque contra o exército de seu líder. Estava definido: Esta era a primeira tropa verrogaria a apoiar Éperus.
• Cercado e com seu exército já enfraquecido, Kâminus não teve outra alternativa senão atacar com seu golpe derradeiro. Com as forças que lhe restavam, o general partiu para cima de Éperus, já ferido por uma flecha. Torin e Pedodes estavam junto para protegê-lo, mas o jovem herdeiro verrogari já não era o mesmo jovem imaturo e conseguiu se defender das investidas iniciais e ainda contra-atacar. Porém, Kâminus era um guerreiro muito habilidoso e foi apenas com a ajuda de Torin e Kaiser que acabou subjugado. Mesmo vendo seu inimigo de joelhos e rendido ao ver que não tinha mais chances de vitória, Kaiser não mostrou misericórdia e disparou suas flechas para perfurar definitivamente o corpo de seu inimigo.
• A batalha não tardou a terminar após o general ser abatido. Algumas tropas dispersaram-se e deixaram as proximidades de Léom. Outras seguiram Arbestus que, com um corredor de verrogaris se abrindo em seu caminho, marchou até Éperus e se curvou, dizendo: "Meu rei, eu juro lealdade ao legítimo rei de Verrogar"
Dantsem e Eredra, dias 1 e 2 do mês da paz do ano de 1501.
• Dick estava em uma situação complicada na Fairgrass. Autarkinas havia lhe avisado que a guarda se encontrava no andar de cima e ele possuía pouco tempo para decidir como escapar. Quando o barulho do arrombamento foi ouvido, a tiefling disse que iria tentar ganhar algum tempo conversando com os invasores. Dick aproveitou este tempo para entrar no dispositivo de Kwalish e fugir pelos esgotos que estavam conectados ao subterrâneo da Fairgrass. Seu percurso o levou para o mar, e logo ele se dirigiu para as proximidades dos túneis que dão acesso ao portal para o Plano Elemental do Fogo.
• O Lobo do Mar aportou pela manhã nas docas de Aguasprofundas. Tolman conversou com os representantes de Sir Valen e lhes comunicou sobre a carga que ele trazia que compartilhava com o futuro sogro. Em seguida Lex entrou em contato com Réskel para saber do resultado do atentado contra Dick e ouviu que nem tudo havia saído conforme o planejado, já que o bárbaro "não havia colaborado" com o acordo. Assim, o draconato entrou em contato direto com Dick Garhelm e pegou sua localização. Todos partiram para encontrá-lo, ainda sem saber o que havia acontecido com a Fairgrass e Autarkinas.
• Os aventureiros se viram cercados pelos inimigos e começavam a pensar em uma alternativa para defender a cidade. Analisavam que as direções sul e oeste eram as mais ameçadas e onde a maior quantidade das tropas inimigas se mantinha. Landalfo refez as armadilhas que havia ajudado Calinior, Kaiser inspirou os soldados... tudo para ajudar no momento decisivo. Porém, os exércitos de Dantsem não transmitiam a segurança necessária, tanto pela quantidade reduzida quanto pela qualidade das tropas mercenárias contratadas.
• Pedodes, Kaiser, Lanâncoras e Landalfo foram ter com o rei Azuma e o encontrou junto com sua esposa, vestindo as armaduras. Eles pediram autorização para fecharem os acessos da cidade com as magias de Lanâncoras e a receberam, com exceção da que dá acesso ao porto. O sacerdote e o arqueiro permaneceram com o rei enquanto ele e sua esposa se dirigiam para o segundo andar do Castelo das Brumas. Os outros foram procurar por Éperus. Diretamente para o rei, Kaiser disse que poderia fazer um trabalho melhor do que o general Ruded. O marquês havia ouvido muito sobre este general nos últimos dias enquanto conversava com as tropas, e sabia que ele não gozava de muito prestígio entre os soldados. Com o subterfúgio de tornar Ruded um soldado que lutaria protegendo o rei em sua própria tropa, Azuma aceitou a proposta e disse que faria de Kaiser o novo general.
Ruded
• O rei Azuma discursou para os comandantes de suas tropas. Ele tentou motivar a todos e em alguns minutos falou tanto para os seus quanto para os mercenários que seguiam Dantsem por ouro. Assim que o discurso se encerrou os monarcas convocaram Ruded e fizeram a nomeação de Kaiser. Porém, o general não saiu sem antes cutucar o prestígio de Kaiser, alegando que este estaria abalado depois de perder todos os seus homens em Calinior. Segurando seu ímpeto combativo, o arqueiro permaneceu quieto e não cedeu à provocação, tornando-se o novo general. O marquês ainda entregou o anel de invisibilidade à Azuma para protegê-lo durante a luta.
• Éperus estava com sua irmã quando o grupo chegou. A moça parecia preocupada por seu irmão e temia muito pela vida dele. Cóquem desconfiou daquele comportamente exagerado e tentou pressioná-la um pouco, mas foi interrompido pelo futuro monarca. Ele confiava plenamente em Ildra e queria que isso se estendesse aos outros.
• Lanâncoras e Torin foram reforçar os muros e fechar as entradas que haviam combinado com o rei. O mago gastou grande parte de sua energia e ainda precisou apelar para poções de recuperação de mana dadas por Landalfo a fim de concluir a tarefa naquela mesma noite. Depois da última modificação, na parte mais vazia dos muros, a dupla foi surpreendida por um trio de soldados inimigos que se teletransportaram para lá. O confronto foi inevitável, e os três inimigos não tiveram tempo para reagir. Torin lançou mão de seus melhores golpes e Lanâncoras usou a energia do cajado que Landalfo havia lhe presenteado para eliminar seus oponentes em alguns segundos, antes mesmo que a guarnição da torre mais próxima pudesse chegar para ajudá-los.
Lilibel
• Ruded apresentou Kaiser para sua antiga tropa. O segundo em comando era Trey, que foi orientado para seguir o arqueiro de Ludgrim. O subalterno lhe apresentou as tropas e explicou que se tratavam de 800 homens bem treinados e com bons equipamentos. Depois da conversa, Kaiser investigou entre os soldados pelo nome Lilibel, que ele ouvira depois do necroconhecimento de Pedodes. A mulher, uma padeira, foi encontrada em um casebre onde se amontoava com outros aldeões que haviam fugido do exterior da cidade para dentro dos muros. Ela foi levada para o calabouço.
• Pedodes fez um ritual de necroconhecimento sobre o corpo de um dos inimigos para descobrir mais informações de como eles haviam chegado ali.
Kâminus
• Kâminus era o líder do exército inimigo que já estava nos portões de Léom há algumas horas. O cavaleiro convocou uma reunião com o rei Azuma, e este foi acompanhado de suas pessoas de confiança, o que incluíram Pedodes, Landalfo e Torin. Entre os muros e os acampamentos inimigos, Kâminus ordenou que Azuma abandonasse seu reinado e se exilasse, o que foi imediatamente negado. O rei de Dantsen tentou convencê-lo a apoiar Éperus, mas o inimigo se mostrava cético quanto ao direito do bastardo em governar. Pedodes voltou a mencionar os demonistas para tentar trazer a revelação para Kâminus sobre a influência maligna sobre Verrogar, mas outra vez o cavaleiro se mostrou cego pela lealdade.
• A discussão sobre se Kâminus e seus soldados estavam ou não sobre influência demonista dominou o caminho de volta até a cidade. Éperus, entretanto, queria lutar e fez uso de um argumento que afetou profundamente a todos os presentes: ─ Eles são Verrogaris. Você acha que vão acreditar em um rei que se esconde atrás de muros? A partir daí o grupo começou a considerar um ataque. Eles tentavam planejar uma forma de realizar um ataque que exibisse Éperus, mas que não o colocasse sob morte certa.
• O rei Azuma, o conselheiro Eldem, Kaiser, Landalfo e Pedodes foram ver Lilibel nos calabouços. Kaiser foi o primeiro a entrar e percebeu a mulher com muito medo. Ela acabou revelando que passou mensagem para um humano chamado Lívis que deixou Léom pouco antes dos portões se fecharem. Segundo ela, o homem prometeu salvar ela e o filho dela da guerra se ela revelesse a posição dos soldados dantsenianos do lado interno dos muros. Este informante agia como um comerciante e tinha contato com vários habitantes da cidade.
Dantsem e Eredra, dias 30 do mês da água e 1 do mês da paz do ano de 1501.
• Landalfo, Cóquem e Éperus perceberam que algo estava errado na casa de Rarder. O trio se aproximou com cuidado e notou a presença de duas pessoas no interior da residência, além de Rarder ferido e caído no chão. Eles entraram apressados e perceberam que se tratavam de vampiros. Sem perder termpo com qualquer conversa, o trio partiu para o ataque com seus golpes mais poderosos. As criaturas se mostraram bastante resistentes e perigosas, chegando até mesmo a ferir seriamente Landalfo, mas no fim superaram os mortos-vivos e os deixaram inconscientes no chão.
• O rápido combate deu a chance dos aventureiros ainda encontrarem Rarder vivo, embora com sua vida por um fio. Administrando uma das poções, eles viram o necromante se reerguer e contar-lhes o que havia acontecido: Élean havia chegado há alguns minutos. No entanto, antes dos aventureiros aparecerem, a dupla de vampiros surgiu e atacou ambos. Élean rapidamente desapareceu, deixando Rarder sozinho com as duas criaturas.
Kiv e Mel, os vampiros
• Landalfo e Cóquem levaram Rarder e o corpo dos vampiros decapitados até o templo de Selimon e, depois, até uma capela para que os corpos fossem cremados. Infelizmente, descobriram mais tarde que isso não seria o suficiente para destruir definitivamente as criaturas.
• Kaiser voltou à casa de Rarder para investigar e vasculhar por uma oportunidade de reencontrar a bruxa. Viu vários aldeões na frente da residência que comentavam sobre os estrondos e a confusão que culminaram em dois corpos. Após alguns minutos a ouvir várias teorias, inclusive de que a luta se tratava de uma conspiração verrogari, tomou a atitude de discursar e contar sua própria versão do ocorrido: de que os heróis de Dantsem haviam enfrentado vampiros desgarrados e vencido. De que aquilo nada tinha a ver com Verrogar. Em seguida teve a oportunidade de entrar no boticário do necromante e encontrar seus itens particulares, embora nada de inesperado. Élean surgiu algumas horas depois para ver como a confusão havia se concluído e encontrou o arqueiro e sua noiva. Mesmo com muito desejo de disparar suas flechas contra a bruxa, Kaiser teve auto controle para aguardar por Landalfo e Cóquem retornarem para conversar com ela.
• Cóquem entregou o diário para Élean assim que chegou. Ele esclareceu que a capa do tomo seria entregue pela outra parte do acordo, a de remover a mal que aflige Cóquem. Em seguida, começou a revelar tudo sobre Ildra: de que ela estava se tornando uma vampira serva de Sir Vandros, semelhante aos dois que o grupo havia enfrentado há poucas horas. Este Vandros é muito poderoso, supostamente um vampiro criado no próprio reino de Ricutatis. Ele mesmo ensinou Élean a maldição que juntus lançaram sobre a irmã de Éperus. Com ela, a alma de Ildra permanecerá armazenada na pedra e o detentor dela terá controle total e permanente sobre o vampiro gerado. Em seguida, revelou como quebrar a maldição: o ritual de maldição e de quebra de encantos deveriam ser realizados enquanto a Sinfonia do Duelo permaneceria sendo entoada durante todo o tempo. No instante final, quando a maldição for quebrada, a pedra que armazenaria a alma deve ser destruída imediatamente. Finalmente, ela disse que o grupo tinha apenas mais um dia para quebrar o encantamente antes que a jovem se tornasse uma vampira eternamente.
• O dia seguinte foi de muito trabalho. O grupo se apressou para reunir os materiais que precisaria para quebrar o mal sobre Ildra. Pedodes, Lanâncoras e Torin chegaram neste dia e foram atualizados sobre tudo o que estava acontecendo. Os magos descansaram para terem a energia necessária para o trabalho que começaria naquela noite e se extenderia por 10 horas. Pedodes foi à sua ordem em Léom para procurar pela canção que, supostamente, era um conhecimento comum entre no meio da Ordem da Noite Eterna. Depois de várias horas de pesquisa, ele conseguiu encontrar o livro certo com as melodias.
• Com tudo reunido e Lidjinir convocado para ajudar a quebrar a maldição, o grupo se reunião no quarto em que Ildra se encontrava. Lanâncoras e Landalfo iriam ambos tentarem quebrar o encantamento, enquanto Torin iria preparar sua lâmina mágica para quebrar a pedra quando fosse o momento certo. Após todas as 10 horas de preparo, o momento mais aguardado: a maldição sobre Ildra foi quebrada e Torin desferiu um poderoso golpe em chamas que partiu a pedra rubra. Uma energia escarlate e maligna surgiu de dentro do objeto e foi em direção da moça. Landalfo foi vítima de um poderoso golpe de retorno quando a maldição foi quebrada e acabou inconsciente.
• Ildra acordou e todos estavam preocupados com ela. Algumas feições em seu corpo eram um pouco assustadoras, como suas presas protuberantes e suas unhas crescente em forma de garras. A maioria do grupo foi em direção dela e Pedodes fez uma análise rápida, não identificando nada de anormal além do visível. Observaram o exterior da residência pela janela, animais voadores ao redor, mas nada aconteceu.
Vandros na apariçãopara Landalfo
• Landalfo estava inconsciente, mas se viu mergulhado em uma espécie de pesadelo. Um campo queimado e fumaça era o ambiente. Nessa paisagem ele viu um cavaleiro de armadura escura e um elmo que lembrava uma caveira. Era Vandros, que logo se apresentou e disse que o grupo não deveria tê-lo interrompido e que os caçaria por isso. A conversa revelou que o cavaleiro e Fariel eram aliados. Enquanto isso Cóquem explicou para Pedodes sobre o anel amaldiçoado que Landalfo estava utilizando. Depois de alguns instantes de conversa, chegaram a conclusão de que conseguiriam remover o acessório somente cortando seu dedo, o que o napol faria sem pestanejar. Mas o mago acordou no último momento e os impediu.
• Cóquem conseguiu controlar os movimentos do alquimista e forçá-lo a ficar parado por tempo suficiente para para que o dedo dele fosse cortado. O napol removeu o anel do dedo e resistiu contra a maldição iminente. Pedodes colocu a jóia em um saco de couro e não a tocou.
• Éperus pareceu mais animado imediatamente depois que Ildra foi libertada de sua maldição. Com isso, os dias seguintes foram de planejamento com a batalha que se aproximava. Kaiser animou os soldados e todos discutiram com Katrius sobre os temais mais delicados, inclusive sobre uma possível intervenção de Marana, como da primeira vez. As tropas inimigas já estavam aos portões e sangue estava prestes a ser derramado.
Dantsem e Eredra, dia 26 a 30 do mês da água do ano de 1501.
• O trio que estava em Efrin seguia Loniân para entrar pela passagem secreta de acesso à Efrin. Eles avançaram pela floresta ao leste da cidade e entraram em uma porta secreta metálica que estava encoberta por vegetação. Do lado de dentro um corredor quase abandonado, mas com tochas acesas. Eles passaram por vários cruzamentos não iluminados até que finalmente chegaram a uma nova porta metálica. Loniân abriu-a igualmente, com uma chave grande quase do tamanho de um antebraço humano e movimentos bem coordenados na fechadura. A porta deu acesso a uma biblioteca restrita, com pouca vigilância. Segundo o arauto o palácio não possuía muita proteção, uma vez que ninguém além dos próprios sumo sacerdotes circulavam livremente por lá.
• Esgueirando-se novamente pelos corredores do luxuoso, mas mal cuidado, palácio de Efrin, os aventureiros conseguiram chegar até a grande sala de reunião onde o triunvirato de Eredra os aguardava. Columbano, Imiliatânis e Ariberto sentaram-se aos três vértices do norte de uma enorme mesa hexagonal e pediram que o trio de Dantsem fizesse o mesmo.
• A conversa com os três sacerdotes resultou em duas alternativas para o grupo. A primeira seria buscar a "Semente da Luz", um objeto sagrado de grande poder que está nos túneis sobre a cidade. Este objeto está protegido por uma criatura poderosa que fora colocada lá sob comando do triunvirato, Porém eles perderam o poder sobre ela há muito tempo e a Semente de Luz também se perdeu. A posse dessa Semente seria vital, uma vez que poderia trazer de volta a vitalidade dos campos de Eredra que os Volins vem danificando e, com isso, os sacerdotes gozariam de mais prestígio e influência para insuflar uma rebelião contra os bárbaros. A segunda alternativa seria ir até Itéria e convencer Horen Vigia, o conselheiro do Tu-Portentâ, de que a guerra dos verrogaris tem implicações muito maiores do que parece. O grupo acabou acatando esta opção, uma vez que parecia trazer retorno mais rápido. Imiliatânis deu a eles uma carta para ser entregue ao conselheiro quando eles tivesse a chance.
Ariberto, Columbano e Imiliatânis, sumo-sacerdotes de Quíris, Sevides e Líris em Efrim
Horen Vigia de Itéria
• O voo até Itéria não demorou para ser concluído na forma de uma águia. Entrar na cidade não foi de grande dificuldade, uma vez que a cidade, apesar de capital real, não possuía nenhum prisioneiro, como era o caso do triunvirato em Efrin. Encontrar Horen Vigia também não foi difícil, graças a orientação de Loniân. Rapidamente o grupo se dirigiu até a casa do conselheiro, onde monstraram-lhe o Olho Profano de Morrigalti a fim de convencê-lo da gravidade da situação. Com a presença maligna que o objeto trazia, Horen não teve outra alternativa senão acreditar. Ele garantiu que faria tudo que pudesse para convencer o Tu-Portentã Veinor sobre a situação da guerra, mas que levaria alguma semanas para que conseguisse mobilizar tropas, especialmente para se opor à Verrogar.
• Tendo feito tudo que era possível em Eredra, Lanâncoras, Pedodes e Torin voltaram a transformar-se em águias e rumaram para Léom novamente.
. . .
• Cóquem, Landalfo e Kaiser planejavam uma forma de abordar Hamônd. Depois de um bom tempo de conversa, o trio chegou a uma estratégia: Landalfo e Cóquem iriam interpeceptá-lo em sua casa, enquanto Kaiser e Arnieta ficariam ocultos e tentariam esgueirarem-se em sua casa assim que ele saísse.
Hamônd
• O início da estratégia deu certo. Landalfo e Cóquem conseguiram chamar a atenção do homem e começaram a conversar com ele. Mesmo sugestionado pelas palavras do bardo, Hamônd era esperto e evitava respostas objetivas. Ele também estava apressado e repetia seguidamente que não poderia chegar atrasado para sua função. Cóquem insistia nas perguntas para tentar revelar uma simpatia pela seita, mas o soldado não dava seu braço a torcer.
• Em determinado momento Landalfo detectou que Hamônd carregava dois objetos mágicos: uma espada e um anel. Sugestionado, o humano entregou a espada para que o mago analisasse, mas ele não tirou seu anel mesmo sob efeito de magia. Irritados pela reação do homem que já insistia que deveria retornar para sua função, Landalfo abriu um portal e, dizendo que os levaria direto para o posto que ele se dirigia, enganou-o e transportou-o para o quarto do alquimista no Castelo das Brumas. Ali eles imobilizaram o soldado em uma cadeira e começaram a interrogá-lo.
• Aproveitando a ausência do dono da casa, Kaiser e Arnieta procuraram um local para entrar na residência. Eles arrombaram uma janela nos fundos, mas foram vistos e a guarda foi alertda. Arnieta disse para que o Marquês entrasse enquanto ela iria distrair os perseguidores, o que deu tempo para Kaiser explorar o local de Hamônd.
• A residência era um local pequeno e dividido em dois cômodos. Kaiser abriu baús, um guarda roupa, revirou a cama e todo o quarto por onde entrou, encontrando charutos, folhas secas e animais dissecados, colocando tudo que podia em sua sacola. Também encontrou sob o colchão uma grande quantidade de pergaminhos e um medalhão com um símbolo que ele não reconheceu. Prensou tudo o mais que pode e, como da outra vez, jogou em sua sacola para levar.
• O arqueiro avançou para o outro cômodo, que servia tanto como cozinha quanto como sala. Viu um pequeno ídolo de Blator sobre a mesa, bem como cinzas de pergaminhos na lareira. Pegou o ídolo. Ele acabou sendo interrompido por guardas que foram investigar o que havia acontecido. Para evitar os inimigos ele se ocultou na chaminé da lareira bem a tempo de evitar que os guardas que entraram pela janela quebrada o vissem. Eles permaneceram alguns minutos, reviraram algumas coisas e, depois, partiram, dando a oportunidade de Kaiser terminar de investigar a residência, mas nada mais foi encontrado. Assim, ele retornou até o castelo e foi direto encontrar-se com Landalfo e Cóquem.
• Kaiser, Landanfo e Cóquem estavam reunidos com Hamônd no quarto do alquimista. Eles seguiram interrogando o soldado que a esta altura já se encontrava dominado pelo encantamento do bardo. Mesmo assim ele não aceitava tirar seu anel. O objeto só saiu de sua mão depois que Cóquem o nocauteou com um soco forte e o pôs no chão, dando a oportunidade para que Landalfo o pegasse de seu dedo e colocasse nele mesmo imediatamente. A maldição do anel estava sobre o alquimista, mas ele tinha a certeza de que seria capaz de conter o mal que ela provocaria.
• As cartas que Kaiser havia conseguido foram analisadas pelo grupo. Dentre várias, eles destacaram uma série de mensagens que Hamônd trocava com uma mulher chamada Londis, na Crássia, e desde há muitos anos. Katrius chegou ao quarto de Landalfo e viu a situação de Hamônd. Ele não gostou muito doque vira, mas entendeu a situação. Uma mensagem chegou ao general dantseniano durante o interrogatório: a mensagem de Escarlon havia se espalhado. A notícia, fantástica para os planos de Dantsem, mudaram o humor de Katrius que logo saiu para fazer preparativos para a próxima e decisiva batalha.
• O grupo explicou a situação para Éperus assim que o reencontrou. Eles disfarçaram a situação de Hamônd e não disseram o que fizeram com ele. Antes de partirem para reencontrarem-se com Hulôn e pegar o diário copiado eles confirmaram ao herdeiro de Verrogar de que ele estaria junto no encontro com a bruxa logo à noite.
• A falsificadora não conseguira falsificar todo o diário a tempo. Cóquem pediu-lhe que copiasse tudo o mais rápido que poderia até o final do dia, e assim a deixaram. Conforme esperado, ela conseguiu cumprir a tarefa parcial. Faltava entregar a capa, mas esta parte não necessitava de tanta pressa, uma vez que Cóquem a entregaria apenas em troca da remoção da maldição sobre ele.
• Como havia sido combinado, Éperus acompanhou Landalfo e Cóquem na casa de Rarder para fazer a troca com Élean. Kaiser achou mais prudente não ir, uma vez que não confiava em si mesmo para não atacar a bruxa. O alquimista e o bardo passaram boa parte do caminho acalmando o herdeiro de Verrogar e pedindo que ele não agisse por impulso com a bruxa, uma vez que isso poderia colocar em risco a vida de sua irmã. No entanto, às portas da humilde residência de Rarder, foi Éperus quem percebeu sangue em frente da porta arrombada.
Dantsem e Eredra, dia 25 do mês da água do ano de 1501.
• Quatro inimigos armados. Dick Garhelm estava em uma desvantagem numérica e sem uma arma. Mesmo assim, ele não esperou seus algozes terminarem de falar e ameaçar para desferir um murro certeiro no nariz do anão à sua frente, dando início a uma batalha sangrenta na pequena cela de prisão.
• Os inimigos não eram quaisquer bandidos, mas também não seriam páreo para o bárbaro em sua melhor condição. Sua melhor condição significa quando ele está empunhando uma arma grande. Assim, por instinto, Dick passou a atacar primeiramente o anão que carregava uma grande espada. O empurrou, o agarrou, e tudo enquanto desviava o quanto podia dos outros ataques que vinham de tão perto que uma pessoa comum mal teria visto ser desferido. Meio minuto depois das lâminas terem começado a balançar Dick ainda estava de pé, o anão desarmado e seus inimigos um pouco menos confiantes.
• Armado com uma de suas armas preferidas, o bárbaro começou a contra-atacar de forma violenta. Os ataques inimigos pouco funcionavam contra o bárbaro furioso e sedento por sangue. Ele cortou mortalmente um deles, empalou um contra a parede e abriu o crânio de outros dois, inclusive da mulher que liderava o quarteto enquanto ela implorava por clemência, dizendo que poderia revelar quem ordenara sua morte. Não houve tempo.
• O barulho e os gritos da luta atraíram os guardas. Com Dick se fazendo de morto, eles ficaram surpresos pela carnificina que ocorrera, já que esperavam encontrar apenas o corpo do bárbaro. Eles entraram na sala e Dick, com seus reflexos sobre humanos, saiu e os fechou.
• Dick correu pelos corredores dos calabouços até chegar em um cruzamento. Optou pela direção da escuridão em vez de onde via uma porta. Uma escadaria subiu até uma passagem gradeada e a torre da guarda. Ele acabou atraindo os vigilantes, mas permaneceu escondido até perceber que não conseguiria sair por ali. O retorno foi com luta contra mais dois guardas. Um deles revelou que havia uma saída pelos esgotos em uma sala próxima. Levando-o como refém, o bárbaro conseguiu abrir a saída para o esgoto. Dick percebeu enquanto seu refém abria o alçapão que os equipamentos dos prisioneiros eram guardados naquele local. Completamente armado, ele ainda matou o guarda quando este tentou fugir.
• Dick avançou rapidamente pelo esgotos até ser atacado por um Nothic. O monstro foi rapidamente abatido e não teve tempo de ferí-lo. Com o caminho aberto, o bárbaro encontrou uma escada para a superfície e rumou para a Fairgrass. Tomou a rua principal para chegar em casa, o que acabou lhe fazendo deparar-se com outros três vigilantes da guarda. Matou a todos e prosseguiu até sua sede.
• Apenas Autarkinas estava na Fairgrass quando Dick Garhelm chegou. Ele a alertou que iria para o andar inferior se abrigar próximo do dispositivo de Kwalish, e assim o fez. No entanto, já durante a madrugada, Autarkinas o chamou para alertá-lo de que a guarda da cidade estava à sua porta preparada para entrar e capturá-lo.
Aguasprofundas, madrugada entre os dia 5 e 6 de Hammer do ano de 1490.
• O grupo ainda estava decidindo o que fazer. Pedodes queria ir até Léom para ver como Éperus estava, mas Landalfo e Cóquem desejavam dividir o grupo, enviando uma parte deles até Efrin para falar com o arauto que Józ havia mencionado. Depois de algum tempo discutindo, decidiram que todos iriam até Léom e na manhã seguinte se dividiriam, com uma parte indo até Efrin e outra ficando em Léom para acompanhar a situação da guerra, bem como tentar contato com Élean para renegociar os termos para ela revelar como quebrar a maldição.
• O voo até Léom levou pouco mais de uma hora. Como já de costume, a forma de falcão os faz percorrer longos caminhos rapidamente. Apesar da hora tardia, o grupo foi até o templo onde Ildra sofria seu flagelo. Éperus estava lá, parecia muito cansado, mas orava ao lado da cama da irmã. Ficou bastante decepcionado ao ouvir que eles não trouxeram a solução para a irmã, mas compreendeu a situação. As promessas de que os aventureiros iriam tentar um novo acordo com a bruxa e iriam reencontrá-la o mantiveram calmo, mas ele estava decidido a participar desse próximo encontro. Antes de se despedirem, ainda perceberam a péssima aparência da jovem flagelada. Suas unhas, amareladas, haviam crescido exageradamente nos poucos dias que haviam se passado.
• Já no castelo, assim que se alojaram em seus quartos, mas antes de se acomodarem para o descanso, foram convocados pela majestade para a sala de reuniões. Lá encontraram-se com Lidjinir e a rainha Mirna. Ela manifestou sua preocupação com o herdeiro de Verrogar, dizendo que temia que ele estivesse duvidando de sua fé. A rainha foi enfática em dizer que nem toda vitória do mal ocorria através de magia, mas que ele conquistava o coração das pessoas aos poucos, através de pequenos detalhes do cotidiano. O grupo pode finalmente descansar depois da reunião.
• O rei Azuma teve um encontro com o grupo logo cedo na manhã seguinte. Ele já havia tido conhecimento do desfecho que os aventureiros haviam tido com a bruxa, mas precisava atualizá-los sobre a guerra e sobre os próximos passos a serem dados. As tropas verrogaris pareciam mais apressadas do que há poucos dias e os novos cálculos de Katrius estimavam que eles levariam de 5 a 10 dias para chegarem aos portões da capital. Aproveitando a oportunidade, o grupo pediu que um falsificador experiente fosse trazido até eles com urgência, já que precisariam deste serviço para copiar o diário de Ledâm.
• A próxima parada foi mais uma vez o templo onde Ildra estava. Depois de uma desconfiança ao ver o corpo da moça, Pedodes fez nova análise e acabou por perceber o mal que afligia a jovem: ela estava a se tornar uma vampira. Como ele, Lanâncoras e Torin viajariam para Efrin, pediu para Lia permanecer e ficar de olho em Éperus em seu lugar. A sós com Torin, o herdeiro de Verrogar desabafou para o anão. Ele demonstrou toda sua frustração com os deuses e revelou que se apoiava na brava história de Torin e em sua experiência tão pessoal com Crizagom, que um dia o salvara da morte certa no último momento, para continuar a crer que as forças divinas poderiam ajudar sua irmã. O guerreiro prometeu que daria sua vida para salvar a da moça, e então partiu.
• Landalfo e Cóquem não perderam tempo depois que o vingador partiu em sua jornada e foram à procura de Rarder, o necromante. O velho humano os recebeu com receio de que o vingador estivesse próximo, mas se tranquilizou depois que soube da situação e de receber alguns presentes do alquimista. A dupla o colocou à par da situação de Ledâm e de Élean e perguntou se ele conhecia algum dos dois. Ouviram o necromante afirmar que conhecia um pouco de ambos, mas que tivera relações mais próximas com Élean. Segundo ele, se a bruxa já estava em Léom ela poderia ser atraída por algum presente, como uma caveira de criança. Assim, Landalfo tratou de modificar uma caveira de cão na de um ser humano para atraí-la o quanto antes. Saíram com a esperança de terem um encontro o mais breve possível.
Hulôn
• A pessoa com habilidades de falsificação que a coroa recomendou chamava-se Hulôn. Eles foram até a casa indicada e se depararam com uma humana e sua filha com cerca de dez anos. Ela exitou um pouco em fazer o serviço proposto nos 2 dias que lhe foram dados, uma vez que afirmava ser possível fazê-lo em 7, mas acabou aceitando fazer uma cópia fiel do diário. A conversa também a intimidou bastante, com Cóquem e Landalfo reiterando inúmeras vezes o quão perigosas as palavras contidas ali eram e como Hulôn ou sua filha não deveriam, de forma alguma, lê-las em voz alta.
• O encontro entre o grupo que ficara em Léom e a bruxa ocorrera na noite de Sagaeti daquela semana. A reunião na casa de Rarder começou com Élean chegando transformada em um humano. Eles então começaram a tratar dos termos para entregarem o diário de Ledâm para ela, bem como a remoção da maldição de Cóquem. Quanto a primeira tarefa, a bruxa explicou que tinha como reverter a transformação que Vandros, o vampiro, estava impondo sobre ela, embora não fosse garantido que sua mente permaneceria a mesma. Quanto à segunda tarefa, Élean disse que poderia aprisionar os demônios que faziam o contato entre Cóquem e o príncipe infernal e cortar a ligação para quebrar a maldição. Eles combinaram novo encontro no dia seguinte para fechar o acordo, quando entregariam o diário de Ledâm para ela e seria-lhes revelado como quebrar a maldição sobre Ildra.
A motivação da bruxa
Élean deseja criar a vida. Ela tem juntado corpos por toda a Tagmar e os reanimando para tentar construir uma criatura mais forte, mais esperta e mais fiel.
Sua maior ambição é criar uma alma. Para isso, ela crê que pode fazer uso de um corpo celestial. No entanto é muito difícil conseguir um desses, pois eles são dissolvidos assim que derrotados em combate. Além disso, nenhum sacerdote os chamaria de boa vontade apenas para ser sacrificado.
• O trio transformado em falcões por Lanâncoras já estava chegando nos arredores de Efrin quando Pedodes percebeu que o enviado que ele despachara para Luna se dissipou, possivelmente por ter concluído sua tarefa, considerando o tempo que levou. Com isso, uma nova esperança de que a Ordem da Noite Eterna pudesse enviar ajuda se fortalecia.
• Ainda na mesma noite, Lia chamou Cóquem para conversar sobre algumas coisas que a incomodavam. Ela estava tentando se aproximar de Éperus como amiga, como Pedodes havia aconselhado, mas o aspirante a monarca havia estabelecido uma ligação com um soldado que sempre estava de serviço durante o dia e que lhe parecia de certa forma prejudicial, ou pelo menos suspeita. Ela não sabia dos assuntos entre eles porque as conversas sempre se encerravam quando ela se aproximava. Assim, Cóquem traçou um novo objetivo: conhecer tudo sobre este soldado chamado Hamold. Éperus, o primeiro a ser questionado sobre esta pessoa, já adiantou que o considerava um bom amigo.
Loniân de Efrin
• O vingador orou por Sevides apertando o amuleto dado por Józ. Ele queria convocar Loniân, mas ao mesmo tempo acabou tendo uma inspiração muito maior. Sevides, deus da Agricultura, o agraciou com sua própria dádiva. O meio-elfo apareceu para eles cavalgando um alazão alguns minutos depois. Ele trazia conhecimento de coisas que não tinha visto e acabou se revelando um oráculo. Mesmo assim, ele afirmou que precisaria de provas contundentes para fazer com que o triunvirato recebesse o grupo, e estas vieram na forma do Olho Profano que Pedodes trouxera consigo. O arauto partiu às pressas de volta para dentro dos muros de Efrin em seu cavalo branco a fim de tentar convecer o triunvirato e o governo Volin a deixar os heróis de Dantsem entrarem.
• Enquanto isso, em Léom, Cóquem descobrira que o soldado Hamold vivia sozinho na periferia da cidade. Ele tinha uma irmã que era casada e tinha filhos, mas ele próprio era bastante sozinho. Servia o exército há algum tempo, mas não haviam muitas informações sobre ele, nem muitos amigos para contatar. O próximo bater de asas do napol seria para conhecer o soldado pessoalmente na esperança de saber se ele representava algum risco para os planos de Dantsem.
• Loniân retornou em poucas horas. O meio-elfo não trouxera a mensagem ideal, mas ainda assim poderia ter sido pior. O triunvirato aceitaria vê-los, mas o governo Volin não os deixaria entrar em Efrin. Porém, ele mesmo veio com a solução: infiltraria os aventureiros pelos túneis secretos sob a cidade sagrada, o que os levaria diretamente aos sumo-sacerdotes. Aqueles túneis não eram de conhecimento dos Volins e estavam vazios há décadas. Por isso, havia o risco de algum monstro ter feito deles seu covil. Mas era a única chance que Landalfo, Lanâncoras e Pedodes tinham de verem o triunvirato e talvez conseguirem seu apoio contra os demonistas e, com um pouco de sorte, fazer com que essa influência motivasse o povo de Eredra a apoiar a causa dantseniana. Não havia dúvidas: aceitaram o plano do oráculo.
Dantsem e Eredra, dis 23 a 25 do mês da água do ano de 1501.