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terça-feira, 4 de agosto de 2026

(VS) Sessão 41

 

 O sinal anômalo

O grupo escapou dos túneis corrosivos de Vesk-4 depois de vencer inimigos inusitados: capangas da Lança de Hierofante enviados por Vandis Thorne.

De frente para uma grande avenida sobre os dutos, resolveram chamar remotamente o veículo para transportá-los de volta à cidade.

Ed conduziu o veículo. O grupo discutiu os acontecimentos no trajeto de volta. Estavam interessados em descobrir o destino de K375, após saberem que Hothspoth e Tanaka haviam vazado a informação sobre a perna do Santo para Kormik enquanto estavam aprisionados em Bullet.

Varrak, a atendente na locadora de veículos, recebeu Rykk tão bem desta vez quanto da última. O draconiano aguardou o fim do expediente da vesk e partiu com ela para um encontro em um bar.

O restante do grupo dividiu-se.

Hothspoth, Ed e Kassius foram em direção ao hangar. O solariano estava estranho, e Ed não queria deixá-lo sozinho. Notícias da nave apontavam para um comportamento estranho de Berenice.

Enquanto isso, Flynn foi até uma loja. No caminho, no entanto, deparou-se com um evento estranho. Seu monóculo de radiação sepulcral captou sinais anômalos em um beco. Temendo encontrar hostilidade, o solariano não entrou e continuou com suas compras.

A fenda espacial

Ed, Hothspoth e Kassius foram chamados por Flynn e comunicados sobre a anomalia antes de chegarem ao hangar. O trio nem desceu do trem: retornou pelo itinerário até a estação inicial.

Rykk não foi contatado. Flynn tentou, mas o capitão encontrava-se em um momento particular que não quis interromper.

Com exceção do capitão, o grupo se reuniu na esquina do beco. Cautelosos, deram passos lentos, buscando sinais mais precisos da anomalia.

O braço de Ed ressoava.

Hothspoth tinha dores de cabeça.

Em algum momento, Flynn percebeu que a anomalia não se encontrava ao nível do solo. Olhando para cima, viu algo que parecia uma abertura no próprio espaço-tempo. Uma fenda dimensional.

A rachadura na realidade permitia que ele visse através dela como se fosse um vidro quebrado. No entanto, o outro lado parecia o mesmo.

Hothspoth disse que se aproximaria. Flynn também, pois seu monóculo poderia mostrar alguma informação importante. Juntos, os dois voaram auxiliados pelas mochilas a jato.

Ed e Kassius observavam de baixo, sem compreender o que estava acontecendo. Apenas Flynn conseguia ver a abertura graças ao seu monóculo.

A dupla de solarianos sumiu da vista de Ed e Kassius em um piscar de olhos. Eles atravessaram a fenda da realidade e foram transportados para um local diferente, mas parecido. Era Vesk-4. Havia lojas, embora não fossem as mesmas que eles tinham encontrado no local de origem. Tudo parecia se comportar do mesmo jeito, mas seus companheiros não estavam lá.

Hothspoth teve uma dor de cabeça terrível e uma visão estranha. Flynn teve um pressentimento ruim, mas que desapareceu. A dupla não queria permanecer muito tempo naquele local estranho. Retornaram.

A descoberta de Allen

Hothspoth entrou em um transe estranho assim que retornou pela fenda. O solariano teve visões confusas que quase fizeram com que ele e Flynn caíssem dos vinte metros de altura onde a Fenda se mantinha aberta.

Flynn parecia bem.

— Do outro lado é Vesk-4, igual aqui — dizia ele a seus companheiros.

Mas Hothspoth continuava em torpor.

O grupo enrolou o companheiro em um tapete comprado na loja ao lado e partiu para o trem. No caminho de volta, conseguiram contato com o capitão Rykkgnaw.

— Capitão, Hothspoth está com problemas.

— Eu não posso ficar fora por uma tarde? — indignava-se o capitão.

O grupo se reuniu a bordo da Berenice. Astra chamou Rykk para uma conversa sigilosa.

A androide conduziu o capitão até o laboratório médico e desativou a energia.

— Veja o tubo do clone 2. O fluido mudou de cor, está azulado. Algum código foi executado no terminal, mas não consigo identificar — Astra passou as informações, desconfiada de Berenice. Se procurasse demais, a IA perceberia e poderia mascarar os resultados. Por isso, desconectou todos os sistemas da ala médica para que a conversa permanecesse reservada.

Rykk ouviu, mas não sabia o que fazer.

Ed chegou. Logo, os outros também.

A notícia foi comunicada ao grupo principal. Reunidos, pensaram em uma estratégia.

— Vamos fazer alguma coisa que exija todo o processamento de Berenice. Enquanto ela estiver ocupada, você investiga — pontuou o capitão.

— O ponto de maior estresse é a entrada na Deriva, com os cálculos e a ativação dos motores — informou Ed.

Estava decidido. O grupo iria aproveitar a entrada na Deriva para investigar o que havia acontecido com o clone 2 da Dra. Reed. Eles sabiam que Berenice estava interessada naquelas cópias, mas ela estava agindo sem o consentimento do capitão.

Antes disso, no entanto, pretendiam explorar melhor a fenda do distrito comercial. Assim, começaram a se preparar para voltar à cidade.

Repentinamente:

— DESCOBRIII! — gritou Allen pelos comunicadores, anunciando uma descoberta, segundo ele, revolucionária.

— Eu sabia que conseguiria. Eu sou um gênio! Minha mente é uma força da natureza, hahaha!

O grupo apressou-se para o laboratório recém-construído do doutor e o encontrou de costas, de braços para cima, como se estivesse cultuando seu acelerador de partículas.

Ele olhou para trás com um sorriso enlouquecido:

— Não é a velocidade, é a rotação!

 


 

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