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terça-feira, 21 de julho de 2026

(VS) Sessão 39 🤖

O Embate nos Túneis Ácidos

A tripulação da Berenice avançava pelas entranhas industriais de Vesk-4, um ambiente fétido onde vapores químicos e o gotejar constante de fluidos corrosivos ditavam o ritmo da marcha. A travessia pelos dutos abandonados foi subitamente interrompida quando uma criatura crustácea massiva, um Vryid Irradiado, despencou do teto diretamente sobre Kassius. O impacto foi o sinal para que outras abominações emergissem das sombras da estrutura metálica corroída.

Edcrin agiu com a precisão de um veterano. Com um salto acrobático calculated, ele se posicionou em uma plataforma superior instável e disparou seu rifle tático.

— Cuidado onde pisam, essa estrutura está cedendo! — alertou o operativo antes de desferir um impending shot que atingiu as articulações de um dos monstros, retardando seu avanço.

Hothspoth acionou seu jetpack, buscando a vantagem vertical. Em um movimento ousado, tentou utilizar um pé de cabra para alavancar a carapaça de um inimigo, mas a ferramenta escorregou de suas mãos, mergulhando no poço de ácido abaixo e derretendo-se instantaneamente. Sem hesitar, ele canalizou sua energia solariana.

— Se não vai na força, vai na gravidade! — exclamou o solariano, manifestando um Black Hole que distorceu o metal da passarela, desequilibrando os atacantes.

Kassius, recuperando-se do impacto inicial, liberou o poder de seu Canhão Estelar. O modo Area Fire devastou as fileiras frontais dos crustáceos, mas a violência das explosões rompeu tubulações de gás sulfúrico próximas. Uma nuvem esverdeada e tóxica envolveu o grupo, forçando-os a lutar enquanto o ácido ardia em seus pulmões e visores.

Flynn, cercado por duas criaturas, alternava entre ataques fotônicos e o uso de seu escudo para absorver as garras entrópicas dos Vryids. Ele sentia a pressão da exaustão, agravada pelos gases que Kassius inadvertidamente liberara.

Rykkgnaw, sobrevoando o caos, utilizou sua "Baforada de Gelo" do talento Rei Dragão. O frio intenso congelou o ar e o solo ao redor das criaturas, imobilizando-as, embora o sopro gélido tenha atingido acidentalmente as botas de Flynn, que praguejou contra o capitão.

O combate encerrou-se de forma explosiva. Ao serem abatidos, os crustáceos colapsaram em detonações de fluidos pressurizados e estilhaços de carapaça, exigindo reflexos rápidos da tripulação para evitar ferimentos letais. O ambiente estava em ruínas, mas o caminho estava limpo.

O Reencontro e a Suspeita

Guiados pela voz de Berenice, que mantinha um sinal instável devido à interferência magnética das rochas, o grupo percorreu mais duzentos metros através de passagens estreitas e névoa ácida.

— A localização de Garg está trinta metros à frente. Vejo uma porta manual pesada — anunciou a IA.

Hothspoth assumiu a dianteira e forçou as pesadas chapas de metal para os lados. O ranger do metal ecoou por uma sala iluminada por terminais holográficos. No centro, Garg operava um console de dados, enquanto Francis, o soldado em armadura pesada, mantinha sua bazuca de plasma engatilhada e travada na direção da porta.

O clima não era de celebração. Garg virou-se lentamente, sua expressão rígida sob a luz azulada dos hologramas.

— Vocês demoraram. Problemas com a Lança? — questionou Garg, o tom desprovido de cortesia.

— Problemas demais — respondeu Rykkgnaw, advancing para o centro da sala.

Francis não baixou a arma. Seu visor estava fixo em Hothspoth.

— Espera, Garg — interrompeu o soldado. — Há a possibilidade de ser outro Hothspoth. Os relatórios dizem que o original se perdeu no vácuo. A Lança de Hierofante é mestre em clonagem biológica. Como sabemos que isso não é um engodo?

Francis engatilhou a bazuca com um estalo metálico seco. O grupo se viu sob a mira de seus próprios aliados. Garg cruzou os braços, aguardando uma confirmação que apenas o verdadeiro Nexo poderia fornecer, enquanto a tensão na sala ameaçava romper a frágil aliança solariana.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

(VS) Sessão 38

Sessão 38 - Vesk-4

A Aterrissagem turbulenta

Berenice entrava na órbita de Vesk-4 sob o comando de Edric, mas as condições não eram favoráveis. Além da notícia de que eram procurados no sistema, a situação meteorológica do planeta exigiria habilidade do piloto para chegar à superfície em segurança.

Antes de dar início aos protocolos de entrada, Rykk ordenou que a tripulação trabalhasse em uma identidade falsa para a nave. Flynn, Hothspoth, Sora e o próprio capitão dedicaram-se aos códigos de identificação, auxiliados por Berenice, até conseguirem construir uma assinatura digital convincente.

Ed conduziu a nave para a atmosfera. Sob autorização governamental para pousar em um dos hangares disponíveis, atravessou as barreiras de nuvens de tempestade e, enfrentando forte turbulência, conseguiu pousar a nave em segurança no local designado.

A superfície visível do planeta era composta apenas por guindastes magnéticos, chaminés que expeliam gases amarelados e plataformas de liga metálica. Toda a infraestrutura habitável encontrava-se abaixo delas, escavada na rocha magnética. Assim que a nave atracou, ganchos mecânicos prenderam sua estrutura, e um elevador conduziu a tripulação ao subterrâneo.

Já em solo, uma comitiva vesk aguardava para iniciar os procedimentos de desembarque. A expectativa quanto à identidade falsa logo foi substituída por alívio: o comando local, menos rigoroso do que o de Vesk Prime, não detectou o código forjado e autorizou a permanência da nave.

A inspeção

— Aqui é o supervisor técnico Varakos — anunciou uma voz vesk pelos comunicadores. — Solicitamos acesso à nave para uma inspeção.

A tripulação ficou apreensiva. Flynn temia principalmente pelo fóssil do Santo.

— Eu posso colar uns adesivos de perigo na porta! — sugeriu Pip.

A ideia, embora simplória, foi aceita pelo capitão por falta de alternativa melhor. O skittermander deixou a ponte pelos dutos de manutenção e logo pôde ser visto colando placas de advertência na porta da sala de carga especial.

Enquanto isso, Rykk e os demais discutiam como reagiriam à abordagem do supervisor Varakos.

Hothspoth deixou a ponte e dirigiu-se ao arsenal. Pegou alguns equipamentos e posicionou-se diante da porta da câmara, assumindo postura de guarda.

Sem outra alternativa, Rykk ordenou a abertura da comporta de carga e foi receber o inspetor.

— Muito prazer — cumprimentou Varakos, de maneira formal e impessoal.

— Meu nome é Gnal — apresentou-se Rykk, utilizando a identidade falsa.

A inspeção percorreu toda a nave. A sala de cargas especiais, onde o fóssil do Santo permanecia acondicionado, estava próxima. Ao notar as placas de advertência — "Perigo", "Radiação", "Não entre" — o vesk questionou:

— O que tem aí dentro?

— Resíduos radioativos — respondeu Rykk.

Varakos não demonstrou maior interesse. Pareceu satisfeito com a explicação e prosseguiu, para alívio da tripulação.

Ao chegarem ao arsenal, Hothspoth permanecia imóvel em sua posição de vigilância.

— O que ele está protegendo?

— O arsenal.

— Quero ver.

Com uma ordem do capitão, Hothspoth liberou a passagem. O inspetor lançou apenas uma rápida olhada no interior antes de seguir adiante.

Varakos ainda visitou a ponte, mas não entrou nos aposentos onde Allen permanecia. O cientista havia sido previamente orientado pelo capitão a não criar qualquer tipo de problema durante a inspeção.

— Vocês estão liberados, senhor Gnal — anunciou o supervisor ao final da vistoria. — Não causem problemas, e não terão com o que se preocupar em Vesk-4.

A identidade falsa resistira ao primeiro teste. Agora, restava descobrir se Garig ainda estava onde prometera estar.

Rykk, Ed, Hothspoth, Flynn e Kassius deixaram Berenice após receberem algumas recomendações sobre as cidades subterrâneas da região. Em seguida, embarcaram em um trem rumo ao centro urbano mais próximo.

O esconderijo de Garig

Berenice informou que as coordenadas enviadas por Garig não apontavam para uma cidade, mas para um túnel subterrâneo situado a cerca de 30 quilômetros dali.

— Vamos alugar um veículo — ordenou Rykk.

A tripulação dirigiu-se a uma locadora e foi recebida por uma vesk de escamas verde-ciano, quase tão alta quanto o draconiano.

— A que horas termina seu expediente? — perguntou Rykk, obtendo a resposta que esperava.

Depois de combinar o horário de retorno, o grupo escolheu um veículo e partiu em direção ao ponto mais próximo possível do esconderijo de Garig.

Ed conduziu o veículo por uma ampla estrada de Vesk-4 até alcançar um desvio protegido por guardas armados.

— Não é seguro passar a partir daqui — alertaram.

— Não se preocupem conosco. Sabemos nos cuidar — respondeu Rykk.

Convencidos pela insistência do draconiano, os guardas permitiram a passagem. O grupo percorreu mais alguns quilômetros antes de precisar prosseguir a pé.

O restante do percurso era perigoso. O oxigênio estava contaminado por gases químicos oriundos do interior do planeta, enquanto um líquido verde e corrosivo escorria por um enorme duto industrial.

— Precisamos atravessar esse duto — informou Berenice. — Perderemos contato com a nave assim que entrarem, mas continuarei acompanhando vocês pelos comunicadores enquanto for possível.

A tripulação avançou com cautela, caminhando pelo interior da tubulação e evitando qualquer contato com o líquido corrosivo e possivelmente inflamável.

O maior obstáculo surgiu quando encontraram uma antiga escadaria metálica, bastante corroída, que subia cerca de vinte metros. Rykk voou até o topo. Kassius escalou logo depois, embora alguns degraus cedessem sob seu peso e quase o derrubassem. Hothspoth, Flynn e Ed completaram a subida sem dificuldades.

Já próximos da saída, encontraram as paredes tomadas por esporos venenosos semelhantes a cracas metálicas. O grupo prosseguiu lentamente para evitar qualquer contato. O porte avantajado de Rykk, porém, jogou contra ele. O emissário aproximou-se demais de um dos organismos, que liberou uma nuvem de gás tóxico. O draconiano tossiu violentamente e sofreu alguns ferimentos, mas conseguiu seguir. Kassius também encontrou dificuldade para atravessar o trecho sem importunar as criaturas. Hothspoth chegou a cogitar abrir fogo contra elas, mas preferiu prosseguir sem provocar um confronto.

O duto finalmente terminou em uma passarela metálica pertencente a instalações aparentemente abandonadas.

Quando Kassius saltou sobre a plataforma, uma criatura semelhante a um crustáceo despencou sobre ele. O ataque não foi suficiente para atravessar sua defesa, mas logo outros monstros surgiram das estruturas ao redor.

O grupo precisaria lutar para prosseguir.

Vesk-4, 24/06/325

terça-feira, 7 de julho de 2026

(VS) Sessão 37 🤖

Fuga de Porto Furioso e o Manifesto de Allen

A Fuga de Porto Furioso

O Caminhão Monstro

A tripulação de Berenice encontrava-se em uma situação desesperadora no estacionamento do quartel-general do Veskarium. Edric, utilizando suas habilidades de manipulação da realidade, havia transposto o grupo para uma versão onde o veículo de fuga era um caminhão monstro blindado, preparado para o impacto.

Rykkgnaw assumiu o posto de comando, deitando-se na posição de condução característica dos veículos Vesk. Kassius assumiu a artilharia no canhão superior, enquanto Flynn e Hothspoth operavam os sensores e a navegação. Edric, embora exausto pelo esforço mental que descreveu como uma "sensação de fim do mundo", concentrou-se em auxiliar o capitão com a leitura dos sistemas em idioma Vesk.

— Capitão, estamos com sorte. Eles estão tentando evitar danos colaterais na infraestrutura da cidade — alertou Edric ao interceptar as comunicações do General Thor (ou Thorl).

Perseguição nas Avenidas

Ao acelerar, o estrondo do motor ecoou pelo complexo. Rykkgnaw lançou o caminhão sobre dois veículos de patrulha que bloqueavam a saída, esmagando-os enquanto ganhava a estrada principal. Sem a conexão de Berenice, que entrara em isolamento para evitar ataques cibernéticos, Flynn traçou a rota mais curta através do GPS, guiando o grupo por dentro da metrópole.

A fuga foi marcada por uma sucessão de manobras brutais:

O Tanque Inimigo: Um tanque de guerra tentou emparelhar com o grupo. Rykkgnaw jogou o peso do caminhão contra o adversário, fazendo-o capotar na pista.

A Barreira e a Rampa: Diante de um bloqueio que parecia intransponível, Hothspoth e Edric uniram suas percepções alteradas. O solariano projetou um déjà-vu rítmico que Edric materializou, transformando o asfalto plano em uma rampa ascendente. O caminhão saltou sobre os blindados inimigos, embora o impacto na queda tenha lançado Hothspoth contra as paredes internas, causando-lhe ferimentos leves.

Fogo de Supressão: Kassius demonstrou precisão absoluta na torre, destruindo drones de vigilância e abrindo brechas em tanques de guerra com disparos certeiros de projéteis.

O Rompimento do Muro

Ao se aproximarem do espaçoporto, Flynn detectou, via sensores infravermelhos, que as tropas militares aguardavam o grupo na entrada principal. Rykkgnaw optou por uma abordagem direta e violenta.

— Vamos passar por cima! — ordenou o capitão.

Com o suporte tático de Flynn e um disparo de Kassius que enfraqueceu a estrutura, Rykkgnaw lançou o veículo contra o muro de contenção do porto. A parede desmoronou sob o peso do caminhão monstro, permitindo que o grupo invadisse a pista de decolagem em meio a escombros e soldados atônitos.

O Conflito Orbital

Ascensão Meteórica

A comporta de carga da Berenice abriu-se no momento exato da chegada do veículo. Astra e Pip coordenaram a entrada enquanto a nave já iniciava o processo de decolagem sob fogo inimigo. Edric assumiu o manche assim que alcançaram a ponte, forçando os motores para deixar a atmosfera em uma subida vertiginosa de 4.000 metros em poucos segundos.

No espaço, a situação era crítica: uma frota mista de naves do Veskarium e da Lança de Hierofante aguardava a Berenice.

A Estratégia Diplomática

Enquanto a nave realizava manobras evasivas e Flynn reforçava os escudos, Rykkgnaw percebeu uma falha na coordenação inimiga. Ele abriu um canal de comunicação aberto com a nave de comando Vesk.

— Atenção, comando Vesk, interceptamos comunicações da Lança de Hierofante. Eles pretendem trair vocês assim que nossa nave for destruída — blefou o capitão, falando no idioma nativo.

Flynn complementou a manobra transmitindo os códigos de identificação das naves infiltradas da Lança que ele havia detectado nos sensores. O resultado foi imediato: as naves do Veskarium cessaram fogo contra a Berenice e voltaram suas baterias contra os antigos aliados da Lança, iniciando um combate fratricida na órbita do planeta.

Livre da perseguição, a Berenice ativou os motores de deriva. No interior, Hothspoth e Pip removeram raízes biomecânicas remanescentes que ameaçavam o núcleo de dobra, permitindo que a nave saltasse para a segurança do plano neutro.

O Outro Lado da Deriva

O Manifesto do Dr. Allen

Durante a viagem de oito dias pela Deriva, Berenice interceptou registros que o Dr. Allen estava redigindo nos terminais da nave. Tratava-se de um diário pejorativo onde o cientista atribuía apelidos insultuosos à tripulação:

Rykkgnaw: "Diretor de Circo" ou "Agente de Presídio".

Edric: "Chassi de Evelyn".

Kassius: "Torturador de Dialetos" ou "Torturador Estúpido".

Indignado, Kassius dirigiu-se ao laboratório de Allen. Ao ser recebido com o sarcasmo habitual do doutor, o soldado desferiu um soco violento, nocauteando-o instantaneamente. Rykkgnaw, após o incidente, confrontou Allen, ameaçando utilizá-lo como "combustível para o motor de deriva" caso sua atitude não mudasse radicalmente.

Pesquisa e Paranoia

Enquanto o grupo se recuperava nas câmaras de regeneração, Flynn utilizou sua nova lente — apelidada de "Óculos da Irlanda" — para observar a nave. Com o dispositivo calibrado em 77.914 GHz, ele fez uma descoberta perturbadora: os olhos do cérebro fossilizado no compartimento de carga seguiam seus movimentos, indicando atividade elétrica e consciência latente no fragmento do Santo.

Simultaneamente, Berenice contatou Hothspoth em segredo. Alegando sentir uma "oscilação na frequência" do solariano, a IA solicitou que ele inserisse um código criptografado em um dos clones de Evelyn Reed na ala médica. Héctor realizou o upload no Clone 2 na calada da noite, provocando um alerta sistêmico que quase comprometeu o laboratório antes de ele se retirar sem ser detectado.

A crônica encerra-se com a Berenice emergindo da Deriva na órbita de Vesk-4. A atmosfera relampejante e hostil do planeta é o cenário de um novo alerta: a nave foi marcada oficialmente como "procurada" em todo o sistema imperial.