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quinta-feira, 5 de março de 2026

(VS) Sessão 25

Em busca de Tanaka

A pesquisa do Dr. Allen

Berenice deixou a Deriva no cinturão de asteroides. O destino era Bullet, um pequeno asteroide que servia de base para a Lança de Hierofante e possível paradeiro de Kenji Tanaka.

Antes de iniciarem a aproximação, após perceberem que o local era bem vigiado, Rykk teve um plano.

O Dr. Allen havia sido capturado pelos aventureiros enquanto desenvolvia sua pesquisa relacionada à SMD. Além disso, talvez soubesse algo sobre Kenji Tanaka. Com isso em mente, o capitão ordenou que Berenice conduzisse o pesquisador patrocinado pela Lança de Hierofante até a ponte.

Guiado pelas luzes que se acendiam e indicavam o caminho de forma inquietante, o Dr. Allen deixou seu quarto e seguiu rumo à ponte. Apreensivo, chegou a preparar uma pequena faca, mas foi prontamente desarmado quando Rykk ordenou que Berenice ativasse as travas magnéticas dos corredores.

— Vão me matar? — questionou o Dr., intimidado, assim que pisou na ponte.

— Não se preocupe, isso nunca passou pela nossa cabeça — tranquilizou Rykk, com um tom suspeito. — Você não está aqui por isso, não, meu querido. Nós estamos aqui para conversar. O senhor estava trabalhando com a Lança, certo?

— Certo. Minha pesquisa tem alguma coisa a ver com eles.

— Você não estava fazendo pesquisa para eles? Estamos indo em direção ao asteroide Bullet, onde encontraremos o Dr. Tanaka. Você já deve ter ouvido falar dele. Trabalham para o mesmo empregador.

— Eu já ouvi falar do Dr. Tanaka, mas ele desapareceu há alguns anos.

— Nós estamos indo nos encontrar com ele. Ele está vivo. Você quer ir conosco?

— Sim, eu posso ir com vocês. Seria interessante conhecer essa pessoa. Ele tem pesquisas impressionantes e uma área muito semelhante à minha.

— E qual é, exatamente, a área de sua pesquisa?

O doutor começou explicando sua pesquisa com entusiasmo, mas ainda com desconfiança. Os termos técnicos eram confusos, e o Dr. parecia duvidar da capacidade do grupo de compreendê-los. Rykk passou a complementar algumas informações com base em seu conhecimento de biologia. O retorno que recebeu no diálogo aumentou a confiança do Dr., que passou a explicar seu projeto de forma mais clara.

— Eu buscava aprimorar o reator de absorção de fluxo. Meus estudos focavam em fluxo de anti-energia estabilizada, que empregava o reator para obter uma rotação ideal — algo que a Lança calculava e determinava como o ponto-chave para romper o tecido da realidade. Eu utilizava cristais de fluxo negro para isso.

— Eu peguei um cristal da sua pesquisa — interrompeu Hothspoth.

— Você o roubou? — corrigiu o Dr. Allen.

— Não, ele sacou — pontuou Rykk.

— Assim como eu e minha pupila. Como está ela? Ainda está viva?

— Claro que está viva! — indignou-se Rykk. — Que neura é essa com morte?

— Eu não tenho muitas razões para pensar em coisas alegres aqui nesta nave.

O debate então migrou para as implicações morais e militares da pesquisa. Allen afirmou que buscava a cura para a Síndrome da Marcha Definhante (SMD), mas admitiu o potencial bélico da tecnologia.

— Eu estava muito perto de conseguir uma cura para a síndrome da marcha definante. Se eu conseguisse estabilizar essa rotação, teria a SMD sob meu controle.

— Poderia criar uma arma que difundisse SMD por toda uma grande área, um planeta, quem sabe.

— Eu não faria isso.

— A Lança de Hierofante faria.

— Eu duvido. Por mais que vocês não acreditem na moral daquelas pessoas, meu patrocinador é uma pessoa de honra.

— E quem é seu patrocinador?

Hesitante, o Dr. Allen virou o rosto e permaneceu em silêncio por longos segundos.

— Eu não posso revelar. Assinei um contrato de confidencialidade.

— Você sabe que sua pesquisa não seria, de maneira nenhuma, usada para o bem do universo. Concorda?

— É claro que seria! Por mais que toda grande descoberta tenha suas implicações militares, elas também trazem o bem comum.

— Sinto lhe informar, mas sua pesquisa já está sendo militarizada. E a Lança está achando uma forma de aplicá-la, mesmo incompleta.

— Eu não acredito que sejam pessoas relacionadas aos meus patrocinadores. Se eu estivesse no meu laboratório, de posse da minha pesquisa, eu não deixaria isso acontecer. Mas vocês me tiraram de lá há quanto tempo? Eu perdi a noção de tempo.

— Você não tem autonomia sobre isso. Se você se opusesse, lhe matariam. Você mesmo disse que Tanaka foi dado como morto.

— Minha pesquisa tinha gatilhos para eu ativar, caso algo de imprevisto acontecesse.

A conversa foi interrompida subitamente por Berenice.

— Capitão, detectaram nossa presença aqui. Consegui camuflar nossa identidade, por enquanto.

— Então vamos seguir com o plano original — disse Rykk. Voltando-se para Allen: — E o senhor pense a respeito disso enquanto resolvemos esse pequeno percalço.

Perto demais

— Kassius, conduza o Dr. Allen até seu quarto.

O soldado segurou firmemente o Dr. e começou a conduzi-lo pelos corredores da nave. No caminho, Allen tentou uma abordagem que irritou profundamente o tripulante.

— Você é mercenário?

Kassius permaneceu em silêncio, conduzindo seu escoltado com firmeza.

— Meus patrocinadores são muito ricos. Posso conseguir pagadores melhores para você. Me ajude a sair daqui.

— Vou te ajudar — respondeu Kassius, irritado. — Quanto está valendo um dedo?

O soldado quebrou um dos dedos do Dr. Allen.

— Aah, meu dedo! — Mesmo gemendo de dor, o Dr. Allen manteve sua prepotência. — Você está quebrando um material importante para toda a galáxia, seu imbecil.

O soldado quebrou outro dedo de Allen.

— Se você não disser nada até chegarmos ao seu quarto, ficará só nestes dois, combinado?

— Você não sabe com quem está lidando.

O argumento fez Kassius quebrar mais dois dedos do Dr. Allen, que deixou os óculos caírem ao contorcer-se de dor. O soldado pisou neles, desencorajando novas tentativas do cientista.

Kassius colocou os ossos partidos do Dr. no lugar antes de empurrá-lo porta adentro de seu quarto.

— Não se preocupe, não é nada pessoal.

Enquanto isso, a ponte estava em alerta máximo.

— Capitão, tenho informações — anunciou Berenice. — Eles detectaram que há uma nave estranha nos arredores. Percebi que são cinco naves inimigas, caças. Apesar de pequenas, desafiá-las seria arriscado.

O grupo optou por se afastar para longe da infosfera do asteroide e permanecer fora dos sistemas de detecção inimigos.

Alguns minutos depois, Berenice detectou um objeto movendo-se em alta velocidade na direção de Bullet.

— Todos à postos! — gritou o capitão. — Tentem descobrir quem está nessa nave.

A nave científica cruzou com Berenice a algumas dezenas de quilômetros. No entanto, a passagem foi tão rápida que os sensores não conseguiram coletar muitas informações.

— A nave emitia um rastro de energia sepulcral — alertou a IA. — Filhos da puta! Tem uma parte do Santo naquilo — indignou-se Rykk.

— Não calculo que seja para tanto, mas sugere que ela esteja envolvida com pesquisa de SMD de alguma forma — estimou Berenice. — Talvez seja necessário um pouco mais de investigação. Ainda estão ao nosso alcance.

— Tentem invadir os sistemas deles.

A tentativa de invasão falhou. Porém, Ed conseguiu triangular sua rota e estimar o destino nos Mundos do Pacto: Akiton, Triaxus ou Eox.

Flynn, ao perceber que a nave emitia uma radiação sepulcral detectável no espaço, preocupou-se com a situação de Berenice.

— Nós emitimos esse tipo de radiação também, mesmo depois de termos feito uma limpeza?

— Sim — respondeu Berenice. — Fomos expostos a uma grande quantidade de radiação sepulcral quando estivemos em K375.

— Capitão — interrompeu Astra. — Concluí a análise de alguns dados que coletei enquanto estávamos na infosfera de Bullet. Detectei sinais de pelo menos 100 seres orgânicos lá dentro.

— Tem uma galera lá, hein? — surpreendeu-se Rykk. — E a troco de quê? Talvez para descobrir que o Tanaka estava na nave que acabou de ir embora.

O grupo decidiu se arriscar. Comandada manualmente pelas mãos de Ed, Berenice reentrou na infosfera de Bullet. A IA dedicou quase toda a sua capacidade de processamento para camuflar os sistemas da nave, obrigando a tripulação a agir por conta própria durante a invasão de sistemas.

O piloto deixou o manche e assumiu o comando dos computadores de invasão. Ele conseguiu estimar que a trajetória do asteroide era irregular, marcada por alterações artificiais.

O grupo também obteve manifestos de carga e o histórico de atracagem das naves, descobrindo que a nave científica havia permanecido aportada por 28 dias antes de partir e cruzar com eles no espaço.

A análise inicial concluiu que Bullet possuía tecnologia sofisticada, mas apostava na camuflagem natural de um asteroide em vez de uma segurança digital reforçada, o que permitiu ao grupo planejar um aprofundamento na pesquisa de dados sobre os experimentos de Tanaka.

O viajante do espaço

Rykk e Hothspoth continuam as tentativas de infiltração. O solariano fracassa em algumas tentativas de roubar uma identidade falsa das naves encontradas no manifesto, mas Rykk tem sucesso.

Após cerca de 20 minutos de coleta de dados, o capitão conseguiu clonar a identidade de uma nave chamada Memória de Shilos, comandada por um verthani chamado Signus. O grau de acesso alfa garantiria tráfego seguro pelos sistemas do asteroide, mas ainda existiam outras camadas de segurança que o cartão não romperia. Além disso, serviria como uma camada descartável caso fossem descobertos.

Porém, o sistema de segurança do asteroide detectou as diversas tentativas de invasão e reforçou os protocolos, tornando os acessos cada vez mais arriscados.

Ed tentou uma abordagem diferente e muito mais simples: enviou uma mensagem falsa de phishing, utilizando o nome de Signus como remetente.

A estratégia simples funcionou, abrindo um rombo na segurança reforçada de Bullet. O piloto logo percebeu que o próprio Kenji Tanaka havia aberto a mensagem falsa, expondo seu terminal ao acesso externo.

— Confirmamos que o Tanaka ainda está lá! — comemorou Ed.

Tanaka tinha acesso a todos os dados científicos realizados em Bullet, embora não tivesse qualquer controle sobre o sistema de segurança do asteroide.

O grupo explorou os dados e descobriu que o cientista continuava pesquisando rastros de energia sepulcral, frequência de rotação de corpos afetados e alguns detalhes técnicos relacionados ao Santo: Tanaka continuava sua busca por cobaias para mesclar aos fragmentos dele.

Os aventureiros tentavam descobrir se o asteroide guardava algum fragmento relicário, mas Berenice alertou que o processamento dos dados levaria pelo menos 10 minutos. No entanto, o tempo se esgotou quando os sensores detectaram uma ameaça externa em aproximação balística.

— Estranho, parece um ser vivo — disse Astra.

— A gente consegue ter alguma imagem dessa criatura? — indagou o capitão.

A imagem capturada parecia mais com um cometa. Envolta em uma bola de energia, a criatura se deslocava muito acima da velocidade que uma mochila a jato poderia alcançar no espaço.

Edric moveu a nave para sair da rota da criatura, mas percebeu que ela corrigia a trajetória e voltava-se para Berenice.

— O objeto não identificado está emitindo uma fraca radiação sepulcral — anunciou a IA.

Flynn, concentrado nos sensores de vida, percebeu que se tratava de uma forma de vida mista: era um androide.

— Eu vou lá falar com ele no espaço — decidiu Hothspoth, partindo em direção à ala de carregamento. — Vou fazer a guarda da nave.

O solariano verificou a carga de sua mochila a jato, abriu as comportas e ficou sobre a plataforma de carga, exposto ao espaço sideral, protegido apenas pelo escudo de Berenice, alguns metros à sua frente.

— Alguém tem que receber o convidado — disse o solariano, em guarda.

A criatura, envolta em uma “bola de fogo”, desacelerou bruscamente a 500 metros de distância e chocou-se de forma controlada contra o escudo.

— REEEED, EU SEI QUE VOCÊ ESTÁ AÍ! — gritou o androide, que tinha aparência de um verthani modificado.

Imediatamente, na ponte de comando, os alarmes de segurança dispararam. O sistema de energia falhou.

— Estão tentando nos hackear — informou Berenice, com a voz trêmula.

— É a porcaria de um hacker. Vamos embora! — ordenou o capitão.

Ed tentou reativar os sistemas, mas não houve tempo. A energia falhou, Berenice desligou-se.

A escuridão tomou conta da nave.

Diáspora, Mundos do Pacto, domingo, 7 de Serenith do ano 325 DL.

quarta-feira, 22 de maio de 2024

(SC) Sessão 053

 A Ponta de Lança


Karlag conseguiu desativar os defensores de Xon que estavam dentro da Ponta de Lança. Enquanto isso, o grupo começava a enfrentar os robôs que estavam do lado de fora.

O confronto contra as máquinas estava menos difícil do que da última vez. O grupo parecia ter aprendido formas de enfrentá-los. Para ajudar, Karlag conseguiu abrir a porta da Ponta de Lança pelo lado de dentro.

O confronto contra os robôs restantes se desenvolveu de forma segura para os exploradores. Eles conseguiram destruir os três e explorar a Charlie.

Karlag perdeu algumas horas investigando a nave para detectar peças que poderiam serem aproveitadas na Charlie. Da mesma forma, o restante do grupo avaliou outras partes da nave para detectar peças úteis.

Enquanto investigavam, um grupo de Archons se aproximou e os ameçou. Os exploradores não se intimidaram e responderam com lasers. Os archons não tinham condições de enfrentá-los e fugiram. O grupo ainda estava decidindo se seria prudente deixar o grupo de archons escapar e contar aos outros o que estava acontecendo...

26 de Pharast de 318.

quinta-feira, 2 de maio de 2024

(SC) Sessão 052

Depois do caos


Marvus seguia atacando o robô que se encontrava na sala de energia, mas Garig havia chegado para ajudá-lo. Os dois estavam concentrados em tentar arrancar a máquina do gerador de energia, embora a Charlie comunicasse que o sistema já parecia invadido.

Os ataques de Marvus continuaram até que o gerador, sobrecarregado por uma ordem do robô, foi detonado e arremessou ele e Garig. Com a súbida baixa na energia Charlie caiu sobre as árvores abaixo. Karlag, Nick e Hotspoth foram surpreendidos pela queda, mas foi Hotspoth quem acabou mais machucado, embora tenha conseguido continuar.

Na ponte, Karlag percebeu que não conseguiria acesso aos robôs inimigos facilmente, uma vez que Charlie havia se segmentado para impedir que eles o controlassem completamente. Assim, deduziram que precisariam de um acesso físico direto nas áreas afetadas se quisessem salvar sua nave.

O plano elaborado pelo grupo começou pelo arsenal. Eles foram até o local e se dividiram. Enquanto Nick operaria dos computadores, Marvus, Hotspoth e Kominski do grupo de Crisália manejavam os cabos e circuitos diretamente para conceder o máximo de tempo possível para que Karlag conseguisse separar a entidade do robô, que já havia assumido o comando do arsesnal, ou reiniciasse por completo o sistema.

A estratégia do grupo estava bem elaborada, mas ainda sim seria difícil de executá-la. Karlag logo percebeu que seria impossível separar a entidade do robô do sistema de comando do Arsenal. Assim, ele começou um protocolo de reinicio. Isso deu a máquina que estava no comando tempo para iniciar seu próprio protocolo de auto-destruição. Marvus e os outros precisavam dar tempo para que o plano de Karlag funcionasse, pois uma auto destruição do arsenal eliminaria Charlie por completo.

O grupo teve alguns percalços. Alguns disparos dos canhões foram provocados pelo super aquecimento dos circuitos, mas por fim Karlag conseguiu o tempo que precisou para reiniciar completamente o sistema. O custo, no entanto, foi o próprio setor de armamentos, que ficou completamente destruído com as explosões e disparos que foram ocorrendo enquanto o grupo evitava o pior, a detonação de uma ogiva nuclear.

Zuan, líder dos livians
Com todos os defensores de Xon destruídos, o grupo precisava pensar em uma forma de restaurar a Charlie para sua funcionalidade. Com o gerador de energia detonado e todos os sistemas de armas em frangalhos, eles precisariam providenciar alguns reparos antes de tirá-la do chão mais uma vez. Assim, resolveram conversar com o líder dos Livians, já que Xon estava coletando alguns objetos deles.

A caminhada até a praia onde se encontraram com o sumo-sacerdote Livian levou dois dias. O líder da tribo Xeno pareceu interessado no laser minerador que Hotspoth ofereceu sem a autorização de Nick. No entanto, o grupo não tinha interesse em lhe ofertar um objeto tão tecnológico. O capitão tentou um acordo de troca de bens, mas a reunião foi concluída sem um consenso.

O grupo deixou a reunião dividido. Crisália retornaria para a Charlie para protegê-la de qualquer saque. Enquanto isso, o grupo foi até a nave de Xon para tentar resgatar algumas peças que pudessem ser úteis e recolocassem a nave de volta ao espaço.

Ao chegarem na Ponta de Lança, o grupo se deparou com alguns dos robôs de Xon protegendo a nave. Karlag conseguiu entrar despercebido na nave enquanto o grupo começava a lidar com os inimigos pelo lado de fora. Porém, ele viu que haviam outros 6 defensores desligados. O cuidado era essencial para não tornar o combate impossível.

26 de Pharast de 318.

quinta-feira, 25 de abril de 2024

(SC) Sessão 051

A invasão na Charlie


Os esforços que foram dedicados para destruir Xon agora se voltavam contra os dois robôs que haviam sobrado. Não demorou para que ambos fossem completamente destruídos.

Com a batalha na sala do motor de deriva concluída, o grupo reanimou Marvus e conversou com Charlie sobre a situação. O computador central havia isolado todas os setores, desligando todas as funções secundárias. A nave "aterrisou" sobre a floresta que estava abaixo. Tudo isso foi feito porque alguns dos robôs de Xon que haviam sobrevivido estavam tentando invadir vários sistemas. Dois deles estavam no arsenal, enquanto outros dois na geração de energia. A tentativa de Charlie era de evitar que eles espalhassem algum vírus até a ponte.

O grupo se deslocou primeiramente até o arsenal. Lá encontraram dois dos robôs com seus braços parcialmente soldados nos geradores de ogivas. Charlie disse que eles já haviam assumido o controle daquela sala, e que seria necessária muita cautela para não provocarem uma explosão descontrolada dentro da nave, o que seria fatal.

Karlag tentou encostar em um deles para retomar o controle, mas sofreu de uma descarga elétrica poderosa e acabou incapacitado. O restante do grupo ainda procurava uma forma de desativar os robôs sem danificar as armas.

Enquanto isso, Marvus ouviu que outro dos robôs estava na sala de energia e correu para lá. O soldados destruiria eles sem pestanejar, mesmo sabendo que o risco de danificar a nave era grande.

Sistema Uji, Planeta Uji-1, 18 de Gozran do ano de 318 DL.

quinta-feira, 11 de abril de 2024

(SC) Sessão 050

 Confronto com Xon


Auxiliados por Hotspoth, Nick e Mev subiram de volta à nave. Auxiliadas por Kominski, Crisalia e Muti também embarcaram. Os mecânicos Borsalino e Ralms foram deixados para depois, pois o grupo não via tempo sobrando para retornar à superfície enquanto Xon sabotava o motor de deriva.

Os exploradores se concentraram na busca. Embora Karlag tenha cruzado com dois dos robôs de Xon e os evitado, Marvus e os outros foram diretamente para a sala do motor de deriva. O soldado chegou primeiro e acabou nocauteado pelo androide antes que seus companheiros chegassem.

Com o apoio de toda cavalaria, Xon acabou se encontrando em maior dificuldade. Nem mesmo o apoio de dois de seus robôs defensores parecia ser o suficiente para evitar o pior para ele, já que tanto os tripulantes da Charlie quanto os comandados de Crisália concentravam-se no androide azlantiano. Mev chegou a usar um duto energizado que cortou dos motores para atingir o inimigo, causando-lhe grande estrago.

Karlag colaborou no combate ao desenergizar a armadura de Xon. A peça, que parecia ser uma ferramenta poderosa do azlantiano, acabou se tornando inútil e ele precisou lutar com as próprias mãos e o corpo exposto. Não tardou para que os esforços concentrados do grupo o destruíssem. Com um golpe devastador de Mevv utilizando o duto supernergizado do motor de deriva, a shirren criou um buraco de lado a lado no tronco do androide.


Charlie, andar da ponte de comando

Charlie, andar dos alojamentos

Charlie, andar de utilidades

Assim que a carcaça de Xon caiu desligada no chão, Hotspoth surgiu voando sobre seus companheiros utilizando seu jetpack. O solariano montou sobre o corpo destruído do androide e começou a socá-lo com os próprios punhos. Todos os presentes acabaram perdendo uns instantes para observar a cena, embora dois dos robôs de Xon ainda estivesse de pé e prontos para reagir, embora tenham passado por um momento de reprogramação.

Sistema Uji, Planeta Uji-1, 18 de Gozran do ano de 318 DL.

quinta-feira, 28 de março de 2024

(SC) Sessão 049

 Os piratas espaciais


Xon subiu a bordo da nave e foi conduzido pelos exploradores até um espaço de carga. O androide pediu por um terminal de carregamento de sua armadura, mas Karlag ofereceu uma bateria substituta em seu lugar. O androide agradeceu a gentileza e substituiu a célula em uso por uma completamente carregada.

Antes de ser levado até a ponte, Karlag e Nick pediram que Xon deixasse sua armadura energizada no terminal de carga. Assim, ele manteve a célula na armadura e a deixou juntamente com suas "maletas" que o grupo vira serem capazes de se tornarem robôs de combate.

Vendo o estado crítico em que se encontrava muito dos circuitos de Xon, Karlag resolveu reparar o androide. Com um magia, o tecnomante conseguiu fazer a pele cintética e as coberturas de aparência humana serem completamente restaurados, tornando o androide plenamente funcional mais uma vez.

Hotspoth avisou dos "caçadores de recompensa" que haviam derrubado a nave de Xon. Ele perguntou se o androide não estaria interessado em encontrá-los e ouviu uma resposta positiva. Com isso, o grupo começou a vasculhar os arredores da nave em destroços com os sistemas de detecção da nave.

Com um raio de busca de 15 quilômetros, a Charlie conseguiu detectar, graças às pesquisas de Karlag, o rastro de um ser vivo não humano que se deslocava pela floresta. Os exploradores sobrevoaram o local e, com um raio reduzido, encontraram mais quatro sinais de seres vivos. Certos de que era o esconderijo dos caçadores de recompensa, resolveram descer lá e questioná-los. 

Xon apenas ouvia tudo atentamente. O androide não parecia preocupado com a situação. Nick e Borsalino foram os escolhidos para descerem e fazerem a abordagem. Os dois desembarcaram por uma corda até o chão e se dirigiram para a origem do sinal, uma caverna.

A entrada da caverna era estreita, mas logo eles chegaram a ambientes um pouco mais amplos, iluminados apenas por suas lanternas. A caverna, porém, não estava desprotegida. A dupla foi abordada por uma torreta de defesa que disparou contra os dois. Enquanto se defendiam e contra-atacavam, o disparo de uma granada de gás os pegou desprevenidos. Ambos sucumbiram ao veneno e foram aprisionados.

Hotspoth notou a perda de contato com seus companheiros e resolveu descer para verificar a situação. O solariano foi sozinho, de forma a manter uma tripulação capaz de operar a nave caso seja necessário.

Crisália
A mochila à jato de Hotspoth lhe serviu bem para descer da Charlie. O solariano foi até a entrada da caverna para tentar um contato com Nick e Borsalino, mas não teve sucesso. Ao contrário, acabou surpreendido por uma shirren lhe apontando uma arma pelas costas. Contido, ele foi levado para dentro e reencontrou seus companheiros imobilizados.

Muti
O trio aprisionado conheceu, então, os "caçadores de recompensa", liderados por Crisália. Eram cinco no total, embora o verthani tenha demorado a dar as caras. Um deles, Kominski, tentou usar o comunicador de Hotspoth como ponte para hackear a Charlie, mas Karlag estava à postos e preparado para um desafio. O verthani precisou usar todos os seus conhecimentos e recursos para barrar o rival, que não conseguiu invadir a nave e, ainda por cima, teve seu dispositivo hackeado por Karlag, que passou a escutar as conversas.
Kominski

O grupo pôde conversar com seus carcereiros de comunicação aberta para Karlag também escutar. No entanto, o sinal ficou ruim em determinado momento, e o verthani na Charlie precisou investigar o motivo. A interferência vinha de dentro da nave, e não de fora. Enquanto isso, Nick convencia Crisália e os outros de que eles não eram inimigos, e de que eles poderiam tirá-la daquele planeta. Isso a fez soltá-los.

Mevv
Com a situação rapidamente alterada, a impressão que os exploradores tiveram era de que a Charlie estava em risco. Xon havia sumido da ponte de comando. Karlag não notou o momento em que ele saiu, mas foi possivelmente enquanto ele se distraía operando os terminais.
Ralms

Uma busca interna revelou que o androide já estava na ala do motor de deriva. Dois dos robôs que acompanhavam a armadura estavam no depósito, enquanto a armadura energizada, que se descobriu podia agir de forma autônoma, estava com outros quatro robôs vigilantes percorrendo as vias de ventilação 1.

Nick e os outros resolveram agir em conjunto com Crisália. A caçadora de recompensa disse que vinha dos Mundos do Pacto para caçar uma nave Azlanti, mas foi surpreendida pelo poder que ela possuía. Segundo ela, Xon era perigoso e não foi por acaso que foi o único sobrevivente. O androide é uma arma mortal e deve ser detido.

Era preciso encontrar uma forma de retornar para a Charlie. Karlag lançou uma corda, mas o grupo pensava em fazer Hotspoth levar e trazer a todos, um de cada vez, fazendo uso de sua mochila à jato.

Sistema Uji, Planeta Uji-1, 18 de Gozran do ano de 318 DL.

quarta-feira, 13 de março de 2024

(SC) Sessão 048

 O androide resgatado


A tripulação correu para seus postos assim que retornaram para a Charlie. Os escudos já estavam danificados e eles estavam na linha de tiro do inimigo. Nick ordenou potência máxima para os motores enquanto outro disparo os atingia, danificando as turbinas. Assim que Borsalino conseguiu improvisar um reparo para manter ela totalmente operacional, a Charlie decolou e se afastou em alta velocidade do alcance inimigo.

O grupo havia deixado a mira inimiga, mas ainda pretendia retornar e se vingar. O dano nos motores foi severo, mas o improviso de Borsalino garantiria alguns minutos de estabilidade para a operação. Com isso, depois de um pequeno descanso para recarregar os escudos, Nick conduziu a nave para um arco a fim de sair da linha de tiro da torreta que Hotspoth soldara com sua explosão solar.

Xon
Tendo apenas uma torreta para disparar contra ela, Charlie se colocou em distância de disparo e abriu fogo contra a nave de Xon. Os danos no escudo inimigo eram visíveis, mas ainda assim insuficiente em um primeiro momento, mesmo depois de Borsalino desviar potência máxima para as armas.

O inimigo não reagia a altura e sua destruição era iminente. Uma mensagem tentou atravessar a criptografia da Charlie para enviar uma mensagem não autorizada, o que foi bloqueado por Karlag seguidamente durante os disparos. Com algumas tentativas fracassadas, o autor da mensagem resolveu contatar os exploradores diretamente em seus comunicadores. Era Xon, o androide dono da nave.

Xon pediu ao grupo que parasse de disparar contra sua nave. Ele falou que era um pirata espacial que foi abordado por um grupo inimigo quando estava na órbita daquele planeta. Também confirmou que o restante de sua tripulação estava morta e que ele precisava consertar seu transporte para sair dali.

A conversa se desenvolveu até que o grupo aceitasse o cessar fogo e realizar uma conversa pessoalmente com ele. O local marcado foi na praia, no ponto onde os Livians encontrariam o grupo originalmente.

Não haviam Livias na reunião. Xon foi acompanhado de alguns robôs como aqueles que defendiam sua nave, além de estar em posse de uma armadura energizada. Nick conduziu a conversa com o androide, mas ele não pediu nada em troca além de que eles parassem de atirar contra sua nave. Nick acabou por convidá-lo para ir até a Charlie e o aceite veio tão rápido que deixou o humano desconfiado.

Xon entrou em sua armadura energizada, seus robôs encolheram até o tamanho de uma maleta e se anexaram nela. Enquanto partiam, os exploradores perceberam que o androide carregava mais quatro destas maletas anexadas à sua armadura, além das duas que haviam sido transformadas à partir dos robôs.

Sistema Uji, Planeta Uji-1, 18 de Gozran do ano de 318 DL.

quarta-feira, 6 de março de 2024

(SC) Sessão 047

 A nave de Xon


O confronto contra os robôs que defendiam a nave inimiga teve início assim que os exploradores perceberam que os escudos estavam ativados. Hotpoth se afastou e começou sua sintonia com a escuridão, enquanto Marvus foi para o confronto corpo-a-corpo. Karlag tentou se afastar, mas foi surpreendido por outros dois inimigos atrás da nave, enquanto Nick disparava a distância. O verthani conseguiu livrar-se das ameaças ao se transformar em uma nuvem de nanites.

Robô defensor
Robô defensor de Xon
O combate que se seguiu foi perigoso para todas as partes. Os robôs eram poderosos e atacavam com precisão. Ao mesmo tempo, a torreta da nave começou a movimentar-se e, em alguns instantes, disparou contra a Charlie.

O grupo corria contra o tempo para se livrar dos robôs e salvar a própria nave. Hotspoth criou um buraco de minhoca entre a praia e as proximidades da torreta para tentar destruí-la com a força das estrelas, mas tudo que conseguiu foi soldar o trilho que permitia que a arma girasse. Embora pouco, isso já seria um ganho caso conseguissem tirar a nave da linha de fogo.

Com mais alguns segundos, Nick percebeu que eles precisariam retornar à Charlie para se defender dos ataques da nave caída. Os poucos disparos que foram realizados conseguiram desarmar os escudos e danificar a fuselagem da espaçonave do grupo. Assim, o capitão coordenou para que todos voltassem. Marvus, porém, permaneceu no campo de batalha para lidar com o robô que ainda o perseguia.

O soldado conseguiu vencer seu inimigo e correu junto com seus companheiros de volta para a Charlie. Hotspoth conseguiu soldar a peça, mas via outra torreta sendo ativada, além de mais inimigos se aproximando. O solariano então resolveu deixar o local com seu transporte na velocidade da luz, chegando na nave bem a tempo de fecharem-se as comportas.

Nick ordenava que a tripulação desse partida nos motores e tirasse a nave da linha de fogo da nave caída. A situação era crítica.

Sistema Uji, Planeta Uji-1, 18 de Gozran do ano de 318 DL.

quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

(SC) Sessão 046

Os Livians


O grupo convenceu Frav dos archons a ir com eles encontrarem os Livians. Junto com eles, Okaido iria como emissário.

O livian acreditava, inicialmente, que o grupo caminharia os dois dias montanha abaixo até o oceano para se encontrar com seu líder na praia. No entanto, o plano do grupo era levar os dois representantes das raças até a Charlie e com ela chegar ao ponto de encontro.

A caminhada de algumas horas até chegarem na nave espacial rendeu algumas conversas para o grupo se preparar para o encontro que teria. Os livians estariam lhes aguardando na praia, em um ponto seco. Porém, o grupo disse que iria até a cidade dos anfíbios. Okaido ficou surpreso e concordou em levá-los até lá.

Os dois nativos ficaram muito surpresos ao verem a Charlie. Ambos haviam presenciado uma nave espacial recentemente, mas elas estavam desativadas. Nick deu partida nos motores e o grupo levou os dois até a órbita do planeta, onde os fez ver o pequeno local em que habitavam.

Karlag foi diretamente para a ponte analisar os dados da caixa-preta que Borsalino havia protegido. O verthani conseguiu descobrir algumas informações úteis sobre a tripulação da nave que fora encontrada em destroços, bem como dados sobre a nave. Aparentemente, a nave se originava de um planeta no espaço próximo denominado Ferris, onde haviam deixado uma carga. Karlag ainda descobriu que, antes de lá, eles havia estado em Aballon.

O tecnomante obteve também algumas informações úteis sobre os tripulantes. A capitã, Crisália, é uma humana. Junto dela estavam Kominski e Muti, também humanos, Ralmns, um verthani e Mervv, uma shirren. O destino deles com a queda da nave é incerto.

Enquanto Karlag analisava a caixa-preta, o grupo questionava Okaido sobre os tripulantes que haviam salvado da nave que caíra perto dos domínios livians. Okaido disse que grande parte da tripulação fora devorada por seus compatriotas, mas um deles era feito de um tipo e metal e foi deixado vivo. Os livians perceberam que ele era inteligente depois que ele acordou e se apresentou como Xon.

O androide revelou que objeto que caíra era uma nave que podia voar. Ele apresentou armas tecnológicas para os nativos e disse que poderia conseguir mais se eles obtivessem algumas peças que ele precisaria a fim de recolocar sua nave em funcionamento. Os livians se interessaram no negócio e passaram a negocias com os archons tendo isso em mente.

Conforme Okaido, os livians estão levando as peças que conseguem para as proximidades da nave caída, na costa. O grupo resolveu ir até lá antes de visitar o sumo-sacerdote dos livians. Okaido não se opôs e mostrou o caminho.

Os exploradores viram pouco ao sobrevoarem a nave com a Charlie. Perceberam, porém, que a nave parecia pouco danificada. Eles resolveram aterrissar nas proximidades e se aproximar para roubar o que pudessem.

Os droides de manutenção e vigilantes que Borsalino havia recondicionando da EE Lira foram utilizados para transportarem alguns dos equipamentos que foram encontrados boiando na praia enquanto o grupo fazia um reconhecimento.


Nick acabou notando, em uma análise despretensiosa, que os escudos da nave ainda estavam em funcionamento. Como a nave havia caído na água, Marvus e Karlag já estavam investigando do lado mais fundo quando foram surpreendidos por dois robôs esguios a atacá-los. Hotspoth deu partida imediata na sua mochila à jato e sobrevoou o loca a uma distância segura.


Sistema Uji, Planeta Uji-1, 18 de Gozran do ano de 318 DL.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

(SC) Sessão 045

Os Archons


Karlag foi surpreendido por um grupo de Archons que o encontrou vasculhando a nave em destroços. O verthani foi amarrado a contra gosto e se tornou um prisioneiro.

Nick, que avaliava a situação de dentro da nave, pediu aos outros que não fizessem ações bruscas e se revelou para os avianos. Ele iniciou um contato amistoso, tentando convencê-los de que não representava uma ameaça. Enquanto ele distraía os nativos, Borsalino encontrou uma abertura sob os painéis desativados da cabine do piloto e se escondeu.

A negociação de Nick estava dando frutos, embora a resistência de Karlag em colaborar com sua prisão parecesse irritar um pouco o capitão Frav, que coordenava todo o pelotão. Depois que ele soube que haviam mais dois alienígenas dentro da nave, Hotspoth e Marvus, ordenou que uma de suas comandadas fosse até lá e os trouxesse para fora.

Hotspoth não ofereceu qualquer resistência, mas Marvus, mesmo muito ferido, se mostrou hostil e disse que não largaria sua espada. A archon lançou um feitiço de sono sobre ele, fazendo-o inconsciente. Os dois foram levados como prisioneiros. Marvus e Karlag foram desarmados, mas os equipamentos de Hotspoth eram anexados a sua armadura e foram confundidos com seu corpo.

Nick caminhou solto ao lado de Frav, enquanto o grupo era conduzido para o vilarejo dos archons preso em cordas ou redes. O ídolo disse que eles estavam ali atrás dos antigos donos daquela nave, mas que eles não eram os proprietários dela, como acreditava Frav. A conversa parecia estar convencendo o aviano, que apresentou Valentine, como Nick se apresentara, como um estrangeiro amigável para o Magistrado do vilarejo, Gout.

Borsalino deixou a nave em destroços assim que percebeu que estava sozinho. O ysoki e seu drone foram em direção do vilarejo, mas acabou atrasado por um canyon que o obrigou a contornar, enquanto os avianos haviam passado sobre ele transportando os prisioneiros.

Marvus acordou bastante nervoso. O soldado estava sem sua lâmina, que fora um objeto de grande interesse dos archons. A espada, que possuía uma lâmina que eles não conseguiam forjar, estava sendo estudada pelos soldados. Nick agradou Gout, e foi convidado a conversar com ele do lado de fora. Todos foram libertados e saíram separados do operativo, mas escoltados.

Enquanto Nick conversava com Gout e ouvia que os archons estavam interessados nas armas que eles carregavam, Borsalino plantava explosivos ao redor do vilarejo. O ysoki chegou a ser percebido por uma patrulheiro, mas o abateu. Depois, foi percebido por mais dois, mas os abateu também. O contato entre o grupo através dos comunicadores nunca tinha cessado e Nick sabia que precisaria pensar em discurso para explicar as mortes dos archons quando elas fossem descobertas.

Hotpsoth, Marvus e Karlag chegaram perto de uma área de treino, onde os soldados praticavam com a espada de Marvus. O soldado se irritou em ver aquilo e socou os dois avianos, nocateando-os. Ele correu para o centro da área e estava prestes a atacar o portador de sua espada, mas um grito de Gout fez todos pararem. Nick acalmou a situação e negociou que a espada fosse devolvida. O magistrado concordou depois que eles disseram que poderiam fazer cópias daquelas armas para eles.

Enquanto isso, Borsalino surgiu no acampamento. Nick havia contado uma história de que ele estaria perseguindo os tripulantes da "criatura" que caíra, a nave azlanti que eles investigavam, e que estes deveriam ter sido os responsáveis pelo desaparecimento dos patrulheiros, já notado pelo magistrado. Mas o ídolo precisou uma boa dose de jogo de cintura para casar sua história com a versão um pouco prejudicada que o próprio Borsalino contou na frente do Magistrado. Não fosse a competência do humano para dissimular, o mecânico poderia ter sido colocado em perigo.

O grupo pode pernoitar no vilarejo archon. No dia seguinte eles conheceriam um emissário Livian, um representante da espécie anfíbia que habitava os oceanos do planeta e que negociava com os archons. Segundo Gout, os Livians haviam mudado os termos da última negociação para condições muito mais favoráveis para eles. Eles também carregavam armas muito diferentes da que eles costumavam usar anteriormente e isso preocupava o magistrado.

A expectativa de uma nova pressão nas negociações se confirmou. Okaido surgiu e pediu mais do que os Livians já estavam pedindo pelos mesmos recurso, em geral conchas por metais. Mas Nick se envolveu e, portando suas armas, ameaçou o emissário dizendo que eles não extorquiriam ninguém. O anfíbio acabou manipulado pela conversa de Nick e revelou a situação em que estava.

A tribo de Okaido havia encontrado uma nave em destroços a poucas centenas de metros da costa algumas semanas antes. Os batedores entraram na nave e devoraram seus tripulantes, exceto por um androide, que acabou sendo levado. Este androide disse que poderia fornecer equipamentos mais poderosos para eles em troca de algumas peças metálicas. O acordo foi forjado e é a razão das mudanças na negociação com os archons.

Nick e os outros acabaram convencendo Okaido a levá-los até a tribo Livian. Embora Gout tenha ficado um pouco desconfiado, Valentine parecia ter conquistado a confiança dos archons para fazê-los acreditar que ele retornaria.

Sistema Uji, Planeta Uji-1, 17 e 18 de Gozran do ano de 318 DL.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

(SC) Sessão 044

Abordados na nave em destroços

    Charlie estava pousada em local distante da nave caída que o grupo encontrara sobre a superfície do planeta Uji-1. O grupo se aproximou de forma cautelosa, atravessando atentos a densa floresta que os separava do local do impacto.

    Quando chegaram perto o suficiente, perceberam que a nave ainda ardia em chamas nas proximidades de sua turbina. Parecia que algo ainda funcionava de seus sistemas.

    Marvus liderava a aproximação dos exploradores. Ainda a algumas dezenas de metros da nave, o soldado foi abordado por uma estranha criatura de rochas que surgiu do chão e o atacou. Nick, que estava logo atrás e na área de ataque, conseguiu evitar o primeiro golpe.

    O confronto contra a criatura começou, mas logo os exploradores perceberam que ela não estava sozinha. Os monstros formavam um grupo com pelo menos 8 indivíduos. Eles possuíam algum tipo rudimentar de linguagem que Karlag notou a existência quando atingiu uma das criaturas com uma explosão. Apesar disso, o tecnomante não conseguiu se fazer compreendido e a batalha prosseguiu.

    A luta contra as criatura de pedra, que os conhecimentos de Karlag revelaram ser um tipo de elemental da terra, se prolongou durante pouco mais do que um minuto. Hotspoth voou alto para evitar que as criaturas o atingissem com pedras arremessadas, enquanto o restante do grupo as enfrentava de perto.

    Marvus, que tinha seu ponto forte no combate corpo a corpo, começou a temer por sua lâmina, que estava enfraquecendo a cada golpe dado contra aquelas criaturas resistentes. O soldado acabou por hesitar em muitos momentos, deixando para Nick e sua pontaria precisa o serviço de destruir o maior número de inimigos.

    Quando todos estavam enfim derrotados, o grupo teve tempo de explorar os arredores e a nave em destroços. Karlag coletou amostrar das criaturas, certo de que poderia revendê-las para algum místico interessado. Depois, começou a coletar os fragmentos de um computador que acabou fora da nave com o impacto.

    Enquanto isso, Hotspoth se espremeu para dentro da nave através de uma rachadura no casco e explorava o ambiente do lado de dentro. O solariano encontrou a caixa-preta e usava seu laser de mineração para arrombar ainda mais a abertura por onde havia entrado para conseguir tirá-la de dentro.

    Nick entrou pela mesma abertura e vasculhou algumas partes da nave. Hotspoth já havia descoberto que as turbinas estavam provocando o incêndio, então o operativo mexeu nos comandos até encontrar o caminho para desligar completamente os sistemas. 

    Mas uma das turbinas continuava em chamas. Borsanlino analisou a estrutura e percebeu que o duto de refrigeração estava desconectado, e por isso o desligamento das turbinas não havia funcionado. Ele ordenou que Marvus usasse a mangueira de fluito refrigerante para direcionar o fluxo sobre as chamas, e assim encerrar a turbina.

    O soldado fez como o ordenado. No entanto, o contato com o fluido super frio fez o duto grudar em sua mão, congelando-a. Hotspoth veio ao seu socorro, mas tentou remover o duto também segurando-o. Isso acabou fazendo os dois ficarem presos ao duto de refrigeração.

    O líquido que escoava por dentro daquele duto era ultra frio. Ele congelava as mãos dos exploradores e o frio estava aumentado. Borsalino conseguiu encontrar os sistemas reservas da nave para desligar o fluido refrigerante. Nick cortou o duto com sua faca, o que permitiu que a dupla de congelados saísse do estreito e frio duto. Mas isso não seria o suficiente para salvar a vida deles.

    O frio estava tomando conta dos corpos de Hotspoth e de Marvus. Nick não sabia o que fazer. Karlag não tinha nenhuma carta na manga. Hotspoth já enxergava seu fim próximo e nada parecia que seria o suficiente para salvá-lo. Apenas no último segundo de vida que o solariano conseguiu invocar o poder das estrelas para incandescer. Ele ardeu em chamas e derreteu o gelo que o consumia. O brilho quente também aqueceu Marvus e o salvou. Por um tris.

    Enquanto Nick prestava primeiros socorros para Marvus, ele pode escutar Karlag falando com alguém do lado de fora. O operativo se aproximou cautelosamente da abertura no casco para enxergar o que estava acontecendo e viu o verthani converando com uma criatura aviana que parecia coordenar outras vinte. Os problemas deles ainda não tinham terminado.

Sistema Uji, Planeta Uji-1, 17 de Gozran do ano de 318 DL.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

(SC) Sessão 043

Salvando a estação

    O trajeto para a ponte cruzou com o acesso para a Ala Mecânica. O grupo, no entanto, estava decidido em seguir diretamente para contatar a comandante. A caminhada levou os exploradores até um caminho cruzado, com um saguão principal conectados a alguns escritórios e salas de conferência.

    A exploração das salas que se apresentaram levou alguns minutos. A maioria dos computadores da ala já estavam desconectados e não foi possível hackear muitas informações deles.

    Ao chegarem em uma grande sala de controle, já perto do destino que buscavam, eles foram obrigados a abri-la com força bruta. Isso alertou mais dois dos robôs de segurança que vieram rapidamente tentar interrompê-los.

    O confronto contra os inimigos se deu em frente à porta para a ponte de comando, onde a comandante se escondia. O grupo não teve tanta dificuldade para superar estes inimigos quanto teve para superar os anteriores. Assim, conseguiu encontrá-la pouco depois.

Capitã Carlota

    A Capitã Carlota informou que havia perdido o controle da estação poucas horas depois do grupo de estrangeiros ter deixado a EE Lira. Os autômatos entraram em frenesi e ela perdeu a maioria das autorizações de acesso que possuía. Porém, ela ainda era capaz de visualizar as câmeras de toda a estação, inclusive as imagens de quando os estrangeiros estiveram ali. O grupo analisou as imagens, mas não obteve mais informações úteis.

    Depois, Carlota pediu ao grupo que resgatasse um grupo de sobreviventes na ala mecânica. Ela agradeceu aos serviços que eles vinham fazendo até ali, e lhes ofereceu um pagamento em troca do resgate: eles receberiam uma arma a ser instalada na Charlie. Os próprios mecânicos de EE Lira fariam isso.

    O som da palavra "recompensa" saindo da boca de Carlota não permitiu que os aventureiros pensassem duas vezes antes de aceitarem a tarefa. Eles foram até a Ala Mecânica e precisaram superar uma porta trancada antes de terem acesso. O hackeamento da porta não foi possível, e Marvus precisou entrar em ação para abri-la também com força manual, uma vez que a constituição de cristal que ela exibia tornava inútil o laser de mineração de Hotspoth.

Chefe mecânico Almander

    Uma vez aberta a porta da Ala Mecânia, o grupo conheceu o mecânico Almander, o líder dos androides mecânicos da EE Lira. Ele agradeceu aos exploradores e prometeu cumprir o acordo feito pela comandante Carlota.

    O grupo teve de passar dois dias na EE Lira até que os preparativos da nave tivessem sido concluídos. Nesse meio tempo, aproveitaram para recuperar as energias perdidas nos duros combates contra os robôs enlouquecidos. Também fizeram uma análise dos dados que possuíam sobre o planeta Uji-1, que pretendiam visitar a seguir.

    Conforme Emulen e Carlota, os planeja Uji-1 tinha um sinal de queda de um OVNI em uma de suas regiões montanhosas. Os sinais que a EE Lira obtinham era de que este objeto havia colidido e nenhum nativo ainda havia entrado em contato com ele. Os exploradores ansiavam por serem os primeiros.

    A chegada ao planeta Uji-1 foi calma. A entrada da órbita para as camadas inferiores da atmosfera transcorreram sem o cruzamento de nenhuma tempestade ou anomalia de qualquer tipo. A temperatura local parecia agradável. Eles fizeram um primeiro voo para visualizar a área do choque e em seguida aterrissaram a nave a uma distância segura, ainda na floresta. Iniciaram o protocolo de camuflagem da Charlie, o que a tornou transparente e virtualmente invisível para os nativos. E com isso começou a aventura deles em Uji-1.

Sistema Uji, EE Lira e Planeta Uji-1, 14 a 17 de Gozran do ano de 318 DL.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

(SC) Sessão 042

A origem do sinal de socorro

    Assim que terminaram de enfrentar os robôs enlouquecidos na sala de armazenamento de produtos químicos, Karlag retornou para buscar a máquina que Borsalino havia desativado. No entanto, o verthani trouxe com ele uma surpresa, o primeiro robô desativado por Borsalino reprogramado para tarefas simples. Assim, Karlag ordenou que a máquina levasse o chassi desligado para a Charlie enquanto ele seguiria com o restante do grupo.

    A exploração prosseguiu pelos corredores até a divisão para os banheiros. O grupo se manteve unido e foi até a porta da sala de Segurança 2. Ali, Karlag tentou arrombar o sistema de segurança, mas não teve sucesso. Como medida de segurança, o sistema de defesa da ala ativou um robô soldado que atacou o grupo. Antes que pudesse reagir, Karlag viu um disparo partir de dentro da sala dos servidores.

    Marvus avançou para combater o robô inimigo a distância corpo a corpo, como sempre. Os outros tentaram manter uma distância segura, mas a máquina possuía golpes poderosos. Ela feria Marvus pesadamente com seus punhos energizados, e foi capaz de alcançar os outros ao atirar uma granada atordoante. Enquanto a luta se desenrolava, o comunicador dos exploradores foi contatado pela pessoa que emitia o sinal de socorro. Ela parecia agradecida por estar ouvindo o combate perto dela, pois acreditava que a ajuda estava chegando.

    Apesar do poder do inimigo, a superioridade numérica dos exploradores fez a diferença e eles acabaram por destruí-la. O robô, mesmo assim, não entregou barata a sua derrota. Antes de ser efetivamente destruído, ele iniciou um protocolo de autodestruição que acabou por atingir Marcus. Mesmo já tendo sido ferido durante a batalha, o soldado resistiu heroicamente e não sucumbiu aos ferimentos.

    Após o confronto, o grupo se fortificou na sala de processamento enquanto descansavam um pouco, preparando-se para o que poderia vir. Quando suas energias retornaram um pouco, Borsalino e Karlag voltaram a tentar arrombar os códigos de Permissão mais elevados. Foram necessárias algumas tentativas até que enfim eles conseguissem abrir a porta da sala de Segurança 1, mas um laser impedia a passagem deles.

    Karlag foi até a Sala de Segurança 2, onde outro laser protegia o acesso. Desta vez, porém, Karlag encontrou um terminal no qual pode se conectar e encontrar uma forma de desativar a barreira. Ao abri-la, o verthani também descobriu como liberar a sala de Segurança 2, mas antes de fazer isso ele vistoriou a sala dos servidores.

    Os dados dos servidores tinham um volume gigantesco, sendo impossível transferi-los para a nave. Karlag avaliou alguns deles e viu as movimentações que ocorreram na ala médica no dia em que os "azlantis" visitaram a EE. Ele não obteve informações muito detalhadas, mas pode perceber que as máquinas da estação ficaram fora de controle depois disso.

    Após deixarem a sala de servidores, os exploradores avançaram pela sala de Segurança 1 e dali para a Sala de Vigilância, onde encontraram Emulen, o androide que emitia o sinal de sacorro.

Emulen

    O androide recebeu os exploradores com alívio, embora a recepção inicial deles tenha sido cautelosa. Com algum tempo de conversa, o grupo confiou que ele não representava uma ameaça e passou a escutar sua história.

    Emulen disse que trabalha na estação há 9 anos, desde que ela foi iniciada. Falou que no dia da visita dos estrangeiros, como ele chamou aqueles que o grupo acredita ser os azlantis, ele encontrava-se realizando manutenção no exterior da estação. Porém, ele sofreu um acidente e foi levado para a ala médica. Quando ele despertou a EE Lira já se encontrava em alvoroço, com os robôs tendo enlouquecido. Ele se trancou na sala de vigilância para evitar o pior, mas acabou tendo suas permissões revogadas e ficou preso. Isso foi há três semanas.

    O grupo questionou o androide sobre a tripulação da estação, sobre o objetivo dela e sobre a possibilidade de outros sobreviventes. Ele disse que todos que trabalham ali são androides ou ORSs; que a estação tem o objetivo de investigar o planeta Uji-1, já que possui vida inteligente capaz se tornar passível de um primeiro contato em poucos séculos, especialmente através das espécies mais desenvolvidas, os Archons, avianos que vivem na superfície, e Livians, seres anfíbios que vivem mais nos oceanos; e que é possível que existam outros sobreviventes em outras alas da estação, particularmente a ala mecânica, onde ele conhece um pouco melhor, ou a ponte.

    Emulen analisou os dados do planeja Uji-1 e percebeu um novo sinal vindo da superfície. O sinal indicava um ponto de impacto de algum objeto espacial, e ocorrido recentemente. O grupo se intrigou com a situação e ficou ainda mais interessado em visitar o planeta, mas para isso precisava de mais informações da estação.

    O grupo insistiu perguntando qual das alas teria mais facilidade para controlar as outras. Ele ouviu que a ponte é o lugar para isso. Assim, ele foi induzido a entrar em contato com ela. Para a sorte de todos, havia um sobrevivente lá, a capitã da estação. Com isso, o grupo resolveu que deveria alcançá-la para obter mais informações e talvez resolver o problema da estação. Emulen foi convencido por Hotspoth a permanecer na ala médica, e assim o grupo de exploradores partiu em direção da ponte.

Mundos do Pacto e Espaço Próximo, 14 de Gozran do ano de 318 DL.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

(SC) Sessão 041

Explorando a Ala Médica

    Após o confronto contra o inimigo enlouquecido, Borsalino desativou o ORS e pediu para Karlag levá-lo de volta até a Charlie. O verthani também se ofereceu para dar início aos protocolos de mudança de programação, de forma a tentar fazê-lo um aliado.

    Assim que Karlag saiu, Borsalino hackeou a porta do laboratório de onde o ORS tinha saído. O mecânico conseguiu fazer cópias das permissões de segurança e as passou digitalmente para todos os seus companheiros. Com isso, os exploradores entraram no laboratório e encontraram máquinas utilizadas para algum tipo de experimento biológico, embora Nick tenha tido certeza de que tais experimentos não eram médicos, dados os equipamentos que estavam ali. Borsalino investigou os terminais do lugar e constatou que a última movimentação de dados ocorrera há três semanas.

    Enquanto Karlag retornava com o ORS para Charlie, o grupo seguiu explorando outros cômodos da ala médica. Nick avançava com cautela, observando cada corredor de forma sorrateira. Eles entraram na sala de atendimento individualizado, onde Borsalino baixou dados sobre alguns espécimes do sistema local que fora estudado e leu a informação de que há três semanas não haviam alteração nos arquivos, assim como no laboratório. Depois, foram para a área de descanso, onde acabaram surpreendidos por três droides de manutenção completamente distorcidos. Os robôs atacaram os exploradores  com lâminas, raios e projéteis.

    O confronto contra os ORS durou alguns instantes. Marvus lidou com um deles no canto da sala, enquanto o restante da equipe administrava o combate contra os outros dois. Borsalino e seu drone deram o golpe de misericórdia em um deles, enquanto Nick paralisou o último com um disparo elétrico de sua arma.

    A arma de choque utilizada por Nick desativou um dos drones de manutenção. Mais uma vez, Borsalino estudou rapidamente a máquina e percebeu que poderia fazer bom uso dela. Assim, convocou Karlag mais uma vez para que ele levasse o ORS para a Charlie. O ysoki também pegou algumas partes dos inimigos destruídos para tentar construir um novo, mas sem garantias.

    Deixando a sala de descanso, o grupo avançou pelos corredores até o cruzamento que levava, segundo a planta que obtiveram, para uma sala de conferência, um laboratório e uma sala de armazenamento de químicos. Eles olharam rapidamente para dentro da sala de conferência enquanto Borsalino tentava hackear a porta do laboratório, que possuía permissão de categoria 3. O mecânico conseguiu o hack e, novamente, passou cópias das permissões digitais para seus companheiros.

    O laboratório possuía vários equipamentos que nenhum dos exploradores compreendia a função. Hotspoth já parecia irritado, pois queria apressar-se para a origem do sinal de socorro, enquanto seus companheiros exploravam sem a devida urgência que ele esperava.

    Hotspoth deixou o laboratório antes que seus companheiros pudessem terminar a investigação e foi para o depósito de produtos químicos. Borsalino ainda baixava dados dos computadores do laboratório, mas Nick não se arriscou a deixar o solariano sozinho e foi atrás dele, pedindo o apoio de Marvus.

    A sala de produtos químicos tinha a mesma exigência de permissões do que o laboratório. Logo, a porta se abriu assim que Hotspoth se aproximou. Havia um robô desativado semelhanto aquele que havia atacado Karlag. Marvus se aproximou, mas nada aconteceu. Hotspoth então disse "destrói ele logo". A mensagem parece ter alertado o robô, que iniciou seus sistemas e começou a atacá-los. A máquina não agia sozinho. Logo surgiram outros dois para combater os exploradores.

    Borsalino já havia concluído o download dos dados quando ouviu a confusão na sala ao lado e foi ao auxílio de seus companheiros, junto com seu drone Fazedor de Viúvas. O combate na sala dos químicos se deu principalmente no corpo a corpo. Marvus atacava com sua espada, o drone utilizava sua lâmina. Nick e Borsalino atacavam com suas armas, mas os disparou não atingiam os contêineres mais sensíveis. Já Hotspoth preparava sua revelação solar e resguardava-se de atacar.

    O solariano criou um buraco de minhoca perto da área de combate para que seus companheiros pudessem sair da área de risco, mas nenhum deles aderiu ao plano. Em vez disso, eles seguiram com o combate até que todos os robôs fossem completamente destruídos. Com a batalha concluída, Borsalino pediu que o verthani viesse mais uma vez para pegar o corpo de um dos robôs que havia terminado com seu corpo intacto. A ala médica estava quase toda investigada, mas eles ainda não haviam chegado na origem do sinal de socorro.


Mundos do Pacto e Espaço Próximo, 14 de Gozran do ano de 318 DL.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

(SC) Sessão 040

    O grupo adquiriu novos equipamentos na Estação Abaslom e retornou para a Charlie a fim de determinar uma nova rota. Eles estavam curiosos com os dados que haviam recebido de Marigin e começaram analisando os sistemas que haviam sido visitados pelos azlantis.

    A investigação feita por Karlag indicou que haviam poucos sistemas que haviam sido visitados recentemente por Uviem e pelos Azlantis, mas que não estivessem nos arredores da ação do enxame. Nick não queria expor a nave a ameaça da guerra sem saber exatamente o que estavam investigando. Com isso, os exploradores traçaram rota para um sistema distante, localizado perto dos limites do perímetro do Espaço Próximo, no qual havia registro recente da presença azlanti e de Uviem.

    O sistema continha um farol de Deriva e era composto por uma massiva estrela azul e alguns planetas. A viagem até ele levou alguns dias e, assim que chegaram, começaram a receber o sinal de estarem próximo do Farol. Embora a nave deles não tivesse sistemas avançados de investigação do sistema, os dados que receberam de Marigin indicava que ali havia um planeta de baixo nível tecnológico.

    O farol de deriva havia sido envolvido por uma grande estação espacial, a Estação Espacial de Lira. A viagem até ela levou algumas horas. Quando se aproximaram, Charlie comunicou que não fora detectado nenhum sinal de vida orgânica dentro estação. Com isso, o grupo ficou em alerta. As mensagens e autorizações que o grupo solicitava para eram respondidas por um sistema automático, sem voz.


    O hangar de atracagem estava vazio,  e os exploradores conseguiram docar sua nave sem dificuldade ou interrupção. Nick, Borsalino, Karlag, Marvus e Hotspoth desembarcaram e rumaram para a saída do hangar. Notaram, assim que puseram os pés no local, que a estação estava impecavelmente limpa. De longe, puderam ver que haviam alguns robôs de limpeza operacionais. Assim que entraram em uma antessala, sentiram a pressurização acontecer e puderam abrir seus trajes ambientais.

    Karlag encontrou um terminal de acesso e se conectou a ele para tentar obter mais informações da estação. O verthani conseguiu acesso a muitas câmeras de segurança, assim como a algumas portas. Também descobriu que haviam três outras naves atracadas na estação. Enquanto trabalhava, ele recebeu um estranho sinal de socorro. Junto com ele, foi baixada uma planta da Ala Médica, localização do qual vinha o sinal recebido. O acesso a algumas das salas era restrito, tanto para a entrada pela porta principal como para visualizar as imagens das câmeras.


EE Lira - Enfermaria
    Os exploradores se dirigiram para a ala médica para descobrir a origem da mensagem de socorro. Eles viram um corredor longo e ao final uma porta na qual Karlag conseguiu acesso de entrada. Mais corredores distribuiam-se para dar acesso a todos os locais que eles viam na planta. Iniciando a investigação pela área de Atedimento, os exploradores começaram a buscar qualquer coisa que pudesse lhes auxiliar. Karlag, noentanto, resolveu explorar sozinho.

    O verthani seguiu inicialmente para o norte. Ele percorreu o corredor e dobrou à direita, encontrando fechadas tanto a porta do Laboratório 1 quanto do Depósito. Enquanto isso, o grupo partia para a Enfermaria.

    Nick e os outros começavam a analisar as prateleiras da enfermaria, enquanto Karlag seguia sua exploração para o outro lado do corredor inicial. No entanto, antes que eles pudessem verificar se havia alguma coisa de útil na enfermaria vazia, Karlag foi surpreendido na porta do Laboratório 2. Um autômato de combate saiu de dentro dela e o atacou sem qualquer questionamento. Para sua sorte ele não estava longe dos companheiros, que conseguiram chegar ao seu apoio antes que a máquina o matasse. 

    Mesmo com o apoio do resto da tripulação o combate deixou algumas marcas no corpo de Karlag. O autômato parecia focar os ataques diretamente nele, mesmo quando uma ameaça maior estava próxima, tal como Marvus.

    Após destruí-lo, Nick pediu que todos ficassem juntos para o seguimento da exploração.


Mundos do Pacto e Espaço Próximo, de 5 a 14 de Gozran do ano de 318 DL.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

(SC) Sessão 039

A Proposta dos Libertários

    O grupo foi levado até o ducentésimo décimo sétimo andar da Torre de Controle do Vagante e colocado novamente frente a frente com Marigin, a representante do grupo que se auto intitula Os Libertários. Além dela, um grupo de shirrens, incluindo o conselheiro Irr, estavam presentes.

imagem de um olho sobre uma rosa dos ventos

    Hotspoth iniciou explicando quase tudo que o grupo havia descoberto, com enfoque especial para Uviem vendendo informação para os azlantis. Marigin soou orgulhosa ao dizer que agora o grupo conhecia a verdade, manifestada por suas palavras um tanto quanto fanáticas:

─ Vocês viram que estão sendo usados. Veem que são meras ferramentas descartáveis para aqueles que detém o poder na galáxia, presos nos grilhões da ignorância. Mas eu posso libertá-los, posso iluminá-los. E eu não lhes peço nada em troca.

    No entanto, Borsalino não parecia muito convencido dos interesses deles depois de perceber que daquela mesma sala eles monitoravam todos os planetas dos Mundos do Pacto, enquanto Nick e os outros estavam ansiosos por ela anunciar alguma espécie de pagamento em créditos.

    A intriga de Borsalino não fez a humana oferecer créditos, mas sim um passeio turístico por todo o Vagante, incluindo as instalações de controle e monitoramento, para mostrar ao grupo suas reais intenções e o quanto eles desejavam apenas a liberdade para todos os seres vivos do universo. O grupo, que havia chegado pelo manhã para a reunião com Marigin, teve todo um dia de exaustiva caminhada na companhia do Capitão Dru. Ao final, conheceram a cidade utópica (pelo menos como foi apresentada) que o Libertários construíram, suas defesas e intenções.

    O cansaço que o grupo havia recebido não fora apenas físico. Os constantes contatos mentais de Dru os deixaram exaustos mentalmente. Quando retornaram para conversar com Marigin, eles pareciam mais inclinados a aceitarem os Libertários. Mesmo assim, o interesse em serem recompensados com créditos era evidente. Mas a proposta não soava financeira. Marigin lhes perguntou:

─ Vocês tem agora a chance de ser algo maior nesta galáxia. De fazer algo por todos nós. O que me dizem, desejam nos ajudar a desatar este nó oculto que se forma diante de nós?

    Nick foi, então, explícito em dizer que o grupo queria uma compensação em créditos pelo que fariam. Ela respondeu dizendo que não lhes pagaria em créditos, mas com a verdade. Além disso, eles poderiam usufruir dos recursos do Vagante enquanto estivessem ali. Depois da explicação estranha o grupo acabou se dando por vencido e aceitou a proposta.

    Nitidamente satisfeito, Irr lhes disse claramente em suas mentes "Vocês não se arrependerão".  Marigin entregou ao grupo um pequeno disco de dados que eles precisariam abrir na Charlie, devido ao poder computacional que precisaria para descriptografá-lo. Ela disse que aqueles dados os ajudariam a conhecer os faróis mais distantes da galáxia, inclusive aqueles misteriosos sistemas que os Azlantis estão buscando.

    Antes e enquanto deixavam o Vagante, os exploradores ainda ouviriam tanto de Marigin, quanto de Irr e até de Dru, que eles não se arrependeriam de terem aceitado trabalhar com eles. Embora a intenção da frase fosse claramente um estímulo, sua repetição começou a soar preocupante especialmente para Nick.

    As informações no disco de dados se mostrava realmente complexo. Charlie levou um dia inteiro descriptografando-o enquanto a nave fazia sua viagem de 2 dias até a Estação Absalom através da Deriva. Após sua conclusão, notaram que havia um código de embaralhamento de dados que poderia ser anexado em Trita08 para impedir que ele enviasse ou recebesse os dados de localização através da galáxia.

    A parada na Estação Absalom serviria para o grupo se reabastecer e planejar o próximo passo. Eles ainda não sabiam para onde iriam, mas queriam estarem preparados para o que viesse.

Diáspora, o Vagante e Estação Absalom, de 3 a 5 de Gozran do ano de 318 DL.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

(SC) Sessão 038

Borsalino à bordo

Assim que passou pela porta e chegou na sala com dispositivos holográficos, o grupo se deparou com um ysoki de mãos para cima, rendido. O pequeno se apresentou como Borsolino e disse que era um mecânico a serviço daquela nave quando o acidente aconteceu. Ele foi o responsável por isolar os compartimentos e manter ativo o suporte de vida da área em que estava, sendo esse o único motivo por ele estar vivo até agora.

Depois de algumas perguntas, o grupo descobriu que a caixa-preta da nave se encontrava na sala do gerador, ao lado. Karlag foi o primeiro a chegar lá e encontrá-la. Borsolino o acompanhou de perto por alguns e viu o verthani e teve a oportunidade de se gabar dos equipamentos que possuía antes que um fio fosse cortado e uma contra-medida começasse a apagar todos os dados da caixa-preta.

Pensando rapidamente, Borsolino resolveu desligar completamente a fonte de energia da nave, já bastante danificada. Ele atravessou um corredor em curto que dava acesso às baterias centrais e as desconectou, o que também desconectou o gerador e toda a energia de Karin. Junto com a energia, a iluminação e até o oxigênio começaram a ser consumidos.

No entanto, a atitude drástica serviu para interromper o apagamento dos dados da caixa-preta, que pode então ser removida e levada para Charlie para uma análise detalhada.

Antes de partirem, os exploradores ainda encontraram uma materializadora intacta dentro de Karin. A máquina era capaz de copiar equipamentos com facilidade, desde que concedida a matéria-prima. Assim, o grupo resolveu levá-la junto. Hotspoth abriu mais um rombo da fuselagem da nave em destroços e por ele passou a materializadora. Depois, voou até a Charlie e puxou um cabo magnético para conectar à máquina e, através dele, também trouxe alguns de seus companheiros. Por fim, todos retornaram para a Charlie.

Em segurança na própria nave, o grupo tratou de apresentar a tripulação para Borsolino, que se mostrou grato por ter sido salvo. O ysoki explorou um pouco a nave enquanto aqueles que tinham se ferido no confronto contra os sarcesianos fizeram uso da ala médica para acelerar sua recuperação, ao passo em que aguardavam o computador central da Charlie decriptografar os dados da caixa-preta, um serviço que levaria cinco horas.

Os dados da caixa-preta mostraram-se extremamente volumosos. Karlag conseguiu filtrá-los em parcelas compreensíveis e obteve muitas informações novas.

Inicialmente, foi descoberto que Karin conseguia manter até três meses de dados de tráfego espacial em seu disco de armazenamento. Na caixa-preta, no entanto, esse volume estava limitado a alguns dias. Karlag percebeu, analisando as informações e as propriedades da nave, que ela não era compatível com uma nave comercial, como era reconhecida. Seus equipamentos eram muito mais adequados para uma operação de espionagem.

Quanto as informações de tráfego em si, a caixa-preta revelava um trânsito intrigante de naves viajando da vastidão para o Espaço Próximo e vice-versa. No entanto, estes visitantes nunca se afastavam muito da estrela do sistema que visitavam, raramente visitando qualquer entreposto, nem mesmo para abastecimento. A origem da maioria destas naves na vastidão era uma região denominada de Império Azlante.

Muitos dados também marcavam faróis de deriva como ponto de interesse das naves visitantes. Não está claro a razão do interesse, mas um registro deixado pelas naves era recorrente, a mensagem "Inspecionado, marcado e transmitido." Esta mensagem foi captada em muitos destes sistemas visitados, sempre no idioma azlante. O destino da mensagem era incerto.

Mapa da nave


Sobre registros pontuais, Karlag conseguiu filtrar dois dados de interesse para o grupo. Um deles apontava para a nave deles exatamente, desde que deixaram Kerius-Minui, o que, supostamente, comprovava que Tritã08 estava sendo monitorado. O registro da localização dele estava marcado como "PAR-T8 Classe B". O verthani também constatou viagens suspeitas da nave de escolta do senador Uvien, de Castrovel e do conselho dos Mundos do Pacto. Os dados indicavam que a comitiva dele visitou, em diversas ocasiões, os mesmos sistemas visitados pelas naves azlantes, sempre com alguns dias ou semanas de antecedência.

Os exploradores ainda ficaram confusos com todas as informações recebidas. Hotspoth não parecia satisfeito, pois esperava mais da tal "verdade" que Marigin disse que eles encontrariam naquele asteroide. No entanto, o grupo resolveu juntar as informações e conversar de novo com o conselho no Vagante. A viagem de retorno levou 3 dias e eles foram recebidos diretamente na doca central, bem perto da sala de reuniões. Ao entrarem, foram recebidos por Marigin anunciando "─ Eu lhes disse que encontrariam a verdade!".

Diáspora, o Vagante dos Libertários, de 31 de Pharast até 3 de Gozran de 318 DL.