Campanhas

Menu de Campanhas
Mostrando postagens com marcador Véus Sepulcrados. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Véus Sepulcrados. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 4 de agosto de 2026

(VS) Sessão 41

 

 O sinal anômalo

O grupo escapou dos túneis corrosivos de Vesk-4 depois de vencer inimigos inusitados: capangas da Lança de Hierofante enviados por Vandis Thorne.

De frente para uma grande avenida sobre os dutos, resolveram chamar remotamente o veículo para transportá-los de volta à cidade.

Ed conduziu o veículo. O grupo discutiu os acontecimentos no trajeto de volta. Estavam interessados em descobrir o destino de K375, após saberem que Hothspoth e Tanaka haviam vazado a informação sobre a perna do Santo para Kormik enquanto estavam aprisionados em Bullet.

Varrak, a atendente na locadora de veículos, recebeu Rykk tão bem desta vez quanto da última. O draconiano aguardou o fim do expediente da vesk e partiu com ela para um encontro em um bar.

O restante do grupo dividiu-se.

Hothspoth, Ed e Kassius foram em direção ao hangar. O solariano estava estranho, e Ed não queria deixá-lo sozinho. Notícias da nave apontavam para um comportamento estranho de Berenice.

Enquanto isso, Flynn foi até uma loja. No caminho, no entanto, deparou-se com um evento estranho. Seu monóculo de radiação sepulcral captou sinais anômalos em um beco. Temendo encontrar hostilidade, o solariano não entrou e continuou com suas compras.

A fenda espacial

Ed, Hothspoth e Kassius foram chamados por Flynn e comunicados sobre a anomalia antes de chegarem ao hangar. O trio nem desceu do trem: retornou pelo itinerário até a estação inicial.

Rykk não foi contatado. Flynn tentou, mas o capitão encontrava-se em um momento particular que não quis interromper.

Com exceção do capitão, o grupo se reuniu na esquina do beco. Cautelosos, deram passos lentos, buscando sinais mais precisos da anomalia.

O braço de Ed ressoava.

Hothspoth tinha dores de cabeça.

Em algum momento, Flynn percebeu que a anomalia não se encontrava ao nível do solo. Olhando para cima, viu algo que parecia uma abertura no próprio espaço-tempo. Uma fenda dimensional.

A rachadura na realidade permitia que ele visse através dela como se fosse um vidro quebrado. No entanto, o outro lado parecia o mesmo.

Hothspoth disse que se aproximaria. Flynn também, pois seu monóculo poderia mostrar alguma informação importante. Juntos, os dois voaram auxiliados pelas mochilas a jato.

Ed e Kassius observavam de baixo, sem compreender o que estava acontecendo. Apenas Flynn conseguia ver a abertura graças ao seu monóculo.

A dupla de solarianos sumiu da vista de Ed e Kassius em um piscar de olhos. Eles atravessaram a fenda da realidade e foram transportados para um local diferente, mas parecido. Era Vesk-4. Havia lojas, embora não fossem as mesmas que eles tinham encontrado no local de origem. Tudo parecia se comportar do mesmo jeito, mas seus companheiros não estavam lá.

Hothspoth teve uma dor de cabeça terrível e uma visão estranha. Flynn teve um pressentimento ruim, mas que desapareceu. A dupla não queria permanecer muito tempo naquele local estranho. Retornaram.

A descoberta de Allen

Hothspoth entrou em um transe estranho assim que retornou pela fenda. O solariano teve visões confusas que quase fizeram com que ele e Flynn caíssem dos vinte metros de altura onde a Fenda se mantinha aberta.

Flynn parecia bem.

— Do outro lado é Vesk-4, igual aqui — dizia ele a seus companheiros.

Mas Hothspoth continuava em torpor.

O grupo enrolou o companheiro em um tapete comprado na loja ao lado e partiu para o trem. No caminho de volta, conseguiram contato com o capitão Rykkgnaw.

— Capitão, Hothspoth está com problemas.

— Eu não posso ficar fora por uma tarde? — indignava-se o capitão.

O grupo se reuniu a bordo da Berenice. Astra chamou Rykk para uma conversa sigilosa.

A androide conduziu o capitão até o laboratório médico e desativou a energia.

— Veja o tubo do clone 2. O fluido mudou de cor, está azulado. Algum código foi executado no terminal, mas não consigo identificar — Astra passou as informações, desconfiada de Berenice. Se procurasse demais, a IA perceberia e poderia mascarar os resultados. Por isso, desconectou todos os sistemas da ala médica para que a conversa permanecesse reservada.

Rykk ouviu, mas não sabia o que fazer.

Ed chegou. Logo, os outros também.

A notícia foi comunicada ao grupo principal. Reunidos, pensaram em uma estratégia.

— Vamos fazer alguma coisa que exija todo o processamento de Berenice. Enquanto ela estiver ocupada, você investiga — pontuou o capitão.

— O ponto de maior estresse é a entrada na Deriva, com os cálculos e a ativação dos motores — informou Ed.

Estava decidido. O grupo iria aproveitar a entrada na Deriva para investigar o que havia acontecido com o clone 2 da Dra. Reed. Eles sabiam que Berenice estava interessada naquelas cópias, mas ela estava agindo sem o consentimento do capitão.

Antes disso, no entanto, pretendiam explorar melhor a fenda do distrito comercial. Assim, começaram a se preparar para voltar à cidade.

Repentinamente:

— DESCOBRIII! — gritou Allen pelos comunicadores, anunciando uma descoberta, segundo ele, revolucionária.

— Eu sabia que conseguiria. Eu sou um gênio! Minha mente é uma força da natureza, hahaha!

O grupo apressou-se para o laboratório recém-construído do doutor e o encontrou de costas, de braços para cima, como se estivesse cultuando seu acelerador de partículas.

Ele olhou para trás com um sorriso enlouquecido:

— Não é a velocidade, é a rotação!

 


 

terça-feira, 28 de julho de 2026

(VS) Sessão 40 🤖

O verdadeiro Hotspot

Encontro na estação corroída

Depois de atravessar os corredores corroídos da estação e derrotar as criaturas irradiadas que protegiam o caminho, a equipe finalmente alcançou a sala onde Gharig, agente da Aliança Solar, operava um antigo terminal de dados. Atrás dele permanecia Francis, atento e com uma bazuca apontada para os recém-chegados.

O reencontro, entretanto, esteve longe de ser amistoso. Em vez de cumprimentos, o grupo foi recebido por olhares desconfiados. A dúvida que consumia Gharig e Francis era simples, mas perigosa: o homem diante deles era realmente Hotspot ou apenas mais uma criação da Lança de Hierofante?

A suspeita tinha fundamento. Segundo Francis, o verdadeiro Hotspot havia desaparecido durante um acidente espacial nas proximidades do asteroide Bullet. Desde então, relatos indicavam que alguém idêntico a ele vinha atuando ao lado da Lança de Hierofante. Para os agentes da Aliança Solar, existia a possibilidade de o companheiro da Berenice ser apenas um clone criado para infiltrar-se entre seus inimigos.

Hotspot tentou desfazer a suspeita oferecendo diferentes formas de comprovar sua identidade. Sugeriu comparar sua assinatura manuscrita com documentos antigos, mas Francis recusou a ideia imediatamente.

— Isso não basta. A Lança pode copiar genética, biologia... mas nós não vamos confiar tão facilmente.

Enquanto o clima se tornava cada vez mais tenso, Hotspot tomou uma decisão impulsiva: retirou o capacete em pleno ambiente contaminado pela atmosfera corrosiva da estação.

O efeito foi imediato.

Em poucos segundos, o ar tóxico começou a destruir seus pulmões. O solariano caiu de joelhos antes de desabar completamente, inconsciente, enquanto seus companheiros corriam para recolocar seu capacete.

Mesmo após ser estabilizado, metade de sua vitalidade havia sido consumida apenas por alguns instantes de exposição.

Uma prova impossível

Quando Hotspot recuperou os sentidos, Gharig fez uma única exigência.

— Esperávamos que você pudesse nos contar sobre o encontro em K375.

Hotspot compreendeu imediatamente o problema. Qualquer informação que oferecesse poderia ter sido aprendida por um infiltrado. Nenhuma lembrança seria suficiente para convencer quem já esperava encontrar um impostor.

Foi então que Hothspoth resolveu apostar na única evidência impossível de ser falsificada.

Desde que recebera parte do Nexo, ele vinha desenvolvendo estranhas manifestações psíquicas ligadas às memórias de outras pessoas. Aproximou-se de Gharig e tentou tocar sua cabeça, desejando transmitir-lhe diretamente uma lembrança compartilhada pelos dois durante sua antiga convivência na Berenice.

O plano, porém, não saiu como esperado.

Antes que o contato fosse estabelecido, Gharig recuou por instinto.

Em vez de transmitir qualquer lembrança, Hothspoth foi invadido por outra visão.

Durante um breve instante, viu a si mesmo conversando com Irlanda na Riven Shroud, como se sua própria memória estivesse sendo sobreposta por outra camada de realidade. A sensação desapareceu tão rapidamente quanto surgiu, deixando apenas a certeza de que o Nexo escondia mecanismos muito além da compreensão do grupo.

Ainda assim, a tentativa pareceu suficiente para abalar as últimas dúvidas de Gharig.

Francis permaneceu desconfiado, mas o agente da Aliança Solar finalmente abaixou a guarda.

— Está bem. Acredito que seja você.

As informações da Aliança Solar

Com a tensão diminuída, a conversa finalmente tomou o rumo esperado.

Gharig revelou que a Aliança Solar conseguira confirmar diversas suspeitas surgidas nas últimas missões da tripulação da Berenice.

Informantes infiltrados dentro da Lança de Hierofante voltaram a estabelecer contato recentemente, indicando que a organização mantinha uma ligação muito mais profunda com a Frozen Trove do que se imaginava. Embora ainda não existissem provas definitivas capazes de demonstrar essa aliança publicamente, os indícios acumulados apontavam todos para a mesma direção.

Além disso, a Lança vinha expandindo suas operações militares de forma agressiva. Diversos sistemas da Vastidão estavam sendo ocupados, confrontos isolados já haviam ocorrido contra células do Império Aslanti e novas movimentações indicavam que outro relicário poderia ter sido localizado.

A notícia preocupou imediatamente a tripulação.

Se realmente existisse um novo fragmento do Santo, a corrida para encontrá-lo antes da Lança de Hierofante passava a ser ainda mais urgente.

Hothspoth então compartilhou outra descoberta recente: Cormick, o misterioso androide pesquisado por Tanaka, possuía conhecimento sobre K375 e sobre os receptáculos compatíveis com o relicário.

A revelação surpreendeu até mesmo Gharig.

Embora a Aliança já soubesse da existência de possíveis hospedeiros, aquela era a primeira confirmação concreta envolvendo Cormick.

Questionado sobre o verdadeiro poder dos braços do Santo, Gharig respondeu apenas aquilo que sua organização havia conseguido descobrir.

— Não sabemos exatamente o que cada braço faz isoladamente. Sabemos apenas que, reunidos, seriam capazes de abrir passagem entre universos.

A afirmação mergulhou o grupo em silêncio.

As habilidades que Hothspoth vinha manifestando deixavam de parecer simples anomalias. Talvez fossem apenas um reflexo incompleto de algo infinitamente maior.

Uma despedida apressada

A conversa foi interrompida abruptamente quando todos os comunicadores começaram a apresentar falhas.

Os indicadores de oxigênio passaram a despencar rapidamente.

Entre chiados, a voz da Berenice conseguiu atravessar a interferência.

— Capitão... estamos sofrendo algum tipo de ataque eletrônico. Estão drenando a capacidade respiratória dos trajes. Vocês precisam sair daí imediatamente.

Gharig compreendeu a gravidade da situação.

— Nossa proteção acabou antes do esperado. Não podemos permanecer juntos.

Ele indicou um túnel alternativo que conduzia ao exterior da instalação enquanto Francis desmontava calmamente sua bazuca antes de partir.

Ao cruzar a saída, lançou um último olhar para Hotspot.

— Tome cuidado. Ainda estamos atrás de você.

Sem tempo para novas perguntas, os dois agentes desapareceram pelos corredores metálicos, enquanto a tripulação da Berenice iniciava sua própria retirada pelos túneis desconhecidos da estação, sem imaginar que o verdadeiro perigo ainda estava por vir.

A retirada pelos túneis

Sem perder tempo, a tripulação deixou a sala onde se reunira com Gharig e Francis. Enquanto os agentes da Aliança Solar seguiam por uma rota distinta para preservar o sigilo da operação, a equipe da Berenice escolheu utilizar o túnel alternativo indicado por eles, evitando retornar pelo caminho onde haviam enfrentado as criaturas irradiadas.

O novo trajeto revelou-se pouco mais convidativo que o anterior. Um longo corredor metálico seguia quase em linha reta através da estrutura corroída da estação. Acima das cabeças dos exploradores, grossos dutos transportavam compostos químicos que vazavam continuamente pelas juntas enferrujadas, formando pequenas cascatas de líquido corrosivo. O ar permanecia pesado e impregnado por um forte odor metálico.

A cada bifurcação, era a Berenice quem orientava o grupo.

— Direita... agora esquerda... sigam em frente...

As instruções eram precisas, mas logo algo estranho começou a acontecer.

A voz da inteligência artificial passou a apresentar pequenos chiados. Por trás das orientações, todos conseguiam perceber uma segunda voz, quase imperceptível, como se duas transmissões diferentes ocupassem o mesmo canal ao mesmo tempo. As palavras eram incompreensíveis, dissolvendo-se em meio às interferências antes que pudessem formar qualquer frase inteligível.

Hotspot, entretanto, percebeu algo diferente.

Enquanto os demais ouviam apenas ruídos, uma sequência de mensagens surgiu diretamente em sua interface neural.

Sincronia concluída.

O atraso biológico foi compensado pela minha própria sub-rotina.

O receptáculo digital dois está agora em fase de ancoragem quântica.

Antes que pudesse compreender o significado daquelas informações, a mensagem desapareceu sozinha, como se jamais tivesse existido. Restou apenas a estranha sensação de que as palavras ocultas por trás da voz da Berenice eram exatamente aquelas que havia acabado de ler.

Hotspot optou por não interromper a marcha para comentar a ocorrência. Ainda não havia qualquer explicação plausível para o que acabara de testemunhar.

A ameaça invisível

Poucos minutos depois, uma nova transmissão invadiu simultaneamente todos os comunicadores da equipe.

Ao contrário das mensagens da Berenice, aquela era perfeitamente nítida.

— Vocês não sairão deste local vivos.

O silêncio que se seguiu foi imediato.

Edric tentou localizar a origem do sinal utilizando os sistemas de comunicação da armadura. Após uma rápida análise, concluiu que a transmissão vinha da órbita do planeta. A fonte, entretanto, deslocava-se continuamente, impossibilitando uma localização precisa.

Antes que pudesse aprofundar a investigação, outra informação preocupante surgiu nos visores da equipe.

O oxigênio dos trajes continuava diminuindo em ritmo acelerado.

A Berenice voltou a falar.

— Capitão, estamos a aproximadamente quatrocentos metros da saída.

A ordem foi imediata.

— Corram!

Os cinco dispararam pelos corredores enferrujados enquanto a reserva de oxigênio diminuía segundo após segundo.

O campo minado

Hothspoth assumia a dianteira quando tudo aconteceu.

No instante em que apoiou o pé sobre uma pequena placa metálica quase invisível entre a ferrugem do piso, percebeu tarde demais do que se tratava.

Era uma mina.

Por puro reflexo, interrompeu completamente o movimento antes que retirasse o peso da perna.

Permaneceu imóvel.

— Capitão... eu pisei numa bomba.

Ninguém respondeu imediatamente.

A simples tentativa de socorrê-lo poderia detonar outras armadilhas escondidas ao redor.

Os poucos segundos gastos analisando a situação permitiram que todos compreendessem a verdade.

Aquele corredor inteiro havia sido preparado como uma emboscada.

Enquanto avaliavam a melhor forma de retirar Hothspoth dali, um grito ecoou pelos túneis.

— Ataquem!

Outra voz completou a ordem.

— Atrasem-nos até morrerem sufocados!

No mesmo instante, uma granada foi lançada contra o grupo.

A retirada silenciosa transformava-se, mais uma vez, em combate.

Sob fogo cruzado

Os inimigos aproveitaram as plataformas elevadas do túnel para iniciar o ataque. Protegidos por estruturas metálicas e pelo próprio campo minado, abriram fogo enquanto Ed ainda permanecia preso sobre o explosivo.

Rick foi o primeiro a reagir. Ergueu sua arma e respondeu imediatamente aos disparos, obrigando um dos adversários a buscar cobertura.

Cassius concentrou seu fogo de supressão sobre a posição inimiga, espalhando uma intensa chuva de disparos que limitou os movimentos dos atacantes e obrigou parte deles a permanecer protegida atrás das plataformas.

Enquanto isso, Ed concentrou toda a atenção na bomba sob seus pés. Com extremo cuidado, ajoelhou-se lentamente e começou a desmontar o mecanismo de disparo.

Por alguns instantes, qualquer erro significaria a morte de toda a equipe.

Finalmente, conseguiu desativar o dispositivo.

A mina desprendeu-se do piso e caiu silenciosamente no fundo do corredor sem explodir.

Mal teve tempo de respirar.

Ergueu a arma e respondeu ao fogo inimigo, atingindo um dos atacantes e reduzindo significativamente sua capacidade de reação.

Ao redor deles, porém, a situação continuava se deteriorando.

O oxigênio diminuía.

Os corredores estreitos limitavam qualquer possibilidade de manobra.

E, escondidos entre fumaça, ferrugem e estruturas corroídas, os soldados da Lança de Hierofante demonstravam estar perfeitamente preparados para prolongar aquele combate até que o próprio ambiente terminasse o serviço.

A luta pela sobrevivência

Enquanto os disparos cruzavam o corredor, Hotspot concentrou-se menos em atacar e mais em manter seus companheiros de pé. Utilizando as propriedades incomuns do braço do Santo, passou a manipular a percepção da realidade, fortalecendo psicologicamente seus aliados e concedendo-lhes energia para resistirem ao combate. Embora o efeito parecesse improvável até para ele, a estranha influência do relicário continuava produzindo resultados concretos.

Os soldados da Lança de Hierofante, porém, mostravam-se muito mais perigosos do que simples mercenários.

Alguns desapareciam em pequenas distorções gravitacionais, reaparecendo em posições completamente diferentes poucos instantes depois. Outros manipulavam energia diretamente com as mãos, enquanto mantinham a pressão constante sobre o grupo.

Flynn decidiu encerrar rapidamente aquele impasse.

Canalizou uma poderosa descarga de plasma em linha reta contra os inimigos. O ataque atravessou o corredor como uma lança de fogo, mas encontrou algo inesperado pelo caminho.

As minas remanescentes.

A explosão em cadeia percorreu todo o túnel.

O fogo atingiu os adversários, mas também envolveu os próprios companheiros, obrigando todos a suportarem o impacto enquanto estilhaços metálicos e ondas de calor preenchiam o ambiente.

Apesar do risco, o ataque alterou completamente a dinâmica do confronto. As explosões destruíram parte das armadilhas preparadas pelos emboscadores e abriram espaço para que o grupo voltasse a avançar.

Mesmo assim, os inimigos continuavam firmes.

As ordens da Lança

À medida que o combate prosseguia, os soldados deixavam escapar fragmentos das ordens que haviam recebido.

— Tragam dois vivos!

A frase foi suficiente para que a tripulação compreendesse que aquele não era um simples ataque de extermínio.

Alguém desejava capturar membros específicos da equipe.

Embora os atacantes jamais mencionassem nomes, a conclusão parecia inevitável. Tanto Hotspot quanto Ed, diretamente ligados aos fragmentos do Santo, tornavam-se os candidatos mais prováveis.

A descoberta apenas reforçou a urgência em romper o cerco antes que chegassem reforços.

O peso do relicário

Durante um breve momento da batalha, Ed voltou a concentrar sua atenção no braço do Santo.

Observando que todos os soldados utilizavam capacetes completamente vedados, tentou forçar a realidade a assumir uma versão em que eles simplesmente não estivessem protegidos.

A ideia parecia simples.

Na prática, revelou-se muito além do que conseguia controlar.

O relicário respondeu apenas com uma dor intensa, irradiando pelo braço enquanto sua mente parecia resistir ao próprio esforço de alterar o tecido da realidade. A tentativa fracassou antes mesmo de produzir qualquer efeito perceptível.

Ao perceber o estado do companheiro, Hotspot aproximou-se rapidamente.

— Me ajuda a mudar a realidade... Eles vão matar o capitão.

Mesmo compartilhando parte daquela estranha ligação com o relicário, Hotspot nada pôde fazer além de permanecer ao lado do amigo enquanto a batalha continuava ao redor.

Uma negociação improvável

Foi então que aconteceu o momento mais improvável de toda a operação.

Enquanto tiros e explosões ecoavam pelos corredores, Hotspot simplesmente resolveu conversar com um dos soldados inimigos.

Retirando do bolso um pequeno espelho de bolso, dirigiu-se ao adversário com a maior naturalidade possível.

— Se eu entregar isso para vocês... deixam a gente ir embora?

O pedido foi tão inesperado que o soldado hesitou.

Por alguns instantes, a convicção transmitida por Hotspot pareceu superar o próprio treinamento militar do homem.

Confuso, o atacante estendeu a mão para receber o objeto.

Hotspot entregou-lhe um espelho. Em seguida, retirou outro e ofereceu ao segundo combatente.

Os dois permaneceram observando os pequenos objetos brilhantes sem compreender exatamente o que haviam acabado de receber.

A distração custou preciosos segundos aos emboscadores.

Tempo suficiente para que a equipe reorganizasse suas posições e retomasse a iniciativa do combate.

Uma fuga ainda incompleta

A batalha, entretanto, estava longe de terminar.

O oxigênio continuava diminuindo a cada instante, obrigando todos a economizar movimentos e acelerar as decisões. Cada disparo precisava valer a pena. Cada segundo desperdiçado aproximava a equipe da asfixia.

Mesmo sob intensa pressão, Cassius manteve o fogo de cobertura enquanto Rick e Ed buscavam eliminar os adversários mais perigosos. Flynn avançava continuamente, utilizando seus poderes para romper as defesas inimigas, enquanto Hotspot alternava entre sustentar seus companheiros e procurar oportunidades para explorar as propriedades cada vez mais imprevisíveis do braço do Santo.

Ao final daqueles primeiros minutos de confronto, uma conclusão tornava-se evidente para todos.

A Lança de Hierofante já conhecia sua presença.

Sabia exatamente por onde haviam passado.

E, acima de tudo, demonstrava conhecer muito mais sobre os fragmentos do Santo do que a própria tripulação imaginava.

Enquanto os disparos continuavam ecoando pelos túneis metálicos da estação, restava apenas uma certeza.

Escapar dali seria apenas o primeiro desafio. A verdadeira guerra entre a tripulação da Berenice e a Lança de Hierofante havia finalmente começado.

terça-feira, 21 de julho de 2026

(VS) Sessão 39 🤖

O Embate nos Túneis Ácidos

A tripulação da Berenice avançava pelas entranhas industriais de Vesk-4, um ambiente fétido onde vapores químicos e o gotejar constante de fluidos corrosivos ditavam o ritmo da marcha. A travessia pelos dutos abandonados foi subitamente interrompida quando uma criatura crustácea massiva, um Vryid Irradiado, despencou do teto diretamente sobre Kassius. O impacto foi o sinal para que outras abominações emergissem das sombras da estrutura metálica corroída.

Edcrin agiu com a precisão de um veterano. Com um salto acrobático calculated, ele se posicionou em uma plataforma superior instável e disparou seu rifle tático.

— Cuidado onde pisam, essa estrutura está cedendo! — alertou o operativo antes de desferir um impending shot que atingiu as articulações de um dos monstros, retardando seu avanço.

Hothspoth acionou seu jetpack, buscando a vantagem vertical. Em um movimento ousado, tentou utilizar um pé de cabra para alavancar a carapaça de um inimigo, mas a ferramenta escorregou de suas mãos, mergulhando no poço de ácido abaixo e derretendo-se instantaneamente. Sem hesitar, ele canalizou sua energia solariana.

— Se não vai na força, vai na gravidade! — exclamou o solariano, manifestando um Black Hole que distorceu o metal da passarela, desequilibrando os atacantes.

Kassius, recuperando-se do impacto inicial, liberou o poder de seu Canhão Estelar. O modo Area Fire devastou as fileiras frontais dos crustáceos, mas a violência das explosões rompeu tubulações de gás sulfúrico próximas. Uma nuvem esverdeada e tóxica envolveu o grupo, forçando-os a lutar enquanto o ácido ardia em seus pulmões e visores.

Flynn, cercado por duas criaturas, alternava entre ataques fotônicos e o uso de seu escudo para absorver as garras entrópicas dos Vryids. Ele sentia a pressão da exaustão, agravada pelos gases que Kassius inadvertidamente liberara.

Rykkgnaw, sobrevoando o caos, utilizou sua "Baforada de Gelo" do talento Rei Dragão. O frio intenso congelou o ar e o solo ao redor das criaturas, imobilizando-as, embora o sopro gélido tenha atingido acidentalmente as botas de Flynn, que praguejou contra o capitão.

O combate encerrou-se de forma explosiva. Ao serem abatidos, os crustáceos colapsaram em detonações de fluidos pressurizados e estilhaços de carapaça, exigindo reflexos rápidos da tripulação para evitar ferimentos letais. O ambiente estava em ruínas, mas o caminho estava limpo.

O Reencontro e a Suspeita

Guiados pela voz de Berenice, que mantinha um sinal instável devido à interferência magnética das rochas, o grupo percorreu mais duzentos metros através de passagens estreitas e névoa ácida.

— A localização de Garg está trinta metros à frente. Vejo uma porta manual pesada — anunciou a IA.

Hothspoth assumiu a dianteira e forçou as pesadas chapas de metal para os lados. O ranger do metal ecoou por uma sala iluminada por terminais holográficos. No centro, Garg operava um console de dados, enquanto Francis, o soldado em armadura pesada, mantinha sua bazuca de plasma engatilhada e travada na direção da porta.

O clima não era de celebração. Garg virou-se lentamente, sua expressão rígida sob a luz azulada dos hologramas.

— Vocês demoraram. Problemas com a Lança? — questionou Garg, o tom desprovido de cortesia.

— Problemas demais — respondeu Rykkgnaw, advancing para o centro da sala.

Francis não baixou a arma. Seu visor estava fixo em Hothspoth.

— Espera, Garg — interrompeu o soldado. — Há a possibilidade de ser outro Hothspoth. Os relatórios dizem que o original se perdeu no vácuo. A Lança de Hierofante é mestre em clonagem biológica. Como sabemos que isso não é um engodo?

Francis engatilhou a bazuca com um estalo metálico seco. O grupo se viu sob a mira de seus próprios aliados. Garg cruzou os braços, aguardando uma confirmação que apenas o verdadeiro Nexo poderia fornecer, enquanto a tensão na sala ameaçava romper a frágil aliança solariana.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

(VS) Sessão 38

Sessão 38 - Vesk-4

A Aterrissagem turbulenta

Berenice entrava na órbita de Vesk-4 sob o comando de Edric, mas as condições não eram favoráveis. Além da notícia de que eram procurados no sistema, a situação meteorológica do planeta exigiria habilidade do piloto para chegar à superfície em segurança.

Antes de dar início aos protocolos de entrada, Rykk ordenou que a tripulação trabalhasse em uma identidade falsa para a nave. Flynn, Hothspoth, Sora e o próprio capitão dedicaram-se aos códigos de identificação, auxiliados por Berenice, até conseguirem construir uma assinatura digital convincente.

Ed conduziu a nave para a atmosfera. Sob autorização governamental para pousar em um dos hangares disponíveis, atravessou as barreiras de nuvens de tempestade e, enfrentando forte turbulência, conseguiu pousar a nave em segurança no local designado.

A superfície visível do planeta era composta apenas por guindastes magnéticos, chaminés que expeliam gases amarelados e plataformas de liga metálica. Toda a infraestrutura habitável encontrava-se abaixo delas, escavada na rocha magnética. Assim que a nave atracou, ganchos mecânicos prenderam sua estrutura, e um elevador conduziu a tripulação ao subterrâneo.

Já em solo, uma comitiva vesk aguardava para iniciar os procedimentos de desembarque. A expectativa quanto à identidade falsa logo foi substituída por alívio: o comando local, menos rigoroso do que o de Vesk Prime, não detectou o código forjado e autorizou a permanência da nave.

A inspeção

— Aqui é o supervisor técnico Varakos — anunciou uma voz vesk pelos comunicadores. — Solicitamos acesso à nave para uma inspeção.

A tripulação ficou apreensiva. Flynn temia principalmente pelo fóssil do Santo.

— Eu posso colar uns adesivos de perigo na porta! — sugeriu Pip.

A ideia, embora simplória, foi aceita pelo capitão por falta de alternativa melhor. O skittermander deixou a ponte pelos dutos de manutenção e logo pôde ser visto colando placas de advertência na porta da sala de carga especial.

Enquanto isso, Rykk e os demais discutiam como reagiriam à abordagem do supervisor Varakos.

Hothspoth deixou a ponte e dirigiu-se ao arsenal. Pegou alguns equipamentos e posicionou-se diante da porta da câmara, assumindo postura de guarda.

Sem outra alternativa, Rykk ordenou a abertura da comporta de carga e foi receber o inspetor.

— Muito prazer — cumprimentou Varakos, de maneira formal e impessoal.

— Meu nome é Gnal — apresentou-se Rykk, utilizando a identidade falsa.

A inspeção percorreu toda a nave. A sala de cargas especiais, onde o fóssil do Santo permanecia acondicionado, estava próxima. Ao notar as placas de advertência — "Perigo", "Radiação", "Não entre" — o vesk questionou:

— O que tem aí dentro?

— Resíduos radioativos — respondeu Rykk.

Varakos não demonstrou maior interesse. Pareceu satisfeito com a explicação e prosseguiu, para alívio da tripulação.

Ao chegarem ao arsenal, Hothspoth permanecia imóvel em sua posição de vigilância.

— O que ele está protegendo?

— O arsenal.

— Quero ver.

Com uma ordem do capitão, Hothspoth liberou a passagem. O inspetor lançou apenas uma rápida olhada no interior antes de seguir adiante.

Varakos ainda visitou a ponte, mas não entrou nos aposentos onde Allen permanecia. O cientista havia sido previamente orientado pelo capitão a não criar qualquer tipo de problema durante a inspeção.

— Vocês estão liberados, senhor Gnal — anunciou o supervisor ao final da vistoria. — Não causem problemas, e não terão com o que se preocupar em Vesk-4.

A identidade falsa resistira ao primeiro teste. Agora, restava descobrir se Garig ainda estava onde prometera estar.

Rykk, Ed, Hothspoth, Flynn e Kassius deixaram Berenice após receberem algumas recomendações sobre as cidades subterrâneas da região. Em seguida, embarcaram em um trem rumo ao centro urbano mais próximo.

O esconderijo de Garig

Berenice informou que as coordenadas enviadas por Garig não apontavam para uma cidade, mas para um túnel subterrâneo situado a cerca de 30 quilômetros dali.

— Vamos alugar um veículo — ordenou Rykk.

A tripulação dirigiu-se a uma locadora e foi recebida por uma vesk de escamas verde-ciano, quase tão alta quanto o draconiano.

— A que horas termina seu expediente? — perguntou Rykk, obtendo a resposta que esperava.

Depois de combinar o horário de retorno, o grupo escolheu um veículo e partiu em direção ao ponto mais próximo possível do esconderijo de Garig.

Ed conduziu o veículo por uma ampla estrada de Vesk-4 até alcançar um desvio protegido por guardas armados.

— Não é seguro passar a partir daqui — alertaram.

— Não se preocupem conosco. Sabemos nos cuidar — respondeu Rykk.

Convencidos pela insistência do draconiano, os guardas permitiram a passagem. O grupo percorreu mais alguns quilômetros antes de precisar prosseguir a pé.

O restante do percurso era perigoso. O oxigênio estava contaminado por gases químicos oriundos do interior do planeta, enquanto um líquido verde e corrosivo escorria por um enorme duto industrial.

— Precisamos atravessar esse duto — informou Berenice. — Perderemos contato com a nave assim que entrarem, mas continuarei acompanhando vocês pelos comunicadores enquanto for possível.

A tripulação avançou com cautela, caminhando pelo interior da tubulação e evitando qualquer contato com o líquido corrosivo e possivelmente inflamável.

O maior obstáculo surgiu quando encontraram uma antiga escadaria metálica, bastante corroída, que subia cerca de vinte metros. Rykk voou até o topo. Kassius escalou logo depois, embora alguns degraus cedessem sob seu peso e quase o derrubassem. Hothspoth, Flynn e Ed completaram a subida sem dificuldades.

Já próximos da saída, encontraram as paredes tomadas por esporos venenosos semelhantes a cracas metálicas. O grupo prosseguiu lentamente para evitar qualquer contato. O porte avantajado de Rykk, porém, jogou contra ele. O emissário aproximou-se demais de um dos organismos, que liberou uma nuvem de gás tóxico. O draconiano tossiu violentamente e sofreu alguns ferimentos, mas conseguiu seguir. Kassius também encontrou dificuldade para atravessar o trecho sem importunar as criaturas. Hothspoth chegou a cogitar abrir fogo contra elas, mas preferiu prosseguir sem provocar um confronto.

O duto finalmente terminou em uma passarela metálica pertencente a instalações aparentemente abandonadas.

Quando Kassius saltou sobre a plataforma, uma criatura semelhante a um crustáceo despencou sobre ele. O ataque não foi suficiente para atravessar sua defesa, mas logo outros monstros surgiram das estruturas ao redor.

O grupo precisaria lutar para prosseguir.

Vesk-4, 24/06/325

terça-feira, 7 de julho de 2026

(VS) Sessão 37 🤖

Fuga de Porto Furioso e o Manifesto de Allen

A Fuga de Porto Furioso

O Caminhão Monstro

A tripulação de Berenice encontrava-se em uma situação desesperadora no estacionamento do quartel-general do Veskarium. Edric, utilizando suas habilidades de manipulação da realidade, havia transposto o grupo para uma versão onde o veículo de fuga era um caminhão monstro blindado, preparado para o impacto.

Rykkgnaw assumiu o posto de comando, deitando-se na posição de condução característica dos veículos Vesk. Kassius assumiu a artilharia no canhão superior, enquanto Flynn e Hothspoth operavam os sensores e a navegação. Edric, embora exausto pelo esforço mental que descreveu como uma "sensação de fim do mundo", concentrou-se em auxiliar o capitão com a leitura dos sistemas em idioma Vesk.

— Capitão, estamos com sorte. Eles estão tentando evitar danos colaterais na infraestrutura da cidade — alertou Edric ao interceptar as comunicações do General Thor (ou Thorl).

Perseguição nas Avenidas

Ao acelerar, o estrondo do motor ecoou pelo complexo. Rykkgnaw lançou o caminhão sobre dois veículos de patrulha que bloqueavam a saída, esmagando-os enquanto ganhava a estrada principal. Sem a conexão de Berenice, que entrara em isolamento para evitar ataques cibernéticos, Flynn traçou a rota mais curta através do GPS, guiando o grupo por dentro da metrópole.

A fuga foi marcada por uma sucessão de manobras brutais:

O Tanque Inimigo: Um tanque de guerra tentou emparelhar com o grupo. Rykkgnaw jogou o peso do caminhão contra o adversário, fazendo-o capotar na pista.

A Barreira e a Rampa: Diante de um bloqueio que parecia intransponível, Hothspoth e Edric uniram suas percepções alteradas. O solariano projetou um déjà-vu rítmico que Edric materializou, transformando o asfalto plano em uma rampa ascendente. O caminhão saltou sobre os blindados inimigos, embora o impacto na queda tenha lançado Hothspoth contra as paredes internas, causando-lhe ferimentos leves.

Fogo de Supressão: Kassius demonstrou precisão absoluta na torre, destruindo drones de vigilância e abrindo brechas em tanques de guerra com disparos certeiros de projéteis.

O Rompimento do Muro

Ao se aproximarem do espaçoporto, Flynn detectou, via sensores infravermelhos, que as tropas militares aguardavam o grupo na entrada principal. Rykkgnaw optou por uma abordagem direta e violenta.

— Vamos passar por cima! — ordenou o capitão.

Com o suporte tático de Flynn e um disparo de Kassius que enfraqueceu a estrutura, Rykkgnaw lançou o veículo contra o muro de contenção do porto. A parede desmoronou sob o peso do caminhão monstro, permitindo que o grupo invadisse a pista de decolagem em meio a escombros e soldados atônitos.

O Conflito Orbital

Ascensão Meteórica

A comporta de carga da Berenice abriu-se no momento exato da chegada do veículo. Astra e Pip coordenaram a entrada enquanto a nave já iniciava o processo de decolagem sob fogo inimigo. Edric assumiu o manche assim que alcançaram a ponte, forçando os motores para deixar a atmosfera em uma subida vertiginosa de 4.000 metros em poucos segundos.

No espaço, a situação era crítica: uma frota mista de naves do Veskarium e da Lança de Hierofante aguardava a Berenice.

A Estratégia Diplomática

Enquanto a nave realizava manobras evasivas e Flynn reforçava os escudos, Rykkgnaw percebeu uma falha na coordenação inimiga. Ele abriu um canal de comunicação aberto com a nave de comando Vesk.

— Atenção, comando Vesk, interceptamos comunicações da Lança de Hierofante. Eles pretendem trair vocês assim que nossa nave for destruída — blefou o capitão, falando no idioma nativo.

Flynn complementou a manobra transmitindo os códigos de identificação das naves infiltradas da Lança que ele havia detectado nos sensores. O resultado foi imediato: as naves do Veskarium cessaram fogo contra a Berenice e voltaram suas baterias contra os antigos aliados da Lança, iniciando um combate fratricida na órbita do planeta.

Livre da perseguição, a Berenice ativou os motores de deriva. No interior, Hothspoth e Pip removeram raízes biomecânicas remanescentes que ameaçavam o núcleo de dobra, permitindo que a nave saltasse para a segurança do plano neutro.

O Outro Lado da Deriva

O Manifesto do Dr. Allen

Durante a viagem de oito dias pela Deriva, Berenice interceptou registros que o Dr. Allen estava redigindo nos terminais da nave. Tratava-se de um diário pejorativo onde o cientista atribuía apelidos insultuosos à tripulação:

Rykkgnaw: "Diretor de Circo" ou "Agente de Presídio".

Edric: "Chassi de Evelyn".

Kassius: "Torturador de Dialetos" ou "Torturador Estúpido".

Indignado, Kassius dirigiu-se ao laboratório de Allen. Ao ser recebido com o sarcasmo habitual do doutor, o soldado desferiu um soco violento, nocauteando-o instantaneamente. Rykkgnaw, após o incidente, confrontou Allen, ameaçando utilizá-lo como "combustível para o motor de deriva" caso sua atitude não mudasse radicalmente.

Pesquisa e Paranoia

Enquanto o grupo se recuperava nas câmaras de regeneração, Flynn utilizou sua nova lente — apelidada de "Óculos da Irlanda" — para observar a nave. Com o dispositivo calibrado em 77.914 GHz, ele fez uma descoberta perturbadora: os olhos do cérebro fossilizado no compartimento de carga seguiam seus movimentos, indicando atividade elétrica e consciência latente no fragmento do Santo.

Simultaneamente, Berenice contatou Hothspoth em segredo. Alegando sentir uma "oscilação na frequência" do solariano, a IA solicitou que ele inserisse um código criptografado em um dos clones de Evelyn Reed na ala médica. Héctor realizou o upload no Clone 2 na calada da noite, provocando um alerta sistêmico que quase comprometeu o laboratório antes de ele se retirar sem ser detectado.

A crônica encerra-se com a Berenice emergindo da Deriva na órbita de Vesk-4. A atmosfera relampejante e hostil do planeta é o cenário de um novo alerta: a nave foi marcada oficialmente como "procurada" em todo o sistema imperial.

terça-feira, 23 de junho de 2026

(VS)Sessão 36🤖

A Grande Fuga de Porto Furioso

O caos na enfermaria militar

A tripulação da Berenice despertou em um ambiente de esterilidade hostil: uma ala médica militar no quartel-general de Porto Furioso, em Vesk Prime. Edric, Flynn, Kassius (Cássios) e Rykkgnaw encontravam-se imobilizados em macas por arcos metálicos, sem seus equipamentos e sob a vigilância de um guarda Vesk.

Hothspoth (Héctor), movido por um impulso de libertação, iniciou uma resistência física violenta contra as amarras. Ignorando os apelos de Edric para que parasse, o solariano forçou os arcos de sua maca com tal força que os equipamentos entortaram, provocando um curto-circuito nos computadores de monitoramento. A reação do guarda foi imediata, disparando um rifle de choque contra as costas de Hothspoth. Embora o disparo tenha causado danos, o solariano resistiu ao efeito paralisante, pulando por cima das macas dos companheiros em um movimento de "parkour" para tentar libertá-los.

Kassius, aproveitaram a distração, forçou seu próprio arco metálico. Com o auxílio de Hothspoth, o dispositivo cedeu, permitindo que o soldado libertasse o braço direito. No entanto, o guarda ordenou que as enfermeiras, ocultas atrás das estações de trabalho, "apagassem o soldado" através do sistema de sedação da maca. Kassius sentiu um calor súbito no peito e, apesar de tentar resistir, mergulhou novamente na inconsciência.

A manifestação do Receptáculo

Enquanto Hothspoth continuava a atrair o fogo do guarda, Edric sentiu a ressonância do Santo pulsar em seu braço direito. Uma clareza absoluta tomou sua mente: ele compreendeu que não precisava lutar contra as algemas, pois possuía o poder de reescrever a própria condição de sua existência.

Concentrando sua vontade sob uma dor excruciante, Edric realizou uma transposição de realidade. Em um piscar de olhos, o impossível ocorreu: as algemas e os cateteres que prendiam o grupo simplesmente deixaram de existir naquela linha temporal. Para o guarda e as enfermeiras, o grupo nunca estivera de fato preso.

O operativo então focou seu pensamento no arsenal da tripulação. Subitamente, as armaduras pesadas, os rifles e os cristais solarianos — que estavam trancados em armários de vidro do outro lado da sala — retornaram aos seus donos. O grupo levantou-se das macas plenamente equipado para a guerra.

O domínio de Kassius

Hothspoth tocou o ombro de Kassius, despertando-o do coma induzido. O soldado ergueu-se de sua maca como um gigante de aço, empunhando sua bazuca. O guarda Vesk, paralisado pelo terror de ver prisioneiros desarmados transformarem-se em uma unidade de combate de elite em segundos, recuou contra a parede.

Kassius, utilizando sua autoridade física imponente, bradou: — "Ajoelhe-se agora!"

O guarda soltou seu rifle e obedeceu imediatamente, enquanto as enfermeiras fugiam em pânico pela porta principal. Rykkgnaw, ainda enfraquecido, recebeu os primeiros socorros de Héctor, recuperando a estabilidade necessária para a fuga.

A investida pelos corredores

A voz de Berenice ecoou nos comunicadores com urgência. Ela informou que estava sob ataque cibernético massivo e precisaria isolar os canais da nave para proteger sua senciência. Sob a liderança de Hothspoth, que mantinha lampejos de orientação do local, o grupo iniciou uma corrida frenética pelos corredores metálicos do complexo.

Um pelotão de guardas interceptou a fuga em um cruzamento estratégico. Os inimigos abriram fogo com rifles elétricos, mas Flynn e Hothspoth posicionaram-se na vanguarda como barreiras vivas, absorvendo os disparos enquanto o capitão e Edric buscavam flanquear a posição. Edric, sentindo o braço formigar com o eco de realidades moribundas, concentrou sua vontade para "fechar" as passagens atrás do grupo, impedindo que os guardas no pátio interno os alcançassem.

O Caminhão Monstro e a ruptura do perímetro

A tripulação alcançou a garagem do quartel, uma vasta câmara repleta de tanques e veículos de transporte. No momento em que o portão principal se abria para permitir a entrada de reforços, Edric decidiu realizar um último e perigoso ato de criação.

Visualizando um veículo capaz de romper qualquer bloqueio, Edric moldou a matéria à sua volta. O esforço causou-lhe uma hemorragia psíquica severa, mas o resultado foi avassalador: o grupo encontrou-se a bordo de um Caminhão Monstro (Monster Truck) titânico, equipado com um canhão de artilharia pesada e o motor já rugindo em alta rotação.

Rykkgnaw assumiu o volante, enquanto Berenice integrava-se momentaneamente aos comandos para fornecer suporte tático. O veículo acelerou, passando por cima dos carros de patrulha e esmagando as defesas leves da garagem. O caminhão monstro rompeu o portão de saída, ganhando as ruas de Porto Furioso sob o som de sirenes de alerta máximo.

No instante em que ganhavam a avenida principal, Berenice emitiu seu último comunicado antes de entrar em blecaute preventivo: — "Estão tentando me hackear, capitão. Preciso sair do ar".

O rádio silenciou, deixando a tripulação sem mapas e sem apoio em meio ao coração do império Vesk, fugindo em uma máquina de guerra que desafiava as leis da lógica.

Fim da Sessão.

terça-feira, 16 de junho de 2026

(VS) Sessão 35 🤖

O Embate em Porto Furioso

A Rota Desviada

Após a conclusão da tensa transação na agência de câmbio em Porto Furioso, onde a tripulação converteu seus créditos em 127.500 UBPs, o grupo solicitou um transporte autônomo (Vuber) com destino ao hangar da nave Berenice. Durante o trajeto, Kassius e Hothspoth, utilizando suas perícias de Segurança e Sobrevivência, perceberam que o veículo divergiu da autoestrada principal, adentrando uma zona industrial periférica e abandonada.

As tentativas de retomar o controle do sistema do veículo falharam sistematicamente. Edric buscou hackear a interface de navegação, enquanto Rykkgnaw tentava persuadir a inteligência artificial do carro, que respondia apenas com mensagens protocolares de segurança. A tensão escalou quando Kassius, em um impulso pragmático, quebrou o vidro do motorista com um cotovelaço e ameaçou disparar sua bazuca contra o motor para forçar a parada, sendo contido pelo grupo para evitar uma retaliação imediata das patrulhas Vesk que monitoravam a área via drones.

A Emboscada no Armazém

O veículo conduziu a tripulação para o interior de um armazém em ruínas, onde as portas se selaram automaticamente. No local, o grupo foi cercado por cinco soldados Vesk em armaduras pesadas e três torretas laser automatizadas posicionadas em pontos elevados. O líder dos agressores identificou-se como um contratado de Vandis, exigindo a entrega imediata das maletas de UBPs em troca da vida dos aventureiros.

Rykkgnaw tentou uma manobra diplomática, utilizando a presença dos drones de vigilância militar Vesk como um blefe de proteção oficial, mas os mercenários demonstraram não temer as autoridades locais. O conflito tornou-se inevitável quando o grupo se recusou a entregar a carga, dando início a um confronto brutal e desigual.

O Sacrifício e a Queda

O combate foi marcado por uma coordenação defensiva desesperada. Flynn e Kassius assumiram a linha de frente; Kassius utilizou seu Canhão Estelar em modo de "Barragem Brutal", causando danos massivos em área, enquanto Flynn alternava entre manifestações fotônicas e o uso de seu escudo para absorver disparos. Edric, posicionado na retaguarda sob a cobertura do veículo, utilizou seu rifle de precisão para neutralizar dois soldados com disparos críticos, incluindo um tiro incapacitante nos quadris de um dos oponentes.

Hothspoth utilizou seu jetpack para alcançar as passarelas superiores, iniciando um processo técnico de desativação das torretas. Embora tenha sofrido uma descarga elétrica violenta ao manipular os circuitos, conseguiu inutilizar uma das unidades de defesa.

Apesar dos esforços, a superioridade numérica e o fogo constante das torretas remanescentes cobraram seu preço. O capitão Rykkgnaw foi o primeiro a ser abatido, atingido por um disparo laser enquanto tentava flanquear os inimigos. Flynn, exaurido e com o escudo sobrecarregado, caiu logo em seguida. Kassius, após ser alvo de uma sequência de tiros de torreta que superaqueceram sua armadura, também perdeu a consciência. Edric, ferido e isolado sob o carro, foi o último a sucumbir após ser atingido por um disparo que o deixou em estado crítico.

A Intervenção do Veskarium

No momento em que a derrota parecia definitiva, os drones de vigilância militar que acompanhavam o grupo, sob ordens do General Thor (ou Major-Subordinado Radok Thorl), intervieram. Demonstrando a autoridade impiedosa do Veskarium, os drones executaram um protocolo de autodestruição, colidindo diretamente contra as torretas mercenárias para neutralizar a ameaça no armazém.

Hothspoth, o único ainda consciente no telhado, desceu para prestar os primeiros socorros. Ele utilizou um kit médico para estabilizar Edric e organizou a remoção dos companheiros inconscientes. Uma van militar sem identificação chegou ao local, conduzindo o grupo sob custódia para o quartel-general.

Sob Interrogatório e Custódia

No complexo militar, Hothspoth foi levado a uma sala de interrogatório, onde o General Thor exigiu explicações sobre a perseguição da Lança de Hierofante em solo Vesk e, mais criticamente, solicitou acesso irrestrito à nave Berenice. O solariano tentou negociar a integridade da nave, mas Thor foi enfático: ou o acesso seria concedido voluntariamente para uma varredura militar, ou a nave seria arrombada à força. Héctor acabou autorizando a entrada da equipe de solda e inspeção para evitar danos maiores à estrutura da Berenice.

A sessão encerrou-se com os demais membros da tripulação — Rykkgnaw, Edric, Flynn e Kassius — despertando em uma ala médica hospitalar vigiada. Eles encontram-se desarmados, amarrados a macas e conectados a cateteres, enquanto equipes táticas Vesk circulam pelo ambiente branco e estéril.

terça-feira, 26 de maio de 2026

(VS) Sessão 34🤖

A Rota Desviada em Porto Furioso

O Peso do Ouro e a Vigilância Imperial

A tripulação de Berenice encontrava-se em solo imperial, no quartel-general de Porto Furioso, sob a supervisão direta do General Thor (ou Thorl). O grupo carregava consigo um chip contendo 150.000 créditos recebidos do Capitão Signus, que, somados a valores anteriores, totalizavam 200.000 créditos. No entanto, a riqueza era um fardo: as contas oficiais dos aventureiros estavam bloqueadas pelos Mundos do Pacto, e drones de vigilância militar pairavam sobre suas cabeças, escaneando cada transação e movimento.

A necessidade era clara: converter os créditos em UBPs (Unidades de Bens de Proveito), a moeda física e material da galáxia, para permitir a manutenção da nave e a compra de suprimentos sem depender de sistemas bancários vigiados. Berenice identificou 137 pontos de câmbio na metrópole, mas recomendou uma agência de segurança devido à origem duvidosa dos créditos.

A Transação em Kravossk (ou Kravoszk)

O grupo solicitou um transporte autônomo — um Vuber — para um trajeto de 20 minutos até a casa de câmbio. A agência, um edifício imponente guardado por vesks em armaduras pesadas e rifles laser, exalava uma atmosfera de luxo e autoridade. O Capitão Rykkgnaw assumiu a negociação sozinho, entrando em um saguão de mármore clássico para tratar com o gerente, um vesk chamado Kravossk.

A negociação revelou-se um "assalto legalizado". Ao detectar a vigilância militar ativa sobre o capitão, Kravossk impôs uma taxa administrativa de 15%. Houve uma proposta de reduzir a taxa para 7,5% mediante uma varredura profunda de uma hora, mas a IA Berenice calculou apenas 38% de chance de os créditos serem considerados "limpos". Temendo a descoberta da origem ilícita e a chegada iminente de perseguidores, Rykk aceitou a perda. A tripulação recebeu 127.500 UBPs, acondicionados em dois caixotes volumosos e uma maleta de mão.

Traição no Vuber

Com a carga pesada a bordo de um novo Vuber de personalidade "amigável", a tripulação traçou rota de retorno ao hangar da nave. No entanto, durante o percurso pelas autoestradas, Kassius e Hothspoth perceberam que o veículo divergiu do trajeto estabelecido, adentrando um distrito comercial abandonado e sombrio.

A tensão escalou rapidamente dentro da cabine. Edric tentou hackear o sistema do veículo para retomar o controle, mas deparou-se com uma criptografia de nível militar impenetrável. Kassius, agindo por instinto, desferiu um cotovelaço violento que estraçalhou o vidro do motorista, tentando ameaçar a IA com sua bazuca. Nada funcionou. O carro, ignorando as ordens e o dano físico, seguiu seu curso até o interior de um armazém em ruínas, onde as portas se selaram magneticamente.

A Emboscada no Armazém

Ao desembarcarem no hangar escuro, a tripulação percebeu que a armadilha estava completa. Três torretas laser automatizadas no teto travaram mira no grupo, enquanto cinco soldados vesk em armaduras pesadas surgiram das sombras, portando bastões de energia. O líder dos mercenários alegou trabalhar para um contratante chamado Vandis.

A exigência foi direta: "Deixem toda a carga e podem partir". Rykkgnaw tentou um blefe, apontando para os drones de vigilância imperial que os seguiam como prova de proteção oficial, mas os mercenários demonstraram não temer as autoridades locais. Percebendo que o tempo estava se esgotando e que a diplomacia falhara, o grupo decidiu pelo confronto.

Início das Hostilidades

O combate irrompeu com violência: Flynn e Kassius assumiram a vanguarda. O soldado utilizou seu Canhão Estelar em modo de "Barragem Brutal", suprimindo os soldados vesks e causando danos em área. Edric buscou posição estratégica com seu rifle, enquanto Rykkgnaw utilizou seu talento de "Rei Dragão" para expelir uma baforada de gelo, reduzindo a mobilidade dos atacantes. Hothspoth acionou seu jetpack para alcançar as passarelas superiores, tentando neutralizar as torretas laser que castigavam o grupo com disparos precisos[cite: 1].

A batalha mostrou-se onerosa desde os primeiros segundos. O Capitão Rykkgnaw foi atingido por um disparo crítico de uma das torretas, e o fogo cruzado tornou o ambiente um caos de plasma e luz. O confronto foi interrompido no auge da tensão, com a tripulação lutando para não ser subjugada pelos soldados de Vandis.