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terça-feira, 7 de julho de 2026

(VS) Sessão 37 🤖

Fuga de Porto Furioso e o Manifesto de Allen

A Fuga de Porto Furioso

O Caminhão Monstro

A tripulação de Berenice encontrava-se em uma situação desesperadora no estacionamento do quartel-general do Veskarium. Edric, utilizando suas habilidades de manipulação da realidade, havia transposto o grupo para uma versão onde o veículo de fuga era um caminhão monstro blindado, preparado para o impacto.

Rykkgnaw assumiu o posto de comando, deitando-se na posição de condução característica dos veículos Vesk. Kassius assumiu a artilharia no canhão superior, enquanto Flynn e Hothspoth operavam os sensores e a navegação. Edric, embora exausto pelo esforço mental que descreveu como uma "sensação de fim do mundo", concentrou-se em auxiliar o capitão com a leitura dos sistemas em idioma Vesk.

— Capitão, estamos com sorte. Eles estão tentando evitar danos colaterais na infraestrutura da cidade — alertou Edric ao interceptar as comunicações do General Thor (ou Thorl).

Perseguição nas Avenidas

Ao acelerar, o estrondo do motor ecoou pelo complexo. Rykkgnaw lançou o caminhão sobre dois veículos de patrulha que bloqueavam a saída, esmagando-os enquanto ganhava a estrada principal. Sem a conexão de Berenice, que entrara em isolamento para evitar ataques cibernéticos, Flynn traçou a rota mais curta através do GPS, guiando o grupo por dentro da metrópole.

A fuga foi marcada por uma sucessão de manobras brutais:

O Tanque Inimigo: Um tanque de guerra tentou emparelhar com o grupo. Rykkgnaw jogou o peso do caminhão contra o adversário, fazendo-o capotar na pista.

A Barreira e a Rampa: Diante de um bloqueio que parecia intransponível, Hothspoth e Edric uniram suas percepções alteradas. O solariano projetou um déjà-vu rítmico que Edric materializou, transformando o asfalto plano em uma rampa ascendente. O caminhão saltou sobre os blindados inimigos, embora o impacto na queda tenha lançado Hothspoth contra as paredes internas, causando-lhe ferimentos leves.

Fogo de Supressão: Kassius demonstrou precisão absoluta na torre, destruindo drones de vigilância e abrindo brechas em tanques de guerra com disparos certeiros de projéteis.

O Rompimento do Muro

Ao se aproximarem do espaçoporto, Flynn detectou, via sensores infravermelhos, que as tropas militares aguardavam o grupo na entrada principal. Rykkgnaw optou por uma abordagem direta e violenta.

— Vamos passar por cima! — ordenou o capitão.

Com o suporte tático de Flynn e um disparo de Kassius que enfraqueceu a estrutura, Rykkgnaw lançou o veículo contra o muro de contenção do porto. A parede desmoronou sob o peso do caminhão monstro, permitindo que o grupo invadisse a pista de decolagem em meio a escombros e soldados atônitos.

O Conflito Orbital

Ascensão Meteórica

A comporta de carga da Berenice abriu-se no momento exato da chegada do veículo. Astra e Pip coordenaram a entrada enquanto a nave já iniciava o processo de decolagem sob fogo inimigo. Edric assumiu o manche assim que alcançaram a ponte, forçando os motores para deixar a atmosfera em uma subida vertiginosa de 4.000 metros em poucos segundos.

No espaço, a situação era crítica: uma frota mista de naves do Veskarium e da Lança de Hierofante aguardava a Berenice.

A Estratégia Diplomática

Enquanto a nave realizava manobras evasivas e Flynn reforçava os escudos, Rykkgnaw percebeu uma falha na coordenação inimiga. Ele abriu um canal de comunicação aberto com a nave de comando Vesk.

— Atenção, comando Vesk, interceptamos comunicações da Lança de Hierofante. Eles pretendem trair vocês assim que nossa nave for destruída — blefou o capitão, falando no idioma nativo.

Flynn complementou a manobra transmitindo os códigos de identificação das naves infiltradas da Lança que ele havia detectado nos sensores. O resultado foi imediato: as naves do Veskarium cessaram fogo contra a Berenice e voltaram suas baterias contra os antigos aliados da Lança, iniciando um combate fratricida na órbita do planeta.

Livre da perseguição, a Berenice ativou os motores de deriva. No interior, Hothspoth e Pip removeram raízes biomecânicas remanescentes que ameaçavam o núcleo de dobra, permitindo que a nave saltasse para a segurança do plano neutro.

O Outro Lado da Deriva

O Manifesto do Dr. Allen

Durante a viagem de oito dias pela Deriva, Berenice interceptou registros que o Dr. Allen estava redigindo nos terminais da nave. Tratava-se de um diário pejorativo onde o cientista atribuía apelidos insultuosos à tripulação:

Rykkgnaw: "Diretor de Circo" ou "Agente de Presídio".

Edric: "Chassi de Evelyn".

Kassius: "Torturador de Dialetos" ou "Torturador Estúpido".

Indignado, Kassius dirigiu-se ao laboratório de Allen. Ao ser recebido com o sarcasmo habitual do doutor, o soldado desferiu um soco violento, nocauteando-o instantaneamente. Rykkgnaw, após o incidente, confrontou Allen, ameaçando utilizá-lo como "combustível para o motor de deriva" caso sua atitude não mudasse radicalmente.

Pesquisa e Paranoia

Enquanto o grupo se recuperava nas câmaras de regeneração, Flynn utilizou sua nova lente — apelidada de "Óculos da Irlanda" — para observar a nave. Com o dispositivo calibrado em 77.914 GHz, ele fez uma descoberta perturbadora: os olhos do cérebro fossilizado no compartimento de carga seguiam seus movimentos, indicando atividade elétrica e consciência latente no fragmento do Santo.

Simultaneamente, Berenice contatou Hothspoth em segredo. Alegando sentir uma "oscilação na frequência" do solariano, a IA solicitou que ele inserisse um código criptografado em um dos clones de Evelyn Reed na ala médica. Héctor realizou o upload no Clone 2 na calada da noite, provocando um alerta sistêmico que quase comprometeu o laboratório antes de ele se retirar sem ser detectado.

A crônica encerra-se com a Berenice emergindo da Deriva na órbita de Vesk-4. A atmosfera relampejante e hostil do planeta é o cenário de um novo alerta: a nave foi marcada oficialmente como "procurada" em todo o sistema imperial.

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