• Landalfo tentara uma abordagem sorrateira no quartel de campo de Varg, mas fora avistado por meios mágicos, já que estava invisível. Isso deu início a um confronto que alertou o restante do grupo para entrar.
• Os inimigos eram vários, mas Torin sozinho segurava quatro deles, enquanto o restante do grupo entrava pelos corredores atrás de Varg. Landalfo foi o primeiro a encontrá-lo ao atravessar as paredes. Ele viu Azerb sentado em uma cadeira e sendo torturado pelo braço direito do General Karr. Ao ver que seu covil estava sendo atacado, Varg tomou Azerb como refém, mas não o manteve assim por muito tempo: matou-o cravando sua faca na garganta dele.
• A morte de Azerb irritou os aventureiros. Landalfo criou suas cópias e as fez lançar seus feitiços extremamente poderosos sobre o inimigo. Ele conseguiu resistir por um tempo, mas a chegada de Kaiser foi o seu fim. Uma flecha certeira do arqueiro perfurou seu coração e ele morreu. Enquanto isso, Cóquem encantava alguns dos inimigos de Torin, fazendo-os dormir. O anão ficara apenas com um adversário para enfrentar, e não tardou para derrotá-lo.
• A morte de Varg trouxe um perigo a mais. Algum dos objetos mágicos que o soldado carregava ativou uma espécie de auto-destruição. Antes que a magia destruísse a casa onde estavam, Lanâncoras transportou o corpo do inimigo para o mais longe que pode, alto no céu.
• Com o perigo derrotado, Pedodes ressucitou Azerb com um milagre de Cruine e os outros passaram a explorar a residência mantida pelo braço direito de Karr. Encontraram um grupo de escravos aprisionados no porão. Eram quatro, três mulheres e um jovem rapaz, e todos falvam em Maranês. Cóquem utilizou seus poderes para conseguir se comunicar e descobriu que uma mulher e o rapaz eram irmãos escravos há algum tempo, outra era uma viajante e a última uma comerciante. Os dois que já eram escravos disseram que pertenciam a um nobre local que, deduziu Cóquem com base em seu conhecimento local, não era aliado do rei. As outras duas haviam sido capturadas por Varg.
• Pedodes encontrou um túmulo com o brasão da família real de Marana. O túmulo foi aberto e identificaram um corpo já decomposto e uma armadura ornamentada, ritualistica. Nada de anormal.
• Ao fim, retornaram para Sensera com os recém libertos. A chegada no acampamento e a visão dos ferais amedrontou um pouco os ex escravos, mas o grupo garantiu a segurança deles e disse que logo eles estariam livres para fazerem o que desejavam. A sentimento de fúria contra o general Marananense estava maior do que nunca na mente dos aventureiros, que agora aguardavam o encontro com Elvig no dia seguinte.
• Com as informações obtidas do mestre ladino na taverna, o grupo começou a planejar uma forma de fazer um reconhecimento efetivo da prisão de magos. Landalfo e Kaiser se propuseram a voarem até o lugar, partindo pela noite.
• A missão de reconhecimento de Landalfo e Kaiser foi mais difícil do que o planejado. O clima estava tempestuoso e a noite fechada não permitia que eles enxergassem nada de longe. Com cautela, a dupla resolveu se aproximar o máximo que pode. Eles notaram uma porta na encosta de um morro que Landalfo constatou estar dentro do leito seco de um rio. Em algum momento, conjecturou ele, o rio deveria inundar a área e fechar a porta.
• A dupla de reconhecimento apresentou as informações que obtiveram para o restante do grupo assim que retornaram para Sensera. Pensaram em Lanâncoras cavar um túnel direto para dentro da prisão, mas algumas informações faltantes tornavam isso muito arriscado: primeiro, eles não sabiam o tamanho do túnel de acesso até a prisão; depois, não sabiam se haveria alguma outra barreira mágica ou de alarme no caminho.
Solana
• A mesma noite também foi o momento marcado para que Pedodes se encontrasse com Elvig no templo de Cruine. O sacerdote teve uma surpresa promovida por sua espiã, pois ela trouxera uma compahia inusitada para a reunião: Solana. A mulher de confiança do rei, a responsável por manter o registro de todos os prisioneiros, orava sobre uma lápide alheia sobre quem encontraria até o vingador chegar. Elvig apresentou os dois e a situação ficou um pouco tensa. No entanto, mediadas pela sacerdotisa espiã, Pedodes conseguiu explicar toda a sua versão da história, alegando que Karr havia prendido Allanor com acusações falsas e que ele mantinha relações excusas com cultistas. A lábia do vingador conseguiu plantar uma dúvida em Solana, que pediu um tempo para investigar melhor as acusações sobre o elementalista. Caso Pedodes estivesse dizendo a verdade, ela tomaria alguma atitude. Caso contrário, o levaria a julgamento, assim como Elvig.
• O dia seguinte foi de preparação, mas Kaiser ficou buscando por Azerb. O espião que usava o disfarce de traficante de armas teria se encontrado com Varg, o braço direito de Karr, na noite anterior e não fora mais visto, mas o arqueiro não teve sucesso em encontrá-lo durante o dia. Foi apenas a noite que concluíram que ele de fato havia sumido.
• O quartel principal de Varg estava localizado no centro de Sensera. Landalfo resolveu entrar sorrateiramente e procurar pelo companheiro perdido. Invisível, intangível e voando, o mago penetrou nas paredes e visitou cada sala do ambiente praticamente sem ser importunado, embora tenha passado por alguns momentos de perigo. Ouvindo algumas conversas e analisando alguns documentos soltos, ele descobriu que Azerb estava sendo mantido em uma prisão a algumas horas de Sensera. Varg, que não estava no quartel, deveria estar naquele local.
• De repente salvar Azerb tornou-se a prioridade do grupo. Allanor estava ao alcance, mas ainda precisavam das informações de Solana. Runido, o grupo partiu em direção à prisão que ele supostamente estava preso. Era uma casa muito reforçada, e Landalfo tentou invadir da mesma forma que invadiu o quartel em Sensera. No enanto, não teve mesma sorte desta vez. Assim que atravessou a primeira parede o mago foi percebido por um arqueiro do lado de dentro, mesmo estando invisível. As proteções mágicas do lugar eram mais reforçadas, e o grupo precisaria lidar com isso juntamente com o contingente de inimigos que fora alertado aos berros pelo arqueiro.
Dantsem, dias 06 e 07 do mês do Talento do ano de 1501.
• Na manhã seguinte após terem pernoitado na estalagem Vorme Voraz, Tolman foi sozinho ao encontro do Rei Térpion. O feiticeiro viu primeiro o tradutor e, com um encantamento, conseguiu que o favor do servo de Térpion. Com isso, ele chegou na audiência com o monarca ganancioso cercado de elogios.
• Mesmo com suas artimanhas, a conversa com o rei não correu exatamente como o planejado. Tolman conseguiu entregar o artefato ao monarca e não pagar um novo "presente", mas também não conseguiu covencer Térpion a lhe dar mais algumas informações em troca do que ele sabia sobre a entidade que ameaça os planos. Assim, retornou para o grupo.
• De volta ao Lobo do Mar, Lex Drake conversou com seus seguidores piratas. Ele deu atenção particular para dois que oravam junto ao altar que ele erguera para Tiamat no convés do navio. O draconato ofereceu um benefício para cada um, uma forma de presente da deusa, e cada um fez um pedido. Um deles quis provocar o cavaleiro que os havia condenado a morte, e assim Drake enviou uma mensagem diretamente para ele. O outro quis saber se Tiamat lhe daria poder eventualmente, e assim Drake lhe respondeu que sim depois de uma consulta duvidosa com suas magias clericais.
• No retorno para o Terra, agora com Gris, o grupo recuperou a Lança-Chamas do Grande Artesão e partiu em jornada para devolvê-la para Malindra. Alguns dias de caminhada depois chegaram até o velho casebre de Grualta. Drake selou transportes mágicos ao redor da casa e então foi a frente para tentar encontrar a velha, mas não viu nada senão uma bola de cristal que acabou mostrando o rosto da bruxa. Ele queria falar com ela pessoalmente e acabou cedendo á magia que o objeto liberava. Acabou em um semiplano e com Grualta na frente dele, mas então atacou implacavelmente exigindo seus poderes de volta. Surpresa, a bruxa se defendeu e contra-atacou por alguns instantes na esperança de enfraquecer o clérigo. Quando o momento certo chegou, velha revelou seus grandes poderes ordenando a morte de Lex Drake com uma única palavra, a Palavra da Morte, e assim ocorreu.
• O grupo, que apenas acompanhava os movimentos involuntários do corpo do draconato caído ao lado da bola de cristal, não entendia e não parecia procupado com o que estava acontecendo com o companheiro. Quando seus movimentos finalmente cessaram e a vida se esvaiu do corpo dele, Mart foi rápido em trazê-lo de volta a vida.
Baldur's Gate e Plano Elemental da Terra, dias 28 a 30 de Alturiak do ano de 1490.
• O warforged desconhecido ameaçava o grupo a uma certa distância. Os aventureiros puseram-se em alerta esperando para ver o que ele faria, com exceção de Dick. O bárbaro avançou enfurecido sem questionar o combate e atacou a criatura estranha imediatamente. A batalha se iniciara.
• Duque e Tolman feriam bastante o inimigo, que tinha visíveis dificuldades em ferir o grupo. Tao foi o mais atingido pelos golpes pesados, mas eles eram poucos diante da infinidade de ataques que sofria dos aventureiros.
• O combate durou não mais do que 1 minuto. Korlion, embora quisesse tirar a vida de Mart, não conseguiu alcançá-lo e foi destruído antes disso. Seu corpo mostrou-se uma bomba ao ser destruído, que explodiu no meio da cidade varrendo algumas residência do mapa. O grupo teve forças para resistir ao impacto e fugiu dali teletransportando-se de novo para o plano elemental da terra onde reencontrou-se com O Grande Artesão.
• A conversa com Azerb estava se encerrando. Questionado sobre alguém do submundo que poderia passar informações, o espião disse que Midjin, um ladrão pequenino, governava este meio na cidade de Sensera, e poderia ser encontrado a noite na taverna Roubavento jogando dados, seu passatempo preferido. Por hora, então, o grupo retornou para a taverna onde ouviram de Kaiser os assuntos que ele havia tratado com Joane Auciel, embora nada de muito revelador tenha sido dito.
• Pedodes, Landalfo e Lia foram até a catedral de Cruine na noite seguinte para um novo encontro com Elvig. O trio ouviu que Solana era uma pessoa de confiança do rei, responsável por manter seguros e em funcionamento todos os calabouços do reino, inclusive os especiais, como no que o tio de Lanâncoras estava cativo. No entanto, esta humana era pouco vista fora do castelo e seria difícil acessá-la, embora Elvig já tenha conversado com ela algumas vezes.
• Várias mesas eram utilizadas para o jogo de dados na taverna Roubavento, mas o grupo não via nenhum pequenino que correspondesse com a descrição de Azerb. Assim, tentaram se misturar. Cóquem jogou algumas partidas com um homem, ganhou e arranjou uma confusão proposital. Nessa oportunidade ele jogou uma algibeira com moedas ao chão, deixando moedas de ouro se espalharem e soarem por toda a estalagem. Ele as juntou sobre o silêncio de todos.
Midgin, rei do submundo
• A dourada e reluzente confusão chamou a atenção de Midjin. O pequenino estava no terraço e cercado de guardas. Ele pediu que Cóquem subisse para jogar apostando todas as moedas com ele. O grupo inteiro foi autorizado a subir e foram direto ao assunto. O esperto pequenino então soube quem eram eles, mas não tinha a intenção de entregá-los e começou a negociar. Ele afirmou que precisava de um caminho aberto para dentro de Âmiem e que, se o grupo garantisse isso, teria informações sobre a prisão para compartilhar.
• Depois de uma rápida discussão interna, os aventureiros deram o nome de Liu Evasivo para o pequenino. O elfo, que era especialista em levar e trazer bens de dentro do reino élfico, seria o contato perfeito para Midjin. Aceitando o acordo, o grupo recebeu uma planta da prisão dos magos, bem como informações muito preciosas: sua localização exata, os horários de troca de turnos e que haviam nove guardiões em cada turno. Por fim, ele explicou sucintamente o que esperar em cada sala da prisão com base na planta que entregou.
• Satisfeitos com o acordo que haviam fechado, os aventureiros foram até a fazenda onde os ferais estavam sendo mantidos. No acampamento improvisado eles começaram a planejar o que fariam a seguir. As duas opções mais claras estavam em discussão: ir diretamente até a prisão, entrar e resgatar Allanor; ou encontrar Solana e obter dela ainda mais informações para facilitar o resgate do tio de Lanâncoras.
Dantsem, dias 04 a 06 do mês do Talento do ano de 1501.
• O grupo foi ao encontro de Azerb na Estalagem Roubavento. O local aparentemente era a sede de uma guilda de meretrizes que seduziram facilmente Lanâncoras. Sua fortuna inesgotável tornava o interesse das profissionais da mesma forma e foi difícil fazê-lo voltar sua atenção para o objetivo da missão quando Azerb finalmente apareceu.
• Azerb parecia bem. Ele encontrou-se a noite com Landalfo, Lanâncoras, Torin e Cóquem, já que Kaiser ainda não havia retornado e Pedodes fora com Lia à catedral de Cruine. Trataram primeiramente sobre Allanor, revelando que ele realmente ainda vivia, mas estava aprisionado por ter, supostamente, descoberto e revelado, ou planejara revelar, informações secretas sobre Marana para os reinos do norte.
• Embora a história da prisão de Allanor parecesse inverossívmil para Lanâncoras, Azerb disse que as informações eram realmente imprecisas. Segundo ele, Karr havia tentado trocá-lo com Verrogar como prisioneiro de guerra há alguns meses, mas não obteve sucesso. Depois disso foi preciso elaborar rapidamente uma versão dos fatos que permitisse mantê-lo aprisionado, e foram esses os boatos que surgiram.
• Azerb prometeu coletar informações mais detalhadas sobre Allanor, tanto sobre seu paradeiro quanto sobre os motivos alegados para mantê-lo preso. O grupo pediu que o espião conseguisse e lhes fornecesse uma cópia do registro que os magos recebem em Marana. A intenção era criar um documento falso para os místicos e facilitar o tráfego deles dentro da cidade. Aproveitando também o disfarce como contrabandista de armas de seu aliado, o grupo pediu-lhe objetos mágicos. Com tudo arranjado, Azerb disse que poderia reecontrá-los em três dias para apresentar tudo o que pudesse.
Evig, sacerdotisa de Cruine
• Pedodes e Lia foram à catedral de Cruine para conversarem com Elvig, a sacerdotisa enviada pela Ordem da Noite Eterna. Lia guiou a dupla até o templo e se apresentou ao sacerdote local como a mestra, deixando Pedodes oculto até o encontro com a própria Elvig. Uma vez frente a frente com ela, o vingador perguntou sobre as informações que ela coletara quanto ao comprometimento da corte maranense frente a seita. O que ouviu foi que não haviam indícios de comprometimento do rei, embora pairassem suspeitas sobre alguns membros da corte e até mesmo de Karr, o general que é o braço direito de Augusto Zeneri.
• Os aventureiros se reagruparam na Estalagem da Mantícora Ruiva e aguardaram alguns dias até o reencontro com Azerb e Elvig. Eles precisaram se manter discretos. No ínterim, Landalfo reencantou a armadura Lili e acabou abençoado com um gracejo de Palier, já que a magia inesperadamente também concedeu uma aura para a espada do construto, tornando-a capaz de afetar criaturas que normalmente só seriam afetadas por magias. Lanâncoras também trabalhou em uma de suas magias e confeccionou um receptáculo de elementos para fortalecer seus poderes. Kaiser retornou pouco antes do reencontro com o espião e se juntou ao grupo na conversa.
• O levantamento de Azerb deu frutos. Ele informou que Allanor havia descoberto um culto titânico nos colégios elementais nos reinos do sul, e que este culto estava se espalhando rapidamente. A intenção era, supostamente, revelar esta informação na sede dos elementalistas, mas o mago foi interceptado no caminho por alguma razão desconhecida. Foi então levado para uma prisão especial, construída com o objetivo de conter místicos. Azerb não soube informar onde ela ficava.
• Por fim, o mago trouxe o pergaminho com o registro de um mago maranense e entregou-o a Cóquem. Também trouxera duas armas mágicas conforme pedido. Os preços foram bons, e o grupo ficou com uma espada, nomeada Corta-Fluxos, e com um arco mágico.
Dantsem, dias 01 a 04 do mês do Talento do ano de 1501.
• O grupo dirigiu-se para a casa de Vush, onde Tolman iria confrontá-lá e descobrir qual eram suas intenções quanto à entidade que o contatou.
• Mais uma vez, o contato com a Etérea foi apenas entre o feiticeiro e ela. A conversa foi tensa, com ambos mostrando-se na defensiva e não querendo deixar qualquer informação errada ser pronunciada. No entanto, o desenrolar da conversa mostrou a Tolman que ela tinha o objetivo final de deter a entidade. Mesmo assim, o feiticeiro não confiou muito.
• A proposta de Vush foi bem simples, embora não tenha conquistado a confiança de Tolman: Ela queria saber onde a entidade havia lhe ordenado para plantar a raiz apodrecida. Este local exato poderia ser utilizado por Vush para implantar uma poderosa mistura que frustraria os planos da entidade e seus seguidores. Tolman, no entanto, não sentiu-se seguro para compartilhar esta informação com ela. O acordo entre eles, então, foi de que o feiticeiro iria informar a localização uma vez que a mistura estivesse preparada e pronta para ser utilizada.
Korlion, o Warforged
• Tolman explicou aos outros o teor da conversa assim que deixaram a casa de Vush. Eles partiram de Lodaçal rumo a Baldur's Gate, onde buscariam trocar com Polius o tomo que haviam encontrado na biblioteca pela espada vingadora que Mart havia oferecido como garantia de que voltariam.
• A conversa com o mago não foi demorada. Ele mostrou-se surpreso e agradecido com a recuperação do tomo e devolveu a espada vingadora, para a alegria de Mart. Depois, Tolman pediu que ele providenciasse um encontro com os Harpistas. Uma certa tensão surgiu na conversa neste momento, já que o feiticeiro pôs em dúvida a capacidade do mago ao fazer este pedido, mas ele enfim conseguiu a promessa de que Pólius arranjaria o encontro.
• O grupo saiu da casa de Pólius pensando em viajar para o plano elemental da terra e pegar de volta o artefato de Tolman. No entanto, algo inusitado aconteceu: um portal interdimensional se abriu no meio da rua enquanto o grupo caminhava. Um construto enorme saiu dele bradando o nome de Mart e ameaçando o grupo. Não houve tempo para pensar, a luta era inevitável.
Shadowfell e Baldur's Gate, dias 27 e 28 de Alturiak do ano de 1490.
• Torin, Cóquem, Pedodes e Landalfo ouviram um grito de susto de Lanâncoras vindo de dentro do celeiro. O mago havia sido atacado pela feral e por pouco não teve um membro decepado. Crendo que o monstro pudesse estar mal treinado, o anão veio ao resgate.
• Torin se aproximou com cautela, mas logo percebeu que o problema estava em Lanâncoras, pois assim que deu a ordem para a criatura ele foi imediatamente obedecido. O elementalista precisaria conquistar a confiança de sua nova montaria.
Nomes dos ferais
○ Prata, de Torin, a alfa.
○ Bandida, de Lanâncoras.
○ Ceifador, de Pedodes.
○ Dildo, de Cóquem.
○ Dobby, de Landalfo.
Observação: Haviam seis meses que o grupo deixara os monstros em treinamento, embora o combinado era mantê-los ali por apenas dois.
• Landalfo e Cóquem entraram disfarçados na cidade e foram até a mansão dos Auciel para falar com Joane, a benfeitora que os auxiliou da última vez que em que estiveram ali. Ela explicou o que estava acontecendo na cidade, sobre o clima opressor que crescia a cada dia e o controle que o rei Augustu Zeneri estava imprimindo, deixando claro o quanto isso a desagradava. Depois, antes que a dupla partisse, ela devolveu a armadura de Lili que Landalfo havia deixado em sua última passagem.
• Landalfo e Cóquem ainda permaneceram por algum tempo dentro dos muros da cidade de Portiara. Eles queriam investigar um pouco mais, e assim, motivados por Cóquem, conversaram com alguns estranhos e fizeram-lhes perguntas. Uma patrulha de guardas os abordou enquanto interrogavam um nobre e um elfo que haviam se deparado em um esquina da cidade. Subitamente eles passaram a ser os interrogados. Quando Landalfo percebeu que um dos guardas eram um místico e poderia usar magias de detecção a qualquer momento, não exitou, tocou em Cóquem e usou um transporte dimensional para longe dali. Assim acabou a investigação dos dois pelas ruas de Portiara.
• Pedodes e Lanâncoras foram até a vinícula de Ursulona, uma pequenina que cultivava o melhor vinho da região, a peça rara que presentearam Escarlon quando o viram da primeira vez. A pequena disse que seu filho havia deixado a cidade, havia ido para Sensera para ganhar a vida como um bardo. Segundo ela, a capital estava muito mais patrulhada e segura. Claramente, a visão de Ursulona era muito diferente da de Joane Auciel sobre a recente militarização do reino.
• O grupo partiu assim que se reuniram ao fim do dia. Eles prosseguiram com suas viagens a noite para evitarem cruzar com outras pessoas. Queriam fazer a jornada mais discreta possível. Durante este tempo, Lanâncoras tentou estreitar seus laços com Bandida, e aos poucos parecia estar conseguindo. Mesmo assim, seu progresso estava claramente muito aquém de seus companheiros
• O grupo parou em um pequeno bosque nas proximidades de Sensera e despachou Lia para dentro da cidade. A humana era desconhecida naquele reino e passaria despercebida por qualquer vigilância, tendo sua fé em Cruine como um escudo contra os guardas, já que ainda não era ligada a Pedodes pela patrulha maranense.
• A que restava do dia e a noite inteira se passou e Lia não retornou. O grupo começou a ficar preocupado e Pedodes cogitava entrar para procurá-la. Eles não desejavam fazer uso de magias para não alertarem a guarda, que estava particularmente neurótica contra a presença de místicos. No entanto, para o alívio de todos, a sacerdotisa retornou na manhã seguinte. Ela disse que havia ficado trancada na cidade, pois os portões se fecham ao cair da noite.
• Lia conversou com o sacerdote Édid sobre a presença de Elvig, a representante da Ordem da Noite Eterna na corte de Marana, e conseguiu agendar um econtro entre ela e Pedodes à primeira lua no templo da cidade. Também trouxe a notícia de que Azerb estava agindo como um traficante de armas e que pode ser encontrado com alguma facilidade, embora o contato devesse ser com cautela.
• O próximo passo do grupo seria encontrar uma forma de atravessar os muros de Sensera sem serem notados. A capital era vigiada de todas as formas. Barreiras de anulação místicas circulavam grande parte dos muros, os guardas patrulhavam intensamente as ruas e os portões exigiam a revista de todos que entravam ou saíam. Eles precisariam ser discretos e não carregarem nenhum objeto mágico ou que chamasse muito a atenção.
• Começaram indo até uma fazenda nos arredores da cidade e conversando com os locais. Cóquem garantiu que a relação fosse amistosa com um desfecho favorável aos interesses do grupo. Assim, eles pegaram emprestado o celeiro e esconderam os ferais lá dentro, em cavernas construídas por Lanâncoras para este fim.
• Com o acampamento estabelecido, o grupo partiu para dentro da cidade sem suas armaduras ou objetos mágicos. Torin e Cóquem aguardaram do lado de fora para proteger os bens e as criaturas, enquanto o restante se arriscou em passar pela revista nos portões. Seus rostos, embora marcantes, não foram reconhecidos sem os trajes característicos ou a magia tão evidente que eles sempre carregam consigo, e assim entraram em Sensera. Foram imediatamente para uma estalagem simples, a Mantícora Ruiva, onde convocaram Torin e Cóquem para dentro da cidade através de um portal direto entre o quarto alugado e o acampamento da fazenda.
• Enquanto tudo isso acontecia, Kaiser já rumava de volta ao encontro do grupo. O arqueiro ouvia boatos em sua jornada, alguns lhe chamavam a atenção. O principal deles era de que a cidade de Itéria havia sido tomada por rebeldes não ligados à Dente Negro. Aparentemente uma terceira facção se erguia em Eredra, mas o grupo estava longe demais para saber dos detalhes.
Dantsem, dias 27 do mês do Ouro ao dia 01 do mês do Talento do ano de 1501.
• O grupo abandonou seus planos de partir imediatamente com a trágica notícia que receberam, a morte da milenar Rainha Enora.
• Foram ao encontro dos reis a fim de saber os desdobramentos que esse fato desencadearia, e eles já se reuniam com todos os generais na sala de guerra. Viram que Azuma redigia uma carta negociando 30 dias de trégua com Verrogar, embora com a oposição de Éperus, que não a desejava. Uma gafe do bastardo menosprezando a morte da rainha, no entanto, pareceu ter inclinado a discussão em direção à proposta de trégua.
• Cóquem ainda teve a oportunidade de interromper a discussão para relembrar ao rei Azuma que os interesses dos napóis ainda não haviam sido contemplados no acordo que ele fizera com Dantsem, apesar dos limites anteriores do reino já terem sido restaurados. O bardo também destacou que a guerra maior ocorria contra a seita, não apenas contra Verrogar, mas tanto Azuma quanto Eldem disseram, de certa forma, que lutar contra a seita não poderia ser a prioridade enquanto as lanças inimigas estiverem apontando para eles.
Tarefas de Kaiser com Arnieta
1 - Comprar 45 éguas e 10 garanhões para cria e recria. Preferir animais de carga, acima de 800 kgs.
2 - Presentear Arnieta com o grifo que ficou sem cavaleiro depois da batalha em Porteval. Sobre os grifos: oferecer a ela a oportunidade de transformar as nossas unidades de grifo em batedores/rastreadores. Ela poderia assumir alguns aprendizes e começar a treinar e treina-los de forma que a rede de informação/comércio possa ser aérea.
3 - Investir ouro na construção do navio em Calinior. Possibilidade de comprar um estaleiro com portas fechadas.
4 - Tentar de alguma forma reforçar/facilitar nossa saída de Sensera. Força bruta, inteligência, política...
5 - Insistir com os nobres da região de Porteval sobre a instalação do meu exército.
6 - Possibilidade de entrar em contato com Escarlon.
7 - Monitorar o paradeiro do meu Senescal a caminho de Isalibel, como treinamento para os batedores grifos.
• Kaiser partiu sozinho na manhã seguinte em direção a Isalíbel. O arqueiro havia comunicado sua pretendente para que se encontrassem no meio do caminho. Ele tinha muitos assuntos para resolver sozinho e pretendia fazer isso antes de reencontrar-se com o restante do grupo em Marana.
• O lorde da fronteira também aproveitou seu tempo para redigir mensagens para pessoas importantes. Para seu senescal em Agrimir solicitou relatórios sobre os andamentos da unidade de grifos e sobre os negócios ampliados em seus domínios, como sobre a produção de vinho, o cultivo de trigo de chim e o andamento do acesso ao mercado de peles com os bárbaros. Também enviou mensagens para diversos nobres dantsenianos solicitando abrigo para suas tropas, e delegou tarefas para ordenar a construção de um navio em Calinior, a busca por um mestre cervejeiro e a compra de vinhos Meelbernil em Timor.
• O planejamento do grupo consistiu em partir para Calinior antes de entrar em Marana. Cruzar o reino inimigo era uma tarefa perigosa, assim atravessariam a fronteira pelo menor caminho possível. Durante o trajeto pernoitaram na Floresta de Marvion, onde encontraram-se com elfos. Ouviram histórias aterrorizantes sobre um suposto dragão sobrevoando as montanhas e relacionaram imediatamente estes boatos com o reaparecimento de Ledam, que estava nos montes tentando criar seu dragão. Mesmo assim, tendo o tempo lutando contra eles, deixaram a tarefa de investigar o necroarcano para depois e prosseguiram para a cidade litorânea de Dantsem.
• Não perderam muito tempo em Calinior. Compraram alguns suprimentos, pernoitram e na manhã seguinte rumaram para Portiara, em Marana. Não demoraram a perceber que aquela cidade estava sobre um clima diferente, tenso. Em contraste com a última vez que estiveram ali, todos os acessos estavam sendo controlados e inspecionados. Resolveram não se aventurar pela cidade. Em vez disso, foram até o tratador de animais que havia ficado responsável pela criação dos ferais que capturaram meses atrás.
• Garram, o tratador dos ferais, foi encontrado ferido em sua propriedade, embora ainda na labuta. O homem disse que estava prestes a se livrar dos monstros porque os aventureiros estavam demorando muito mais do que o combinado. Contente que finalmente haviam chegado, ele levou o grupo ao encontro das criaturas que estavam trancadas em jaulas muito resistentes.
• Torin foi o primeiro a ter contato com sua feral, uma monstruosa loba gigante que aterrorizaria qualquer outro, mas não Torin. O anão tocou no monstro sem medo e foi surpreendentemente correspondido com afeto. Aberta a jaula, Prata, como Torin a chamou, foi gentilmente conduzida para fora com uma guia amarrada ao pescoço. Landalfo, Cóquem e Pedodes não tiveram problemas com os monstros, embora sem a química que o anão e sua nova companheira haviam demonstrado. Lanâncoras, no entanto, não teve o mesmo sucesso. Bandida, a feral designada a ele, parecia pacífica em um primeiro momento, mas bastou o mago abrir a jaula e dar as costas que ela fez jus a seu nome...
Dantsem, dias 17 a 27 do mês do Ouro do ano de 1501.
• Um bando de elfos sombrios começou a disparar a partir das trevas do alto do canyon. As flechas visavam principalmente Duck e Tao. Porém, o bárbaro logo usou sua capa mágica para voar até um de seus alvos e o guerreiro passou a ser o alvo prioritário.
• Enquanto a maior parte dos aventureiros avançava lentamente na direção dos inimigos ao mesmo tempo em que tentavam se proteger das flechas, Tolman voou rapidamente até a árvore apodrecida e tocou a raiz. A ação imediatamente ativou uma espécie de escudo de energia em sua volta e o feiticeiro entrou em um transe, tornando-se alheio à batalha que o restante de seus companheiros participava.
• O transe de Tolman o levou para um local de trevas e silencioso. Uma voz grave murmurava em sua mente dizendo: "A trama está se corrompendo e eu estou ficando mais perto. Aceite minha palavra e terá um lugar no meu comando." Tolman deu seguimento a conversa fazendo mais perguntas. O feiticeiro quis saber mais sobre o que ganharia em troca e o que precisaria fazer para atender ao pedido. A voz lhe ordenou que plantasse a raiz da árvore apodrecida em um determinado local do plano material, especificamente na baía de Aguasprofundas. Depois de ouvir a tudo que queria, Tolman negou a entidade e largou a raiz, deixando o transe.
• O combate se desenrolava enquanto Tolman estava no transe próximo da árvore apodrecida. A barreira mágica que protegia o feiticeiro foi logo quebrada pelos inimigos, que começaram a ferir o corpo dele. Enquanto isso, Tao era duramente alvejado até que não mais resistia ficar de pé. Mart e Drake o mantinham vivo, mas a batalha estava se mostrando difícil. Duck estava lidando com alguns dos arqueiros no alto do penhasco, mas ele não estava sendo rápido o suficiente. Quando Tolman finalmente despertou de seu transe, utilizou uma magia de banimento para levar a árvore apodrecida de volta ao seu plano natal. Porém, quis a magia selvagem que o feiticeiro fosse levado junto por alguns instantes, fazendo-o mais uma vez deixar o campo de batalha. Para a sorte dos aventureiros, a esta altura os inimigos já estavam se desencorajando com as várias baixas e com o sumiço da árvore apodrecida, removendo o controle de magia naquela região. Assim, os ataques começaram a se reduzir.
• A árvore foi banida para o plano astral. Tolman surgiu ao lado dela e imediatamente a queimou com uma bola de fogo. Sua presença naquele mundo foi logo desfeita pela mesma magia selvagem que o levara, mas a mensagem fora enviada. Quando retornou ao plano material o feiticeiro viu seus companheiros terminando de eliminar a maior parte dos inimigos. Ele ainda teve tempo de lidar com um deles, mas a batalha estava quase encerrada. Exceto pelos que fugiram, não houveram sobreviventes do lado oposto. Tao certificou-se disso.
• Antes de deixarem o canyon para reencontrarem-se com Vush, Drake os lembrou que restava apenas um dia para que o Grande Artesão concluísse o conserto do artefato de viagem para o plano elemental do fogo.
• A manhã seguinte aos acontecimentos em Porteval começou sombria. O grupo ainda precisaria reunir-se para decidir qual seria seu próximo passo, pois a árdua vitória tinha sido apenas uma batalha, não a guerra.
• Landalfo desejava ir até a torre de Rillie em Pin para aprender a magia de permanência com ela. No entanto, isso levaria muitos dias e seria necessário combinar com o grupo. Assim, após despertar na floresta, procurou primeiro Lanâncoras, pois ele também, sendo um mago, poderia ter interesse.
• Lanâncoras redigia uma carta para o restante do grupo quando Landalfo chegou até ele. O alquimista começou a explicar seu plano e foi interrompido pelo companheiro dizendo que este iria atrás de seu tio Allanor. As informações mais precisas que Kaiser havia conseguido eram o que faltava para ele finalmente encontrar o parente perdido. Torin e Kaiser chegaram neste momento e, junto com Landalfo e Cóquem que também se aproximou, decidiram que acompanhariam o elementalista em sua missão particular.
• Pedodes encontrou-se com Beíl Rulers ainda pela manhã. Ouviu sobre a presença de Vandros no sul do reino e sobre como o ataque ao vilarejo dos pequeninos ocorrera. Intrigado, o Vingador preparou uma mensagem para ser enviada a um sacerdote de Cruine em Léom. Utilizando sua hierarquia como vingador, Pedodes solicitou que alguém fosse enviado para o sul em nome da ordem, mas discretamente. Esta pessoa deveria colher informações sobre o que estaria acontecendo e, principalmente, sobre Vandros.
• Kaiser foi a um encontro com Éperus assim que conseguiu um momento. O arqueiro colocou o monarca contra a parede afirmando que havia tido uma grande parte do mérito nas conquistas de Dantsem até então, e que almejava uma parte das terras fronteiriças entre Verrogar e Dantsem como recompensa. Intimidado, Éperus reagiu de forma hostil. O bastardo de Verrogar achou o preço de Kaiser alto demais. A conversa se encerrou com ambos irritados e se despedindo rispidamente.
• Kaiser tinha uma proposta semelhante a fazer para o rei Azuma, ele queria uma parte das terras fronteiriças entre o norte de Dantsem e Verrogar. O Rei da Esperança, no entanto, foi mais receptivo. Não tendo um lorde local para assumir aquelas terras uma vez que elas sejam reconquistadas, Azuma achou razoável a proposta do guerreiro. Porém, aproveitando-se do momento fácil na negociação, o lorde de Ludgrim aumentou sua pedida até ser finalmente negado pelo monarca dantseniano.
• De volta com seus companheiros, Kaiser informou-lhes sobre a conversa com o rei de Dantsem e Éperus, futuro rei de Verrogar. No entanto, o arqueiro não transmitiu ao grupo a mesma ênfase que teve quando conversou com os dois monarcas. Seu assunto, porém, não se limitou apenas a isso, pois ele também revelara que mais tropas estavam chegando de Agrimir para reforçar as defesas de Porteval.
• Enquanto discutiam sobre o que fariam a seguir, inclusive com a nova determinação de Lanâncoras de buscar seu tio Allanor desaparecido, Pedodes foi chamado ao saguão. Uma dupla de mulheres o aguardava, mas não havia nenhuma identificação mais detalhada além de seus nomes, Averin e Riquina. Com extrema desconfiança, os aventureiros pegaram suas armas e deixaram seus aposentes em alerta máximo para encontrarem as visitas do sacerdote.
Averin
• A dupla que havia chamado por Pedodes se revelou amiga. Tratavam-se de sacerdotisas de Cruine enviadas pela Ordem da Noite Eterna após as mensagens que o vingador enviara com as notícias da expansão da seita. Elas diziam que a ordem se colocou em alerta com as suspeitas, e que treze reinos estavam sendo vigiados de muito perto com o envio de sacerdotes que se misturariam perfeitamente nas cortes.
• Os reinos em que espiões foram enviados são Marana, Verrogar, Ludgrim, Levânia, Eredra, Luna, Filanti, Azanti, Portis, Calco, Conti, Plana e Acordo. Conforme as sacerdotisas, Pedodes possuía inteira ascendência sobre eles e poderia usar dos conhecimentos que eles adquirissem quando os encontrar, ou convocá-los, quando necessário. As duas mensageiras da ordem pareciam muito honradas em encontrar o vingador que descobriu aquela rede complexa vinculada à seita, e conseguiram transmitir isso com muita clareza não apenas para ele, mas também para o restante do grupo que não recebeu o mesmo tratamento, particularmente os magos. Nem mesmo Lia parecia receber o tratamento lisonjeiro que Pedodes recebera. Ao contrário, as mensageiras pareciam duvidar das capacidades da acólita do vingador.
• Depois da partida das duas sacerdotisas, que diziam estar seguindo com a missão incumbida a elas, o grupo se dispersou mais uma vez para realizar tarefas de interesse próprio. Landalfo foi ao encontro de Beíl, onde ouviu boatos de que o rei de Verrogar, Attos II, estaria dando sinais de loucura. Creu que poderia ser trabalho de Escarlon, embora não tenha duvidado que também poderia ser verdade. Despediu-se da general descobrindo que ela partiria para o norte à caça de verrogaris que poderiam estar se escondendo na floresta ou nas montanhas.
• A noite que viera deveria ser a última dos aventureiros em Porteval. Pela manhã eles foram até a sala de guerra, onde se encontraram com os reis a discutir. Uma decisão havia sido tomada: marchariam para Treva. Éperus convencera Azuma que o momento era o mais oportuno possível, tendo em vista as notícias do enlouquecimento de Attos II e do controle que o general Idhor estaria supostamente adquirindo sobre o reino. O jovem bastardo acreditava que esse fato poderia desmotivar o povo e o exército a seguirem seu rei atual e incliná-los a voltarem-se para o lado dele.
• A decisão estava tomada. As tropas dantsenianas estavam prestes a serem colocadas em movimento, mas o grupo de aventureiros preparava-se para partir para Marana. Eles pretendiam investigar o paradeiro de Allanor e retornar ainda antes do exército dantseniano chegar a Treva. Éperus havia pedido pessoalmente para que Torin se fizesse presente na grande batalha, pois o desejava como seu campeão. No entanto, os planos foram todos frustrados pela mais trágica notícia que um mensageiro poderia trazer. Irrompendo pela sala com o rosto pálido, em choque, um soldado anunciou ao rei Azuma uma notícia que mudaria os rumos da guerra: "Majestade, notícias de Âmiem, a Rainha Enora está morta!".
Dantsem, dias 15 a 17 do mês do Ouro do ano de 1501.
• O grupo saiu da biblioteca subterrânea com o livro que Pólius havia pedido. Antes de prosseguir para o local indicado por Vush, resolveram descansar em alguma estalagen na cidade de Lodaçal. Os aventureiros interplanos encontraram uma grande taverna em uma rua principal, onde Tolman ouviu sobre a localização da estalagem que procuravam. Drake, no entanto, não deixou de observar um jogador trapaceando em uma partida de cartas. O draconato se aproximou e quase revelou a má intenção do jogador, que tentou despistar e sair do local. Dick esava em seu caminho e colocou o corpo a frente para criar dificuldades, mas Tolman viu a cena e de antemão supõs que houve um roubo, mesmo que não tenha visto nada de comprometedor.
• A confusão na taverna se prolongou. O grupo de cinco aventureiros começou a cercar o elfo drow de capa preta e logo o atacaram. O drow tentou fugir pela porta mas foi perseguido. As magias de pressa lançadas por Tolman foram o suficiente para permitir que Duque alcançasse o inimigo, que poucos segundos depois estava morto. Uma investigação no corpo identificou um pequena jóia que fora roubada de Duque. Irritado, o bárbaro arrancou a cabeça do drow e a colocou em um saco para tentar conseguir alguma recompensa, se ela existir.
• A taverna que o grupo encontrou para pernoitar era grande, mas simples. Eles ficaram em quartos bons e partiram no dia seguinte ao encontro do local indicado por Vush. A árvore pertrificada pode ser vista a distância assim que entraram na grande fenda. Mas a aproximação deles alertou um grupo de inimigos que, sem perguntar, lhes atacou e iniciou um novo combate.
Shadowfell, dias 26 e 27 de Alturiak do ano de 1490.
• Abordados por um grupo de orcs na biblioteca assim que pegaram o grimório pedido por Pólius, o grupo não teve outra opção senão o enfrentamento. Os inimigos avançaram rapidamente atacando principalmente Dick e Bugigangas. Tao também foi bastante procurado.
• Tolman lançou uma magia de velocidade em seus aliados e depois avançou sobre o bruxo inimigo. Ele driblou os orcs armados com machados e atacou com suas magias o orc bruxo. O inimigo contra atacava como podia, mas dava sinais de que não conseguiria deter o feiticeiro. Enquanto isso, Dick (ou Duque) suportava o maciço ataque dos inimigos. Seus contra ataques eram mortais e em alguns segundos um dos orcs caía com os cortes profundos do machado dos Lordes Anões, enquanto a cabeça de outro chocava-se contra o chão separada do restante do corpo.
• Tao fora atacado por três inimigos. Seus ataques incessantes derrubaram os orcs em alguns instantes, mas a batalha deixou marcas em sua armadura e por pouco não o derrubou também. Já Mart foi surpreendido por inimigos atacando-o de perto. Suas defesas eram muito boas e os orcs acabaram desviando seu foco para Bugigangas, que foi destruído.
• O desenrolar do combate levou Tolman a se aproximar do orc bruxo. O inimigo tentou se afastar, mas foi morto com uma bola de fogo. A magia, contudo, também ateou fogo em muito livros e resultou na ativação de algum encantamento que invocou uma criatura monstruosa em formato canídeo. O monstro foi rapidamente banido para outro plano por Tolman, mas retornou por conta própria, mostrando-se irritada e falante. Tolman, então, utilizou seu feitiço mais poderoso para novamente levar o monstro para outro plano, desta vez para o plano elemental da terra. O grupo estava livre dos inimigos e carregava o tomo que Pólius pedira.
• Frente a frente com uma hidra furiosa. Esta era a situação do grupo que se encontrava abaixo da Cidade Dourada, em Âmiem, e desejava ser discreto e não usar magias. Analisando suas alternativas, notaram que jamais seriam discretos se entrassem nessa luta. Assim, Landalfo abriu um portal para longe da criatura, mesmo temendo que seu gesto arcano pudesse chamar a atenção das patrulhas élficas.
• O grupo viajava pelo solo pantanoso em busca do tronco do Palácio de Âmiem, o mesmo que lhes deu acesso da última vez em que estiveram ali. Desta vez, no entanto, haviam guardas protegendo a passagem secreta que Landalfo usara. Deixando de vez sua discrição mágica, o alquimista tornou-se invisível, intangível e ativou seu voo para tentar passar despercebido. Seu movimento rápido foi o suficiente para impedir que os guardas o notassem, pelo menos momentaneamente.
• O restante do grupo ficou aguardando o retorno de Landalfo. Eles vigiavam a entrada secreta pela qual o aliado entrou e viram quando um rastreador e uma maga chegaram, atraídos pelos rastros místicos deixados pelo alquimista. No entanto, Landalfo conseguira cerca de 1 hora de dianteira e, com um pouco de sorte, atingiria seu objetivo antes de ser encontrado. Mas o cronômetro girava.
• Os corredores secretos e estreitos do palácio da Cidade Dourada levaram Landalfo até Marcos Calisto, o ex-conselheiro real, destituído de tal título depois que o príncipe Gáltilo assumira o comando do reino. Mas o elfo possuía muito prestígio e principalmente conhecia sua morada. Ele guiou Landalfo disfarçadamente até o quarto da rainha.
• Enora estava muito debilitada. A rainha disse a Landalfo que seu filho se perdera guiado por Fariel, mas que ela desejava o bem a ele. No entanto, era imprescindível que o mal fosse expurgado e, para isso, deu ao alquimista a chave da tesouraria real, o local onde o Cetro Dourado estava sendo guardado. Chegar até lá seria uma tarefa perigosa. Gáltilo e seu agora conselheiro Fariel estariam na sala do trono, que deveria ser atravessada para chegar no repouso do Cetro.
• Calisto ajudou Landalfo mais uma vez. Embora tivesse sido deposto do título que ocupava há séculos, seu prestígio no palácio ainda lhe garantia muitos amigos, o que lhe permitiu guiar o alquimista até os arredores da porta de acesso da sala do trono sem ser abordado. A acompanhante de Kiara fora vista em um corredor, mas foi ignorada em prol da missão. Marcos Calisto se despediu do mago dizendo que os guardas a frente eram fiéis a Gáltilo e Fariel, e que ele não poderia ser visto ali.
• Para atravessar a protegida sala, Landalfo encolheu-se até o tamanho de uma barata e passou por baixo dos guardas e da porta. Cruzou o amplo salão sem ser notado até a passagem que dava acesso ao corredor da tesouraria. Fariel, então, tentou enfeitiçá-lo. O alquimista sentiu sua aura enfraquecer com o poder que era vítima, mas sua força de vontade se sobrepôs e ele resistiu. Fariel o perseguiu junto com a guarda. A fuga era curta, pois a sala dos tesouros estava logo a frente e Landalfo tinha a chave. No entanto, enquanto tentava abri-la, um novo feitiço de Fariel foi lançado. A concentração do alquimista estava toda em sua tarefa e sua resolução o fez resistir, heroicamente, a mais um feitiço de seu maior inimigo. Enfim, a sala do tesouro.
• O Cetro Dourado estava colocado dentro de uma redoma de vidro. Outros diversos tesouros e objetos mágicos se encontravam ali, mas Landalfo só tinha olhos para o artefato que aprisionara Morrigalti. Quebrando a redoma com um objeto, o mago pegou o cajado em suas mãos e sentiu quando um grande poder de supressão mágica foi ativado em todo o palácio. Toda a manipulação de mana estava impedida e objetos mágicos desativados.
• A porta que separava o alquimista de seus inimigos cederia cedo ou tarde. Mas o Cetro Dourado não era um objeto mágico comum. O artefato, presente da própria Maira, mãe Natureza, para Enora, era um artefato além da compreensão dos filhos sobre a magia, e ele estava funcionando. Com um gesto, Landalfo abriu um portal para a compahia de seus aliados e, furando até mesmo a barreira dimensional que circundava o palácio, escapou.
• Sem muito tempo para explicar para seus companheiros o que havia acontecido, Landalfo abriu uma sequência de portais e tirou o grupo dos arredores da Cidade Dourada. Depois caminharam, pois sabiam que os rastros mágicos poderiam levar os amienses a eles. Quando finalmente sentiram-se seguros, voaram transformados rumo à Porteval para entregar o artefato para Siviâm.
○ ○ ○
• A naturalista começou a usar o artefato para fechar o portal, que voltou a se agitar assim que ela deixou sua posição para mantê-lo estático. O Cetro Dourado tinha uma energia que parecia infinita, mas o ritual de fechamento do portal provocou uma violenta emanação de energia. Cóquem surtou neste momento, dominado por seu "amigo". O napol avançou sobre a passagem para os reinos inferiores e entrou nela, se perdendo. O restante do grupo tentou de toda forma segui-lo para tentar impedi-lo, mas ondas de energia impediam a todos, exceto o bardo, de se aproximar.
O "amigo" antes da transformação
• Cóquem viu a materialização de seu amigo depois de entrar no portal. Ele o desafiou para um duelo naquele cenário apocalíptico e se dirigiu para chão, quando viu seu adversário se transformar em uma criatura gigantesca com treze tentáculos e olhos escuros espalhados por sua superfície sem face. Era o próprio Morrigalti (ou um avatar) do mais poderoso dos Príncipes Infernais.
• Vendo que a ideia do duelo não havia sido muito brilhante, Cóquem tentou fugir de seu inimigo. Mas os tentáculos o agarraram e estavam prestes a destruí-lo. A criatura invadiu sua mente e disse-lhe que voltaria ao plano material usando o corpo do napol como passagem.
• No último momento, em que a esperança era a única sobrevivente, Cóquem foi salvo. Siviâm, com o poder do Cetro Dourado, entrou na dimensão profana e atingiu a criatura com uma magia poderosa, libertando o napol dos tentáculos. Livre, voou apavorado para o céu, onde a saída do portal se encontrava. Seu voo irregular pelas correntes de energia o deixavam mais lento. Alguns tentáculos do inimigo ainda tentavam agarrá-lo, embora a maioria estava ocupado com Siviâm. Por fim, o bardo atravessou a passagem e se viu de volta à frente de seus companheiros.
• O grupo ainda tentava se aproximar da fenda dimensional. Eles podiam ver sutilmente Siviâm e seu inimigo, mas ainda tinham dificuldades para conseguir vencer a força que os repelia. Kaiser atirou a flecha de Maira no corpo do monstro que sentiu o ataque, mas não foi derrotado.
• Repentinamente a repulsão parou e a energia se concentrou. Siviâm sumiu na fosca travessia dimensional. O grupo correu na direção do portal, mas uma explosão veio em seguida. Uma luz intensa foi emanada, todos foram arremessados com violência. No fim, o portal se fechara, mas, com ele, Siviâm estava perdida. O Cetro Dourado, por outro lado, caíra desenergizado onde a passagem fora selada.
• Apesar da vitória gloriosa sobre um inimigo poderoso, um clima fúnebre assolou os Heróis de Dantsem. Gálegor, Azuma, Éperus e os outros se aproximaram com o fim da batalha. Eles elogiaram os aventureiros pela luta que ecoará pelas era. O povo começava a se aglutinar, bradando o nome deles depois do portal maligno ter sido fechado.
• Ainda havia muito o que ser feito, apesar de tudo. Kaiser falaria com Azuma e Éperus assim que tirasse um tempo para descansar e realinhar seus pensamentos. Landalfo estava muito emocionado com a perda de Siviâm e queria passar o luto com Gálegor e os outros elfos. Cóquem, indignado com a perda da aliada, contataria Errol para transmitir uma mensagem à Perse: a de que não enviasse mais ajuda para Dantsem antes de ver a parte deles do acordo ser cumprido e os acordos comerciais com o reino dos napois serem efetivados. Lanâcoras, como forma de homenagem, construiu um memorial para Siviâm no local do selamento do portal: uma enorme e perfeita estátua da elfa.
• A noite seria de comemoração para o povo e para os reis, mas de luto para os bravos aventureiros.
Dantsem, dias 9 a 14 do mês do Ouro do ano de 1501.
• Ao chegarem novamente no plano elemental da terra, o grupo se viu perante um pelotão de soldados entrando na oficina do Grande Artesão. A tensão tomou conta dos aventureiros, que já apertavam os cabos de suas armas esperando uma batalha. Porém, Tolman conseguiu conversar com o capitão duergar e a situação foi esclarecida: os soldados estavam ali para declarar prorrogada a pena do Grande Artesão. Ele continuaria um escravo do rei Térpion por mais tempo.
• Gris, que chamava o Grande Artesão pelo seu nome, Darban, entregou o Lança Chamas para ele. O gênio da terra disse que precisaria de 4 dias para concluir o serviço de consertar o objeto. Assim, Tolman e os outros teletransportaram-se para o plano material, especificamente para o Lobo do Mar, que estava ancorado próximo de uma ilha no centro da Costa da Espada.
• Gris mergulhou no oceano ao redor do navio enquanto Tolman e Mart a acompanhavam no Dispositivo de Kwalish. Enquanto isso, Lex Drake pregava a palavra de Tiamat para a tripulação de ex-piratas ─ e era bastante convincente! Não fosse Tao e suas sutis colaborações repelindo a ideia de Tiamat como uma boa deusa para adorar, talvez o draconato teria conseguido um séquito considerável.
• Drake montou um pequeno altar próximo da proa do navio durante a noite e fez suas orações para que todos vissem. Ele também tentou contato com a bruxa que viram no plano da terra para questioná-la se havia alguma forma de "ativar" a flor da vida que ele havia comido no inferno. A velha não lhe deu a resposta que esperava, pois afirmou que este conhecimento exigira uma troca, mas que eles se veriam em breve.
Vush, a Etérea
• Ainda na madrugada, Tolman despertou com uma sensação estranha. Sua visão estava descolorida e um pouco enevoada. Ele conversou com Mart sobre isso, mas não chegaram a nenhuma conclusão. A surpresa estava em seu quarto. Uma mulher loira que se apresentou como Vush o esperava e disse que precisava conversar com ele sobre um assunto muito importante. Segundo ela, um condutor a havia alertado sobre o feiticeiro, dizendo que ele estaria sendo o estopim do rompimento da trama ao atravessar vários mundos. Ela pediu que Tolman a encontrace na cidade de Lodaçal, em Shadowfell, para que mais detalhes fossem dados, e entregou-lhe um símbolo triangular de couro para ajudá-lo na viagem. Ela mal havia terminado de falar quando a visão de Tolman voltou ao normal e a imagem da mulher esvaneceu.
• Confuso com as notícias que havia recebido, Tolman achou melhor ir até Baldur's Gate e tentar uma forma rápida de viajar até Aguasprofundas, já que sem o bracelete do plano do fogo ele não seria capaz de fazer a viagem de dois pontos que tantas vezes repetira.
Pólius
• O grupo procurou pelos serviços de um mago assim que desembarcou na vívida cidade portuária. Eles pegaram algumas indicações e chegaram na mansão de Pólius, um elfo mago supostamente muito poderosos e influente. A elfa que lhes atendeu pediu que aguardassem um pouco, pois seu mestre estava conversando com o Duque de Baldur's Gate, mas a espera não foi longa.
• Polius os recebeu como um cavalheiro, mas logo demonstrou sua arrogância de mago ao dar uma palestra constrangedoramente longa sobre uma forma de transportar o grupo diretamente para Aguasprofundas. Por fim, um pergaminho de Portão foi oferecido a Tolman, mas com uma condição: o feiticeiro deveria trazer para ele, de uma biblioteca subterrânea de Shadowfell, um tomo antigo de capa surrada e vermelha, com suas páginas de pergamiho seladas por um cadeado dourado. Ainda assim, deixaram a vingadora sagrada que estava com Mart como uma garantia de que voltariam.
• Tolman usou a magia de Portão imediatamente e logo o grupo havia chegado na sombria Shadowfell, nas proximidades da cidade de Lodaçal, que ocupava o lugar de Aguasprofundas no plano material. Um breu eterno tomava conta daquele mundo e o grupo seguiu iluminando seu caminho com a alabarda de Tao Hen. As brandas luzes da cidade eram visíveis de longe, apontando o destino.
• Os guardas de Lodaçal não iriam deixá-los entrar, afirmando que a névoa estava no ar naquela hora e os portões estavam fechados. Porém, um capitão desceu da torre e conversou com o grupo. Tolman tomou a dianteira e conseguiu convencê-lo a permitir passagem. E assim o grupo entrou na cidade de Lodaçal, uma versão distorcida e igualmente grande de Aguasprofundas.
• A busca por Vush parecia impossível. O grupo visitou o local onde no plano material residia a Torre Blackstaff e deparou-se com uma torre igualmente alta, mas de péssimo aspecto. Um vampiro solitário aguardava estático no primeiro andar e não foi muito gentil ao recebê-los. Depois dali, o grupo seguiu para o sul da cidade até que viram o símbolo que Vush havia entregue para Tolman estampado na placa em uma casa. O feiticeiro encontrou seu contato naquele lugar e, sozinho, foi conversar com ela enquanto o grupo descansava.
• Vush revelou a Tolman o problema que ela havia mencionado no plano material: o tecido da trama parecia estar se rompendo, e Tolman tinha alguma responsabilidade nisso, pois poucas criaturas atravessaram tantas vezes o véu entre os mundos quanto ele. Ela disse que o feiticeiro precisaria saber de mais informações e que as teria ao colher um pedaço da raiz de uma árvore localizada em um canyon ao leste dali. Conforme suas orientações, Tolman teria uma visão e entenderia tudo ao chegar nesta raiz. Depois disso eles deveriam conversar novamente para que planejassem o próximo passo.
• O grupo estava com algumas missões em aberto. Tolman queria pegar a raiz, mas o momento de pegar de volta objeto de Grande Artesão estava chegando. E ele ainda não havia resgatado o tomo que Pólius lhe pedira. Deciram começar pelo tomo. Procuraram uma biblioteca até que encontraram uma perto da saída norte. Três orcs protegiam o acesso, mas foram facilmente enganados.
• A busca na biblioteca levou cerca de uma hora até que Tolman achou o tomo: pesado, capa vermelha e selado por um cadeado dourado. O feiticeiro logo o identificou como sendo o grimório de um mago. Mal deu tempo de analisá-lo com calma e um grupo de orcs materializou-se na biblioteca. Sem qualquer questionamento, um orc com um cajado bradou para que os outros arrancassem a cabeça de Tolman e a trouxessem até ele. Uma luta estava começando.
Plano elemental da terra, plano material e shadowfell, dias 24 a 26 de Alturiak do ano de 1490.
• A memória de Veinor Dente Negro retornava vagarosamente após Pedodes ter realizado um milagre e trazê-lo de volta à consiência. Por isso, o grupo deixou que Horen explicasse todos os rumos que Eredra havia tomado depois de seu desaparecimento.
Veinor Dente Negro
• Enquanto isso o grupo planejava qual seria seu próximo passo dentro de um círculo de silêncio. Procurar o xamã mencionado por Jane era o desejo de Cóquem. O napol esperava ansiosamente para livrar-se de seu "amigo" e qualquer fio de esperança o guiaria. Já Lanâncoras preocupava-se com seu tio, Allanor, e desejava ir a Marana procurar por ele. Por fim, ir a Âmiem em busca do Cetro Dourado.
• A discussão acabou por manter o destino original: ir até Âmiem buscar o Cetro Dourado. Assim, começaram a realizar todos os preparativos até serem abordados por Veinor Dente Negro com um pedido inusitado. O bárbaro pediu que o grupo se livrasse de Varcos, o conselheiro de Gúvinor. Este conselheiro, segundo Dente Negro, teria sido o principal arquiteto dos planos do usurpador, e se o grupo lidasse com ele seria recompensado com o apoio de Eredra na luta contra Verrogar.
• Apesar da proposta ter uma recompensa valiosa, a maior parte do grupo, exceção à Cóquem e Kaiser, pareceu não gostar dela. Eliminar um alvo que não conheciam por uma rixa política iria de encontro a motivação da maior parte daqueles aventureiros. Assim, prosseguiram com a ideia original sem dar a Veinor satisfações.
• Landalfo observou a Bruxa do Vale despachando uma ave mensageira e ficou curioso com o destino dela. Ao perguntar, ouviu que ela se dirigia a Liu, um fornecedor de ervas de Laudis. Torin e Kaiser haviam acabado com seu estoque (e estavam com seus sentidos bastante afetados devido a isso) e ela iria procurar o elfo que lhe fornece as ervas diretamente de Âmiem para fazer a reposição.
• O alquimista levou a informação sobre Liu ao grupo e apresentou um plano: iriam seguir a ave da Bruxa até este contrabandista e então convencê-lo a levar o grupo para dentro do reino élfico. A ideia parecia plausível e o grupo passou a planejar como executá-la. Como eles eram mais rápidos voando na forma de um falcão do que o pássaro despachado por Jane, resolveram que guiariam o animal até a fronteira com Ludgrim e então o libertariam, para então segui-lo.
• Tudo corria conforme o planejado. A ave da Bruxa do Vale os levou diretamente para a fronteira entre Ludgrim e Âmiem, mas não diretamente para Liu. Imaginaram que em algum momento o elfo chegaria ao ponto de encontro ao qual foram levados, e então montaram um acampamento.
• Não tardou para que Liu surgisse na fronteira da floresta. Landalfo o abordou e o levou até o restante do grupo depois de uma conversa amigável. Eles explicaram o que desejavam e perguntaram o que ele queria em troca para servir-lhes como guia. O preço de 800 moedas de ouro cobradas por ele foi aceito imediatamente por Landalfo, o que constrageu o contrabandista, que acreditou ter feito um negócio ruim, e desapontou Cóquem, que esperava uma oportunidade para negociar.
Liu Evasivo
• A viagem por dentro de Âmiem foi longa e cansativa. Toda realizada a pé e sem magias vultuosas. Torin e Cóquem foram disfarçados de elfos, assim como Kaiser e Pedodes receberam algumas "adequações", mas o grupo não usou magias poderosas para isso, uma vez que sabiam do arsenal mágico do reino élfico para detectar qualquer presença mística.
• Apesar de terem evitado serem vistos nos pequenos vilarejos que cruzaram, o grupo os tangenciou e observou como se comportavam para verificar se havia algum sinal anormal. Pedodes notou, em um deles, um símbolo profano apelando à Vouxis, o príncipe infernal que se alimenta da ganância.
• Nove dias depois de terem deixado a cabana da Bruxa da Alma o grupo chegou aos pântanos abaixo da Cidade Dourada. Liu, o Evasivo, os deixou nesse momento, dizendo que não poderia se aproximar mais da capital. O grupo removeu todos os encantamentos ativos, tais como os disfarces de Torin e demais, e até o encolhimento das armaduras de Landalfo, e então prosseuiu.
• O solo encharcado dos pântanos que circulam a Cidade Dourada tornavam difícil a movimentação, e uma névoa constante tornava a visibilidade limitada. O grupo avançava devagar a fim de chegar o mais perto possível das raízes da árvore central que abrigava o palácio. Foi quando Kaiser notou algo perigoso se aproximando, colocando todos em alerta. Torin se posicionou na linha de frente, como sempre, e percebeu uma, duas, dez cabeças surgirem da névoa, se arrastando com seu corpo serpenteado por entre a lama. Era uma hidra.
Dantsem, dias 1 a 9 do mês do Ouro do ano de 1501.
• Siviâm precisava do Cetro Dourado para fechar de uma vez por todas o portal que fora aberto em Porteval. O destino do grupo estava traçado, mas Eredra ficava no caminho, e assim eles decidiram que iriam fazer uma parada naquele reino para procurar por Dente Negro.
• Pedodes conversou com Elden e pediu para o conselheiro orientar o Rei Azuma de Olives na guerra. Era necessário que o monarca não continuasse com a guerra enquanto eles não retornassem. Elden compreendeu os motivos de Pedodes e prometeu falar com o rei.
• Landalfo e Torin foram conversar com Éperus e fazer um apelo semelhante ao que o vingador fizera ao conselheiro do rei. No entanto, o jovem aspirante a rei de Verrogar foi mais difícil de ser convencido. Ele alegou que as ações de Verrogar poderiam forçá-lo a tomar uma atitude imediata e que não poderia prometer que se manteria parado até o retorno dos Heróis de Dantsem. O jovem verrogari também voltou ao assunto da guerra e dos avanços que pretendia fazer, culpando Azuma por um pensamento "covarde". Segundo Éperus, marchar sobre Treva seria a alternativa mais "fácil", uma vez que não ficava tão longe de Porteval e que Verrogar, supostamente, estava enfraquecida. Além disso, uma vez rei, ele poderia devolver as terras que uma vez pertenceram à Dantsem. A dupla deixou o bastardo sem dar-lhe muita conversa sobre este assunto, especialmente porque Landalfo se irritava com este impasse moralmente questionável em que os dois monarcas haviam entrado.
• Quando finalmente partiram de Porteval, voaram até Eredra. Kaiser ainda teve a chance de ver um pombo correio voando da jandela de Éperus enquanto saíam, mas a visão foi ignorada. Já em Eredra, Landalfo teve um bom presságio sobre a Semente da Luz que fora entregue ao triunvirato pouco tempo atrás. Ele pressentiu os campos florescerem e os animais fortes, tendo a clarividência de que Sevides havia retornado para aquelas paragens.
• Mas uma notícia ruim veio ao grupo pouco tempo depois. Enquanto Landalfo tentava contato com Enora através das águas de um rio com o objeto que havia pegado dela, ouviu da própria voz da rainha que ela estava muito enfraquecida. Tão enfraquecida que o Príncipe Gáltilo havia assumido todas as funções de gerência sobre o reino de Âmien. Por consequência, o Cetro Dourado agora era responsabilidade do príncipe e ela não poderia cedê-lo para os aventureiros. Por fim, a rainha anunciou que seu tempo neste mundo estava se encerrando.
• O destino do grupo foi a cidade de Orobel, uma pequena cidade nas proximidades da região em que Veinor Dente Negro teria sido visto há algumas semanas. O grupo começou sua busca pela taverna local, onde conheceram a taverneira Vincis, pequenina falante e inquieta, que revelou muitas informações, mas muitas delas inúteis.
• Saindo dali o grupo dividiu-se. Pedodes foi ao encontro da médica da cidade, uma pequenina atarefada chamada Elyn que cuidava de alguns pacientes em suas casas enquanto falava apressadamente com o vingador. Ela parecia saber de alguma coisa sobre Veinor Dente Negro, pois deixou escapar sobre um suposto homem errante visto ferido nos últimos dias. Mas não abriu a boca para dar quaisquer outras informações.
• Landalfo e Cóquem foram conversar com o chefe da guarda da cidade. Âmers, como se chamava, disse que a única pessoa que poderia saber algo a respeito do que desejavam era Elyn, a médica da cidade, irmã da taverneira.
Doco, o caçador
• Cóquem e Landalfo se encontraram com Pedodes e os três foram ao encontro de Elyn. O napol usou seu encantamento de amizade sobre a pequenina e a fez sentir confiante em revelar informações sigilosas para ele. Assim, ela disse que Doco, seu cunhado e irmão de Vincis, a taverneira, havia trazido alguém dos campos para que ela ajudasse. Como não pode fazer o suficiente, o pequenino levou esta pessoa ferida até a Bruxa do Vale em uma região florestal nas proximidades.
Jane, a Bruxa do Vale
• Doco era um caçador e só foi encontrado na taverna de sua esposa a noite. Cóquem tentou imediatamente encantá-lo com amizade, mas desta vez sua magia falhou, o que fez o pequeno ficar imediatamente na defensiva. Mas o napol tinha uma lábia apurada e os argumentos do grupo eram fortes o suficiente para fazê-lo acreditar que eles não desejavam o mal do homem ferido que ele levara para a Bruxa do Vale. Assim, ele concordou em levar todos os aventureiros até a floresta.
• A Bruxa do Vale era uma pequenina de nome Jane. Ela não sentiu-se ameaçada com a chegada do grupo, pois parecia confiar em Doco. Misteriosa, a pequena ofereceu alguns chás para os aventureiros e eles provaram. Landalfo, inclusive, fez algumas trocas de conhecimentos sobre o assunto.
• A pessoa ferida na casa de Jane era de fato Veinor Dente Negro. Ele estava em um estado lastimável, sem memória alguma do que fora, além de muito ferido. Pedodes notou que não se tratava de um ferimento mágico, mas sim de um trauma realmente físico. Assim, invocou seu milagre para curar o corpo e a mente do homem, que aos poucos começou a lembrar-se de quem era. A restauração completa de suas memórias, no entanto, talvez levasse alguns dias.
• Nesse meio tempo, Cóquem teve a oportunidade de interpelar Jane sobre a maldição que lhe afligia. O napol queria saber se a bruxa sabia uma forma de livrá-lo de seu "amigo". Ela não sabia. No entanto, disse-lhe que Belanor, um xamã muito sábio e poderoso que habitava as florestas no sul de Ludgrim, próximo da fronteira com as Terras Selvagens, poderia lhe trazer alguma esperança, embora nada fosse garantido.
Dantsem, dias 25 do mês da Semente a 1° do mês do Ouro do ano de 1501.
• O grupo seguia um caminho cada vez mais difíceis nas terras lamacentas. O terreno difícil e enxarcado fazia a viagem ser mais lenta do que o previamente imaginado.
Velha sombria
• Nos túneis úmidos e escuros, o grupo se deparou com uma cabana-caverna encravada na parede. O local era escuro e até assustador. Por segurança, Tolman entrou sozinho no local e foi verificar o que havia do lado de dentro. Deparou-se com uma velha de aparência humana sentada em frente a uma bola de cristal. A senhora disse que podia oferecer a Tolman o conhecimento que ele queria, mas que para isso exigira seu poder em troca. O feiticeiro recusou.
• O grupo conversou entre si e o feiticeiro cobrou Lex Drake de uma dívida que ele possuía com o grupo. Sem exitar, o draconato entrou na cabana e foi ao encontro da velha. Ela exigiu uma parte dele como pagamento e o aceite foi imediato. Assim, selado o pacto, com alguns segundos de dor, Lex Drake viu seu hálito flamejante se extinguir e recebeu o conhecimento sobre Malindra: a de que ela era um ser semelhante a um Kraken e de que a Fairgrass pereceria se a enfrentasse.
• Depois de deixarem a casa da velha sombria, o grupo percorreu muitas horas mais até chegarem nos túneis alagados. O nível da água subia a cada passo e eles tiveram, inevitavelmente, que mergulhar. Amparados por magias de respiração subaquática, todos entraram em um oceano profundo assim que deixaram a caverna tornou-se totalmente submersa.
Gris serva de Malindra
• Perdidos em meio a imensidão de um oceano escuro, o grupo mergulhou fundo para buscar um chão. Não precisaram ir muito além para encontrar terra sólida naquela região ainda próxima do plano elemental vizinho. Ali notaram alguns rastros que poderiam ser do local onde desejavam ir. Mais alguns minutos e avistaram um templo em destroços.
• A aproximarem-se da gigantesca estrutura em destroços foram abordados pela criatura colossal que se apresentou como Malindra. O monstro se comunicava telepaticamente e manteve um diálogo com Tolman, que negociou com ela o artefato chamado de Lança-chamas.
• Malindra disse que conhecia o Grande Artesão e que o lança-chamas não poderia sair dali, pois fora um objeto muito importante conquistado de Grumarrurr. No entanto, Tolman conseguiu convencê-la a apenas emprestá-lo para que o Grande Artesão, um aliado seu de muito tempo, o utilizasse para consertar o bracelete. Ela aceitou com a condição de que uma serva sua acompanhasse o grupo e carregasse o artefato. Com o trato feito, o grupo preparava seu regresso por mágica.
Plano elemental da terra e da água, dias 20 a 24 de Alturiak do ano de 1490.
• A enorme pedra que quase esmagou o grupo viera das trevas, de algum lugar. Logo o grupo descobriu quem havia atirado: um trol das cavernas. Quatro criaturas gigantes se aproximaram e iniciaram um combate feroz contra os aventureiros.
Trol das cavernas
• Os monstros eram muito fortes e perigosos. Tolman usou uma magia de velocidade em todos, mas também confiou em seus conhecimentos sobre trols comuns e logo viu que estava enganado, pois as fraquezas não pareciam ser as mesmas. Duque estava cercado por dois dos gigantes e sofria em sua luta. Drake, que o apoiava, conseguia torná-lo mais eficiente, mas não tinha o poder para mantê-lo vivo por muito tempo.
• Apesar dos momentos de tensão, o grupo foi conseguindo derrotar as criaturas uma a uma. Em alguns instantes Tao e Tolman conseguiram, reunidos, matar uma das criaturas. Depois, auxiliado por Mart, o guerreiro também abateu uma segunda criatura, embora no final ele tenha ficado por um fio. Do outro lado do campo de batalha, Duque usou todas as suas energias para conseguir matar dois monstros. Não fosse sua resiliência bárbara ele teria caído antes de conseguir tal feito.
• O grupo descansou um pouco antes de seguir viagem. Eles precisavam de um alívio para recuperarem suas energias caso se deparassem com mais daquelas criaturas. Foram necessária mais algumas horas de jornada até que chegassem em uma região em que a rocha sólida deu lugar uma terra lamacenta e úmida. As Terras de Lama estavam próximas.
Plano elemental da terra, dias 19 e 20 de Alturiak do ano de 1490.