• O encontro com Dick Garhelm no subterrâneo de Aguasprofundas serviu para que Dick ficasse sabendo do plano sem sucesso de Tolman e dos outros e para que todos descobrissem como o bárbaro escapou da prisão matando um punhado de guardas pelo caminho.
• Os aventureiros ainda não tinham traçado um plano claro do que fariam a seguir, mas eles ainda tinham uma missão a cumprir: ir até a Espinha do Mundo. Porém, precisavam saber como estava sua aliada Autarkinas. Drake tentou contato com ela através de uma mensagem mágica, mas ao não ter retorno deduziu que ela estava ou presa, ou morta.
• O grupo tentou abrir o portal para o plano elemental do fogo, mas ele estava fechado, conforme imaginavam depois da última conversa com Drakenbahn. Assim, para chegarem ao Lobo do Mar novamente, usaram o teleporte de Tolman e foram primeiro ao plano elemental do fogo. O feiticeiro usou como ponto intermediário de sua viagem o templo de todos os elementos, que como Pulvara lhe alertara era um ponto de convergência entre os planos elementais. Chegar neste destino não foi tão rápido como um teletransporte costumeiro, e Tolman e os outros experimentaram algumas visões incomuns antes de finalmente aparecerem no centro do templo depois de alguns segundos. Por segurança, a passagem dali para o Lobo do Mar foi feita fora do templo.
• Milise abordou Drake para uma conversa quando eles chegaram no navio. Ela ficou preocupada com a reação do draconato e foi conversar diretamente com Tolman, que amenizou a situação. Mesmo assim, ela resolveu deixar a tripulação em alerta.
• Tao teve uma conversa com Sir Castrin apenas para certificar-se de que ele ainda estava lá. Já Tolman foi conversar com Sir Valen e sua noiva, Lede. O encontro ocorreu a própria mansão do cavaleiro, que lhe recebeu de braços abertos e pagou o combinado pelo serviço que seu futuro genro realizara. A conversa tratou de negócios em sua maior parte, e Tolman revelou que cogitava assumir o comando da pequena cidade de Güerma, perto da Moonshaes, já que ele e seus companheiros haviam lidado com o tirano que estava lá até então. Depois disso o feiticeiro teve algum tempo para cortejar a noiva.
• Já estava anoitecendo quando Tolman dirigiu-se para o encontro da guilda. Pensando na manutenção do plano, sabendo que levar Drake ou Dick seria muito arriscado, resolveu ir sozinho. Todos já estavam reunidos e acomodados quando ele entrou na sala de reuniões. Karugor, o líder, já o interpelou assim que passou pela porta: "─ Olá Tolman. Eu achei que você não viria, já que a Fairgrass queimou até as cinzas!" ─ O feiticeiro foi rápido em retrucar que a Fairgrass estava bem, mesmo não sabendo exatamente qual a situação de seu lar.
Fairgrass?
Aguasprofundas, dias 6 e 9 de Hammer do ano de 1490.
• Arbestus estava à frente de Éperus e acabara de jurar lealdade ao legítimo rei de Verrogar. As tropas que não aderiram à conversão de Arbestus fugiram ou se dispersaram após a morte de Kâminus. Em seguida, todos foram levados até a sala de guerra para se apresentarem e repensar a nova situação. Por segurança, as tropas verrogaries permaneceram acampadas do lado de fora de Léom, mas os comandantes dos três exércitos que se aliaram à Éperus foram junto: Arbestus Oder e Cassius.
• A reunião foi marcada por algumas divergências de ideias. Azuma queria dar algum descanso para suas tropas, que viveram momentos tensos nos últimos dias, mas Éperus queria aproveitar a oportunidade gerada para reconquistar Isalíbel. Arbestus mostrou alguma resistência contra Azuma, e deixou claro em mais de um momento que não estava fazendo nada por Dantsem ou Azuma, mas sim pelo seu reino Verrogar e seu rei, Éperus.
• O grupo queria convencer Arbestus que a batalha que ele lutaria ao lado de Éperus não era apenas pela ascenção de um novo rei, mas pelas crenças de todo um povo. Pedodes levou o general recém convertido para ver o corpo do guerreiro que provocou a cicatriz em seu rosto quando ele tentou o necroconheimento. Mostrar para o general que aquele homem, verrogari e lutando na guerra, era na verdade um demonista, foi apenas o início de um discurso de Pedodes, Cóquem e Landalfo que por fim o convenceu completamnete da influência demonista sobre a alta corte verrogari. As revelações fizeram o general crer que o próprio rei Attos II deve estar sendo diretamente influenciado ou fazer parte deste culto profano.
• O trio que permaneceu com o rei Azuma seguiu discutindo os próximos passos que Dantsem deveria dar. Kolich ainda pensava que alguns dias de descanso eram necessários, mas acabou convencido de que avançar rapidamente poderia ser essencial para a reconquista de Isalíbel, já que Verrogar não teria tempo de trazer de seu reino um contingente grande de soldados antes das tropas de Léom. Já Kaiser acabou se desentendendo com Ruded e quase provocou uma briga com o ex-general na frente do rei. Por fim, decidiram que descansariam por apenas um dia.
• O grupo passou a tarde após a batalha fazendo preparativos. Landalfo foi ao colégio alquímico para conhecer Cristomando melhor e fez algumas valiosas trocas de conhecimento. Pedodes verificou o corpo de Kâminus e pegou sua espada mágica, que foi entregue como presente para Éperus. Também não vira nada no acampamento de Kâminus. Cóquem foi até Hulôn e pegou a capa do diário de Ledâm e a cópia que ela havia ficado responsável por fazer. Os outros também tiveram tempo para seus afazeres, mas alguns aproveitaram para descansar. Lia ficou incumbida de procurar mais informações sobre a Bruxa da Alma, mas Arnieta acompanharia Kaiser aonde ele fosse.
• O grupo resolveu ir até Eredra para encontrar a semente da Luz que o triunvirato desejava enquanto os exércitos dantsenianos marchariam para Isalíbel. A intenção deles era ir e retornar a tempo de participar da batalha. Logo antes da partida, a rainha Mirna mostrou para o grupo a carta que os alertou sobre a existência de Éperus: uma correspondência com o selo verde de Verrogar rompido. Pelo conhecimento do grupo, o selo verde significa que não havia sido remetido por alguém da nobreza, que normalmente utiliza o rubro. Depois partiram transformados em pássaros, como normalmente eles tem feito. Lanâncoras e Landalfo voam enquanto todos os outros ficam encolhidos.
Vossa Majestade, Rei de Dantsem, há duas décadas o legítimo rei de Verrogar, filho de Attos I e da Marquesa de Mansel, reside nas Ilhas Ganis. Sua presença naquela ilha foi mantida em segredo até hoje, quando se faz necessário pelo bem de Dantsem e de Verrogar que seja resgatado. Sua existência pode mudar o rumo desta guerra sangrenta.
• O voo foi tranquilo, mas a viagem não foi tão serena. Pedodes carregava uma sensação de apreensão que não lhe deixava em momento nenhum há vários dias. Poderia ser a expectativa pela batalha de Léom, mas o sentimento não desapareceu com a vitória e isso começava a incomodar o sacerdote. Já Cóquem teve vários pesadelos perturbadores em uma mesma noite, no qual ele morria mais de uma vez.
• Já na madrugada seguinte o napol acordou com o faro desperto: um forte cheiro de carniça atiçava seu apetite e não estava longe. Ele avisou Torin que fazia guarda, que por sua vez acordou Kaiser, e os três foram com o bardo procurar a origem daquele odor. Arnieta ficou no acampamento e acabou acordando os outros, que foram caminhando atrás do trio.
• Cóquem viu um pequeno lago abaixo de um penhasco no qual o corpo de três pequeninos boiavam. Apenas a iluminação da azul Agmarin permitia que eles vissem algo no campo, mas auxiliado pelo faro o napol não tinha dúvidas de como localizá-los. Deixando Kaiser e Torin para trás, ele mergulhou pelo penhasco na direção de seus aperitivos que se encontravam a cerca de 60 metros. No entanto, ao se aproximar, um enorme mostro agarrando os corpos com tentáculos emergiu do lago. A criatura tinha outros apêndices não ocupados e assustou o bardo, que tentaria corrigir o rumo de seus voo antes de chegar perto o suficiente para ser a próxima vítima da criatura.
Dantsem e Eredra, dias 2 a 5 do mês da paz do ano de 1501.
• Reunidos na sala de guerra, o grupo discutia com os outros generais que estratégia deveriam assumir na balha vindoura. Depois de muito conjecturar, concluíram que sua melhor saída seria a realização de ataques rápidos e diretos contra algumas tropas inimigas a fim de enfraquecê-las, e todos os heróis de Dantsem se envolveriam. Assim, o primeiro ataque atingiu a tropa de Meandrus e ficou evidente que os inimigos não estavam totalmente preparados para isso. Os exércitos opositores já estavam posicionados para um longo sítio e acabaram sofrendo bem mais baixas do que a tropa dantseniana, liderada por Kaiser.
• A investida acabou trazendo alguns prisioneiros. Com eles, Lia e os outros descobriram que a moral inimiga era alta. Para eles, esta batalha poderia pôr um fim na guerra. A presença de Éperus na batalha havia sido notada e foi uma surpresa positiva, mas ainda assim não foi capaz de mudar o curso da guerra.
• Os aventureiros começaram a planejar outro ataque, mas desta vez à noite, considerando que o fator surpresa já havia sido perdido neste dia. Eles reforçaram suas fileiras com os napóis e recompuseram as perdas ao acolherem parte das tropas de outro general dantseniano. Com uma tropa maior, o próximo alvo seria o liderado por Cassius. Novamente sob o comando de Kaiser, a tropa dantsniana saiu pelos portões levando consigo todos os heróis de Dantsem e Éperus, avançaram pelas trevas até o acampamento inimigo e lançaram um ataque devastador antes que eles pudessem perceber o que estava acontecendo. A vitória triunfal eliminou metade dos opositores e quase conseguiu retornar ilesa para Verrogar, não fosse um ataque de Arbestus em retaliação a se aproveitar da posição deles sem a proteção dos muros. Mesmo assim, a vitória da noite foi inegável e muito significativa.
• As chances dos ataques de surpresa haviam se esgotado. Os inimigos começaram a se mover ainda durante a noite: magos elementalistas começaram a erguer rampas para as armas de cerco a fim de aumentar seus alcances. Temendo pelo que viria, Landalfo achou que seria adequado espionar os inimigos para saber como eles estavam lidando com a situação. Assim, invisível e voando, o mago partiu ainda durante a noite acompanhado de Kaiser e Lanâncoras nas mesmas condições. O primeiro acampamento a ser espionado foi o de Oder, uma tropa ao lado da que teve a enorme baixa no ataque anterior. Depois eles tentaria espionar a tropa de Arbestus, o segundo contingente mais poderosos do exército inimigo.
• A tropa de Oder estava em alerta devido ao ataque contra Cassius, mas não tinha mecanismos para perceber o trio com os encantamentos de Landalfo. Não houve dificuldade para que eles sobrevoassem as barracas e ouvissem os soldados. O tema das conversas girava em torno das batalhas e da presença do "bastardo", apesar do general ter proibido este assunto. Eles desejam o fim da guerra, e acreditavam que invadir Léom seria o caminho mais rápido.
• A tropa de Arbestus tinha magos que preparavam algum ritual naturalista, mas não era possível determinar o que estava sendo realizado. Landalfo notou uma área de anulação mística quando tentaram avançar sobre o acampamento. Com a barreira e pelo risco ao qual lhe submeteria se continuasse, o grupo resolveu retornar e não seguir a espionagem.
• A manhã seguinte raiou sangrenta. Os exércitos inimigos começaram a atacar a cidade de Léom com suas máquinas de guerra. As defesas conseguiram segurar os inimigos o quanto podiam, mas em algum momento os muros foram abertos por magia e o próprio Kâminus começou a avançar por ali. A tropa de Kaiser foi a designada para fazer a defesa, mas não era páreo para o poderoso contingente de Kâminus.
Arbestus
• O exército inimigo começava a avançar do lado de fora dos portões. Arbestus, o segundo melhor contingente inimigo, movimentava-se na direação da abertura feita por Kâminus. No entanto, quando o general deu a ordem para que a invasão ocorresse, Arbestus ergueu suas armas e ordentou um ataque contra o exército de seu líder. Estava definido: Esta era a primeira tropa verrogaria a apoiar Éperus.
• Cercado e com seu exército já enfraquecido, Kâminus não teve outra alternativa senão atacar com seu golpe derradeiro. Com as forças que lhe restavam, o general partiu para cima de Éperus, já ferido por uma flecha. Torin e Pedodes estavam junto para protegê-lo, mas o jovem herdeiro verrogari já não era o mesmo jovem imaturo e conseguiu se defender das investidas iniciais e ainda contra-atacar. Porém, Kâminus era um guerreiro muito habilidoso e foi apenas com a ajuda de Torin e Kaiser que acabou subjugado. Mesmo vendo seu inimigo de joelhos e rendido ao ver que não tinha mais chances de vitória, Kaiser não mostrou misericórdia e disparou suas flechas para perfurar definitivamente o corpo de seu inimigo.
• A batalha não tardou a terminar após o general ser abatido. Algumas tropas dispersaram-se e deixaram as proximidades de Léom. Outras seguiram Arbestus que, com um corredor de verrogaris se abrindo em seu caminho, marchou até Éperus e se curvou, dizendo: "Meu rei, eu juro lealdade ao legítimo rei de Verrogar"
Dantsem e Eredra, dias 1 e 2 do mês da paz do ano de 1501.
• Dick estava em uma situação complicada na Fairgrass. Autarkinas havia lhe avisado que a guarda se encontrava no andar de cima e ele possuía pouco tempo para decidir como escapar. Quando o barulho do arrombamento foi ouvido, a tiefling disse que iria tentar ganhar algum tempo conversando com os invasores. Dick aproveitou este tempo para entrar no dispositivo de Kwalish e fugir pelos esgotos que estavam conectados ao subterrâneo da Fairgrass. Seu percurso o levou para o mar, e logo ele se dirigiu para as proximidades dos túneis que dão acesso ao portal para o Plano Elemental do Fogo.
• O Lobo do Mar aportou pela manhã nas docas de Aguasprofundas. Tolman conversou com os representantes de Sir Valen e lhes comunicou sobre a carga que ele trazia que compartilhava com o futuro sogro. Em seguida Lex entrou em contato com Réskel para saber do resultado do atentado contra Dick e ouviu que nem tudo havia saído conforme o planejado, já que o bárbaro "não havia colaborado" com o acordo. Assim, o draconato entrou em contato direto com Dick Garhelm e pegou sua localização. Todos partiram para encontrá-lo, ainda sem saber o que havia acontecido com a Fairgrass e Autarkinas.
• Os aventureiros se viram cercados pelos inimigos e começavam a pensar em uma alternativa para defender a cidade. Analisavam que as direções sul e oeste eram as mais ameçadas e onde a maior quantidade das tropas inimigas se mantinha. Landalfo refez as armadilhas que havia ajudado Calinior, Kaiser inspirou os soldados... tudo para ajudar no momento decisivo. Porém, os exércitos de Dantsem não transmitiam a segurança necessária, tanto pela quantidade reduzida quanto pela qualidade das tropas mercenárias contratadas.
• Pedodes, Kaiser, Lanâncoras e Landalfo foram ter com o rei Azuma e o encontrou junto com sua esposa, vestindo as armaduras. Eles pediram autorização para fecharem os acessos da cidade com as magias de Lanâncoras e a receberam, com exceção da que dá acesso ao porto. O sacerdote e o arqueiro permaneceram com o rei enquanto ele e sua esposa se dirigiam para o segundo andar do Castelo das Brumas. Os outros foram procurar por Éperus. Diretamente para o rei, Kaiser disse que poderia fazer um trabalho melhor do que o general Ruded. O marquês havia ouvido muito sobre este general nos últimos dias enquanto conversava com as tropas, e sabia que ele não gozava de muito prestígio entre os soldados. Com o subterfúgio de tornar Ruded um soldado que lutaria protegendo o rei em sua própria tropa, Azuma aceitou a proposta e disse que faria de Kaiser o novo general.
Ruded
• O rei Azuma discursou para os comandantes de suas tropas. Ele tentou motivar a todos e em alguns minutos falou tanto para os seus quanto para os mercenários que seguiam Dantsem por ouro. Assim que o discurso se encerrou os monarcas convocaram Ruded e fizeram a nomeação de Kaiser. Porém, o general não saiu sem antes cutucar o prestígio de Kaiser, alegando que este estaria abalado depois de perder todos os seus homens em Calinior. Segurando seu ímpeto combativo, o arqueiro permaneceu quieto e não cedeu à provocação, tornando-se o novo general. O marquês ainda entregou o anel de invisibilidade à Azuma para protegê-lo durante a luta.
• Éperus estava com sua irmã quando o grupo chegou. A moça parecia preocupada por seu irmão e temia muito pela vida dele. Cóquem desconfiou daquele comportamente exagerado e tentou pressioná-la um pouco, mas foi interrompido pelo futuro monarca. Ele confiava plenamente em Ildra e queria que isso se estendesse aos outros.
• Lanâncoras e Torin foram reforçar os muros e fechar as entradas que haviam combinado com o rei. O mago gastou grande parte de sua energia e ainda precisou apelar para poções de recuperação de mana dadas por Landalfo a fim de concluir a tarefa naquela mesma noite. Depois da última modificação, na parte mais vazia dos muros, a dupla foi surpreendida por um trio de soldados inimigos que se teletransportaram para lá. O confronto foi inevitável, e os três inimigos não tiveram tempo para reagir. Torin lançou mão de seus melhores golpes e Lanâncoras usou a energia do cajado que Landalfo havia lhe presenteado para eliminar seus oponentes em alguns segundos, antes mesmo que a guarnição da torre mais próxima pudesse chegar para ajudá-los.
Lilibel
• Ruded apresentou Kaiser para sua antiga tropa. O segundo em comando era Trey, que foi orientado para seguir o arqueiro de Ludgrim. O subalterno lhe apresentou as tropas e explicou que se tratavam de 800 homens bem treinados e com bons equipamentos. Depois da conversa, Kaiser investigou entre os soldados pelo nome Lilibel, que ele ouvira depois do necroconhecimento de Pedodes. A mulher, uma padeira, foi encontrada em um casebre onde se amontoava com outros aldeões que haviam fugido do exterior da cidade para dentro dos muros. Ela foi levada para o calabouço.
• Pedodes fez um ritual de necroconhecimento sobre o corpo de um dos inimigos para descobrir mais informações de como eles haviam chegado ali.
Kâminus
• Kâminus era o líder do exército inimigo que já estava nos portões de Léom há algumas horas. O cavaleiro convocou uma reunião com o rei Azuma, e este foi acompanhado de suas pessoas de confiança, o que incluíram Pedodes, Landalfo e Torin. Entre os muros e os acampamentos inimigos, Kâminus ordenou que Azuma abandonasse seu reinado e se exilasse, o que foi imediatamente negado. O rei de Dantsen tentou convencê-lo a apoiar Éperus, mas o inimigo se mostrava cético quanto ao direito do bastardo em governar. Pedodes voltou a mencionar os demonistas para tentar trazer a revelação para Kâminus sobre a influência maligna sobre Verrogar, mas outra vez o cavaleiro se mostrou cego pela lealdade.
• A discussão sobre se Kâminus e seus soldados estavam ou não sobre influência demonista dominou o caminho de volta até a cidade. Éperus, entretanto, queria lutar e fez uso de um argumento que afetou profundamente a todos os presentes: ─ Eles são Verrogaris. Você acha que vão acreditar em um rei que se esconde atrás de muros? A partir daí o grupo começou a considerar um ataque. Eles tentavam planejar uma forma de realizar um ataque que exibisse Éperus, mas que não o colocasse sob morte certa.
• O rei Azuma, o conselheiro Eldem, Kaiser, Landalfo e Pedodes foram ver Lilibel nos calabouços. Kaiser foi o primeiro a entrar e percebeu a mulher com muito medo. Ela acabou revelando que passou mensagem para um humano chamado Lívis que deixou Léom pouco antes dos portões se fecharem. Segundo ela, o homem prometeu salvar ela e o filho dela da guerra se ela revelesse a posição dos soldados dantsenianos do lado interno dos muros. Este informante agia como um comerciante e tinha contato com vários habitantes da cidade.
Dantsem e Eredra, dias 30 do mês da água e 1 do mês da paz do ano de 1501.
• Landalfo, Cóquem e Éperus perceberam que algo estava errado na casa de Rarder. O trio se aproximou com cuidado e notou a presença de duas pessoas no interior da residência, além de Rarder ferido e caído no chão. Eles entraram apressados e perceberam que se tratavam de vampiros. Sem perder termpo com qualquer conversa, o trio partiu para o ataque com seus golpes mais poderosos. As criaturas se mostraram bastante resistentes e perigosas, chegando até mesmo a ferir seriamente Landalfo, mas no fim superaram os mortos-vivos e os deixaram inconscientes no chão.
• O rápido combate deu a chance dos aventureiros ainda encontrarem Rarder vivo, embora com sua vida por um fio. Administrando uma das poções, eles viram o necromante se reerguer e contar-lhes o que havia acontecido: Élean havia chegado há alguns minutos. No entanto, antes dos aventureiros aparecerem, a dupla de vampiros surgiu e atacou ambos. Élean rapidamente desapareceu, deixando Rarder sozinho com as duas criaturas.
Kiv e Mel, os vampiros
• Landalfo e Cóquem levaram Rarder e o corpo dos vampiros decapitados até o templo de Selimon e, depois, até uma capela para que os corpos fossem cremados. Infelizmente, descobriram mais tarde que isso não seria o suficiente para destruir definitivamente as criaturas.
• Kaiser voltou à casa de Rarder para investigar e vasculhar por uma oportunidade de reencontrar a bruxa. Viu vários aldeões na frente da residência que comentavam sobre os estrondos e a confusão que culminaram em dois corpos. Após alguns minutos a ouvir várias teorias, inclusive de que a luta se tratava de uma conspiração verrogari, tomou a atitude de discursar e contar sua própria versão do ocorrido: de que os heróis de Dantsem haviam enfrentado vampiros desgarrados e vencido. De que aquilo nada tinha a ver com Verrogar. Em seguida teve a oportunidade de entrar no boticário do necromante e encontrar seus itens particulares, embora nada de inesperado. Élean surgiu algumas horas depois para ver como a confusão havia se concluído e encontrou o arqueiro e sua noiva. Mesmo com muito desejo de disparar suas flechas contra a bruxa, Kaiser teve auto controle para aguardar por Landalfo e Cóquem retornarem para conversar com ela.
• Cóquem entregou o diário para Élean assim que chegou. Ele esclareceu que a capa do tomo seria entregue pela outra parte do acordo, a de remover a mal que aflige Cóquem. Em seguida, começou a revelar tudo sobre Ildra: de que ela estava se tornando uma vampira serva de Sir Vandros, semelhante aos dois que o grupo havia enfrentado há poucas horas. Este Vandros é muito poderoso, supostamente um vampiro criado no próprio reino de Ricutatis. Ele mesmo ensinou Élean a maldição que juntus lançaram sobre a irmã de Éperus. Com ela, a alma de Ildra permanecerá armazenada na pedra e o detentor dela terá controle total e permanente sobre o vampiro gerado. Em seguida, revelou como quebrar a maldição: o ritual de maldição e de quebra de encantos deveriam ser realizados enquanto a Sinfonia do Duelo permaneceria sendo entoada durante todo o tempo. No instante final, quando a maldição for quebrada, a pedra que armazenaria a alma deve ser destruída imediatamente. Finalmente, ela disse que o grupo tinha apenas mais um dia para quebrar o encantamente antes que a jovem se tornasse uma vampira eternamente.
• O dia seguinte foi de muito trabalho. O grupo se apressou para reunir os materiais que precisaria para quebrar o mal sobre Ildra. Pedodes, Lanâncoras e Torin chegaram neste dia e foram atualizados sobre tudo o que estava acontecendo. Os magos descansaram para terem a energia necessária para o trabalho que começaria naquela noite e se extenderia por 10 horas. Pedodes foi à sua ordem em Léom para procurar pela canção que, supostamente, era um conhecimento comum entre no meio da Ordem da Noite Eterna. Depois de várias horas de pesquisa, ele conseguiu encontrar o livro certo com as melodias.
• Com tudo reunido e Lidjinir convocado para ajudar a quebrar a maldição, o grupo se reunião no quarto em que Ildra se encontrava. Lanâncoras e Landalfo iriam ambos tentarem quebrar o encantamento, enquanto Torin iria preparar sua lâmina mágica para quebrar a pedra quando fosse o momento certo. Após todas as 10 horas de preparo, o momento mais aguardado: a maldição sobre Ildra foi quebrada e Torin desferiu um poderoso golpe em chamas que partiu a pedra rubra. Uma energia escarlate e maligna surgiu de dentro do objeto e foi em direção da moça. Landalfo foi vítima de um poderoso golpe de retorno quando a maldição foi quebrada e acabou inconsciente.
• Ildra acordou e todos estavam preocupados com ela. Algumas feições em seu corpo eram um pouco assustadoras, como suas presas protuberantes e suas unhas crescente em forma de garras. A maioria do grupo foi em direção dela e Pedodes fez uma análise rápida, não identificando nada de anormal além do visível. Observaram o exterior da residência pela janela, animais voadores ao redor, mas nada aconteceu.
Vandros na apariçãopara Landalfo
• Landalfo estava inconsciente, mas se viu mergulhado em uma espécie de pesadelo. Um campo queimado e fumaça era o ambiente. Nessa paisagem ele viu um cavaleiro de armadura escura e um elmo que lembrava uma caveira. Era Vandros, que logo se apresentou e disse que o grupo não deveria tê-lo interrompido e que os caçaria por isso. A conversa revelou que o cavaleiro e Fariel eram aliados. Enquanto isso Cóquem explicou para Pedodes sobre o anel amaldiçoado que Landalfo estava utilizando. Depois de alguns instantes de conversa, chegaram a conclusão de que conseguiriam remover o acessório somente cortando seu dedo, o que o napol faria sem pestanejar. Mas o mago acordou no último momento e os impediu.
• Cóquem conseguiu controlar os movimentos do alquimista e forçá-lo a ficar parado por tempo suficiente para para que o dedo dele fosse cortado. O napol removeu o anel do dedo e resistiu contra a maldição iminente. Pedodes colocu a jóia em um saco de couro e não a tocou.
• Éperus pareceu mais animado imediatamente depois que Ildra foi libertada de sua maldição. Com isso, os dias seguintes foram de planejamento com a batalha que se aproximava. Kaiser animou os soldados e todos discutiram com Katrius sobre os temais mais delicados, inclusive sobre uma possível intervenção de Marana, como da primeira vez. As tropas inimigas já estavam aos portões e sangue estava prestes a ser derramado.
Dantsem e Eredra, dia 26 a 30 do mês da água do ano de 1501.
• O trio que estava em Efrin seguia Loniân para entrar pela passagem secreta de acesso à Efrin. Eles avançaram pela floresta ao leste da cidade e entraram em uma porta secreta metálica que estava encoberta por vegetação. Do lado de dentro um corredor quase abandonado, mas com tochas acesas. Eles passaram por vários cruzamentos não iluminados até que finalmente chegaram a uma nova porta metálica. Loniân abriu-a igualmente, com uma chave grande quase do tamanho de um antebraço humano e movimentos bem coordenados na fechadura. A porta deu acesso a uma biblioteca restrita, com pouca vigilância. Segundo o arauto o palácio não possuía muita proteção, uma vez que ninguém além dos próprios sumo sacerdotes circulavam livremente por lá.
• Esgueirando-se novamente pelos corredores do luxuoso, mas mal cuidado, palácio de Efrin, os aventureiros conseguiram chegar até a grande sala de reunião onde o triunvirato de Eredra os aguardava. Columbano, Imiliatânis e Ariberto sentaram-se aos três vértices do norte de uma enorme mesa hexagonal e pediram que o trio de Dantsem fizesse o mesmo.
• A conversa com os três sacerdotes resultou em duas alternativas para o grupo. A primeira seria buscar a "Semente da Luz", um objeto sagrado de grande poder que está nos túneis sobre a cidade. Este objeto está protegido por uma criatura poderosa que fora colocada lá sob comando do triunvirato, Porém eles perderam o poder sobre ela há muito tempo e a Semente de Luz também se perdeu. A posse dessa Semente seria vital, uma vez que poderia trazer de volta a vitalidade dos campos de Eredra que os Volins vem danificando e, com isso, os sacerdotes gozariam de mais prestígio e influência para insuflar uma rebelião contra os bárbaros. A segunda alternativa seria ir até Itéria e convencer Horen Vigia, o conselheiro do Tu-Portentâ, de que a guerra dos verrogaris tem implicações muito maiores do que parece. O grupo acabou acatando esta opção, uma vez que parecia trazer retorno mais rápido. Imiliatânis deu a eles uma carta para ser entregue ao conselheiro quando eles tivesse a chance.
Ariberto, Columbano e Imiliatânis, sumo-sacerdotes de Quíris, Sevides e Líris em Efrim
Horen Vigia de Itéria
• O voo até Itéria não demorou para ser concluído na forma de uma águia. Entrar na cidade não foi de grande dificuldade, uma vez que a cidade, apesar de capital real, não possuía nenhum prisioneiro, como era o caso do triunvirato em Efrin. Encontrar Horen Vigia também não foi difícil, graças a orientação de Loniân. Rapidamente o grupo se dirigiu até a casa do conselheiro, onde monstraram-lhe o Olho Profano de Morrigalti a fim de convencê-lo da gravidade da situação. Com a presença maligna que o objeto trazia, Horen não teve outra alternativa senão acreditar. Ele garantiu que faria tudo que pudesse para convencer o Tu-Portentã Veinor sobre a situação da guerra, mas que levaria alguma semanas para que conseguisse mobilizar tropas, especialmente para se opor à Verrogar.
• Tendo feito tudo que era possível em Eredra, Lanâncoras, Pedodes e Torin voltaram a transformar-se em águias e rumaram para Léom novamente.
. . .
• Cóquem, Landalfo e Kaiser planejavam uma forma de abordar Hamônd. Depois de um bom tempo de conversa, o trio chegou a uma estratégia: Landalfo e Cóquem iriam interpeceptá-lo em sua casa, enquanto Kaiser e Arnieta ficariam ocultos e tentariam esgueirarem-se em sua casa assim que ele saísse.
Hamônd
• O início da estratégia deu certo. Landalfo e Cóquem conseguiram chamar a atenção do homem e começaram a conversar com ele. Mesmo sugestionado pelas palavras do bardo, Hamônd era esperto e evitava respostas objetivas. Ele também estava apressado e repetia seguidamente que não poderia chegar atrasado para sua função. Cóquem insistia nas perguntas para tentar revelar uma simpatia pela seita, mas o soldado não dava seu braço a torcer.
• Em determinado momento Landalfo detectou que Hamônd carregava dois objetos mágicos: uma espada e um anel. Sugestionado, o humano entregou a espada para que o mago analisasse, mas ele não tirou seu anel mesmo sob efeito de magia. Irritados pela reação do homem que já insistia que deveria retornar para sua função, Landalfo abriu um portal e, dizendo que os levaria direto para o posto que ele se dirigia, enganou-o e transportou-o para o quarto do alquimista no Castelo das Brumas. Ali eles imobilizaram o soldado em uma cadeira e começaram a interrogá-lo.
• Aproveitando a ausência do dono da casa, Kaiser e Arnieta procuraram um local para entrar na residência. Eles arrombaram uma janela nos fundos, mas foram vistos e a guarda foi alertda. Arnieta disse para que o Marquês entrasse enquanto ela iria distrair os perseguidores, o que deu tempo para Kaiser explorar o local de Hamônd.
• A residência era um local pequeno e dividido em dois cômodos. Kaiser abriu baús, um guarda roupa, revirou a cama e todo o quarto por onde entrou, encontrando charutos, folhas secas e animais dissecados, colocando tudo que podia em sua sacola. Também encontrou sob o colchão uma grande quantidade de pergaminhos e um medalhão com um símbolo que ele não reconheceu. Prensou tudo o mais que pode e, como da outra vez, jogou em sua sacola para levar.
• O arqueiro avançou para o outro cômodo, que servia tanto como cozinha quanto como sala. Viu um pequeno ídolo de Blator sobre a mesa, bem como cinzas de pergaminhos na lareira. Pegou o ídolo. Ele acabou sendo interrompido por guardas que foram investigar o que havia acontecido. Para evitar os inimigos ele se ocultou na chaminé da lareira bem a tempo de evitar que os guardas que entraram pela janela quebrada o vissem. Eles permaneceram alguns minutos, reviraram algumas coisas e, depois, partiram, dando a oportunidade de Kaiser terminar de investigar a residência, mas nada mais foi encontrado. Assim, ele retornou até o castelo e foi direto encontrar-se com Landalfo e Cóquem.
• Kaiser, Landanfo e Cóquem estavam reunidos com Hamônd no quarto do alquimista. Eles seguiram interrogando o soldado que a esta altura já se encontrava dominado pelo encantamento do bardo. Mesmo assim ele não aceitava tirar seu anel. O objeto só saiu de sua mão depois que Cóquem o nocauteou com um soco forte e o pôs no chão, dando a oportunidade para que Landalfo o pegasse de seu dedo e colocasse nele mesmo imediatamente. A maldição do anel estava sobre o alquimista, mas ele tinha a certeza de que seria capaz de conter o mal que ela provocaria.
• As cartas que Kaiser havia conseguido foram analisadas pelo grupo. Dentre várias, eles destacaram uma série de mensagens que Hamônd trocava com uma mulher chamada Londis, na Crássia, e desde há muitos anos. Katrius chegou ao quarto de Landalfo e viu a situação de Hamônd. Ele não gostou muito doque vira, mas entendeu a situação. Uma mensagem chegou ao general dantseniano durante o interrogatório: a mensagem de Escarlon havia se espalhado. A notícia, fantástica para os planos de Dantsem, mudaram o humor de Katrius que logo saiu para fazer preparativos para a próxima e decisiva batalha.
• O grupo explicou a situação para Éperus assim que o reencontrou. Eles disfarçaram a situação de Hamônd e não disseram o que fizeram com ele. Antes de partirem para reencontrarem-se com Hulôn e pegar o diário copiado eles confirmaram ao herdeiro de Verrogar de que ele estaria junto no encontro com a bruxa logo à noite.
• A falsificadora não conseguira falsificar todo o diário a tempo. Cóquem pediu-lhe que copiasse tudo o mais rápido que poderia até o final do dia, e assim a deixaram. Conforme esperado, ela conseguiu cumprir a tarefa parcial. Faltava entregar a capa, mas esta parte não necessitava de tanta pressa, uma vez que Cóquem a entregaria apenas em troca da remoção da maldição sobre ele.
• Como havia sido combinado, Éperus acompanhou Landalfo e Cóquem na casa de Rarder para fazer a troca com Élean. Kaiser achou mais prudente não ir, uma vez que não confiava em si mesmo para não atacar a bruxa. O alquimista e o bardo passaram boa parte do caminho acalmando o herdeiro de Verrogar e pedindo que ele não agisse por impulso com a bruxa, uma vez que isso poderia colocar em risco a vida de sua irmã. No entanto, às portas da humilde residência de Rarder, foi Éperus quem percebeu sangue em frente da porta arrombada.
Dantsem e Eredra, dia 25 do mês da água do ano de 1501.
• Quatro inimigos armados. Dick Garhelm estava em uma desvantagem numérica e sem uma arma. Mesmo assim, ele não esperou seus algozes terminarem de falar e ameaçar para desferir um murro certeiro no nariz do anão à sua frente, dando início a uma batalha sangrenta na pequena cela de prisão.
• Os inimigos não eram quaisquer bandidos, mas também não seriam páreo para o bárbaro em sua melhor condição. Sua melhor condição significa quando ele está empunhando uma arma grande. Assim, por instinto, Dick passou a atacar primeiramente o anão que carregava uma grande espada. O empurrou, o agarrou, e tudo enquanto desviava o quanto podia dos outros ataques que vinham de tão perto que uma pessoa comum mal teria visto ser desferido. Meio minuto depois das lâminas terem começado a balançar Dick ainda estava de pé, o anão desarmado e seus inimigos um pouco menos confiantes.
• Armado com uma de suas armas preferidas, o bárbaro começou a contra-atacar de forma violenta. Os ataques inimigos pouco funcionavam contra o bárbaro furioso e sedento por sangue. Ele cortou mortalmente um deles, empalou um contra a parede e abriu o crânio de outros dois, inclusive da mulher que liderava o quarteto enquanto ela implorava por clemência, dizendo que poderia revelar quem ordenara sua morte. Não houve tempo.
• O barulho e os gritos da luta atraíram os guardas. Com Dick se fazendo de morto, eles ficaram surpresos pela carnificina que ocorrera, já que esperavam encontrar apenas o corpo do bárbaro. Eles entraram na sala e Dick, com seus reflexos sobre humanos, saiu e os fechou.
• Dick correu pelos corredores dos calabouços até chegar em um cruzamento. Optou pela direção da escuridão em vez de onde via uma porta. Uma escadaria subiu até uma passagem gradeada e a torre da guarda. Ele acabou atraindo os vigilantes, mas permaneceu escondido até perceber que não conseguiria sair por ali. O retorno foi com luta contra mais dois guardas. Um deles revelou que havia uma saída pelos esgotos em uma sala próxima. Levando-o como refém, o bárbaro conseguiu abrir a saída para o esgoto. Dick percebeu enquanto seu refém abria o alçapão que os equipamentos dos prisioneiros eram guardados naquele local. Completamente armado, ele ainda matou o guarda quando este tentou fugir.
• Dick avançou rapidamente pelo esgotos até ser atacado por um Nothic. O monstro foi rapidamente abatido e não teve tempo de ferí-lo. Com o caminho aberto, o bárbaro encontrou uma escada para a superfície e rumou para a Fairgrass. Tomou a rua principal para chegar em casa, o que acabou lhe fazendo deparar-se com outros três vigilantes da guarda. Matou a todos e prosseguiu até sua sede.
• Apenas Autarkinas estava na Fairgrass quando Dick Garhelm chegou. Ele a alertou que iria para o andar inferior se abrigar próximo do dispositivo de Kwalish, e assim o fez. No entanto, já durante a madrugada, Autarkinas o chamou para alertá-lo de que a guarda da cidade estava à sua porta preparada para entrar e capturá-lo.
Aguasprofundas, madrugada entre os dia 5 e 6 de Hammer do ano de 1490.
• O grupo ainda estava decidindo o que fazer. Pedodes queria ir até Léom para ver como Éperus estava, mas Landalfo e Cóquem desejavam dividir o grupo, enviando uma parte deles até Efrin para falar com o arauto que Józ havia mencionado. Depois de algum tempo discutindo, decidiram que todos iriam até Léom e na manhã seguinte se dividiriam, com uma parte indo até Efrin e outra ficando em Léom para acompanhar a situação da guerra, bem como tentar contato com Élean para renegociar os termos para ela revelar como quebrar a maldição.
• O voo até Léom levou pouco mais de uma hora. Como já de costume, a forma de falcão os faz percorrer longos caminhos rapidamente. Apesar da hora tardia, o grupo foi até o templo onde Ildra sofria seu flagelo. Éperus estava lá, parecia muito cansado, mas orava ao lado da cama da irmã. Ficou bastante decepcionado ao ouvir que eles não trouxeram a solução para a irmã, mas compreendeu a situação. As promessas de que os aventureiros iriam tentar um novo acordo com a bruxa e iriam reencontrá-la o mantiveram calmo, mas ele estava decidido a participar desse próximo encontro. Antes de se despedirem, ainda perceberam a péssima aparência da jovem flagelada. Suas unhas, amareladas, haviam crescido exageradamente nos poucos dias que haviam se passado.
• Já no castelo, assim que se alojaram em seus quartos, mas antes de se acomodarem para o descanso, foram convocados pela majestade para a sala de reuniões. Lá encontraram-se com Lidjinir e a rainha Mirna. Ela manifestou sua preocupação com o herdeiro de Verrogar, dizendo que temia que ele estivesse duvidando de sua fé. A rainha foi enfática em dizer que nem toda vitória do mal ocorria através de magia, mas que ele conquistava o coração das pessoas aos poucos, através de pequenos detalhes do cotidiano. O grupo pode finalmente descansar depois da reunião.
• O rei Azuma teve um encontro com o grupo logo cedo na manhã seguinte. Ele já havia tido conhecimento do desfecho que os aventureiros haviam tido com a bruxa, mas precisava atualizá-los sobre a guerra e sobre os próximos passos a serem dados. As tropas verrogaris pareciam mais apressadas do que há poucos dias e os novos cálculos de Katrius estimavam que eles levariam de 5 a 10 dias para chegarem aos portões da capital. Aproveitando a oportunidade, o grupo pediu que um falsificador experiente fosse trazido até eles com urgência, já que precisariam deste serviço para copiar o diário de Ledâm.
• A próxima parada foi mais uma vez o templo onde Ildra estava. Depois de uma desconfiança ao ver o corpo da moça, Pedodes fez nova análise e acabou por perceber o mal que afligia a jovem: ela estava a se tornar uma vampira. Como ele, Lanâncoras e Torin viajariam para Efrin, pediu para Lia permanecer e ficar de olho em Éperus em seu lugar. A sós com Torin, o herdeiro de Verrogar desabafou para o anão. Ele demonstrou toda sua frustração com os deuses e revelou que se apoiava na brava história de Torin e em sua experiência tão pessoal com Crizagom, que um dia o salvara da morte certa no último momento, para continuar a crer que as forças divinas poderiam ajudar sua irmã. O guerreiro prometeu que daria sua vida para salvar a da moça, e então partiu.
• Landalfo e Cóquem não perderam tempo depois que o vingador partiu em sua jornada e foram à procura de Rarder, o necromante. O velho humano os recebeu com receio de que o vingador estivesse próximo, mas se tranquilizou depois que soube da situação e de receber alguns presentes do alquimista. A dupla o colocou à par da situação de Ledâm e de Élean e perguntou se ele conhecia algum dos dois. Ouviram o necromante afirmar que conhecia um pouco de ambos, mas que tivera relações mais próximas com Élean. Segundo ele, se a bruxa já estava em Léom ela poderia ser atraída por algum presente, como uma caveira de criança. Assim, Landalfo tratou de modificar uma caveira de cão na de um ser humano para atraí-la o quanto antes. Saíram com a esperança de terem um encontro o mais breve possível.
Hulôn
• A pessoa com habilidades de falsificação que a coroa recomendou chamava-se Hulôn. Eles foram até a casa indicada e se depararam com uma humana e sua filha com cerca de dez anos. Ela exitou um pouco em fazer o serviço proposto nos 2 dias que lhe foram dados, uma vez que afirmava ser possível fazê-lo em 7, mas acabou aceitando fazer uma cópia fiel do diário. A conversa também a intimidou bastante, com Cóquem e Landalfo reiterando inúmeras vezes o quão perigosas as palavras contidas ali eram e como Hulôn ou sua filha não deveriam, de forma alguma, lê-las em voz alta.
• O encontro entre o grupo que ficara em Léom e a bruxa ocorrera na noite de Sagaeti daquela semana. A reunião na casa de Rarder começou com Élean chegando transformada em um humano. Eles então começaram a tratar dos termos para entregarem o diário de Ledâm para ela, bem como a remoção da maldição de Cóquem. Quanto a primeira tarefa, a bruxa explicou que tinha como reverter a transformação que Vandros, o vampiro, estava impondo sobre ela, embora não fosse garantido que sua mente permaneceria a mesma. Quanto à segunda tarefa, Élean disse que poderia aprisionar os demônios que faziam o contato entre Cóquem e o príncipe infernal e cortar a ligação para quebrar a maldição. Eles combinaram novo encontro no dia seguinte para fechar o acordo, quando entregariam o diário de Ledâm para ela e seria-lhes revelado como quebrar a maldição sobre Ildra.
A motivação da bruxa
Élean deseja criar a vida. Ela tem juntado corpos por toda a Tagmar e os reanimando para tentar construir uma criatura mais forte, mais esperta e mais fiel.
Sua maior ambição é criar uma alma. Para isso, ela crê que pode fazer uso de um corpo celestial. No entanto é muito difícil conseguir um desses, pois eles são dissolvidos assim que derrotados em combate. Além disso, nenhum sacerdote os chamaria de boa vontade apenas para ser sacrificado.
• O trio transformado em falcões por Lanâncoras já estava chegando nos arredores de Efrin quando Pedodes percebeu que o enviado que ele despachara para Luna se dissipou, possivelmente por ter concluído sua tarefa, considerando o tempo que levou. Com isso, uma nova esperança de que a Ordem da Noite Eterna pudesse enviar ajuda se fortalecia.
• Ainda na mesma noite, Lia chamou Cóquem para conversar sobre algumas coisas que a incomodavam. Ela estava tentando se aproximar de Éperus como amiga, como Pedodes havia aconselhado, mas o aspirante a monarca havia estabelecido uma ligação com um soldado que sempre estava de serviço durante o dia e que lhe parecia de certa forma prejudicial, ou pelo menos suspeita. Ela não sabia dos assuntos entre eles porque as conversas sempre se encerravam quando ela se aproximava. Assim, Cóquem traçou um novo objetivo: conhecer tudo sobre este soldado chamado Hamold. Éperus, o primeiro a ser questionado sobre esta pessoa, já adiantou que o considerava um bom amigo.
Loniân de Efrin
• O vingador orou por Sevides apertando o amuleto dado por Józ. Ele queria convocar Loniân, mas ao mesmo tempo acabou tendo uma inspiração muito maior. Sevides, deus da Agricultura, o agraciou com sua própria dádiva. O meio-elfo apareceu para eles cavalgando um alazão alguns minutos depois. Ele trazia conhecimento de coisas que não tinha visto e acabou se revelando um oráculo. Mesmo assim, ele afirmou que precisaria de provas contundentes para fazer com que o triunvirato recebesse o grupo, e estas vieram na forma do Olho Profano que Pedodes trouxera consigo. O arauto partiu às pressas de volta para dentro dos muros de Efrin em seu cavalo branco a fim de tentar convecer o triunvirato e o governo Volin a deixar os heróis de Dantsem entrarem.
• Enquanto isso, em Léom, Cóquem descobrira que o soldado Hamold vivia sozinho na periferia da cidade. Ele tinha uma irmã que era casada e tinha filhos, mas ele próprio era bastante sozinho. Servia o exército há algum tempo, mas não haviam muitas informações sobre ele, nem muitos amigos para contatar. O próximo bater de asas do napol seria para conhecer o soldado pessoalmente na esperança de saber se ele representava algum risco para os planos de Dantsem.
• Loniân retornou em poucas horas. O meio-elfo não trouxera a mensagem ideal, mas ainda assim poderia ter sido pior. O triunvirato aceitaria vê-los, mas o governo Volin não os deixaria entrar em Efrin. Porém, ele mesmo veio com a solução: infiltraria os aventureiros pelos túneis secretos sob a cidade sagrada, o que os levaria diretamente aos sumo-sacerdotes. Aqueles túneis não eram de conhecimento dos Volins e estavam vazios há décadas. Por isso, havia o risco de algum monstro ter feito deles seu covil. Mas era a única chance que Landalfo, Lanâncoras e Pedodes tinham de verem o triunvirato e talvez conseguirem seu apoio contra os demonistas e, com um pouco de sorte, fazer com que essa influência motivasse o povo de Eredra a apoiar a causa dantseniana. Não havia dúvidas: aceitaram o plano do oráculo.
Dantsem e Eredra, dis 23 a 25 do mês da água do ano de 1501.
• Tolman explicou para Tao Hen o que ocorrera na conversa com os arquimagos assim que se reagruparam no térreo da Blackstaff. O trio fez algumas considerações e decidiu que começaria a fazer os preparativos.
• Lex e Dick partiram para os arredores do mercado a fim de reunirem as provisões que precisariam para a jornada. Lex os guiou até um boticário, deu 100 moedas de ouro para Dick e lhe ordenou que entrasse para comprar um Bálsamo de Murrosa. Segundo o draconato, esta seria uma boa oportunidade para o bárbaro treinar suas habilidades de negociação.
• A conversa saiu dos trilhos traçados por Lex já logo no começo. O comerciante cobrava 120 moedas de ouro pelas misturas, mas Dick achou mais prudente ameaçá-lo em vez de negociar. Quando o guarda do boticário foi chamado, uma luta intensa entre este e Dick Garhelm se iniciou. Foram necessários poucos segundos para que o pequeno estabelecimento fosse completamente destruído, com suas prateleiras derrubadas, quebradas e partidas. Depois de oferecer um bom duelo, o guarda foi decapitado pelo bárbaro e o proprietário ameaçado de morte. Não fosse a chegada da guarda de Aguasprofundas para prendê-lo, talvez mais uma vítima tivesse sido feita. Lex Drake, que aguardara na rua e até tentou apartar a confusão, aproveitou o momento caótico para roubar dois bálsamos e fugir antes que fosse pego.
• O draconato contou sua versão da prisão de Dick para Tolman e Tao, deixando-os preocupados. O trio precisava pensar em uma forma de livrar seu companheiro da cadeia, e para isso foram se reunir com Mart e Talon no navio.
• Muitas opções foram consideradas, mas Tolman queria evitar apelar para o apoio de Réskel. Assim, o feiticeiro viajou ao plano do fogo e encontrou-se com Pulvara, a sacerdotisa que protegia um portal interplanar. Ele perguntou se poderia fazer uso daquelas rotas se fosse preciso e recebeu um sim como resposta.
• Uma conversa com Trakyus veio em seguida. O grupo pretendia negociar uma forma de tirar o bárbaro daquele lugar. Porém, o fiel de Tyr foi enfático em dizer que não haveria como livrar Dick da enrascada, particularmente porque o homem que ele havia matado possuía relações importantes com os lordes de Aguasprofundas. A insistência de Tolman o deixou irritado e a negociação se concluiu desfavorável ao grupo.
• A nova tentativa dos aventureiros foi o templo de Lathander. Eles procuravam alguém para ajudá-los com a defesa do bárbaro, mas Rividera não saberia como proceder. Porém, a paladina recomendou uma amiga sua, Nirien, para que conversasse com os aventureiros e encaminhasse a defesa necessária.
Nirien
• O encontro com a defensora ocorreu ainda naquela noite, cedo. A mulher foi encontrada em uma taverna e perguntou muito rapidamente qual era o motivo de sua procura e quais os crimes que Dick realmente havia cometido. Ela parecia uma pessoa comprometida com o trabalho, mas não lhe foi revelado o motivo da confusão, já que alguns sinais indicavam que ela poderia recusar ajudar se soubesse que o bárbaro teve "opções menos hostis" para lidar com o guarda.
• Depois de explorarem todas as opções que conseguiram imaginar, os aventureiros chegaram a uma conclusão: não havia maneira fácil de tirar Dick Garhelm com vida da cadeia. O julgamento certamente seria desfavorável a ele, a condenação era garantida e seu corpo seria enviado para outro plano de existência. Assim, considerando que a alma de Dick poderia ser trazida de volta sem custos dada seu apego ao mundo, resolveram que iriam ordenar a morte de seu companheiro nas celas da prisão e, depois, trazê-lo de volta à vida através de uma fração de seu corpo.
• Embora contrariado, Tolman aceitou que precisava pedir ajuda para Réskel. Lex enviou a mensagem e eles se encontraram alguns minutos depois na taverna. O intermediário elogiou o grupo pelo que eles já haviam feito, entregou um pergaminho ordenando que Tolman participasse da reunião do conselho da guilda dali à 3 dias e, surpreso, ouviu a proposta dos aventureiros. Ele concordou em enviar alguns de seus comandados para concluir a tarefa de matar o bárbaro enquanto estiver preso. Com todos os assuntos agendados, o grupo voltou para a Fairgrass para esperar as boas notícias: que Dick havia sido assassinado em sua cela.
• O bárbaro estava preso em uma pequena cela com outros dois bandidos. Lex tentou lhe enviar uma mensagem mental para que não resistisse à tentativa de assassinato, mas não teve sucesso. Já era tarde da noite quando um guarda se aproximou, removeu os dois companheiros de cela e permitiu a entrada de outros quatro homens armados com espadas. Cercado, a fúria de Dick já começou a lhe ferver o sangue. Uma luta mortal estava prestes a começar.
Ilhas do Norte e Aguasprofundas, dia 05 de Hammer do ano de 1490.
• O grupo conseguiu rastrear a bruxa até uma pequena cabana no meio de uma floresta nos Escudos de Dantsem. Iniciaram com uma tentativa de aproximação furtiva, mas foram percebidos. Kaiser disparou duas flechas velozes em Élean, e uma delas perfurou seu braço antes dela ter qualquer reação. Sem pestanejar, a bruxa fugiu para dentro da casa em tentativa de despistar o grupo.
• Cóquem tentou persegui-la pela casa. Ele passou pelos dois anões que conversavam com a bruxa do lado de fora e passou por duas portas até chegar em um quarto, mas mesmo assim não alcançou Élean. Enquanto isso, o grupo começou um combate contra os anões do lado de fora. James abriu a primeira porta e deu a oportunidade para Landalfo visualizar o destino de um portal que abriu para dentro da cabana, ignorando a dupla de inimigos, que ficaram sob responsabilidade de Torin, Kaiser e Pedodes.
• Embora os anões que protegiam a entrada fossem habilidosos, não tardou para que acabassem derrotados pelos fortes Torin, Kaiser e Pedodes. O trio alcançou os outros no interior da cabana e chegaram até uma última porta que restava trancada. Landalfo se transportou para o lado de dentro e acabou ficando sozinho com uma enorme abominação que o atacou até ele quase cair desfalecido. Houve tempo, no entanto, para o mago abrir a porta atrás de si e fugir. A criatura então avançou e atacou Lanâncoras, deixando o outro mago em situação de apuros.
• A abominação não era a única criatura a importunar os aventureiros. Um fantasma estava naquele aposento e tomou posse do corpo de Lia. A sacerdotisa passou a atacar o grupo, mas foi libertada do domínio maligno pelo exorcismo de Pedodes. O sacerdote também conseguiu forçar o recuo da abominação esconrujando-a e forçando-a a recuar exatamente para cima da porta do alçapão que possivelmente Élean havia escapado.
• Enfrentar o fantasma fora do corpo de Lia foi uma tarefa mais fácil, embora perigosa. O desmorto flutuava e atacava a alma de seus inimigos, e por um instante esteve à beira de ativar algum ritual inscrito no chão (que mais tarde descobriu-se tratar de um círculo invocação ou de proteção contra demônios). Mas não houve tempo, as flechas com o arco encantado de Kaiser dispersaram a criatura deste plano, pelo menos temporariamente. Enquanto vasculhavam a casa, usaram o anel encantado de Torin para restaurar as energias dos feridos.
• Enquanto o grupo ainda lidava com o fantasma e a assombração, Cóquem alçou voo para fora da cabana e foi procurar por Élean. Ele viu uma outra cabana a algumas dezenas de metros de onde estavam pela floresta e para lá partiu. Ele avistou a bruxa sob as árvores e aterrisou para falar com ela. Alvo de uma magia de amizade, o napol sentou-se à mesa e teve uma conversa amigável com Élean, em que algumas informações foram trocadas.
• A bruxa disse que já não precisava do acordo com Vandros. Apesar dela não gostar de quebrar seus acordos, o interesse dos aventureiros na menina a estava incomodando. Ela estava disposta a trocar o conhecimento de como livrar a menina da maldição caso o diário de Ledam lhe fosse entregue. Ela agendou um encontro com Cóquem em Léom, depois da batalha que virá. Concordando com os termos de sua "amiga", Cóquem voou de volta para seus aventureiros que, depois de ficarem á par da negociação, ficaram a planejar o próximo passo.
• Os aventureiros chegaram no quarto de Késper já com a guarda de Güerma batendo nas portas da mansão. Analisando o corpo, eles perceram que o comerciante possuía marcas de assassinato produzidos pela mesma arma que Mart encontrara com Mirene. Seguindo a exploração dos aposentos, Tao encontrou uma entrada para um porão onde vários pedaços de carne salgada estavam armazenados. Uma pequena escrivaninha no canto guardava anotações sobre o destino dos alimentos. Sem pestanejar, e frustrados por não terem encontrado mais nada de valor, os desbravadores da Fairgrass pegaram toda carne que podiam carregar e sumiram dali usando o teletransporte de Tolman.
Lou
Danpilla
• O tapete mágico no Lobo do Mar foi o destino do grupo. Tolman ordenou que as âncoras fossem levantadas assim que eles chegaram e o barco saiu do porto. Os piratas e os guardas demoraram algum tempo para notar a fuga, uma vez que estavam todos concentrados em tentar pegá-los na mansão de Késper.
• Depois de tomarem uma distância segura das embarcações que os perseguiam os aventureiros começaram a planejar o dia seguinte. Seria o encontro de Lex com os arquimagos da Blackstaff onde a missão pelo poder de trazer Lobato de volta seria concedida. Para chegar a tempo, todos usaram novamente o transporte de Tolman, exceto Mart, que ficou tomando conta do navio e controlando seus marujos.
• O encontro com a Blackstaff ocorreu durante a manhã. Participariam Lex Drake, Dick e Tolman. Os empreendedores de Aguasprofundas foram bem recebidos e foram comunicados que seriam atendidos por três dos arquimagos que controlavam a Blackstaff.
• O início do encontro se deu como esperado. O trio foi recebido por Luvian, Danpilla e Lou. Os dois pareceram bastante surpresos com o objetivo dos aventureiros e estavam interessados em verificar se a intenção deles naquele poder era real. Ao perceberem a sinceridade no rosto de Dick, entregaram a missão: o grupo precisava resgatar a Engrenagem das Cem Almas, perdida na Espinha do Mundo e que, segundo os trio de arquimagos, consistia na fechadura mais segura que existe. O prazo para cumprir a missão se encerraria no solstício de primavera. Ainda conforme os arquimagos, um dragão vermelho ancestral protege o local e guarda a engrenagem como parte de seu tesouro pessoal.
• A torre disponibilizou ao grupo seu tapete mágico de teletransporte, semelhante ao tapete que possuem. Eles tem direito de utilizá-lo até três vezes, sendo que espera-se que uma delas seja para trazer os objetos da missão. Se tudo correr conforme o planejado, Tolman e a Fairgrass poderão ficar com o tapete como recompensa, além do desejo.
Ilhas do Norte e Aguasprofundas, dias 04 e 05 de Hammer do ano de 1490.
• Não foi preciso muita exploração para que o grupo se deparasse com novos inimigos. Lia acabou ferida gravemente contra mais esqueletos e precisou ser carregada por Pedodes.
Pouco a frente, além de uma porta que foi selada e depois reaberta pela magia de geomanipulação de Lanâncoras, foram encontrados mais esqueletos e um gigante morto-vivo, uma espécie de experimento quimérico bizarro que juntou dois corpos em um. O confronto contra a criatura se prolongou durante alguns segundos, mas acabou inevitavelmente com sua destruição.
• Uma investigação na área onde estava o monstro bizarro revelou uma pilha de corpos de gigantes cortados, mas nada realmente aproveitável pelo grupo. Com isso, seguiram sua jornada de exploração das cavernas.
• Ao chegarem de volta no local em que haviam encontrado a bruxa, notaram um esqueleto parcial de um dragão e uma estátua da representação antiga da titã Terra. A estátua era ancestral e com certeza não havia sido colocada ali pela bruxa. Investigando-a melhor, encontraram uma pequena caixa enterrada atrás da estátua. Dentro dela, viram vários pergaminhos com pedidos e algumas anotações. Uma em particular chamou a atenção do grupo. Tratava-se do pedido de um Vandros, com o seguinte texto: "Fechamos nosso acordo com estas promessas. Você manterá a alma da moça neste mundo e eu lhe oferecerei o corpo perfeito, um corpo celestial.".
• Mais um pouco de investigação nos pergamihos e Cóquem percebe o nome de três canções: A Sinfonia do Duelo, a Canção da Morte e a Melodia do Fechamento. Não mais qualquer informação a respeito delas. Estes nomes lhe chamaram a atenção porque as canções eram conhecidas por estarem ligadas a lendas sobre rituais mágicos. Finalmente, o grupo encontrou um mapa de toda a região central de Tagmar, desde Verrogar até o norte das Gelerias, com muitos pontos marcados com cruzes. Supondo que se tratavam de esconderijos já adotados pela bruxa, o grupo manteve o mapa.
• No fundo de um lago de 4 metros, Landalfo encontrou uma armadura negra com características sombrias que lembravam àquelas dos cavaleiros que haviam sido encontrados na estada. Um brasão se destacava em seu peitoral: o símbolo dos Bankdis, o clã que deu origem à seita. Também viram um túnel sob a água que levava para fora daquelas minas. No entanto, pelo desgaste que já haviam sofrido naquele dia, resolveram retornar para Celeira antes de prosseguirem atrás de Élean.
• O grupo descansou no vilarejo de Celeira. Foram diretamente para o templo e lá pernoitaram. Decidiram, já na tarde seguinte, que iriam seguir procurando pela bruxa. Eles iriam começar pelo local marcado no mapa da bruxa que estava mais perto de onde eles estavam: um pequeno ponto nas proximidades da cidade de Escalada. A viagem, novamente na forma de uma águia, foi rápida. O horizonte, a medida que rumavam para noroeste, reveleva fumaça de guerra e os sinais de que os Verrogaris se aproximavam de Léom a passos mais rápido do que eles gostariam.
• Apenas Mirene estava diante dos aventureiros, que avançaram sobre ela sem exitação. Criaturas elementais de vento se materializaram no campo de batalha, tornando a luta potecialmente mais difícil. Aproveitando a oportunidade, a bruxa se afastou da frente de combate. Tolman, porém, baniu de volta os elementais e o grupo seguiu a mulher até onde ela estava.
• Enquanto Mart e Tao lidavam com Mirene, Dick avançou pela residência até chegar em um pátio amplo, onde se deparou com diversos guardas de Késper. Em poucos segundos o bárbaro se viu cercado e sendo violentamente atacado. Não resistiu muito tempo até sucumbir. Quando Tolman e Tao chegaram depois de terem se livrado de Mirene, ainda tiveram de lidar com os guardas usando o corpo de Dick como refém.
• Receosos pela possibilidade de Dick morrer por um deslize, o grupo se aproximou com cautela e obedeceu as ordens iniciais dos inimigos. Porém, Tao não confiou na negociação e iniciou uma movimentação brusca trocando de lugar com sua sombra. O resultado foi uma espada cravada no corpo desfalecido de Dick, levando-o à morte definitiva. A reação também levou à batalha para um nível caótico, com todos participando o quanto podiam.
• Lex Drake era o único que podia resgatar a alma do companheiro, mas o tempo era curto. Para assegurar que Dick fosse ressucitado, o clérigo se aproximou e o reviveu sem perda de tempo. Enquanto isso Tolman e Tao lidavam com os guardas que ainda estavam em condições de lutar. Ainda escutaram uma notícia surpreendente antes do último ser derrubado: Késper estava morto.
• Com todos os inimigos abatidos, e antes que reforços pudessem chegar das ruas de Güerma, o grupo se dirigiu para o quarto de Késper.
Neverwinter e arredores, dia 04 de Hammer do ano de 1490.
• O grupo estava considerando suas alternativas após ter derrotado Wysm. Depois de decidirem que não enviariam a mensagem para Mirene, chegaram a conclusão que deveriam lidar diretamente com Késper. Assim, fazendo novamente uso do bracelete de teletransporte de Tolman, o grupo se dirigiu de volta ao Lobo do Mar com uma escala no plano elemental do fogo.
• Não perderam tempo depois que chegaram no barco. Logo partiram pelas ruas de Güerma em direção à mansão de Késper. No caminho foram lançando os encantamentos de batalha que usariam contra seus inimigos, e acabaram chamando a atenção dos guardas que logo os abordaram.
• O combate que foi iniciado não tardou a terminar. O grupo matou muitos soldados de Güerma e um capitão. Apesar da presença de piratas no porto, eles não se depararam com nenhum. Porém, um grupo da milícia os perseguia. Para evitar uma grande perda de tempo, o sexteto (mais o Bugigangas) correu pelas ruas da cidade trombando e abrindo caminho com o que quer que estivesse em sua frente. Foram interrompidos momentaneamente apenas por um cavaleiro, que viu seu animal ser amputado antes de encontrar seu fim. Rivelino, o capitão que os havia abordado quando chegaram em Güerma, estava se aproximando para tentar detê-los, mas Tolman o transformou em uma galinha e o ignorou, fazendo o grupo voltar a correr em direção à mansão de Késper.
• O grupo entrou na mansão de Késper com Dick chutando a porta. Eles se depararam com algumas portas fechadas, mas conheciam o caminho para a sala de reuniões em que tiveram o almoço com o líder do vilarejo e Wysm. Foi Talon quem destrancou a porta do aposento e os fez entrar na penumbra para a sala onde encontraram Mirene.
• A conselheira de Késper disse que não poderia deixá-los fazer mais estrago do que eles estavam fazendo, matando os guardas que eram os pais e esposos que defendiam a vila. Ela os deteria e não deixaria que mais ninguém daquela vila se ferisse como ocorreu com Frida ao ser levada pelos gigantes. Uma nova luta estava prestes a se iniciar.
Neverwinter e arredores, dia 04 de Hammer do ano de 1490.
• A sombra propagada pela necromante a mantinha oculta enquanto os heróis de Dantsem enfrentavam seus lacaios. Torin se pôs à frente da batalha para enfrentar os esqueletos, enquanto Lanâncoras fugia dominado pelo medo. De repente, uma criatura atormentada surgiu das trevas e atacou o anão antes que ele pudesse reagir. Era um atormentado, e seu ataque o atingiu diretamente na alma pondo-o em um coma profundo para o resto da batalha.
• Pedodes, que também fracassou em resistir ao medo implantado pela bruxa, fora trazido de volta à lucidez por Landalfo. Já Cóquem voou rasante pelos túneis que já conhecia para procurar por Lanâncoras a fim de quebrar o medo que o assolava.
• Dois enviados foram trazido para a batalha por Pedodes e Lia. A bruxa, porém, não se intimidou, e novamente lançou seus feitiços na mente de todos. Os dois seres divinos não foram capazes de conter o medo transcendente que os afligia e fugiram. Lia também sucumbiu ao pavor, mas Pedodes resistiu. Kaiser não foi vítima de medo, mas de muito sofrimento, uma vez que a bruxa lhe impunha castigos terríveis, que faziam sua pele fervilhar. Mesmo assim, o arqueiro não exitava em ameaçá-la dizendo o que faria quando finalmente conseguisse por suas mãos ─ ou suas flechas ─ nela.
Atormentado
• O morto vivo que derrubara Torin era um atormentado, uma criatura que um dia fora um sacerdote abençoado pelos deuses, mas que caiu em desgraça ao quebrar cada voto jurado. Conforme juntavam as peças ao ouvi-lo durante a batalha, perceberam que a criatura desejava um exército e tinha feito um acordo com Élean para conseguir-lo. Não houve tempo. Pedodes desferiu-lhe o golpe de misericórdia que fez sua alma desaparecer, pelo menos pelo tempo suficiente para o grupo resolver a situação com a bruxa.
• Quando o atormentado foi destruído e a área de sombra criada por Élean foi finalmente desfeita pela magia de Landalfo, revelando-a sozinha em meio às trevas, tanto o enviado quanto Kaiser partiram para atacá-la e ela pediu uma última oportunidade de negociação, novamente negada. Sabendo de sua desvantagem, a bruxa não exitou em se teletransportar para longe do perigo. Landalfo conseguiu rastrear a aura maligna que ela deixara e abriu um portal para as proximidades do destino da inimiga, mas a escuridão daquelas cavernas estavam do lado da inimiga, que se ocultava e deixava rastros difíceis de seguir.
• Élean abriu um portal na escuridão, que fora visto apenas pelo enviado de Pedodes capaz de enxergar nas trevas. O ser divino o atravessou atrás da bruxa, mas o restante do grupo não teve tempo para fazer o mesmo antes que ela o fechasse pelo outro lado. Apesar de terem expulsado a inimiga, uma sensação de derrota tomou conta do grupo, que não foi capaz de conseguir a fórmula para salvar Ildra Mansel.
• O grupo resgatou Torin e se reencontrou depois que a batalha terminou. Eles descansaram por alguns minutos nas barracas que encontraram e resolveram explorar as cavernas em busca de pistas para salvar a irmã do futuro monarca. Porém, mesmo sem a bruxa, aquelas minas abandonadas estavam longe de estarem seguras.
Dantsem, dias 21 e 22 do mês da água do ano de 1501.
• O grupo se reuniu na casa onde Mart, Dick e Talon haviam pernoitado. Eles discutiram sobre o que Tolman havia descoberto e resolveram que Talon iria colher algumas informações sobre a presença destes gigantes pelo vilarejo. O halfling vagou por todo o território e viu, de fato, sinais de que gigantes haviam passado por ali.
Wysm
• A reunião com Kesper ocorreu na forma de um almoço. Estavam presentes, além do líder, a mulher que encontrara o grupo no cais e Wysm, um humano extravagante que se limitou a realizar a própria apresentação durante o almoço. A notícia que o líder de Güerma tinha para dar era de que ele aceitava negociar com o grupo uma alternativa ao pagamento da taxa de sempre. Seu preço seria cobrado de outra forma: ele queria se ver livre de um senador de Ruathym que estava agindo nos bastidores para remover Kesper do cargo. Wysm acompanharia o grupo até a capital e os orientaria no que fosse necessário.
• O grupo acabou aceitando a proposta de Kesper: tirar o senador do caminho deles e pagar uma taxa equivalente a 1,2% da carga. O valor seria de 1%, mas acabou sendo um pouco aumentado porque o grupo pediu um dia para começar, já que Drake tinha planos de se reunir com a arquimaga da Torre Blackstaff junto com Dick.
• Tolman levou Dick e Drake para Aguasprofundas com sua já corriqueira viagem através do plano elemental do fogo. Ele não permaneceu com a dupla na cidade grande, e retornou rapidamente ao encontro dos outros na ilha para acertar os próximos passos.
• Dick e Drake aproveitaram a tarde anterior para se prepararem para o encontrom, mas, antes disso, Carniça os viu chegar e pediu uma reunião. O capanga alertou-lhes que um elfo da guilda esteva fazendo perguntas pelo bairro sobre as ações deles. A dupla despistou o capanga e disse que veria com o restante o momento certo do encontro.
• A reunião com a arquimaga ocorreu no horário marcado. Drake apresentou o problema com Lobato e a maga propôs algumas alternativas, salientando que o preço pelo serviço seria diferente em cada uma delas, e que nenhum deles seria cobrado em ouro. Por fim, a dupla escutou que um desejo seria a única forma de trazer o lobo exatamente da forma como ele estava antes de morrer. Dick saltou da cadeira concordando com a alternativa, mas Drake sabia que o preço para tal feito não seria barato. Luvian, então, disse que conversaria com seus sócios para decidir qual a tarefa apropriada para cobrir os custos de um desejo. Ela voltaria a entrar em contato com Drake em três dias. Assim, a dupla de aventureiros saiu dali com um acordo fechado, mesmo sem saber qual seria o preço que deveriam pagar...
• O retorno para Güerma ocorreu da mesma forma, através de uma parada pelo plano do fogo. A escala mostrou uma paisagem estranha na Cidadela de Bronze, algo como um ataque ao mercado, mas não houve tempo para verificar o que estava ocorrendo, pois em um piscar de olhos o feiticeiro já levou todos novamente para a Ilha no mar do norte da Costa da Espada.
• Reunidos novamente, chegara a hora do grupo partir em direção à capital Ruathym. A viagem levaria cerca de um dia inteiro e o grupo partiria na tarde do dia 3 de Martelo acompanhandos de um homem de confiança de Kesper e dois outros humanos. Wysm, o humano extravagante que os acompanharia, se mostrou uma pessoa provocante e desafiadora, e foi testando a paciência do grupo durante toda a viagem. Dick era o principal alvo e parecia disposto a usar seu machado contra o bardo a qualquer momento.
• A pernoite ocorreu nas proximidades da casa de um fazendeiro a meio caminho de Ruathym. O bardo e seus dois acompanhantes ficaram hospedados com ele, enquanto o grupo achou mais prudente erguer a torre de Mart e ficarem lá, onde puderam discutir de forma privada qual a estratégia adotariam a partir do dia seguinte.
• Wysm e seus acompanhantes estavam menos intrometidos no dia seguinte, mas ainda assim se mostravam audaciosos. Mas os planos do grupo não contavam com eles. Assim que a cidade de Ruathym foi avistada por entre os morros, Tolman deu o comando que autorizou Dick a atacar. O combate foi breve, mas nem por isso não deixou de ser perigoso. Wysm se mostrou um talentoso bardo, que não fosse a emboscada na qual fora submetido talvez tivesse escapado. A batalha terminou após alguns segundos com o machado de Dick encravado no rosto do humano extravagante.
• Talon se certificou de que um dos companheiros do bardo estava realmente morto. O grupo ainda pilhou os corpos com eles ainda agonizando a procura de qualquer objeto de valor. Além de um pouco de ouro, eles encontraram um anel mágico de mensagem que havia tido um uso consumido. Desconfiados de que Wysm tenha utilizado a magia para alertar Kesper das intenções do grupo, eles consideraram enviar a seguinte frase para o líder de Güerma:
"Wysm estava querendo te trair, ele tentou nos matar e precisamos o matar. Continuamos com a missão?"
• No entanto após ponderarem a respeito, Lex Drake achou imprudente alertar o inimigo sobre o que acontecera, já que eles nem tinham a garantia de que a mensagem que consumida do anel havia sido destinada para Késper.
Neverwinter e arredores, dias 02 a 04 de Nightal do ano de 1489.