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terça-feira, 25 de maio de 2021

(VP) Sessão 47

A nova tripulação

• Tolman foi ao encontro do capitão para conversar sobre a situação das taxas cobradas pelo seu novo navio. Depois de algum tempo negociando, o feiticeiro conseguiu convencer Guramis para que ele conversasse internamente com o governo e liberasse o navio sem cobrar as multas pelos crimes anteriores da embarcação. Assim, Tolman pagaria apenas as taxas obrigatórias.

• Enquanto o grupo resolveu pernoitar na taverna do Dragão Adormecido, Tolman foi para o Tritão. O feiticeiro queria passar a noite em sua embarcação, mesmo que ainda não tivesse totalmente preparado para ser entregue a ele. O feiticeiro foi abordado por um grupo de arruaceiros no caminho. Os bandidos se lamentaram profundamente terem provocado o novo capitão do tritão, e um deles nem mesmo saiu vivo para ter a chance de se arrepender.

Dromor, o Pirata

• Alguns funcionários da cidade estavam limpando e catalogando objetos no Tritão quando Tolman se acordou. O feiticeiro foi diretamente para o julgamento dos piratas e lá interpelou o julgamento em defesa deles. Mesmo com o clérigo de Helm tendo a sentença pronta, Tolman foi capaz de argumentar fervorosamente e mudar a opinião das pessoas para que negassem a pena de morte. Talon e Dick já se preparavam para arranjar uma fuga épica dos piratas sentenciados à morte, mas não foi necessário.

• Os piratas não foram totalmente inocentados, mesmo com todos os argumentos de Tolman. Eles foram sentenciados à escravidão sobre responsabilidade do próprio feiticeiro. Assim, eles agora eram tripulantes do tritão. Dromor se candidatava para ser o mais disponível de todos, pois concordava com tudo o que o grupo propunha e parecia disposto a ajudá-los no que fosse necessário.

• O grupo partiu para os esgotos de Neverwinter depois de ter resolvido os afazeres para conseguir uma tripulação. Eles investigaram pela cidade até que acharam uma passagem para o subterrâneo nas proximidades do rio. A primeira sala já se demonstrou bastante suspeita, com uma grade separando o local onde estavam de uma sala circular onde fora visto um caixão.

• Ignorando o caixão, os aventureiros seguiram pelo caminho que podiam. Depararam-se com uma área com névoa venenosa saindo do líquido nos esgotos. Evitando-a, quase foram atingidos por um vapor fervente de canos que estavam nas laterais. Quando finalmente chegaram a um pequeno rio, foram vistos pela dupla de bandidos que procuravam. Embora uma luta parecesse iminente, nenhum dos dois lados teve tempo de tomar qualquer ação.

Neverwinter, dia 22 de Nightal do ano de 1489.

sexta-feira, 21 de maio de 2021

(SG) Sessão 75

A batalha por Calinior

• O ataque contra Ofialtus foi massivo. No entanto, dos aliados, as tropas de Kaiser seriam as que sofreriam mais baixas. Os ludgrianos não pareciam tão a vontade no mar quanto Nulimantiel, e muito menos do que os napóis voadores, que despejaram centenas de flechas sobre as cabeças verrogaris e mal podiam ser alcançados para um contra-ataque. Em poucas horas, cinco dos seis navios inimigos iriam à pique ou estavam em chamas, mas àquele que transportava as criaturas permaneceria flutuando e fora de combate. Cóquem se aproximou para verificar a situação e descobriu que nenhuma criatura estava sobre ele.

• A preocupação sobre o que acontecera com as criaturas verrogaris assombrou a frota aliada. Porém, a batalha nos muros de Calinior já estava acontecendo e eles precisavam rapidamente resgatar os feridos e retornarem para o porto.

• O combate naval ocuparia toda a manhã. Enquanto isso, Afren começou a avançar com suas máquinas de guerra. As armadilhas colocadas pelo plano de Landalfo tiveram seu efeito de atrasá-lo. Os inimigos precisaram construir pontos sobre as trincheiras abertas antes de conseguirem chegar à distância de combate.

• A chegada de Gálegor ocorreu ao fim da manhã daquele mesmo dia. Os elfos aguardavam um sinal dos aliados para atacarem os inimigos pelas costas. As armas de guerra de Afren estavam sendo preparadas, quando um grupo de cavaleiros inimigos se aproximou dos muros da cidade e bradou: "Dantsenianos, eu sou Afren, o general que irá destruir esta cidade, desmanchar pedra por pedra destes muros! Venham até aqui e se entreguem, ou morrerão!"

General Afren

• Katrius foi ao encontro do general, mesmo ultrajado com as ameaças inimigas. Pedodes e Torin o acompanharam. Frente a frente com o general que assolava o reino de Dantsem, Katrius ouviu novamente ameaças que exigiam a redinção unilateral de Calinior: "─ Vocês estão cercados e morrerão de fome e sede. Apenas rendam-se e pouparemos a vida dos inocentes."

• Pedodes clamou por Afren e o ameaçou em nome dos deuses antes de se separarem, acusando-o de demonismo. Afren não negou as acusaões, mesmo em frente de Katrius ou dos soldados. Ameaçando o sacerdote ao dizer que ele não veria seu deus depois de morrer naquele dia, Pedodes retrucou dizendo que todos ali, os aliados de Afren e sem alma, sucumbiriam nas trevas. Katrius ficou impressionado ao presenciar a admissão do demonista com os próprios olhos.

• As primeiras pedras atiradas pelas máquinas inimigas derrubaram parte dos muros. Lanâncoras, sozinho, foi capaz de reconstruí-lo. Os inimigos foram retardados graças às armadilhas colocadas por Landalfo e houve tempo para que as tropas aliadas que batalharam no mar pela manhã chegassem na cidade antes do confronto em Calinior.

• A batalha por Calinior foi muito intensa. Kaiser defendeu a área sul da cidade, atacada por Verin. Juntamente com os napois e com a tropa de Nulimantiel, os Ludigrianos conseguiram acabar com todo a tropa inimiga. O custo, porém, foi extremamente alto, deixando Kaiser quase sem soldados para ficar na batalha.

• As tropas de Mandra foram atacadas pelas tropas dantsenianas lideradas por Dragus, Gálegor e pelos napois. Torin acompanhou Dragus e a batalha em campo aberto foi vencida. Os magos do pelotão inimigo fizeram o que podiam, mas eram minoria e não foram ajudados por Afren. Em vez disso, o general inimigo aproveitou o contingente menor na cidade para atacar Calinor diretamente.

• As catapultas de Afren derrubaram o portão central de Calinior. Os inimigos entraram na cidade e a batalha começou a ser realizada em seu interior. No entanto, os napóis tiveram tempo de voltar e foram um reforço inesperado pelos inimigos, que acabaram sendo surpreendidos e não foram capazes de superar as defesas.

• Com o recuo das tropas inimigas os aventureiros resolveram contra-atacar o exército de Afren. Um batalha em frente aos muros começou. O primeiro a chegar no general foi Pedodes. O sacerdote feriu o inimigo, mas logo foi derrubado ao chão pelos ferozes contra-golpes. Torin chegou por trás, retornando da batalha junto com Dragus. Ele atingiu Afren no rosto, arrancando seu elmo fechado. As flechas de Kaiser também o atingiram, derrubando derradeiramente o inimigo.

• Um estranho vapor começou a sair do corpo inimigo já no chão. Alguns instantes depois, eles viram que o rosto de Afren havia mudado. Pedodes procurou um medalhão no corpo e encontrou. Ao tocá-lo o sacerdote teve uma nova visão de um portal sombrio, do qual uma voz dizia: "─ Venha até mim." Ao indagar de quem era a voz, ela respondeu "─ Do verdadeiro rei." Pedodes disse que lhe destronaria, e a voz proferiu "─ Eu tenho o poder que você precisa para fazer isso." Ao invocar o nome de seu deus, a voz retrucou, encerrando a conversa "Eu lhe aprsentarei a cabeça deste ser que você idolatra!"

• Pedodes caiu inconsciente e o amuleto queimava sua mão incessantemente. Landalfo retirou o objeto da mão do sacerdote usando uma ferramenta para não tocá-lo diretamente. Foi necessário a força de Torin para abrir a mão do sacerdote, mesmo inconsciente. Por fim, os aventureiros viram que o objeto deixou uma cicatriz com o símbolo de Morrigalti na palma da mão do vingador.

• Pedodes resolveu cobrir sua mão com ataduras assim que despertou e viu a marca no dia seguinte. Kaiser enviou um pedido de ajuda para Donatar, pedindo reforços oficiais de Ludgrim. O grupo ainda se recuperava da árdua batalha quando uma notícia nada alentadora chegou: a fortaleza dos elementalistas de Isalíbel havia caído. Léon estava exposta e Verrogar marchava para a capital. Um novo rumo estava traçado.

Dantsem, Calinior, dias 12 a 16 do mês da água do ano de 1501.

terça-feira, 18 de maio de 2021

(VP) Sessão 46

Neverwinter

• Tolman foi negociar com o capitão de Neverwinter após o confronto contra os piratas. Enquanto ele discutia, Dick e os outros ameaçaram os reféns e fizeram eles perceber que obedecê-los seria mais seguro. O bárbaro acabou matando um dos piratas apenas para demonstrar esta força, e pareceu ter funcionado, já que todos pareceram intimidados.

• Já Tolman negociou com o capitão Guramis e fechou acordo de ficar com o navio e o que estivesse nele, mas os prisioneiros deveriam ser presos sobre custódia de Neverwinter. O feiticeiro pediu apenas para que os piratas fossem liberados para manobrar o navio até a cidade, e isso foi aceito.

• A chegada em Neverwinter não teve mais imprevistos. Di Faris estava no porto quando o grupo chegou e conversou um pouco com Tolman, confirmando que partiria apenas em dois dias. Um dos prisioneiros, o que mais estava obecendo, também cochichou com Tao pedindo liberdade, mas foi ignorado.

• O dia todo ainda estava disponível para os aventureiros explorarem a nova cidade. Tolman, Tao e Mart foram procurar informações sobre os prisioneiros, pois queriam libertá-los para que fossem seus marujos. Enquanto isso, Dick, Talon e Drake foram para a taverna tentar arranjar alguns novos marujos.

• Tolman não conseguiu chegar até a torre onde os prisioneiros estavam trancados. Os guardas lhe disseram que o julgamento e o enforcamento seria realizado no dia seguinte, julgado po Imir, o clérigo de Helm. Com isso, o trio foi até o templo para conseguir alguma informação.

Imir, clérigo de Helm

Sir Castrin

• O templo de Helm se parecia com uma torre fortificada. Os guardas, fortemente armados e equipados com as melhores armaduras, eram vigilantes atentos. No entanto, os portões eram de livre acesso. O grupo seguiu até o andar em que Imir treinava com alguns de seus acólitos e lá conversaram com ele. O clérigo ficou surpreso com a intenção de Tolman de defender os bandidos, mas disse-lhe que ele poderia apresentar a defesa no dia do julgalmento que seria ouvido.

• Tao aproveitou o tempo que Tolman conversava para treinar com um dos acólitos de Helm. O oponente se mostrou bastante habilidoso, mas não foi páreo para o talento de Tao. O guerreiro ainda fez questão de manifestar seu eco, o que chamou a atenção do adversário. O acólito revelou que achou que apenas uma pessoa era capaz de realizar uma manobra como aquela, Sir Castrin, que habita no distrito da Torre de Neverwinter.

• O trio se dirigiu até o distrito da Torre para procurar por Sir Castrin. Uma mulher muito interessada em Tolman indicou a torre em ruínas que esta pessoa habitava. Um guarda bem armado protegia o portão, mas logo foi percebido que se tratava de uma ilusão. Já do lado de dentro, Sir Castrin apareceu e se mostrou um humano velho e caduco, embora ainda com habilidades de manifestar o eco. Ele precisava de ajuda: recuperarar sua espada que fora roubada por uma dupla de irmãos maldosos. Tao prometeu ajudar, e o velho até lhe prometeu uns calçados mágicos...

Milise

• Drake preparou um cartaz para colar no mural da taverna. O cartaz de procura-se marinheiros foi entregue para que Dick colasse, e o bárbaro removeu todos os outros do caminho para dar mais visibilidade ao da Fairgrass. Não demorou 10 segundos para que um homem grandão o confrontasse perguntando por que ele estava removendo seus cartazes. O conflito quase virou uma carnificina, mas Talon apareceu para colocaar o mínimo de bom senso na mente do bárbaro, que resolveu não sacar seu machado dentro da taverna. O halfling ainda foi hábil e bem sucedido em explicar para o homem indignado que lutar contra Dick do lado de fora, como ele queria, não seria uma boa ideia, dada a habilidade que o bárbaro possuía com o machado.

• Não demorou muito tempo para que um grupo de marujos indagasse Drake sobre a proposta. Eles eram cinco humanos e pareciam liderados pela mulher que se apresentou como Milise. Uma rápida negociação estipulou que ela receberia 20% do valor da carga. Tolman ainda pretendia negociar melhor estes valores, certamente na intenção de extorquir ao máximo seus novos empregados...

• Antes de partirem para os esgotos em busca do objeto de Sir Castrin, Tao e os outros dois foram ao encontro de Drake. O guerreiro intimou o draconato a cumprir a missão junto com ele como forma de compensação pelas missões perigosas que Drake já havia colocado o grupo. Eles se preparavam para partir para os arredores do abismo, local que dava acesso aos túneis subterrâneos.

Neverwinter, dias 21 e 22 de Nightal do ano de 1489.

sexta-feira, 14 de maio de 2021

(SG) Sessão 74

Às portas de Calinior

• Os aventureiros explicaram seus planos para Siviâm e Gálegor. A sugestão era de que os elfos chegassem do norte. Algumas alternativas estratégicas foram levantadas, inclusive levar alguns dos magos elfos, mas depois a ideia foi abandonada. O grupo deixou a floresta de Marvion transportdos por Lanâncoras transformado em ave, da mesma forma que haviam viajado até ali.

• O grupo presenciou o movimento das tropas inimigas no caminho de volta. Resolveram não tentar abordar a tropa de Afren, visivelmente mais bem preparada, e partiram para investigar a tropa de Mandra. Notaram que aquela era a tropa que possuía cerca de 100 magos, além de 6 catapultas, e desceram para pensar em uma estragégia de como prejudicá-los.

• Landalfo foi invisível e voando até as proximidades do pelotão inimigo. Ao se aproximar, o alquimista invocou um terremoto de um de seus pergaminhos. Os tremores logo foram percebidos como sendo de origem mágica e foram interrompidos antes que pudessem causar danos maiores às máquinas de guerra. Landalfo chegou a ser visto e até perseguido, mas foi capaz de desaparecer sem deixar rastro que os inimigos conseguissem seguir.

• De volta em Calinior, os aventureiros conversaram imediatamente com Katrius, Dragus e Nulimantiel. Os generais dantsenianos ficaram bastante surpresos e esperançosos com a notícia do apoio de Marvion, embora sabiam que eles demorariam um tempo precioso até chegarem em Calinior.

• Os dias que se passaram foram de muita preparação. Pedodes descobriu, junto com Lia, que Cóquem havia negociado sua alma com um demônio, que ainda surgiria em algum momento para fechar o acordo. Durante o tempo que o grupo estava fora, Lia também descobriu que o embrulho de pele se tratava de um artefato profano de Mocna.

• Landalfo começou os preparativos para a construção de seus golens de argila. Kaiser e Cóquem trataram de motivar as tropas da cidade de Calinior, que vivia sob uma lei marcial muito rígida com toque de recolher assim que o sol se punha.

• O pelotao de Kaiser chegou em Calinior pelo mar antes que os inimigos conseguissem se aproximar. Assim que chegaram eles começaram a planejar qual seria a função deles em batalha. Cogitaram partir da cidade e desembarcarem em uma praia mais ao norte de forma a flanquearem os inimigos que estivessem tentando cercar Calinior, mas resolveram aguardar para ver qual seria a estratégia inimiga.

• Uma nova ameaça surgiu justamente quando as tropas aliadas pareciam ser mais do que suficientes para enfrentarem os inimigos. Uma frota de navios vindo do norte se aproximava do porto de Calinior, que estava enfraquecido e reforçando Léon, uma vez que não se esperava um ataque marítimo verrogari. A frota era comandada por Ofialtus, um almirante que comandava um dos navios apenas com criaturas terríveis.

• Os inimigos já estavam quase batendo as portas da cidade quando uma revoada de napóis aterrisou em Calinior. Seu líder, Hortus-Vin, disse que fora enviado pela rainha Perse e seguiria as ordens de Cóquem-Etú.

• Os exércitos inimigos não atacaram Calinior assim que se aproximaram. Em vez disso, o pelotão de Afren começou a montar um trabuco, para a preocupação de todos. Ao mesmo tempo, as tropas de Verin, ao sul, ocupavam e destruíam a estrada real, cortando todas as conexões da cidade com o restante do reino por vias terrestres. Pouco tempo depois, Ofialtos e sua frota de embarcações verrogaris parou a poucos quilômetros do porto e bloqueou o acesso ao porto, fechando a via de acesso pelo mar.

• O grupo enxergava duas decisões que precisavam ser tomadas imediatamente: como desarmar o trabuco e como reabrir a rota marítima. A frota dantseniana poderia lidar com os inimigos, mas ela levaria alguns dias até chegar. Já o trabuco poderia provocar um estrago grande demais nas muralhas.

• O primeiro dia de batalha seria naval. Nulimantiel, a única que também era almirante dentre os comandantes que estavam em Calinior, atacaria Ofialtus, juntamente com a tropa de Ludgrim e os napóis. Enquanto isso, Gálegor se aproximava pela retaguarda de Mandra. A batalha por Calinior estava prestes à começar, e sangue dantseniano seria inevitavelmente derramado.

Dantsem, Calinior, dia 12 do mês da água do ano de 1501.

terça-feira, 11 de maio de 2021

(VP) Sessão 45

Piratas!

• Depois de tudo acertado com Ugarmim, o grupo retornou até sua base para recompor seus equipamentos e se preparar para a partida pela manhã na embarcação de Valen Difaris. Pressionado por seus companheiros, Lex Drake tratou de enviar uma mensagem para o porteiro da Torre Blackstaff solicitando uma reunião. A intenção era descobrir uma forma de trazer Lobato de volta dos mortos.

"─ Wellmet. Lembra do draconato branco que buscava emblemas religiosos. Preciso de uma aula sobre revivificação de animais tipo um lobo. É possível agendar?"

"─ Vou verificar a agenda, senhor. Minha senhora deve ter alguma abertura na agenda em alguns dias."

Vinis Vig

Guramis de Neverwinter

• A partida de Aguasprofundas se deu assim que o grupo chegou nas docas de Difaris. Na embarcaçãos eles reencontraram-se com Vinis Vig, o jovem escudeiro de Difaris que comprou o primeiro escudo mágico da Fairgrass. Durante os primeiros dias de viagem, Difaris também comentou com o grupo que eles estavam transportando uma grande quantidade de pólvora para Neverwinter, e que seria muito perigosos se eles fossem atacados ou se algo acontecesse no porão.

• Já nas proximidades de Aguasprofundas o grupo percebeu uma abordagem pirata no horizonte. Tratava-se de um bando de piratas tentando saquear um navio mercante de Neverwinter. Difaris disse que não poderia intervir, pois sua carga fazia ser muito perigoso uma abordagem. Assim, o grupo resolveu ir caminhando sobre as águas através de uma magia lançada por Lex Drake.

• A abordagem contra os piratas foi bem direta. Os aventureiros chegaram atacando desenfreadamente. Os piratas que tentaram cercar Tolman foram fritados por uma magia de trovão, enquanto Tao, Dick e Mart usavam de seus recursos para liquidar a todos. A grande batalha sobre o navio não durou mais do que um minuto.

• Ao fim, os soldados de Neverwinter agradeceram e disseram que os piratas seriam seus prisioneiros. No entanto, Tolman criou um conflito. O feiticeiro queria os piratas como seus próprios prisioneiros. O capitão da cidade do Norte não gostou da posição do humano e eles iriam se reunir para discutir os termos.

Mar na Costa da Espada, dias 16 a 21 de Nightal do ano de 1489.

sexta-feira, 7 de maio de 2021

(SG) Sessão 73

Pelo apoio de Marvion

• O grupo certamente rumava para uma dura batalha. Siviâm estava lidando com uma dúzia de demônios e a ajuda dos aventureiros seria necessária. Lanâncoras aterrisou nas proximidades da batalha em uma área longe do confronto imediato. Todos voltaram para seus tamanhos normais enquanto Lanâncoras voltou a ser o elfo antes de se atirarem ao combate.

• Já no início da batalha Pedodes convocou um milagre de Cruine para expulsar meia dúzia de seus inimigos, concedendo um alívio imediato. As barreiras criadas por James e uma cópia de Landalfo também garantiam portos seguros para os aventureiros permanecerem enquanto lutavam. No entanto, Kaiser acabou pego em cheio por uma bola de fogo e quase foi morto instantaneamente. O arqueiro ficou no chão onde foi atingido e o grupo precisou elaborar uma estratégia para salvá-lo.

• O milagre de Pedodes dera um alívio. Tantos demônios seriam de difícil enfrentamento, mesmo com os plantores invocados por Siviâm que defendiam a área. A maga invocava raios da tempestade que cobria o local para tentar afastar os inimigos, mas o grupo de aventureiros, com todo o poder que já possuíam, guinaram o rumo da batalha.

• Um Lorde do Caos comandava as tropas demoníacas e estava claramente perseguindo a elfa naturalista. A criatura era muito resistente e tinha poderes capazes de afetar a todos de uma única vez. No entanto, Landalfo conseguiu acertar um raio elétrico em seu ponto vulnerável, atordoando-o por tempo o suficiente para que Pedodes resgatasse Kaiser e o trouxesse de volta antes do encontro com Cruine.

• Ressucitado, Kaiser mostrou a falta que fazia. Suas flechas eram disparadas com precisão e força, expondo as defesas dos inimigos rapidamente. Antes que o demônio pudesse se recolocar em posição de batalha, um relâmpago invocado por Siviâm o pôs novamente prostrado. A abertura que a elfa conseguiu deu à Torin a oportunidade perfeita, que se lançou com sua espada de forma precisa, perfurando a pesada armadura e enfim decapitando o monstro do inferno.

• A criatura destruída logo queimou em brasas infernais, deixando para trás apenas sua armadura, couro e ossos. Siviâm lhes agradeceu e disse que a chegada deles foi muito oportuna. A elfa também revelou que não via uma criatura como aquela há muitas décadas ─ desde a guerra, mais precisamente. Isso e outros argumentos utilizados pelo grupo lhe ajudaram a decidir que apoiaria a luta de Dantsem. No entanto, ela não poderia participar do campo de batalha pessoalmente, uma vez que seria a última barreira para defender a floresta de Marvion.

• A conversa com Siviâm teve várias pautas. Além do assunto sobre os demônios, eles também questionaram as razões que levaram os demônios a persegui-la. Segundo ela, sua presença nas batalhas que expulsaram os demonistas deixaram marcas de ódio nos inimigos. Sobre Oliver e Druiriem, os pais de Lanâncoras, a naturalista revelou que os conhecera durante a guerra, que eles foram enviados para uma missão importante de atrair a cultista Lespak (agora morta) para o norte de Eredra.

• Sobre a Bússula Astral, Siviâm revelou que é possível apontar para qualquer lugar, inclusive para o plano dos deuses ou os planos infernais. Por não poder ser destruída, a bússula foi desmantelada e espalhada por Tagmar. Desta forma, o poder que ela possui depende de quantas partes estão unidas, mas é sempre muito inferior ao que ela pode apresentar quando completa. Além disso, as partes atraem-se umas as outras para aqueles que são capazes de identificar os sinais místicos que ela emite. Segundo Siviâm, o artefato completo seria capaz de encontrar uma passagem entre os planos.

• Sobre as mensagens trocadas na guerra, Siviâm informou que a maioria eram por criptografia mundana, às vezes protegidas com magia. Sobre o olho profano de Morrigalti, a elfa afirmou que já o vira em ação. Alguns cultistas o utilizavam na guerra e, segundo ela, são 13 ao total. O objeto é amaldiçoado e lançará tentações naqueles que os possuírem. Portanto, são perigosos e não devem ser manipulados.

• O som de um chifre de guerra foi ouvido, encerrando a conversa. Do meio da floresta, surgindo por entre as árvores, centenas de elfos surgiram liderados por Gálegor, que curvaram-se perante Siviâm:

─ Bem vindo Gálegor! ─ disse Siviâm, calçando a base de seu cajado no chão. ─ Chegou atrasado, mas tive companhias providenciais.
─ Perdão senhora, mas agora estamos aqui para servi-la.

Dantsem, Calinior, dia 12 do mês da água do ano de 1501.

quinta-feira, 6 de maio de 2021

(VP) Sessão 44

Novas propostas

• Tolman foi ao encontro de Élix para fechar o negócio. A elfa ainda tentou conseguir algo mais além do inicialmente proposto com o feiticeiro, mas sua habilidade de negociação, aliada com alguma chantagem, foi o suficiente para fazê-la concordar com os termos e entregar-lhe o tapete-portal.

• Enquanto o feiticeiro estava fora Tao recebeu um mensageiro na Fairgrass. Ele representava Réskel, que pediu para reencontrar o grupo na Taverna do Dragão Rei naquela mesma noite. Reunido, o grupo foi até o encontro.

• Réskel se mostrou bastante admirado pelo retorno dos aventureiros. Ele também demonstrou gostar da forma como eles lidaram com Kipir, que não fora visto em Aguasprofundas desde que a Fairgrass fora enviada para lidar com ele. Depois de todas as reapresentações, o lorde disse que tinha outro pedido do mesmo feitio: ele precisava que o anão Ugarmim, um barão que tem negócios escusos nas docas, também precisva de algum convencimento para deixar Aguasprofundas. O grupo aceitou.

Ugarmim

• Foram necessárias algumas perguntas pela cidade antes de chegar ao destino de Ugarmim. O anão mantinha uma doca operando com contrabando durante a madrugada. Alguns guardas não queriam permitir que os aventureiros se aproximassem do anão, mas eles foram facilmente destruídos pela Fairgrass. Com a ameaça de que Ugarmim seria o próximo, Tolman conseguiu chamá-lo e ter um encontro em particular com o lorde.

• A negociação com Ugarmim foi tensa. O anão demorou a aceitar deixar seus negócios para outro momento, mesmo com as ameaças explícitas do feiticeiro. No entanto, a lábia do humano foi finalmente suficiente para fazê-lo ceder. Sob a promessa de que em um futuro não muito distante Ugarmim poderia retornar, ficou negociado que ele deixaria Aguasprofundas em um de seus barcos naquela mesma madrugada.

• Alguns tópicos durante a negociação com o anão chamaram a atenção. Ele parecia odiar Réskel como alguém que estava vendendo Aguasprofundas para "o Kraken". Ele também parecia conhecer um pouco melhor a corte do que era esperado.

Aguasprofundas, dias 15 e 16 de Nightal do ano de 1489.

sexta-feira, 30 de abril de 2021

(SG) Sessão 72

Batalha iminente

• Diante da múmia de Ramum, filho de Attos I, Pedodes tinha dez minutos e nove perguntas restantes para realizar.

O INTERROGATÓRIO DE RAMUM
─ Quem te matou? (2)
─ Aspris, de Dantsem.
─ Por que motivo te atacaram? (3)
─ Não sei.
─ Quem está envolvido no ataque que você sofreu? (4)
─ Loman era o chefe da comitiva.
─ Você conhece algum demonista em Verrogar? (5)
─ Não.
─ Quem era Loman? (6)
─ Diplomata de Dantsem, embaixador em Seviala.
─ Como ele era fisicamente? (7)
─ Alto, magro, careca e sem um dente na frente.
─ A ordem para matá-lo saiu de Dantsem? (8)
─ Sim.
─ Quem decidiu que você fosse o representante de Verrogar nessa reunião? (9)
─ Eu não era o representante que deveria falar, mas apenas um fator de influência. Idor era o representante oficial.
─ Quem estava nessa reunião que era de sua inteira confiança? (10)
─ Idor e Maraila.

• Com estas informações na mão, o grupo pediu à Katrius que buscasse e prendesse todos que tivessem envolvimento com Borfa. Depois disso Pedodes foi descansar, enquanto os outros foram fazer tarefas diversas durante o dia, já que era de manhã.

• Lanâncoras e Torin foram inspecionar as muralhas do castelo para verificar a estabilidade das defesas. Sua tarefa levaria o dia todo e Lanâncoras faria algumas alterações que achou prudente. Enquanto isso, Kaiser e Landalfo foram ao encontro de Katrius e com ele discutiram algumas alternativas para a guerra. Entre elas, a possibilidade de conseguirem o apoio dos elfos de Marvion. Embora o general não estivesse muito confiante que os elfos apoiariam a causa de Dantsem, ele confiava nos aventureiros, se eles acreditavam nisso. O meio-elfo também pediu que suas tropas fossem convocadas de Léom.

• A dupla estava deixando o general quando um dos batedores chegou com informações. A tropa liderada por Afren em pessoa havia cruzado o Corbei e, juntamente com outras duas formações bem equipadas, rumavam para Calinior. A notícia de que era Afren preocupou Katrius, mas parece ter dado esperança para Landalfo e Kaiser, que viram uma oportunidade de alcançá-lo em batalha.

• Katrius teve ainda uma boa notícia a dar para o grupo: Atrib, o comerciante que transacionava informações para Borfa, estava preso na masmorra. Sabendo disso o grupo foi lhe encontrar naquela mesma noite.

Atrib, o comerciante traidor

• Atrib parecia um homem conformado com sua situação. Ele estava sozinho em uma pequena masmorra e parecia estar ciente de que seria executado. Talvez por isso não se omitiu em dizer tudo o que fez pelo anão traidor de Dantsem: que ele enviava mensagens desde Eredra até Luna, e que alguns portentãs do sul às vezes recebiam cartas, assim como um militar em Portiara. No entanto, Atrib revelou que nunca abria as cartas. Seu papel era apenas de mensageiro discreto.

• Cóquem utilizou seus encantamentos de bardo para tornar o pirata mais aberto a lhes dizer a verdade. Embora não tenha conseguido fazê-lo dizer nada mais sobre Borfa, o napol conseguiu que ele revelasse a localização de seu tesouro secreto em Calinior. Indignado por ter dito algo tão pessoal e valioso para si, Atrib ofendeu Cóquem, que respondeu-lhe cortando-lhe os dedos e enviando-lhe à boca. O grupo deixou o pirata sem o dedo e sozinho em sua cela, com a certeza de que seria enforcado e que seu precioso tesouro seria roubado.

• Torin, Kaiser e Cóquem foram até o armazém próximo do porto para encontrar o tal tesouro de Atrib. Eles foram abordados por guardas, mas responderam com força letal assim que foram ameaçados, não dando tempo sequer para que dois dos três vissem o que lhes havia atingido. Cóquem começou a procurar o andar inferior enquanto Kaiser cuidou do restante dos guardas que estava em cima. Três foram alvejados pelas flechas certeiras do meio-elfo, que matou dois instantaneamente e deixou uma terceira agonizando no chão. Toda a ação deu tempo para que Cóquem encontrasse o tesouro: um grande baú pesado, com moedas de ouro, uma obra de arte e pedras preciosas. Torin ajudou a tirá-la do buraco em que estava escondida e assim os aventureiros a levaram em um carrinho que "tomaram emprestado" do armazém.

• A manhã seguinte já começou com os aventureiros pondo em prática seu plano de viajarem até a Floresta de Marvion para buscarem auxílio dos elfos. A jornada duraria apenas um dia com todos os preparativos concluídos: uma águia transformada voando e carregando os outros. Durante a jornada eles perceberam que a movimentação dos inimigos não era exatamente a que eles previram. Um dos pelotões inimigos dirigia-se para o sul, em uma provável tentativa de cercar a cidade de Calinior. O apoio dos elfos seria mesmo necessário para vencer a batalha, considerando os números bem maiores que os verrogaris possuíam, além das máquinas de guerra que poderiam destruir as fortes barreiras de Calinior.

• O grupo sabia que convencer os elfos não seria uma missão trivial. Siviâm já demonstrara que não tinha interesse em guerras políticas. A estratégia do grupo seria convencê-la abrindo seus olhos de que Verrogar tem laços com os cultistas. No entanto, ao se aproximarem da floresta e de seu lar, os aventureiros se depararam com uma cena de guerra: Siviâm lutava contra demônios que cercavam sua casa.

Dantsem, Calinior, dias 10 a 12 do mês da água do ano de 1501.

terça-feira, 27 de abril de 2021

(VP) Sessão 43

O retorno

• O confronto contra a mestra da torre foi duro e todos estavam cansados ou feridos. Além disso, Lobato estava morto e Dick estava muito mais velho. Com tudo isso, o grupo considerou sua viagem frustrada e resolveu retornar para o plano material utilizando o pergaminho que haviam trazido.

• Uma longa caminhada se deu até as proximidades do rio Styx, já que eles precisavam resgatar Talon, Kipir e Bugigangas. Tolman tornou-se um enorme dinossauro voador antes da margem e todos foram transportados até a plataforma onde estavam os halflings e o construto. Mart então desmanchou Bugigangas e guardou suas peças para que todos pudessem utilizar o pergaminho de mudança de planos, que abarcava até 8 pessoas.

• Foi Tolman quem invocou o poder do pergaminho. Não foi difícil, considerando todos os recursos que foram gastos para garantir o sucesso na tentativa. Os aventureiros deixaram o inferno para surgirem nas proximidades de Aguasprofundas, nos campos à leste da cidade. Eles dirigiram-se imediatamente para o templo de Lathander no centro, onde pretendiam pedir ajuda de Rividera.

Orund

• A senhora do templo de Lathander concordou em ajudá-los, mas ela própria não era capaz de curar os males que afligiam Dick e Mart. Assim, ela pediu a ajuda de Orund, a anciã do templo, que dormia no momento, de madrugada. A velha senhora curou Mart e restaurou a mente de Drake, fazendo ambos voltarem a si. Apenas Lobato, que havia morrido por idade avançada em virtude da magia, foi incapaz de ter sua vida restaurada.

• Os aventureiros tentaram se situar depois que ficaram melhor. Eles perceberam que três meses haviam se passado desde que deixaram Aguasprofundas. Também deram falta de Kipir, que havia sumido. Tolman lhe enviou uma mensagem, e recebeu de volta o pedido de um encontro na casa dele no dia seguinte.

Carniça

• A manhã seguinte foi de retorno ao trabalho para Mart e Drake. Tolman foi ao encontro de Sir Valen Difaris e depois de sua enteada, Lede, para restaurar os laços que estava construindo. Tao e Dick foram ao encontro de carniça e descobriram que ele tinha matado Marduk em uma de sua cobranças. O anão parece tê-lo desafiado e o capanga não soube como lidar com a situação. Assim, a dupla da Fairgrass passou um tempo com ele para tentar torná-o menos agressivo.

• Tolman encontrou-se com Élix a tarde. A elfa estava intrigada com o sumiço do feiticeiro, mas ficou furiosa com seu comportamento depois que ele chegou. Tolman inspecionou o estabelecimento de todas as formas e saiu sugerindo que ela deveria comprar de volta a parte que ele havia adquirido.

• Mais tarde, no mesmo dia, a elfa veio pediu novo encontro com Tolman. Oferecendo-lhe chá de uma forma excessivamente cordial, Élix perguntou se seria possível negociar o valor da compra da parte que pertencia a Tolman. Ele negou e perguntou se não haveria nenhum objeto que ela poderia oferecer como pagamento. O feiticeiro, sem aceitar nada das bebidas oferecidas, levou um tapete que ela alegava ser mágico e de Thai para investigar na Fairgrass.

• Para surpresa dos aventureiros, o tapete de Élix era de fato mágico e bastante poderoso. Ele poderia servir como um círculo de teletransporte móvel. Além disso, seu valor era de cerca de 5.000 peças de ouro, bem mais do que as 1.000 peças que a elfa devia para Tolman, apesar dela ter demonstrado total ignorância sobre isso. Assim, Tolman partiu para a loja para fechar o negócio.

Avernus e dias 14 e 15 de Nightal, Aguasprofundas.

sexta-feira, 23 de abril de 2021

(SG) Sessão 71

Planos diabólicos

• O grupo continuava seus ataques contra o demônio voador, que segundo após segundo passava a dar sinais de fraqueza. Mas ele não desistia, e lançou outra bola de fogo sobre todos e, além de ferir alguns, também destruiu as cabanas que o cultista utilizava.

• Mesmo tendo inicialmente fugido da vista de alguns aventureiros, o monstro dos planos infernais foi caçado e destruído pelo grupo. Kaiser e Torin se responsabilizaram por dar os golpes derradeiros na criatura, que não deixou corpo para ser coletado, com exceção dos chifres e couro das asas.

• O amuleto de Pedodes não parava de brilhar mesmo com o demônio tendo sido destruído. Isso lhe dizia algo. Para o sacerdote, o grupo não deveria fazer uso de nada que pertencesse aquelas criaturas. Laldalfo chegou a ser reprimido por tentar pegar as partes do corpo da criatura que permaneceram. Kaiser, que desejava comer a carne dos crocodilos abatidos, também foi alertado que os animais estavam amaldiçoados por pertencerem àquele lugar. O arqueiro, no entanto ignorou os apelos do vingador e levou parte da carne para uma refeição posterior.

• Voltando-se para o corpo do cultista, Pedodes percebeu que se tratava de uma mulher humana com feições bastante masculinas. Ela tinha tatuagens por todo o corpo, sendo que na metade direita havia a descrição de como invocar Haalins para a Festa do Ódio de Mocna, e na outra haviam testos profanos de Morrigalti.

• Os aventureiros encontraram o alçapão para a passagem secreta perto do que restara da lareira da cabana destruída. Lanâncoras utilizou de geomanipulação para moldar a entrada e evitar que alguma armadilha fosse ativada. Esta atitude se mostrou prudente, porque armadilhas foram desativadas com a magia.

• Torin foi o primeiro a descer pela escada que levava a uma câmara subterrânea. Landalfo, Kaiser e Pedodes o acompanharam. O local era pequeno demais para todos os outros.

Caixa profana com o símbolo de Morrigalti

• A pequena câmara do cultista era um antro demoníaco. Pergaminhos estavam espalhados por todas as paredes e algo envolto em ataduras estava sobre uma mesa na parede oposta à que entraram. Com cuidado, Kaiser encontrou uma gaveta secreta sob a mesa. Uma caixa de aço negro ornamentada em bronze com o símbolo de Morrigalti foi encontrada.

• As ataduras sobre a mesa foram identificadas como uma múmia. Um ritual de reanimação do morto vivo estava incompleto e a múmia permanecia inanimada. Mesmo estando em bom estado de conservação, ninguém foi capaz de reconhecer o corpo por debaixo das ataduras, assim eles resolveram levá-lo, bem como a da cultista derrotada. Os pergaminhos espalhados pelas paredes também foram reunidos, encolhidos e carregados pelo grupo. Eles queimaram tudo que restava do local antes de partirem.

• Os aventureiros viajaram alguns quilômetros até os limites do pântano antes de descansarem a noite. Era de manhã quando eles começaram a planejar o que fariam. Abrir a caixa era o primeiro objetivo, mas ela era claramente muito poderosa. Uma sagração realizada ao redor do objeto parecia nem mesmo afetá-la.

• Cóquem tentou abrir a fechadura da caixa. Ele era habilidoso em soltar os mecanismos, mas mesmo tendo a certeza de que havia tido sucesso na parte mecânica a caixa nao abrira. Quando Pedodes ponderou que muitos rituais demoníacos utilizam o sangue como ingrediente o bardo não hesitou, sangrou seu dedo e colocou na fechadura. Uma sequência de memórias tormentosas foram implantadas no napol, que despertou poucos segundos depois com sua personalidade afetada de alguma forma. A caixa, enfim, estava aberta.

Embrulho de seda na caixa profana

• Haviam dois objetos na caixa: um pequeno saco de seda ornamentado por fios e amarrado por com uma fita de ouro; e um embrulho em pergaminho feito de pele humana. Nenhum dos dois foi movido, embora o napol tenha ficado muito tentado a pegar o primeiro. O grupo resolveu deixar a caixa aberta até que decidisse investigar melhor os objetos.

• Tanto Pedodes quanto Landalfo notaram algumas alterações na aura de Cóquem. Sua forma de agir também estava ligeiramente alterada, embora fosse difícil explicar como.

• O grupo retornou para Calinior naquela mesma manhã e foi ao encontro de Katrius. O humano estava organizando as fileiroas militares e muito preocupado, o que era muito justificado uma vez que dissera que Verrogar havia atravessado o Rio Belra mais ao oeste. Uma batalha se mostrava iminente. Pedodes pediu para conversar em particular com ele e então mostraram-lhe os corpos que traziam. O sacerdote não reconheceu nenhum dos dois.

• Antes de seguirem com suas tarefas, Landalfo pediu argila para Katrius. O comandante disse que havia uma mina não muito distante de Calinior e ordenou que uma embarcação saísse para buscar. Mas levaria alguns dias para que eles retornassem carregados. Já Pedodes realizaria rituais de necroconhecimento. O primeiro para descobrir algo sobre a cultista e o segundo para descobrir quem era aquela múmia em vida.

• O primeiro ritual foi concluído e não teve resultado. Pedodes, que desta vez se preparara para o pior, não foi vítima de um rebote semelhante ao encantamento que fora lançado quando tentou usar o mesmo milagre em Arkabahn. Mesmo assim, nada conseguiu descobrir da cultista. Já era noite quando o necroconhecimento sobre a múmia surtiu efeito. Os vestígios do espírito da múmia vieram a Pedodes, que havia reunido o grupo para ouvir o que ela teria a dizer. A primeira pergunta foi proferida pelo sacerdote: "Quem é você?" A resposta não poderia ser mais surprendente: "Eu sou Ramum, filho de Attos I, príncipe de Verrogar".

• O vingador ainda tinha 9 perguntas para realizar...

Dantsem, noite do dia 9 e dia 10 do mês da água do ano de 1501.

terça-feira, 20 de abril de 2021

(VP) Sessão 42

O mestre da Torre

• O espectro da mulher continuava a se lamentar e agonizar sob a luz intensa gerada pela magia invocada por Tolman. Drake, puxando Mart pela coleira que o prendia, aproximou-se do corpo do cadáver conservado e comeu a flor dourada que adornava o corpo, o que fez surgir um fantasma em poucos instantes.

• Tolman voltou a liberar a luz intensa. A presença do fantasma, porém, teve efeitos devastadores sobre o grupo. Todos, exceto Drake, amedrontaram-se com a visão do espírito. Dick, Mart e Lobato, além disso, foram afetados por um encantamento de envelhecimento. Os corpos de Dick e Mart envelheceram 30 anos, enquanto Lobato morreu pela idade avançada que o feitiço lhe provocou.

• Para concluir a aparição de sucesso do fantasma, ele incorporou no corpo de Dick. O bárbaro então atacou Drake, ferindo-o. Chegou a haver uma pequena pausa na luta para que os participantes pudessem conversar um pouco, já que o grupo aceitaria partir sem levar nada daquele lugar, mas Lancius, o fantasma, não tinha a intenção de deixar o corpo de Dick. A luta prosseguiu mais alguns instantes até ser interrompida novamente pelo mestre...

Gur-Vri

• Gur-Vri, a mestre da torre de vigia, surgiu e aterrisou no local. Frustrada por descobrir que a "Flor da Vida" havia sido comida por Lex Drake, ela ordenou que o grupo a devolvesse de alguma forma, ou seriam feitos prisioneiros. Não demorou para que a luta recomeçasse. A demônio era muito poderosa e foi capaz de nocautear Tao Hen e quase fazer o mesmo com Tolman, que fugiu do ambiente por alguns instantes para se recompor.

• Após Dick ser derrubado pelos próprios companheiros, o fantasma foi obrigado a deixar o seu corpo. Exposto, o ser incorpóreo foi varrido depois que Tolman explodiu em uma magia selvagem após invocar um efeito.

• O momento de virada no rumo da batalha foi a ressucitação de Dick. A demônio preferiu investir contra Tao Hen, que a atacava provocantemente, em vez de derrubar novamente o bárbaro. Assim, ele teve a chance de desferir suas machadadas avassaladoras sobre ela, enfracendo-a muito a ponte de permitir que, enfim, Tolman a destruísse com seu raio mágico.

• A torre havia sido libertada do mestre que a possuíra e pode ser utilizada como ponto de descanso, mas o grupo estava muito debilitado. Drake não respondia mais por si, Mart e Dick estavam com o corpo enfraquecido pela idade, Lobato estava morto, e Talon e Bugiganga ainda precisavam ser resgatados da ilha no Rio Styx. Eles já começavam a planejar uma forma de dar a aventura no inferno por encerrada.

Torre de vigia do Rio Styx, Avernus, a primeira camada do Inferno.

sexta-feira, 16 de abril de 2021

(SG) Sessão 70

o pântano dos demônios

• O grupo estava cauteloso em explorar o pântano. Apenas Landalfo carregava uma iluminação, enquanto Kaiser explorava na penumbra um eventual rastro de quem pudera ter passado por ali. Encontrou muito pouco, mas foi o suficiente para saber que o local não era deserto: eles deveriam estar no lugar certo.

• Kaiser, parcialmente no escuro, se aproximou de um pequeno córrego no meio do charco e foi surpreendido por um enorme crocodilo. Por pouco ele não foi abocanhado, mas logo se recompôs e contra atacou com suas flechas devastadoras. O grupo entrou em posição para eliminar a criatura. Logo surgiu outro, mas nem os dois eram páreo para os aventureiros bem treinados, além de numerosos.

• Eliminados os animais, o grupo seguiu jornada até as cabanas. Ele se depararam com uma espécie de caixa de correio em frente a uma das velhas cabanas, e concluíram que era ali que o recruta pegava as mensagens e deixava o pingente. Antes que pudessem explorar muito, um humano surgiu perguntando quem eram eles. As palavras que o humano proferiu em seguida invocaram três demônios.

• Kaiser foi o mais rápido a reagir. Antes que o cultista pudesse se esconder dentro da cabana do pântano ele foi alvejado por três flechas certeiras, morrendo imediatamente. Jeff, a armadura animada de Landalfo, atigiu de forma mortal um dos cavaleiros infernais, destruindo-o. Pedodes conseguiu esconjurar um guardião infernal, fazendo-o fujir assustado do Vingador.

• O mais perigoso dos demônios era um Senhor do Caos, que lançou uma bola de fogo que afetou praticamente todos os aventureiros. Mas eles estavam bem preparados. Um escudo místico invocado por James conteve bem a magia e protegeu Lia e mais alguns. Todos os outros conseguiram evitar o pior da explosão. A batalha estava fortemente inclinada para o lado dos aventureiros, mas ela ainda não estava encerrada.

Dantsem, noite do dia 9 do mês da água do ano de 1501.

sexta-feira, 9 de abril de 2021

(SG) Sessão 69

Borfa morto!

• O grupo se apressou para encontrar Landalfo em seu quarto, quando foi revelado que Kiara havia estado com ele. Kaiser saiu imediatamente em busca dela, mas não a encontrou. Enquanto conversavam, Cóquem também saiu voando sobre a cidade para tentar encontrar algum rastro da ilusionista, mas outra vez não teve sucesso.

• Enquanto o grupo ponderava o que poderia ter trazido a elfa até o quarto de Landalfo, e também o porquê dela não ter pegado o objeto a força, já que sabia que estava sob posse dele, o napol percebeu uma movimentação atípica no quartel. Ele se aproximou e percebeu que Borfa estava morto por envenenamento.

• O grupo foi convocado imediatamente e eles foram até o quartel. Lá perceberam que não só o anão havia sido assassinado, mas também o recruta mensageiro. Uma investigação logo mostrou que o responsável por preparar e levar a comida até o anão estaa sob efeito de uma alucinação, um efeito que Kiara é capaz de realizar, assim como Cóquem e tantos outros místicos.

• A morte de Borfa sepultou os planos do grupo de enviarem uma mensagem falsa para Verrogar. Mas logo bolaram outro: iriam até o pântano no qual o recruta recolhia e entregava as mensagens para Verrogar e descobririam como essas informações eram trocadas.

• O grupo chegou em poucas horas em seu destino ao seguir adotando a estratégia de voar no bolso de Cóquem. Estava noite fechada e uma névoa prejudicava a visão das pequenas cabanas do pântano. Eles resolveram aterrisar algumas dezenas de metros antes e, assim que tocaram o chão Pedodes foi surpreendido pela vibração de seu amuleto de Cruine: demônios ou mortos-vivos à espreita!

Dantsem, noite do dia 9 do mês da água do ano de 1501.

terça-feira, 6 de abril de 2021

(VP) Sessão 41

A torre de vigia do Styx

• Após o descanso nos túneis sob o rio, o grupo saiu para o pequeno cais que havia no andar superior e começou a preparar a embarcação para ir até a outra margem. O pequeno barco tinha uma capacidade para apenas 6 pessoas, mas o grupo era formado por oito. Talon e Kipir resolveram permanecer no local durante a primeira viagem e seguir o grupo apenas na segunda.

• A travessia do rio não foi tão fácil quanto poderia ser. Uma hidra atacou a embarcação durante o trajeto e, mesmo limitados ao pequeno veículo, o grupo teve de se divir entre continuar remando ou atacar o inimigo. Tolman transformou-se em um dinossauro gigante voador e aumentou drasticamente a velocidde que o barco era arrastado sobre a água, e Drake conseguiu atrasar ainda mais a criatura ao atingi-la com uma magia de lentidão.

• Quando finalmente haviam fugido do alcance da criatura de muitas cabeças surgiu uma nova ameaça. Já nas proximidades da margem do rio um monstro do rio apareceu: hydroloth. A criatura desfez a magia de transformação de Tolman, obrigando o grupo a depender apenas dos remos de Dick e Tao, já que Drake havia deixado o dele cair no rio.

• A limitação de movimento era um perigo constante. O rio Styx promovia alterações drásticas em quem fosse banhado por suas águas e o temor que a criatura virasse a embarcação era real. Antes disso, porém, o monstro ainda lançou um encantamento sobre Lex Drake, fazendo-o esquecer de grande parte do que era. Assustado, o draconato se atirou na água e, caminhando sobre ela, correu até a margem. Mesmo que em potência reduzida, tocar as água do rio forçara o clérigo a tentar resistir ao forte encantamento, e ele fracassou, o que desfacelou sua mente, transformando-o em pouco mais do que um animal irracional.

• Tolman conseguiu evitar o confronto no terreno desfavorável. O feiticeiro afetou o hydroloth com um padrão hipnótico, deixando-o alheio a tudo ao seu redor, o que concedeu tempo para o grupo fugir até a margem. Talon e Kipir foram deixados do outro lado até que conseguissem algo que permitisse aos aventureiros voltar para resgatá-los. Enquanto isso, Mart amarrou uma coleira em Lex Drake eles seguiram em direção à torre no horizonte.

• Os aventureiros se depararam com a torre de vigia do Styx poucas horas de caminhada mais tarde. Eles se aproximam com cautela e percebem que haviam luzes do lado de dentro. Usando de suas ferramentas para se aproximar e observar com cuidado, como a projeção da sombra de Tao, eles avaliaram o que havia do lado de dentro antes de abrirem a porta.

• O interior do primeiro andar da torre parecia-se com uma sala de convivência, com uma mesa e comidas apodrecidas sobre ela; também haviam algumas prateleiras de armas vazias junto às paredes. Não parecia haver nenhuma criatura no local. O segundo andar se parecia com uma sala de tortura, com ferramentas para provocar dor e uma gaiola. O terceiro andar, totalmente escuro, foi iluminado por uma magia de luz do dia.

• No chão do último andar eles observaram alguns esqueletos o corpo de uma humanóide feminina desfalecido. Ao se aproximarem um pouco, uma sombra fantasmagórica surgiu sobre ela. Após dizer que era uma prisioneira, Tolman perguntou qual o crime dela e ela disse que não lembrava. Tolman fingiu ser o mestre dela e não foi abraça-la. Logo depois a atacou com uma magia psíquica que a impede de se esconder dele.

Abaixo do Rio Styx, Avernus, a primeira camada do Inferno.

sexta-feira, 2 de abril de 2021

(SG) Sessão 68

Revelando o espião

• O grupo estava reunido com Azuma de Olives, o rei de Dantsem, para revelar todas as informações que haviam coletado em sua viagens. Kaiser iniciou passando os principais detalhes e informando que Borfa estava mancomunado com o inimigo. Além disso, eles reforçaram todas as notícias sobre a coroa de Verrogar estar sob influência da seita. Quanto aos nomes dos demonistas que Arkhaban havia revelado, Azuma pode reconhecer mais um: o Ártigus, o Conde da cidade de Mártepus, nas proximidades de Porteval.

• Algumas informações preponderaram, além, é claro, da notícia do espião. Entre elas, a de que Verrogari estava montando acampamentos avançados pela fronteira dos Palomares e a de que os elfos de Marvion estão muito mobilizados e defendendendo ferrenhamente a floresta, apesar de ainda não manterem um contato significativo com a coroa de Dantsem.

• Kaiser foi ao encontro de Carral, quem trouxe suas tropas desde Lugrim até ali. O barão distribuiu o rendimento de suas terras entre os soldados e ordenou que eles ficassem em Léom até segunda ordem. O arqueiro ainda tinha uma missão importante a cumprir antes de assumir o comando de seus exércitos.

• Cóquem também enviou notícias para sua rainha nas Terras Selvagens. Lanâncoras endereçou a Veile alguns agradecimentos pela ação dos magos em Isalíbel. Lia invocou um enviado para ir até Âmien levar informações. Ele carregou um broche de Landalfo para provar sua lealdade. Pedodes endereçou uma carta para sua ordem. De todas estas, apenas Lanâncoras teve retorno. Vêile lhe disse que a ordem não agiu para defender Isalíbel, e que os magos agiram por si só. Ela também disse que seu tio estava rumando para Saravossa quando desapareceu, e que alguns magos foram enviados atrás dele, mas ainda não há notícias.

• A partida de Léom ocorreu muito cedo no dia seguinte, logo depois de Cóquem conversar com seu companheiro Napol que enviaria a mensagem. Assim como fizeram para chegar desde Verrogar, o grupo foi voando e encolhido pelas magias de Landalfo. A jornada até a cidade levou 4 dias, terminando a noite, e eles não perderam tempo e se dirigiram rapidamente para o quartel ao encontro do anão traidor.

• O grupo planejou como faria sua abordagem em Borfa e resolveu que o chamaria para uma conversa em particular fazendo uso da boa relação que ainda contam com ele. Depois que estivessem a sós, eles o acusariam e o interrogariam. O plano funcionou.

• Reunidos com Borfa em uma sala de guerra, o anão estava completamente alheio ao planejamento do grupo. Quando revelado, o espião não foi nem mesmo capaz de negar suas intenções. O grupo o pressionou, Katrius apareceu, mas as perguntas foram realizadas pelo próprio grupo com o anão sob influência das magias do bardo.

• Após o interrogatório, ficou claro que o anão desconhecia a relação com os demonistas. Ele recebia as mensagens dos verrogaris por uma carta que chegava através de um recruta. Junto com ela, ele recebia um pingente mágico que deveria permanecer com ele, e apenas com ele, durante um dia inteiro e ser devolvido com a carta no dia anterior, juntamente com as informações que ele daria. Este pingente absorveria a aura de quem o carregasse e provaria era ele e que estava livre de encantamentos. Ele também revelou que as ordens para o ataque do exército de magos partiria dele, mas que ainda não há nada arranjado. Por fim, o nome Atrib foi citado. Ele é um comerciante naval que carrega informações de Dantsem através dos mares.

• Katrius ordenou que o recruta que envia a mensagem permanecesse sob vigilância. A notícia de que Borfa havia sido preso deveria ficar em segredo, pois os aventureiros pretendiam receber a carta e enviar uma falsa utilizando Borfa. Assim, ele espalharam a notícia que Borfa ficaria fora em missão por alguns dias e que retornaria mais perto de Sagaeti, quando a mensagem sempre chegava.

• Ao interrogar o recruta, o grupo descobriu que a mensagem era recebida no delta do rio, algumas horas para o norte, mas que ele não tinha contato direto com ninguém. Ele a devolvia para o mesmo lugar, saindo sem ver qualquer pessoa.

• Enquanto aguardavam os dias passarem, Kaiser e Landalfo foram até o pé dos Montes Solomor para encontrarem Duterte e o grifo em treinamento. A dupla passou um dia inteiro com a criatura, mas Kaiser não achou prudente pegá-lo naquele momento. Assim, eles retornaram a tempo de colaborar com o grupo na mensagem que Borfa deveria escrever.

• O mensageiro fez o que se esperava: apareceu com uma mensagem e com o pingente para Borfa no dia de Moldio seguinte. Borfa, ao recebê-lo, o cumprimentou com três acenos suspeitos. Cóquem viu que a carta estava codificada e o grupo não saberia como escrevê-la sem o anão. Assim, eles passariam a noite planejando o que incluiriam nela.

• O grupo foi descansar na estalagem Polvo de Dantsem, reservada pela coroa para o grupo. Porém, Landalfo teve uma surpresa. Naquela noite Kiara bateu em sua porta. A mesma elfa amiense que viera até Léom para acusar os aventureiros de terem mancomunado contra o clã Liadon de Âmien veio lhe pedir apoio pessoal em sua causa profana. Ela afirmou que já possuía todas as partes da bússola mágica e queria que o alquimista lhe entregasse a peça que faltava. Indignado, o mago resistiu as ameaças sutis e negou todos os pedidos de Kiara e sua acompanhante.

• A dupla inimiga afirmou que o novo rei de Verrogar poderia receber o apoio dos demonistas, se Landaldo assim desejasse. "De nada adiantará mudar o rei sem nosso apoio", ela sugeriu. Enfim, ela mencionou o nome profano de Morrigalti e disse que "a Ordem da Verdade" o trará de volta, e que Fariel não é seu líder, mas é o grande responsável por ela ser grande novamente.

• Landalfo convocou seus companheiros imediatamente após a elfa deixar seu quarto, mas ela havia sumido como no vento...

Verrogar e Dantsem, dias 9 a 30 do mês do Conflito do ano de 1501.

terça-feira, 30 de março de 2021

(VP) Sessão 40

Masmorra do inferno

• Os aventureiros estavam cautelosos pra explorar a masmorra. Logo nos primeiros corredores eles se depararam com uma pedra de luz azulada que, quando tocada, abria um porta na parede. Esta levou-os a uma otra sala com um altar misterioso. Com alguma investigação, o grupo descobriu uma passagem secreta para o norte, na direção que desejavam ir.

• A passagem secreta estava obstruída por um cristal roxo. Talon conseguiu passar por ele, mas Dick se aproximou demais com a tocha, o que provocou uma grande explosão que, por sorte, não fez com que o rio acima caísse sobre suas cabeças.

• Seguindo o percurso da masmorra, os aventureiros se depararam com uma sala circular com lâminas nas laterais. Um cristal azul piscava incessantemente. Tendo o cuidado de não tocar no cristal, o grupo conseguiu encontrar uma passagem escondida desta sala para um corredor.

• O corredor era o último trecho da masmorra. Porém, estava repleto de armadilhas. Dick, Mart e Talon ativaram várias delas, mas foi Mart quem acabou um pouco machucado. Ao subir a escada vertical no fim do caminho, Tao reparou que ela chegava em uma plataforma de concreto no meio do rio, com um pequeno barco a remo à espera.

• O grupo ainda estava preocupado em fazer o percurso sobre o rio. Eles resolveram explorar o restante da masmorra. Assim, acabaram desvendando mais algumas salas. Uma delas possuía um cristal mágico uma estátua que certamente ganharia vida. Assim, eles evitaram o local. A outra sala possuía um cristal carregado com magia de cura, além de estátuas encantadas. Com cuidado, Dick e Mart utilizaram uma parte da energia do cristal, sem deixar que ele se esgotasse, retornando em segurança para o grupo.

• Tao e Drake, este ainda não recuperado, quase foram vítimas de uma armadilha fatal. Um chão falso ocultava um buraco com espinhos que eles saltaram por muito pouco. Fora isso, os aventureiros conseguiram explorar todo o complexo subterrâneo e resolveram descansar antes da saída e planejar como fariam para cruzar a metade que faltava do Rio Styx.

Abaixo do Rio Styx, Avernus, a primeira camada do Inferno.

sexta-feira, 26 de março de 2021

(SG) Sessão 67

A jornada de volta

O grupo saiu da Gruta de Ganis conversando sobre o próximo passo a ser dado. Eles decidiram que iriam voar pelo caminho de volta o mais diretamente possível até Léom, todos reduzidos e carregados pelo napol como fizeram até chegarem na gruta. A ideia era revelar todas as informações que descobriram, especialmente sobre Borfa, diretamente para o Rei Azuma.

• Cóquem começou sua viagem buscando áreas afastadas da estrada principal e da civilização. O grupo sobrevoou o rio Belra durante um dia inteiro e depois cruzou a estrada real quando encontrou uma oportunidade sem vigilância. Eles pernoitaram algumas vezes longe de pequenas vilas até que chegaram na divisa com Dantsem, já nas margens da Floresta de Marvion.

• Durante um dia de sobrevoo da floresta, em um trecho que os Montes Solomor eram um pouco mais baixos, Cóquem reparou muitas tropas verrogaris estacionadas em acampamentos militares de tamanhos diversos. Embora eles não tenham entrado na floresta, o exército inimigo ainda não estava naquele trecho quando o grupo havia partido.

• Mesmo com cautela, o napol foi avistado por três napols e um cavaleiro de grifo. Como ele os avistou de longe, houve tempo de mergulhar na floresta e ficar invisível. A manobra rápida deu certo e ele foi capaz de despistar os inimigos. A partir dali, o grupo resolveu percorrer a floresta a pé.

• O grupo aproveitava as noite nos acampamentos para cuidar de seus equipamentos. Kaiser usou uma madeira excepcional que colheu nas margens do Rio Belra para construir um arco élfico.

• Durante o caminho pela floresta os aventureiros foram abordados por um trio de elfas. Elas indagaram sobre quem eram eles e foram prontamente respondidas com a apresentação do brasão de Gálegor, com as histórias da missão para Dantsem e com citações do nome de Siviâm. Imediatamente convencidas, a líder das batedoras se apresentou como Eltanel e revelou que era uma defensonra do vilarejo élfico das Florestas de Marvion. Ela guiou o grupo até o vilarejo élfico onde a anciã os esperava.

Ellas, anciã de Marvion

• Ellas, a anciã dos elfos florestais de Marvion, recebeu os aventureiros em sua casa no vilarejo élfico, uma pequena comunidade com casas de madeira que se misturavam de forma muito harmônica com a floresta que era bem mais baixa do que as florestas amienses, com as quais Landalfo estava acostumado. A senhora foi amigável e revelou muito do que sabia.

• Ellas afirmou que os exércitos verrogaris estavam pressionando a floresta desde que Isalíbel havia caído. Os napós que perseguiram o grupo eram magos transformados, forma que eles preferiram adotar frequentemente há poucas semanas. Algumas tropas atacaram vilas dantsenianas que ficaram para trás da linha de frente mesmo depois do ataque inicial, torturando e matando os aldeões que haviam sobrevivido à passagem do fronte de guerra. Conforme levantado pelos aventureiros e confirmado pelas elfas, os responsáveis por estes atos terríveis foram os cavaleiros de armaduras negras como aqueles vistos em Verrogar.

• Kaiser presenteou Ellas com o arco que construíra com madeira especial. Em troca, o artesão da vila confeccionou um arco élfico de Marvion para ele. Depois de uma noite de descanso, o grupo partiu apressado em direção à Leon, voando.

• A aproximação de Léon foi rápida. Eles viram uma carruagem ornamentada quando se aproximavam e perceberam que se tratava de Escarlon. O bardo já havia deixado Éperus aos cuidados do rei e estava partindo em sua missão de espalhar a notícia por Verrogar. Sua jornada levaria algumas semanas e, tendo sucesso, o nome do vedadeiro herdeiro do trono verrogari ecoaria pelos salões de todos os palácios do mundo.

• A chegada em León ocorreu na madrugada. O grupo viu que o exército de Ludgrim estava estacionado em um jardim da cidade murada, mas foi temporariamente ignorado para que eles contatassem rapidamente o rei Azuma.

• Foi Dejanin quem primeiro recebeu o grupo no salão principal do Castelo das Brumas. Ele deu a ordem para que despertassem o rei e reuniu a todos na sala de guerra. Quando Azuma chegou, o grupo não tardou a revelar: sabemos quem é o espião dentro de Dantsem!

Verrogar e Dantsem, dias 9 a 30 do mês do Conflito do ano de 1501.

terça-feira, 23 de março de 2021

(VP) Sessão 39

O túnel sob o rio

• Comer o coração daquele dragão pareceu uma boa ideia na hora, mas Lex não se sentia muito bem desde o ocorrido. O draconato estava cansado, abatido e sem concentração, o que acabou prejudicando suas decisões e mantendo-o um pouco distante do grupo nos dias que se seguiram.

• Os outros decidiram que o melhor caminho para cruzar o rio abaixo deles seria evitar o desfiladeiro e rumar para o leste, onde era possível ver uma largura menor para ser atravessada.

• Eles assim fizeram, até que se depararem com uma pequena barraca armada na beirada do rio. Tao enviou sua sombra para se aproximar do lugar, mas ela acabou atacada por uma criatura grande que saiu das águas vermelhas e foi destruída.

• Preocupados com o que poderia surgir daquele rio, o grupo começou a agir com cautela para chegar perto da barraca. As estranhas árvores que cirundavam as margens do rio também eram preocupantes, o que foi notado quando Kipir caiu inconsciente depois de respirar o pólem que elas emitiam.

• Mesmo com o risco das árvores, os aventureiros conseguiram se aproximar da barraca sorrateiramente, para não chamar a atenção da criatura no rio, e identificar dentro dela o cadáver de alguma criatura humanóide e demoníaca. Ela carregava alguns objetos com ela que foram colhidos pelos aventureiros. Ao removerem um tapete que estava no chão, eles encontraram um túnel que parecia seguir na direção do rio. Eles entraram para pegar esse rumo, esperançosos de que ele poderia levar até a outra margem.

Proximidades do Rio Styx, Avernus, a primeira camada do Inferno.

sexta-feira, 19 de março de 2021

(SG) Sessão 66

Reassumindo as rédeas

• O resgate de Kaiser não foi fácil mas, mesmo com ele ─ e todas as informações sensíveis que ele carrega consigo ─ a salvo, o grupo passou a ter que se preocupar com uma perseguição inimiga. Eles já haviam notado uma clarividência sobre eles enquanto fugiam, e portanto resolveram forçar uma marcha madrugada à dentro a fim de se afastarem o máximo que podiam de Lutrúcia.

• Durante as discussões sobre o próximo passo a dar, o grupo cogitou se esconder em algum pequeno vilarejo da região e aguardar a poeira baixar. Lia conhecia um vilarejo ao norte, próximo dos Palomares, e ele parecia a primeira opção.

• Já era de manhã quando os aventureiros resolveram parar para descansar um pouco. Portanto, antes mesmo que pudessem desenvolver muito suas discussões, ou dar início a jornada até o tal vilarejo, Landalfo teve um mal pressentimento. O mago não conseguia ser mais preciso do que isso, mas algo não estava bem. Depois de muito olharem em volta, Kaiser conseguiu notar uma ave estranha no céu. Sem pestanejar o grupo resolveu derrubar o animal. Portais foram abertos no céu para que Landalfo e Lanâncoras pudessem chegar perto o suficiente para disparar seus raios elétricos. Cóquem, também cruzando o portal, usou seu cajado para disparar contra seu alvo.

• Os ataques contra o animal foram pesados, mas a águia desviava de todos, até que Landalfo abriu novo portal para se aproximar da criatura que voava como uma flecha pelos céus e disparar seu raio elétrico derradeiro. O choque foi tão forte que matou a criatura ainda no ar, embora tenha sido a queda que selou qualquer dúvida. Ao se chocar contra o chão, a ave transformou-se em um ser humano com um traje militar verrogari.

• Preocupados que pudessem estar sendo seguidos de alguma outra forma, os aventureiros buscaram abrigo sob as árvores do primeiro bosque que encontraram. Lá, Pedodes começou a preparar um ritual de Necroconhecimento para lançar sobre o corpo do mago que haviam eliminado. No entanto, antes que o ritual de algumas horas fosse concluído, eles foram supreendidos por uma nova visita.

• Outro mago transmorfo surgiu do céu e fez-se humano à frente de Kaiser, que estava na guarda naquele momento. O mago ergueu as mãos e disse que vinha em paz, sob ordens de Marcus. Entendendo que o nome deveria se tratar do disfarce de Azerb, os aventureiros resolveram ouvir o visitante. Ele afirmou que Marcus precisava encontrá-los na Gruta de Ganis, um dia dali, na costa do Lago Denégrio. Ele estaria sozinho e o assunto é muito importante.

• Cóquem conseguiu encantar o mago com uma sugestão para que ele fosse sincero com o grupo, e eles perceberam que as intenções dele eram de fato as que ele demonstrava. Pela conversa, foi possível compreender que Azerb o cooptou ao revelar as maquinações demoníacas dentro da corte verrogari. Ele, portanto, lutava contra os demonistas em seu reino, sem saber que "Marcus" era um espião de Dantsem. O verrogari deixou o grupo e retornou para seu superior para que nenhuma suspeita fosse levantada.

• A conclusão do ritual de Pedodes veio seguido de duas perguntas ao verrogari morto. Entre elas eles questionaram qual era a cidade menos protegida do local. Porém, ao descobrirem que se tratava de um vilarejo muito próximo de Lutrúcia, eles abandonaram a ideia de visitá-lo.

• O grupo ainda descansou até a noite antes de partirem para o local de destino. Novamente disfarçados, eles rumaram para o leste até se depararem com uma torre de guarda inimiga. Para passar por ela, os aventureiros encolheram por magia e todos voaram nos trajes de Cóquem. O napol seguiu voo em altitude segura até de manhã, quando percebeu já estar sobre o Lago Denégrio, além do destino.

• De volta à costa, os aventureiros conseguiram encontrar a Gruta de Ganis. No entanto, eles tiveram alguma dificuldade para chegar até a entrada, já que ela era acessível apenas pelo lago. para contornar o problema, James voou para dentro das cavernas e encontrou um lugar seguro para que Landalfo pudesse abrir um portal.

• Marcus foi encontrado dentro da caverna, e se tratava realmente de Azerb. O espião de Dantsem revelaria muitas informações sensíveis aos aventureiros, além de pedir a eles que entregassem todas elas diretamente para o rei em Léom.

• Primeiramente, Azerb disse que Verrogar havia derrubado Isalíbel. Os portões foram abertos por dentro novamente e o exército inimio invadiu. Red reuniu alguns valorosos soldados e atrasou a investida inimiga, salvando incontáveis vidas dantsenianas ao conceder tempo para que Borfa os guiasse para uma fortaleza nas proximidades, que havia sido erguida às pressas por magos elementalistas do colégio de Léom. Esta fortaleza era, até o momento, a única barreira entre Verrogar e o sítio na capital dantseniana.

• Azerb também revelou que ele não conseguiu entrar para o pelotão de Afren. Segundo o espião, o general parecia saber das intenções dele, mas jamais o acusou de nada. Em vez dele, Azerb foi designado para o pelotão da arquiduquesa Maraila, que está lidando com a marinha para proteger Verrogar de Filanti. Afren é o único general que está envolvido na guerra contra Dantsem neste momento, sendo que todos os outros foram designados para outras fronteiras.

• Finalmente, Azerb revelou quem é o espião em Dantsem. Trata-se de Borfa, o anão que comandava Porteval quando esta caiu, e também quem era o responsável pelas defesas de Isalíbel recentemente. É imprescindível que esta informação chegue em Dantsem logo, porque Borfa foi designado para Calinior.

• Quanto aos nomes dos demonistas que o grupo coletou, Azerb foi capaz de reconhecer pelo menos dois, mas talvez três: Pedrescarla, uma influente armeira anã de treva, responsável por munir o exército real; Elmirium, um conde, supostamente inútil; e talvez Queíne, já que há uma elfa homônima no sacerdócio de Palier, em Treva, embora Azerb tenha suas dúvidas quanto a esta.

• Antes de partir, Marcus ainda revelou que uma reunião entre um general verrogari e um general maranense irá se concretizar em algumas semanas em Seviala. O grupo ficou tentado em intervir nesta reunião, mas Azerb disse que a cidade era muito perigosa para ser invadida, pois suas defesas só eram menos eficazes do que as da própria Treva.

Verrogar, dias 7 e 8 do mês do Conflito do ano de 1501.