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sexta-feira, 20 de maio de 2022

(SG) Sessão 115

Sorrateiros em Âmiem

• A memória de Veinor Dente Negro retornava vagarosamente após Pedodes ter realizado um milagre e trazê-lo de volta à consiência. Por isso, o grupo deixou que Horen explicasse todos os rumos que Eredra havia tomado depois de seu desaparecimento.

Veinor Dente Negro

• Enquanto isso o grupo planejava qual seria seu próximo passo dentro de um círculo de silêncio. Procurar o xamã mencionado por Jane era o desejo de Cóquem. O napol esperava ansiosamente para livrar-se de seu "amigo" e qualquer fio de esperança o guiaria. Já Lanâncoras preocupava-se com seu tio, Allanor, e desejava ir a Marana procurar por ele. Por fim, ir a Âmiem em busca do Cetro Dourado.

• A discussão acabou por manter o destino original: ir até Âmiem buscar o Cetro Dourado. Assim, começaram a realizar todos os preparativos até serem abordados por Veinor Dente Negro com um pedido inusitado. O bárbaro pediu que o grupo se livrasse de Varcos, o conselheiro de Gúvinor. Este conselheiro, segundo Dente Negro, teria sido o principal arquiteto dos planos do usurpador, e se o grupo lidasse com ele seria recompensado com o apoio de Eredra na luta contra Verrogar.

• Apesar da proposta ter uma recompensa valiosa, a maior parte do grupo, exceção à Cóquem e Kaiser, pareceu não gostar dela. Eliminar um alvo que não conheciam por uma rixa política iria de encontro a motivação da maior parte daqueles aventureiros. Assim, prosseguiram com a ideia original sem dar a Veinor satisfações.

• Landalfo observou a Bruxa do Vale despachando uma ave mensageira e ficou curioso com o destino dela. Ao perguntar, ouviu que ela se dirigia a Liu, um fornecedor de ervas de Laudis. Torin e Kaiser haviam acabado com seu estoque (e estavam com seus sentidos bastante afetados devido a isso) e ela iria procurar o elfo que lhe fornece as ervas diretamente de Âmiem para fazer a reposição.

• O alquimista levou a informação sobre Liu ao grupo e apresentou um plano: iriam seguir a ave da Bruxa até este contrabandista e então convencê-lo a levar o grupo para dentro do reino élfico. A ideia parecia plausível e o grupo passou a planejar como executá-la. Como eles eram mais rápidos voando na forma de um falcão do que o pássaro despachado por Jane, resolveram que guiariam o animal até a fronteira com Ludgrim e então o libertariam, para então segui-lo.

• Tudo corria conforme o planejado. A ave da Bruxa do Vale os levou diretamente para a fronteira entre Ludgrim e Âmiem, mas não diretamente para Liu. Imaginaram que em algum momento o elfo chegaria ao ponto de encontro ao qual foram levados, e então montaram um acampamento.

• Não tardou para que Liu surgisse na fronteira da floresta. Landalfo o abordou e o levou até o restante do grupo depois de uma conversa amigável. Eles explicaram o que desejavam e perguntaram o que ele queria em troca para servir-lhes como guia. O preço de 800 moedas de ouro cobradas por ele foi aceito imediatamente por Landalfo, o que constrageu o contrabandista, que acreditou ter feito um negócio ruim, e desapontou Cóquem, que esperava uma oportunidade para negociar.

Liu Evasivo

• A viagem por dentro de Âmiem foi longa e cansativa. Toda realizada a pé e sem magias vultuosas. Torin e Cóquem foram disfarçados de elfos, assim como Kaiser e Pedodes receberam algumas "adequações", mas o grupo não usou magias poderosas para isso, uma vez que sabiam do arsenal mágico do reino élfico para detectar qualquer presença mística.

• Apesar de terem evitado serem vistos nos pequenos vilarejos que cruzaram, o grupo os tangenciou e observou como se comportavam para verificar se havia algum sinal anormal. Pedodes notou, em um deles, um símbolo profano apelando à Vouxis, o príncipe infernal que se alimenta da ganância.

• Nove dias depois de terem deixado a cabana da Bruxa da Alma o grupo chegou aos pântanos abaixo da Cidade Dourada. Liu, o Evasivo, os deixou nesse momento, dizendo que não poderia se aproximar mais da capital. O grupo removeu todos os encantamentos ativos, tais como os disfarces de Torin e demais, e até o encolhimento das armaduras de Landalfo, e então prosseuiu.

• O solo encharcado dos pântanos que circulam a Cidade Dourada tornavam difícil a movimentação, e uma névoa constante tornava a visibilidade limitada. O grupo avançava devagar a fim de chegar o mais perto possível das raízes da árvore central que abrigava o palácio. Foi quando Kaiser notou algo perigoso se aproximando, colocando todos em alerta. Torin se posicionou na linha de frente, como sempre, e percebeu uma, duas, dez cabeças surgirem da névoa, se arrastando com seu corpo serpenteado por entre a lama. Era uma hidra.

Dantsem, dias 1 a 9 do mês do Ouro do ano de 1501.

sexta-feira, 13 de maio de 2022

(SG) Sessão 114

O desmemoriado

• Siviâm precisava do Cetro Dourado para fechar de uma vez por todas o portal que fora aberto em Porteval. O destino do grupo estava traçado, mas Eredra ficava no caminho, e assim eles decidiram que iriam fazer uma parada naquele reino para procurar por Dente Negro.

• Pedodes conversou com Elden e pediu para o conselheiro orientar o Rei Azuma de Olives na guerra. Era necessário que o monarca não continuasse com a guerra enquanto eles não retornassem. Elden compreendeu os motivos de Pedodes e prometeu falar com o rei.

• Landalfo e Torin foram conversar com Éperus e fazer um apelo semelhante ao que o vingador fizera ao conselheiro do rei. No entanto, o jovem aspirante a rei de Verrogar foi mais difícil de ser convencido. Ele alegou que as ações de Verrogar poderiam forçá-lo a tomar uma atitude imediata e que não poderia prometer que se manteria parado até o retorno dos Heróis de Dantsem. O jovem verrogari também voltou ao assunto da guerra e dos avanços que pretendia fazer, culpando Azuma por um pensamento "covarde". Segundo Éperus, marchar sobre Treva seria a alternativa mais "fácil", uma vez que não ficava tão longe de Porteval e que Verrogar, supostamente, estava enfraquecida. Além disso, uma vez rei, ele poderia devolver as terras que uma vez pertenceram à Dantsem. A dupla deixou o bastardo sem dar-lhe muita conversa sobre este assunto, especialmente porque Landalfo se irritava com este impasse moralmente questionável em que os dois monarcas haviam entrado.

• Quando finalmente partiram de Porteval, voaram até Eredra. Kaiser ainda teve a chance de ver um pombo correio voando da jandela de Éperus enquanto saíam, mas a visão foi ignorada. Já em Eredra, Landalfo teve um bom presságio sobre a Semente da Luz que fora entregue ao triunvirato pouco tempo atrás. Ele pressentiu os campos florescerem e os animais fortes, tendo a clarividência de que Sevides havia retornado para aquelas paragens.

• Mas uma notícia ruim veio ao grupo pouco tempo depois. Enquanto Landalfo tentava contato com Enora através das águas de um rio com o objeto que havia pegado dela, ouviu da própria voz da rainha que ela estava muito enfraquecida. Tão enfraquecida que o Príncipe Gáltilo havia assumido todas as funções de gerência sobre o reino de Âmien. Por consequência, o Cetro Dourado agora era responsabilidade do príncipe e ela não poderia cedê-lo para os aventureiros. Por fim, a rainha anunciou que seu tempo neste mundo estava se encerrando.

• O destino do grupo foi a cidade de Orobel, uma pequena cidade nas proximidades da região em que Veinor Dente Negro teria sido visto há algumas semanas. O grupo começou sua busca pela taverna local, onde conheceram a taverneira Vincis, pequenina falante e inquieta, que revelou muitas informações, mas muitas delas inúteis.

• Saindo dali o grupo dividiu-se. Pedodes foi ao encontro da médica da cidade, uma pequenina atarefada chamada Elyn que cuidava de alguns pacientes em suas casas enquanto falava apressadamente com o vingador. Ela parecia saber de alguma coisa sobre Veinor Dente Negro, pois deixou escapar sobre um suposto homem errante visto ferido nos últimos dias. Mas não abriu a boca para dar quaisquer outras informações.

• Landalfo e Cóquem foram conversar com o chefe da guarda da cidade. Âmers, como se chamava, disse que a única pessoa que poderia saber algo a respeito do que desejavam era Elyn, a médica da cidade, irmã da taverneira.

Doco, o caçador

• Cóquem e Landalfo se encontraram com Pedodes e os três foram ao encontro de Elyn. O napol usou seu encantamento de amizade sobre a pequenina e a fez sentir confiante em revelar informações sigilosas para ele. Assim, ela disse que Doco, seu cunhado e irmão de Vincis, a taverneira, havia trazido alguém dos campos para que ela ajudasse. Como não pode fazer o suficiente, o pequenino levou esta pessoa ferida até a Bruxa do Vale em uma região florestal nas proximidades.

Jane, a Bruxa do Vale

• Doco era um caçador e só foi encontrado na taverna de sua esposa a noite. Cóquem tentou imediatamente encantá-lo com amizade, mas desta vez sua magia falhou, o que fez o pequeno ficar imediatamente na defensiva. Mas o napol tinha uma lábia apurada e os argumentos do grupo eram fortes o suficiente para fazê-lo acreditar que eles não desejavam o mal do homem ferido que ele levara para a Bruxa do Vale. Assim, ele concordou em levar todos os aventureiros até a floresta.

• A Bruxa do Vale era uma pequenina de nome Jane. Ela não sentiu-se ameaçada com a chegada do grupo, pois parecia confiar em Doco. Misteriosa, a pequena ofereceu alguns chás para os aventureiros e eles provaram. Landalfo, inclusive, fez algumas trocas de conhecimentos sobre o assunto.

• A pessoa ferida na casa de Jane era de fato Veinor Dente Negro. Ele estava em um estado lastimável, sem memória alguma do que fora, além de muito ferido. Pedodes notou que não se tratava de um ferimento mágico, mas sim de um trauma realmente físico. Assim, invocou seu milagre para curar o corpo e a mente do homem, que aos poucos começou a lembrar-se de quem era. A restauração completa de suas memórias, no entanto, talvez levasse alguns dias.

• Nesse meio tempo, Cóquem teve a oportunidade de interpelar Jane sobre a maldição que lhe afligia. O napol queria saber se a bruxa sabia uma forma de livrá-lo de seu "amigo". Ela não sabia. No entanto, disse-lhe que Belanor, um xamã muito sábio e poderoso que habitava as florestas no sul de Ludgrim, próximo da fronteira com as Terras Selvagens, poderia lhe trazer alguma esperança, embora nada fosse garantido.

Dantsem, dias 25 do mês da Semente a 1° do mês do Ouro do ano de 1501.

segunda-feira, 9 de maio de 2022

(VP) Sessão 85

Malindra

• O grupo seguia um caminho cada vez mais difíceis nas terras lamacentas. O terreno difícil e enxarcado fazia a viagem ser mais lenta do que o previamente imaginado.

Velha sombria

• Nos túneis úmidos e escuros, o grupo se deparou com uma cabana-caverna encravada na parede. O local era escuro e até assustador. Por segurança, Tolman entrou sozinho no local e foi verificar o que havia do lado de dentro. Deparou-se com uma velha de aparência humana sentada em frente a uma bola de cristal. A senhora disse que podia oferecer a Tolman o conhecimento que ele queria, mas que para isso exigira seu poder em troca. O feiticeiro recusou.

• O grupo conversou entre si e o feiticeiro cobrou Lex Drake de uma dívida que ele possuía com o grupo. Sem exitar, o draconato entrou na cabana e foi ao encontro da velha. Ela exigiu uma parte dele como pagamento e o aceite foi imediato. Assim, selado o pacto, com alguns segundos de dor, Lex Drake viu seu hálito flamejante se extinguir e recebeu o conhecimento sobre Malindra: a de que ela era um ser semelhante a um Kraken e de que a Fairgrass pereceria se a enfrentasse.

• Depois de deixarem a casa da velha sombria, o grupo percorreu muitas horas mais até chegarem nos túneis alagados. O nível da água subia a cada passo e eles tiveram, inevitavelmente, que mergulhar. Amparados por magias de respiração subaquática, todos entraram em um oceano profundo assim que deixaram a caverna tornou-se totalmente submersa.

Gris
serva de Malindra

• Perdidos em meio a imensidão de um oceano escuro, o grupo mergulhou fundo para buscar um chão. Não precisaram ir muito além para encontrar terra sólida naquela região ainda próxima do plano elemental vizinho. Ali notaram alguns rastros que poderiam ser do local onde desejavam ir. Mais alguns minutos e avistaram um templo em destroços.

• A aproximarem-se da gigantesca estrutura em destroços foram abordados pela criatura colossal que se apresentou como Malindra. O monstro se comunicava telepaticamente e manteve um diálogo com Tolman, que negociou com ela o artefato chamado de Lança-chamas.

• Malindra disse que conhecia o Grande Artesão e que o lança-chamas não poderia sair dali, pois fora um objeto muito importante conquistado de Grumarrurr. No entanto, Tolman conseguiu convencê-la a apenas emprestá-lo para que o Grande Artesão, um aliado seu de muito tempo, o utilizasse para consertar o bracelete. Ela aceitou com a condição de que uma serva sua acompanhasse o grupo e carregasse o artefato. Com o trato feito, o grupo preparava seu regresso por mágica.

Plano elemental da terra e da água, dias 20 a 24 de Alturiak do ano de 1490.

segunda-feira, 2 de maio de 2022

(VP) Sessão 84

Trols das cavernas

• A enorme pedra que quase esmagou o grupo viera das trevas, de algum lugar. Logo o grupo descobriu quem havia atirado: um trol das cavernas. Quatro criaturas gigantes se aproximaram e iniciaram um combate feroz contra os aventureiros.

Trol das cavernas

• Os monstros eram muito fortes e perigosos. Tolman usou uma magia de velocidade em todos, mas também confiou em seus conhecimentos sobre trols comuns e logo viu que estava enganado, pois as fraquezas não pareciam ser as mesmas. Duque estava cercado por dois dos gigantes e sofria em sua luta. Drake, que o apoiava, conseguia torná-lo mais eficiente, mas não tinha o poder para mantê-lo vivo por muito tempo.

• Apesar dos momentos de tensão, o grupo foi conseguindo derrotar as criaturas uma a uma. Em alguns instantes Tao e Tolman conseguiram, reunidos, matar uma das criaturas. Depois, auxiliado por Mart, o guerreiro também abateu uma segunda criatura, embora no final ele tenha ficado por um fio. Do outro lado do campo de batalha, Duque usou todas as suas energias para conseguir matar dois monstros. Não fosse sua resiliência bárbara ele teria caído antes de conseguir tal feito.

• O grupo descansou um pouco antes de seguir viagem. Eles precisavam de um alívio para recuperarem suas energias caso se deparassem com mais daquelas criaturas. Foram necessária mais algumas horas de jornada até que chegassem em uma região em que a rocha sólida deu lugar uma terra lamacenta e úmida. As Terras de Lama estavam próximas.

Plano elemental da terra, dias 19 e 20 de Alturiak do ano de 1490.

quarta-feira, 27 de abril de 2022

(VP) Sessão 83

A não escolha por Lobato

O Grande Mestre Artesão

• Frente a frente com o Mestre Artesão no plano elemental da terra, Tolman seguiu sua conversa para saber se ele poderia construir um diapazão sintonizado com o plano material. O gênio lhes disse que isso seria possível se eles trouxessem consigo uma quantidade de material homogênio o suficiente. Analisando seus pertences, o grupo percebeu que tinham moedas para isso.

• Como o tipo de metal parecia indiferente para o Mestre Artesão, o grupo se defez principalmente de suas moedas de cobre. Algumas centenas de outras moedas de metais puros como prata e ouro também foram solicitadas para que o gênio fosse capaz de forjar o objeto que eles precisavam. O trabalho levou algumas horas, tempo suficiente para que todos descansassem. O resultado foi um pesado objeto metálico que não podia ser escondido em qualquer lugar, mas que serviria para o objetivo: viajar entre o plano material e o plano elemental da terra através de uma magia de viagem planar.

• Tolman e os outros, com excessão de Mart, viajaram imediatamente para o plano material e foram diretamente para a Torre Blackstaff. Eles estavam prestes a concluir sua parte no acordo que permitiria que Dick trouxesse seu amigo Lobato de Volta. Falaram com Monal e ela os levou até o terraço, onde encontraram-se novamente com Luvian.

• Frente a frente com a arquimaga, o grupo entregou o artefato com alguns dias de antecedência. Luvian lhes trouxe uma caixa e disse que ela possuía um gênio ainda obrigado a realizar um desejo. E assim eles foram dispensados com o contrato concluído.

Damiun, o gênio da caixa

• O grupo foi até a estalagem Descanso da Wyvern. Planejaram e pensaram no que pediriam para o gênio. Duque já havia mudado de ideia e não mais queria salvar seu antigo amigo. Em vez disso, ele queria de volta o machado deixado para Sanzig. O gênio, que estava em êxtase por este ser o último desejo de sua desconhecida punição que o obrigava a realizar desejos, o realizou sem nenhuma contradição traiçoeira: trouxe o Machado do Lorde Anão de volta para as mãos de Duque Garhelm.

• O grupo também visitou o mercado em seu tempo em Aguasprofundas. Tolman tinha a ideia de chutar a porta da Guilda no distrito do Campo e assumir o comando. No entanto, cruzaram com Carniça no meio do caminho que, ameçado e amedrontado, acabou revelando que algum Lorde de Aguasprofundas estava envolvido no comando e que eles não sobreviveriam se fizessem o que o feiticeiro planejava. Levando isso em consideração, o grupo resolveu trazer Mart de volta antes de tomar uma atitude tão drástica.

• Drake ainda fez alguns preparativos antes de retornar com o restante dos aventureiros para o plano elemental da Terra. O clérigo encantou seu elmo com um glifo mágico que se ativará no caso dele ficar inconsciente. Depois disso, viajaram pela magia planar de Tolman para a estalagem onde Mart aguardava.

• Reunidos, os aventureiros resolveram seguir em busca do Lança-chamas solicitado pelo Mestre Artesão. No entanto, Tolman não planejava mais devolvê-lo ao rei. Em vez disso, ele iria ficar com o objeto assim que o gênio da terra o consertasse.

• A jornada pelas cavernas escuras do plano elemental da terra iria levar vários dias, mesmo orientada pelo mapa comprado por Tao. No decorrer desse caminho eles cruzaram com uma espécie de vilarejo habitado por criaturas meio-humanóides, meio vermes. Elas acharam o grupo estranho, mas foram hospitaleiras. Disseram que a partir dali as cavernas se tornariam perigosas e que logo eles chegariam às Terras de Lama.

• Ignorando o alerta de perigo, a Fairgrass seguiu a rota para as Terras de Lama guiadas por Duque Garhelm, que baseava-se no mapa de Tao. Era ainda meio do caminho quando eles se viram em uma caverna ampla, tão grande que não era possível enxergar seu fim na escuridão. Enquanto caminhavam foram atacados por uma pedra enorme, vinda das trevas. Prepararam suas armas sem saber o que viria em seguida.

Aguasprofundas e Plano elemental da terra, dias 16 a 19 de Alturiak do ano de 1490.

sexta-feira, 22 de abril de 2022

(SG) Sessão 113

Chocantes trivialidades

• A ilusão que tentou ludibriar Landalfo deixou o mago, já paranoico, ainda mais preocupado. Ele convocou todo o seu grupo e juntos decidiram que iriam se espalhar pelo palácio para procurar por sinais da ilusionista. Afinal, ela ainda poderia estar espreitando nos arredores.

• Dividiram-se em várias frentes para conseguir analisar todos os pontos do castelo. Enquanto Landalfo atravessava paredes investigando quarto após quarto, espelho após espelho, os outros analisavam outros cômodos mais fáceis e Cóquem sobrevoava as torres para analisar os locais acessíveis pelas janelas. No entanto, deixar o napol sozinho se mostrou uma atitude perigosa. O amigo na mente de Cóquem tentou tomar suas ações enquanto ele estava sem a companhia de seu grupo. A intenção era levá-lo até o portal aberto no centro da cidade. O bardo resistiu bravamente ao "amigo" em sua mente e conseguiu retornar ao grupo, onde parecia mais resistente as investidas do demônio.

• O grupo encontrou um espelho encantado após a busca intensa por cada cômodo do palácio. Se tratava de um sofisticado encantamento de ilusão, ao qual nem Landalfo nem Lanâncoras foram capazes de decifrar os detalhes da função. Eles destruíram o símbolo profano que estavas nas costas do espelho e deram por encerrada aquela noite.

• A reunião na sala de guerra na manhã seguinte contou com a presença de inúmeros generais dantsenianos e verrogaris. Todo o grupo de aventureiros participou devido a suas imprescindíveis ações nas vitórias que o reino obteve nas últimas semanas. No entanto, o rumo das conversas seguiram caminhos decepcionates para todos eles. Éperus, o aspirante a rei de Verogar e que agora contava com o apoio de pessoas importantes que antes haviam jurado lealdade à Attos II, como a arquiduquesa Maraila, prima de Attos, se mostrava muito ansioso para avançar com as tropas em direação à Treva. Já Azuma, o Rei da Esperança de Dantsem, deseja reconquistar suas terras no litoral e na fronteira com Marana, devolvendo ao reino, assim, seus antigos limites.

• Ouvir toda aquela discussão em torno de para qual porção de terra os exércitos deveriam marchar irritaram os aventureiros, especialmente Pedodes e Landalfo. Os dois viam no portal para os planos infernais aberto no centro da cidade de Porteval uma ameaça iminente e tremendamente mais perigosa. Mesmo assim, os reis pareciam ignorá-la, confiantes de que Siviâm e os heróis de Dantsem lidariam com este "problema menor" rapidamente. Concluída reunião, permaneceu no grupo inteiro a sensação de que a missão deles junto à coroa de Dantsem estava terminando.

• Haviam muitas alternativas de para onde seguir. Eles poderiam ir a Eredra procurar por Dente Negro; deveriam ir até Âmiem resgar o Cetro Dourado; tinham Allanor, o tio de Lanâncoras, para resgatar, uma vez que Kaiser havia obtido informações confiáveis sobre seu paradeiro. Antes de tomar qualquer ação, resolveram ir ter com Siviâm, que mantinha o portal estável enquanto não lhe era emprestado o Cetro Dourado. Segundo ela, este objeto era o único capaz de canalizar a energia necessária para fechar permanentemente aquele portal.

O portal

• O grupo teve um susto ao chegarem na presença da maga. Ela estava catatônica, apesar de ainda despendendo energia para manter o portal. Um encantamento a mantinha desta forma. O grupo teve logo a certeza de quem havia feito isso: Kiara. Mas eles ainda não sabiam o porquê, já que a naturalista parecia fisicamente ilesa. Quando retornou a si, Siviâm disse que não viu nada, nem mesmo quem fizera isso com ela.

• Convocaram Beíl para tentar descobrir o motivo que levou a ilusionista até a área do portal. As habilidades de rastreadora da elfa lhe permitiram traçar com precisão todos os acontecimentos daquela área nas últimas horas. Ele viu Kiara chegar por um transporte dimensional atrás de Siviâm. Viu a ilusionista encantar a naturalista com um feitiço e depois se aproximar do círculo mágico abaixo o portal. Viu, com a magia reconstruindo em sua mente, Kiara anotar os textos arcanos que mantiham o ritual ativo e talvez mais alguma coisa. E, por fim, viu a inimiga desaparecer mais uma vez em um transporte dimensional. Pelos cálculos da rastreadora, todos estes acontecimentos ocorreram enquanto o grupo procurava por Kiara nos arredores do castelo, ainda na noite anterior. A esta altura ela poderia estar muito longe.

• Para auxiliar Siviâm enquanto eles estavam fora, Pedodes preparou um ritual de área de paz ao redor da área do portal. Ele invocava os desígnios de Cruine enquanto o restante do grupo fazia os preparativos para sua nova viagem em direção a Âmiem, o destino escolhido dentre os vários outros devido a urgência de se conseguir o Cetro Dourado.

• Quando finalmente estavam com todos os preparativos concluídos para a partida, uma nova obstrução: um cortejo de pequeninos trazia um falecido. Eles diziam que um grupo de cavaleiros com armaduras sombrias haviam atacado sua pequena comunidade. Era Vandros, e nãe estava longe.

Dantsem, dias 22 a 25 do mês Semente do ano de 1501.

quarta-feira, 20 de abril de 2022

(VP) Sessão 82

O Mestre Artesão

Abordados por um grupo de soldados de Gradamór, os aventureiros foram levados até o palácio da cidade onde foram apresentados primeiramente a Ardirum, o tradutor real. Ele se apresentou e foi bastante educado com o grupo da Fairgrass, alertando-lhes de que o rei iria exigir algum presente para permitir que eles permanecessem na cidade por algum tempo.

Ardirum

• O Rei Térpion recebeu os aventureiros e logo lhes perguntou sobre uma oferenda. Com alguns instantes de negociação, o duergar recebeu uma vasta quantia em moedas que somavam 100 mil moedas de ouro. Agradecido e surpreso com os valores, o rei concedeu ao grupo três dias de liberdade por Gradamór na melhor estalagem da cidade. Eles poderiam permanecer por este tempo e desfrutar do que os anões ofereciam.

Rei Térpion

• Aproveitando a oportunidade de falar com o rei, o grupo também perguntou sobre uma forma de retornar para o plano material. Eles buscavam uma ferramenta que fosse capaz de sintonizar-se com seu mundo natal para que uma magia de teletransporte fosse evocada. No entanto, Térpion lhes disse que não possuía tal objeto, mas que o Mestre Artesão poderia ajudá-los.

• Reunidos na estalagem indicada pelo rei Térpion o grupo conversou e Mart chegou a conclusão de que conseguiria construiur o diapazão para levá-los de volta para o plano material com alguns dias de serviço. O grupo, nesse meio tempo, foi até a biblioteca para tentar encontrar um mapa da região. Tao comprou um mapa de folha metálica com informações preciosas, inclusive a localização de uma travessia do plano elemental da terra para o plano material através da Undermountain, em Aguasprofundas.

• Decididos a procurarem pelo Mestre Artesão o grupo foi novamente ter o com rei. No entanto, não esperavam que seriam novamente cobrados por uma oferenda. Tolman prometeu-lhe o bracelete do plano do fogo, mas como ela precisava ser consertada o rei pediu-lhes para que eles o levassem até o Mestre Artesão para que ele executasse a tarefa.

• Com tudo planejado, o grupo seguiu viagem sem Mart ao encontro do Mestre Artesão. Foram algumas horas caminhando pelas cavernas até que encontraram a enorme oficina do gênio alma da terra que forjava objetos a frio em sua bigorna metálica. Ele recebeu o grupo sem muitos questionamentos e disse que poderia consertar o objeto de Tolman. Para isso, no entanto, ele precisaria do que chamou de "O Lança-Chamas", um artefato capaz de gerar uma quantidade enorme de calor. Tal objeto se encontrava nas Terras de Lama, protegidos por Malidra, uma criatura da água muito perigosa.

Plano elemental da terra, dias 15 e 16 de Alturiak do ano de 1490.

sexta-feira, 15 de abril de 2022

(SG) Sessão 112

O espetáculo milagroso

• A batalha da reconquista de Porteval havia deixado profundas marcas na cidade e no próprio grupo: Lanâncoras estava morto. No entato, sabendo das capacidades do grupo e dos milagres que o vingador Pedodes era capaz de realizar, Landalfo havia se prevenido e havia guardado um fio de cabelo de cada membro do grupo. Com isso, o sacerdote seria capaz de, com a graça de Cruine, trazer seu companheiro de volta à vida.

• A ressurreição do mago não ocorreu de forma discreta. O sacerdote havia comunicado a um pequeno grupo de pessoas que faria seu milagre na praça da cidade no dia seguinte. Isso foi o suficiente para fazer a notícia se espalhar e, no momento de inicio do culto do sacerdote, um ritual que levaria 12 horas, uma pequena multidão já se aglomerava para assistir. Pedodes recebeu uma mensagem ao final de suas preces. Na voz do próprio enviado tipo V que havia lhe ajudado em batalha, o sacerdote ouviu uma pequena repreensão sobre a atenção que atraíra para si, e também que para a conclusão do milagre todos os restos mortais do demônio deveriam ser expurgados. Landalfo recebeu a atribuição de cocluir esta parte da missão que, imediatamente após terminada, permitiu ao sacerdote convocar o espírito de Lanâncoras do reino de Cruine e reconstruir completamente seu corpo através apenas do fio de cabelo que Landalfo havia guardado. O milagre da ressurreição estava concluído, para a enaltação de todos os presentes. Glória para Cruine.

• Pedodes conversou com alguns sacerdotes nos templos da cidade. Ele pediu ao sacerdote de Sevides para comunicar sua ordem sobre o renascimento dos cultistas e foi até Mahad Saturk, ao qual também pediu para que avisasse sua ordem sobre todo o mal que pairava sobre Verrogar e os reinos ao redor. Esta conversa ocorreu juntamente com a arquiduquesa Maraila, prima do Rei Attos II, mas que havia auxiliado Dantsem na batalha após ver a invocação dos demônios. Mesmo assim, ela ainda parecia reticente em apoiar Éperus, um bastardo. O vingador, de forma astuta, resgatou a informação sobre o príncipe Ramum e seu corpo mumificado nos arredores de Calinior. Aterrorizada com esta blasfêmica com o corpo de seu primo, a arquiduquesa rendeu-se aos argumentos e jurou, já no dia seguinte, lealdade à Éperus como o legítimo rei de Verrogar.

• A convera com Maraila, que também contava com a presença de Kaiser, também rendeu algumas informações úteis sobre a atual situação do reino de Verrogar. Segundo a arquiduquesa, o povo tem vivido dias difíceis e um clima hostil parece crescer entre os cidadãos. O próprio rei Attos II tem se mostrado cada vez mais avesso ao diálogo e tem exibido crueldade, o que parece estar contaminado todo o reino.

Hipória, a Contrabandista

• Durante os dias de espera o grupo dividiu-se em diversas tarefas. Landalfo e Cóquem dedicaram-se a criação de um novo homúnculo, a escritura de pergaminhos e a confecção de um novo cajado mágico. Torin reforçava seus equipamentos e aos do grupo com seu excepcional talento anão. Kaiser, além de seus treinos diários, também recebeu uma mensagem importante de Arnieta. Sua nova testa-de-ferro em Isalíbel havia contatado duas pessoas importantes para manter sua rede de pé: Hipória, uma contrabandista de armas entres os reinos do sul que, deixou claro, não fazia o tráfico de pessoas; e a meio-elfa Fênin, uma cafetina com uma rede espalhada entre Dantsem e Eredra. Esta, inclusive, revelou informações confiáveis originadas de um mercenário vindo de Marana de que Allanor de Léom estaria em um cativeiro em Sensera.

• Depois, Kaiser e Pedodes encontraram-se com Azerb. O infiltrado nas fileiras verrogaris nunca fora descoberto, mas agora receberia uma nova missão, com a autorização da majestade de Dantsem. Ele se infiltraria em Marana e buscaria informações sobre o paradeiro de Allanor, o mago elementalista e tio de Lanâncoras. O espião viajaria até Calinior em um grifo de Kaiser cujo cavaleiro perecera na batalha e, de lá, receberia instruções de Hipória sobre como se infiltrar em Marana. O grupo planejou, inclusive, uma forma de fazer contato uma vez que chegassem na capital maranense: todas as manhãs o espião deveria ir ao maior templo da cidade fazer suas orações.

• O grupo também teve a oportunidade de conversar com Éperus. Eles se reuniram na sala de guerra de Porteval e ouviram do jovem suas angústias sobre o momento certo para marchar sobre Treva. O grupo ainda estava preocupado com outros assuntos e não pensava mais tanto na guerra. A recuperação do Cetro Dourado em Âmien era a mais iminente, mas também precisariam descobrir o que estava acontecendo em Eredra, pois da última vez que deixaram aquele reino o triunvirato tinha um plano para tentar reconquistar influência e seu antigo portentã estaria novamente no páreo.

• Pedodes, já no dia agendado para a partida do grupo, visitou os calabouços de Porteval para procurar por anomalias no mana que ativassem a detecção de sua espada, mas não encontrou nada de anormal além de algum prisioneiro escondido o ameaçando. Já no momento da partida, o grupo viu a chegada da caravana real com o próprio Rei Azuma. O monarca ficaria em Porteval por alguns dias, o que atrasaria novamente a partida dos aventureiros. Kaiser, prontamente, tratou de pedir uma reunião com o rei e foi informado que isso ficaria para a manhã seguinte.

• Naquela noite, Landalfo foi visitado por Elden. Seu novo homúnculo, James II, anunciou o conselheiro do rei, mas a extrema desconfiança do elfo não lhe permitiu recebê-lo sem antes fazer uma análise mágica. Para aguçar ainda mais seus sentidos de paranoia, Landalfo percebeu que o sacerote inteiro era uma peça de magia e quebrou o encantamento. Preocupado que se tratava de Kiara nas proximidades, ele alertou Kaiser e o restante do grupo para que a perseguissem. A noite estava apenas começando.

Dantsem, dias 18 a 22 do mês Semente do ano de 1501.

sexta-feira, 8 de abril de 2022

(SG) Sessão 111

A reconquista de Porteval

• O grupo sabia que precisaria de mais apoio para vencer o combate. Eles percebiam que a luta não estava favorável aos dantsenianos e a presença do Inquisidor poderia virar essa balança. Assim, Pedodes foi até a arquiduquesa Maraila, uma general verrogari que comandava muitos homens e que, se convertida para a causa de Éperus, poderia significar um golpe pesado contra o inimigo.

Arquiduquesa Maraila
general verrogari

• O restante do grupo seguiu nas batalhas, ajudando as tropas de Éperus o quanto podia. Enquanto isso, Pedodes encontrou-se com Maraila e seu braço direito, Mahad Saturk. Com a invocação de uma área de paz, o sacerdote garantiu que a guerreira o escutasse sem medo de um ato desleal. O vingador tentava apelar para os sentimentos da mulher ao alegar que seu rei estava corrompido pelos cultistas, mas foi muito ajudado por uma cena aterrorizante: um brilho sombrio oriundo do portal surgiu em raio até o céu. Do entorno dele brotavam demônios que se espalhavam e entravam na batalha. Convencida, Maraila passou a lutar por Éperus.

Mahad Saturk, sumo sacerdote de Blator em Verrogar

• Os demônios estavam aterrorizando os soldados dantsenianos ─ e até alguns verrogaris ─ e pendendo, mais uma vez, a batalha para o lado inimigo. Os números também não eram favoráveis, pois mais e mais criaturas surgiam do portal sem qualquer controle. Teria sido o fim se um reforço providencial não tivesse surgido: Siviâm cavalgando seu pégaso e trazendo consigo um pelotão com milhares de elfos de Marvion.

• A chegada de Siviâm deu ao grupo tempo para reagrupar e planejar um movimento. A elfa alertou-lhes que o Inquisidor era um adversário terrível, mas ninguém além dos heróis de Dantsem seriam capazes de desafiá-lo. Nenhum soldado comum tinha a resiliência para se aproximar da criatura sem ser tomado por um pânico irracional. A senhora de Marvion disse que poderia conceder o tempo necessário para que os heróis de Dantsem chegassem ao inimigo, e assim foi feito.

• A localização do Inquisidor foi fácil de descobrir: bastava avançar para a direção da qual os soldados aliados fugiam. O grupo lançou um ataque direto enquanto voavam ─ uma cortesia de Landalfo. O demônio estava escoltado por diversos cavaleiros sombrios, mas poucos deles estavam armados com armas de longa distância e não conseguia atingir os aliados voando.

• O monstro que eles enfrentavam não estava enfraquecido. Pelo contrário, parecia que tinha recuperado suas forças. Desta vez o grupo estava preparado para resistir o ataque mental de pânico, embora não fosse garantido que nenhum deles acabasse sucumbindo. Mas ninguém foi, todos estavam focados na batalha que acabou se desenrolando de forma muito violenta. O Inquisidor avançou primeiramente sobre Lanâncoras. O mago pouco pode fazer antes de ser agarrado e destroçado pela criatura, que o devorava vivo enquanto o dilacerava.

• A morte do companheiro abalou a todos e Pedodes, tomado de uma inspiração divina, foi capaz de trazer para o combate um aliado a altura do inimigo que enfrentavam: um Enviado Tipo V. A criatura não era tão combativa quanto o inimigo, mas era capaz de garantir a segurança de parte dos heróis que ficassem em seu entorno. Foi que o fez Landalfo a maior parte do tempo, atacando a criatura a distância.

• Torin parecia que seria o próximo a ser morto, mas o anão era resistene e teimoso. Com a cobertura de seus aliados, ele avançou em direção ao monstro mesmo sabendo dos riscos e desferiu ataques com seu machado. Os golpes foram precisos e, na segunda investida, o guerreiro rompeu o corpo do monstro, incapacitando-o. Certos de que por meios comuns a criatura não poderia ser destruída, Pedodes ordenou que o enviado lançasse seu raio sagrado sobre o inimigo. Com isso, o corpo do Inquisidor foi completamente desintregado.

• A morte do demônio inquisidor fez com que seus aliados, inclusive os demônios menores, fugissem ou desaparecessem. A batalha novamente pendia para o lado de Dantsem e, em mais alguns minutos, estaria decidida. Porteval, enfim, havia sido reconquistada e Éperus comemorava mais um vitória rumo ao trono de Verrogar.

• Os acontecimentos após a batalha se resumiram em resgatar os feridos e, por parte do grupo, descansar um pouco. Já com o sol alto no mesmo dia, um pouco revigorados pelo curto descanso, os aventureiros conversaram com seus aliados. A arquiduquesa Maraila havia jurado lealdade a seu novo rei, Éperus, após presenciar a terrível cena da invocação dos demônios. Siviâm conversou seriamente com o grupo sobre o portal que havia sido aberto e ainda emanava energia.

• Segundo Siviâm, não seria possível fechar completamente o portal sem uma ferramente capaz de dispor de uma quantidade exageradamente grande de mana. Tal ferramenta, segundo ela, poderia ser o Cetro Dourado, o objeto mágico empunhado pela Rainha Enora para aprisionar o Príncipe Infernal Morrigalti durante a batalha contra a seita. Este objeto estava bem protegido nos cofres da Cidade Dourada, em Âmien, e apenas Enora seria capaz de cedê-lo para o grupo. O novo objetivo estava claro.

Dantsem, dia 18 do mês Semente do ano de 1501.

quarta-feira, 6 de abril de 2022

(VP) Sessão 81

O plano elemental da Terra

• O chamado agonizante da serpente convocou um inimigo ainda maior e mais perigoso. Enquanto o grupo terminava de lidar com a última criatura resistente, um Remorhaz de proporções colossais surgiu no altar atacando e engolindo Lex Drake. Tao teria sido devorado junto, mas sua sombra foi a vítima em seu lugar.

• Enquanto o draconato lutava pela vida no interior da criatura, os outros atacavam a serpente em chamas antes que ela destruísse tudo. Duque ignorava as queimaduras que sofria constantemente apenas por se aproximar demais do monstro, até que um de suas machadadas perfurou profundamente a carne do Remorhaz. O tombo do ininmigo foi grande, estrondoso e sobre o corpo do bárbaro que, não fosse ele um sobrevivente inigualável, teria sido esmagado até a morte.

• Drake conseguiu sair das entranhas da criatura assim como Tao havia feito alguns instantes antes. Finalmente seguros dos inimigos, Mart concluiu a montagem do mosaico. Na obra de arte eles viram uma paisagem subterrânea, além de referências claras ao funcionamento do altar. Curioso, resolveram reproduzir o que haviam descoberto e ainda aguardaram o momento certo do dia em que o altar supostamente seria ativado.

Gobi

• Todos estavam sobre o altar quando o momento do dia indicado no mosaico chegou. A sombra projetada de uma das estátuas ativou uma magia poderosa, que fez todo a plataforma, mesmo sendo uma grande estrutura, ser teletransportado para um local estranho e subterrâneo.

• A exploração os escuros túneis subterrâneos começou sem nenhuma certeza de onde os levaria, até que avistaram uma enorme cidade em meio às rochas. Se aproximaram com cautela e notaram que os habitantes, em sua maioria, eram anões cinzentos, os Duergar. Uma comerciante mais simpática do que o esperado convesou com eles em Terran e lhes deu algumas orientações básicas, como a de que eles estavam no plano elemental da terra e em uma cidade chamada Gradamór.

Espinha do Mundo, dias 14 e 15 de Alturiak do ano de 1490.

sexta-feira, 1 de abril de 2022

(SG) Sessão 110

O Inquisidor

• A batalha contra o Inquisidor teve a iniciativa do grupo. Depois da barreira lançada por Landalfo, Kaiser desferiu suas flechadas poderosas. Os monstros que o acompanhavam já estavam quase destruídos a esta altura, mas o demônio invocado se mostrava um adversário muito perigoso. Assim que tomou ação ele foi capaz de incapacitar metade dos heróis: uma aura maligna gritou na mente dos aventureiros, fazendo-os estremecer até a alma e colocando dúvida em suas ações o que fez a todos, exceto Pedodes, desejar fugir o mais longe que pudesse.

• Enquanto parte do grupo fugia, o demônio atacou James e o devorou por inteiro. Pedodes foi capaz de quebrar o efeito maligno sobre Landalfo antes que o mago pusesse-se a correr. Com isso, ele não perdeu tempo em abrir um portal para longe daquele covil. O grupo escapou pela passagem para tentar se recompor e, quem sabe, voltar a desafiar a criatura com um pouco mais de preparação.

• O destino do portal de Landalfo foi a primeira residência que lembrou na superfície de Porteval. Três aldeões estavam nela, amedrontados e escondendo-se da batalha que acontecia nas ruas da cidade em disputa. A chegada dos aventureiros não ajudou para tornar a situação mais tranquila, mas nenhum deles foi capaz de cogitar ameaçá-los.

• Começava uma chuva forte sobre a cidade e a batalha contra os verrogaris ainda não havia sido vencida. A presença do Inquisidor e a derrota parcial que os heróis de Dantsem haviam sofrido acabara de colocar todo o ataque em risco. O demônio precisava ser destruído. A qualquer custo.

Dantsem, dia 18 do mês Semente do ano de 1501.

sexta-feira, 25 de março de 2022

(SG) Sessão 109

A invocação

• Percebendo que a reação da vingadora de Pedodes ao caminho à sua frente poderia indicar a localização de Brasmim, o grupo resolveu seguir pelos túneis em vez de voltar à superfície para ajudar nas batalhas.

• O grupo chegou em um complexo de túneis artificiais apenas algumas dezenas de metros depois de começarem a se mover. Os corredores estavam pouco iluminados e eram estreitos. Encontraram uma cela aberta e logo depois uma bifurcação. Para a esquerda estava uma trilha e para a direita ouvia-se um som murmurante.

• Os aventureiros investigaram o som vindo da direita antes de prosseguirem atrás da trilha e viram que um Brutamontes era feito de prisioneiro atrá de uma cela mágica. A criatura era estúpida e parecia agressiva, sendo deixada de lado para que retomassem a busca pelo inimigo.

• O caminho demarcado pela trilha os levou até uma outra sala com marcações rituais no chão. Bramim estava lá, em um altar, acompanhado de duas criaturas para protegê-lo. Eram o mesmo tipo de demônio resistente que havia enfrentado Torin. Sem pestanejar, o grupo lançou mão de seus melhores golpes. Landalfo, particularmente, empregou enorme quantidade de energia em magias, fazendo clones e lançando seus feitiços mais poderosos. No entanto, a energia gasta foi imediatamente absorvida pelo ritual, o que ativou um portal. Brasmim, que estava sobre ele, foi absorvido e deu lugar a uma criatura grotesca, disforme e com tentáculos. Era um demônio inquisidor, um monstro profano lendário que mesmo Pedodes só havia lido a respeito dele nos livros mais obscuros.

• De frente com a criatura terrível, o grupo começou a repreparar o ambiente de combate. Landalfo criou uma barreira de cristal entre o grupo e a criatura, esperando que isso talvez concesse tempo para que eles pudessem atacá-la. Não seria uma luta fácil.

Dantsem, dia 18 do mês Semente do ano de 1501.

segunda-feira, 21 de março de 2022

(VP) Sessão 80

O confronto no altar

• O grupo foi atacado por serpentes enormes e que nadavam na neve como se ela fosse água enquanto chamas saíam de seus corpos. Drake foi o primeiro atacas de logo todos se envolveram no combate.

• Tao foi a primeira vítima de uma das criaturas. Embora ele tenha coseguido ferí-la, o monstro o contra-atacou, engolindo-o. Duck e os outros continuaram a atacar implacavelmente os monstros até matar aquele que havia engolida Tao e descobrirem que o guerreiro ainda vivia dentro do monstro, pois conseguiu rastejar para fora das entranhar escaldantes assim que ele parara de se mover.

• As três serpentes ofereceram uma grande resistência para o grupo, mas eles estavam bem preparados até para enfrentar um dragão. Porém, antes que a última morresse, ela emitiu um som agudo e que pareceu muito com um chamado. O grupo já estava se preparando para a chegada de um novo inimigo enquanto ainda recuperava o fôlego do confronto que mal terminara.

Espinha do Mundo, dia 14 de Alturiak do ano de 1490.

sexta-feira, 18 de março de 2022

(SG) Sessão 108

O primeiro duelo contra Brasmim

• O exército dantseniano estava avançando para dentro da cidade de Porteval. Mas o exército inimigo era poderoso e mesmo sem a proteção dos muros parecia um páreo duro para as tropas aliadas. O grupo auxiliava para que a batalha pendesse para a seu favor, mas resolveram mudar sua estratégia quando viram o pelotão de Brasmim se movimentando. Era a oportunidade para derrotar o general e reconquistar a cidade.

• O grupo foi atingido por uma chuva de meteoros quando avançarem sobre o pelotão do general verrogari. As pedras gigantes que caíram do céu foram evitadas pela maioria dos heróis, mas Torin tentou se defender de uma delas com seus escudo. Embora tenha aplacado o impacto sobre seu corpo, o peso fez o chão abaixo dele ruir e ele caiu em um complexo subterrâneo. O restante do grupo prosseguiu, certo de que o não os alcançaria logo.

• Assim que se recompôs do tombo, Torin explorou brevemente o local e foi surpreendido por um monstro demoníaco. A criatura o atacou implacavelmente, forçando-o a colocar-se em defensiva. Os contra-ataques aconteciam quando o mostro abria uma brecha, mas as energias de Torin estavam se esgotando, enquanto o monstro parecia incansável.

• Enquanto o guerreiro lutava pela sobrevivência no subterrâneo, o restante do grupo caçava o general verrogari. Ele foi encontrado nas ruas portevalenses e o combate se iniciou de imediato. O general era perigoso, mas o grupo não exitava e estava preparado para enfrentá-lo, forçando-o a recuar. Bramim invocou uma magia de um pergaminho e desapareceu dali, deixando seus soldados para lidarem com o grupo. Apesar deles não terem oferecido grande resistência, obrigaram a batalha a se extender por mais algum tempo.

• O grupo começou a se perguntar pelo paradeiro de Torin depois de lidar com todos do pelotão de Brasmim. Então, retornaram até a cratera gerada pelo meteoro, chegando bem a tempo de resgatar o anão de um combate que, apesar de bem administrado, não parecia ter chances de que ele saísse com a vitória. Agora, com o auxílio de seus companheiros, Torin não teve dificuldade em destruir a criatura.

• A maior parte do corpo do monstro demoníaco se desintegrou após a batalha, mas Landalfo foi capaz de recuperar algumas partes da carcaça. Apesar do momento de calmaria, a guerra continuava na superfície da cidade e o grupo planejava o que fazer. A vingadora de Pedodes reagia intensamente na direção dos túneis que se conectavam à cratera que Torin estava, mas a influência que os heróis tinham ao lutarem ao lado dos soldados era importante demais para ser ignorada. Eles ainda não sabiam qual seria seu próximo passo.

Dantsem, dia 18 do mês Semente do ano de 1501.

terça-feira, 15 de março de 2022

(VP) Sessão 79

Um local estranho

• Tolman passou a vagar pelo mundo esquisito que acabara de chegar. Apesar das poucas cores, tudo parecia exageradamente em seu mais devido lugar. As formas geométricas tomavam conta da paisagem, com campos planos, morros simétricos, dentre outras aberrações para os padrões do plano material. O feiticeiro vagou muito tempo até se deparar com uma espécie de cidade protegida por guardas com formas vagamente humanóides: mais pareciam escudos ambulantes. O contato foi de susto e surpresa, pois os estranhos não lhe entendiam e chamaram seu líder.

• Enquanto aguardava Tolman conseguiu deduzir que se encontrava em Mechanus, o plano exterior da ordem. O líder da estranha cidade que surgiu ficou em choque com a presença do feiticeiro, que considerou o emissário do caos. No entanto, para sorte de Tolman, a intenção deles era enviá-lo para fora daquele mundo. Com algumas mímicas, o feiticeiro conseguiu transmitir sua intenção de ser levado para o plano material.

• O restante do grupo continuava com dificuldades para lidar com a erupção vulcânica. A lava continuava a descer a montanha e Mart não havia conseguido alcançar sua vassoura voadora, apesar de todos os outros já estarem viajando para a segurança naquele momento. Foi apenas quando as esperanças já estavam reduzidas e a montanha de rocha derretida estava prestes a soterrar o warforged que Tolman transformado em uma águia surgiu para o resgate. O feiticeiro havia sido levado até a "Roda Sagrada" de Mechanus e, depois de evitar uma espécie de relógio humanóide, foi transportado de volta para seu plano de origem bem a tempo de salvar seu companheiro.

• O grupo fugiu até o altar em ruínas que utilizaram para transportar-se para o Portão dos Duranim. Lá exploraram um pouco o local até que Mart encontou uma espécie de mosaico em pedaços. A curiosidade fez-lhe começara montar o quebra-cabeça no chão da pequena ruína ao lado da estrutura do altar. Enquanto isso Drake, que já havia acertado suas contas com o restnte do grupo, fora atacado por uma serpente que surgiu da neve. Um cofronto começava.

Espinha do Mundo, dia 14 de Alturiak do ano de 1490.

sexta-feira, 4 de março de 2022

(SG) Sessão 107

O quarto do mago

• O grupo estava frente a frente com o mago inimigo que era o braço direito do general verrogari. A batalha, inevitável, começou intensa e desfavorável ao grupo de heróis de Dantsem. Pedodes foi rapidamente derrubado e, não fosse sua relação tão íntima com Cruine, teria partido ao encontro de seu patrono no outro mundo. Torin também não resistiu a investida inicial dos inimigos e sucumbiu ao combate.

• Em desespero, coube a Landalfo lançar mão de seus feitiços mais poderosos para tentar retomar o controle da situação. Seus clones mágicos foram criados rapidamente com suas magia e logo lançaram poderosos feitiços sobre os inimigos, que acabaram se mostrando especialmente frágeis contra eles. Com isso, os números que antes estavam todos para o lado inimigo agora já estavam equilibrados. Mas Kaiser ainda tinha muitas flechas em sua aljava, e foi com uma delas que ele atravessou o corpo do mago inimigo, matando-o instantaneamente. Cóquem ainda incapacitou os que restavam, fazendo o serviço de eliminá-los uma tarefa fácil.

• Nenhum inimigo sobreviveu para delatar o grupo, apesar da posição deles ter sido revelada pelos barulhos do combate. Assim, antes que reforços chegassem, os heróis avançaram para o quarto de Brasmim e começaram a procurar por pistas que pudessem ajudá-los na batalha.

• O quarto tinha vários objetos interessantes. Viram um símbolo profano que parecia parte de algum ritual; encontraram documentos e anotações que revelavam como fabricar a tinta que desenhara o símbolo no chão; encontraram baús com materiais necessários para a fabricação da tinta; havia duas passagens secretas, uma delas na parede levando para a sacada do lado de fora e outra um alçapão que terminva em um buraco bem acima da fonte no jardim.

• Enquanto o grupo vasculhava todo o local para descobrir os detalhes, Lanâncoras criava parede sobre parede para impedir que os reforços que chegavam conseguissem derrubar a porta. Cóquem apagava a inscrição no chão e, antes de partir, Pedodes teve a nítida impressão de ver o reflexo de Kiara no espelho da sala.

• A fuga dos aventureiros se deu pela passagem secreta do alçapão. Eles se lançaram no ar e Landalfo ativou uma magia fazendo-os todos voarem sobre a cidade e o campo de batalha, que estava cada vez mais sangrento.

• Para favorecem os dantsenianos na batalha, o grupo lançou mão de seus pergamihos com magias Terremotos. Com isso, os muros foram enfraquecidos e rachaduras se abriram, abrindo uma oportunidade para os exércitos aliados avançarem e invadirem a cidade. As tropoas trouxeram os melhores equipamentos do grupo que haviam ficado no acampamento e eles se reforçaram novamente.

• A batalha contra os verrogaris em Porteval continuava intensa e a participação dos heróis faria a balança da vitória pender para um lado. Por outro lado, o momento para encontrar Brasmim era este e poderia não haver outro. Eles precisavam decidir rápido.

Dantsem, dia 18 do mês Semente do ano de 1501.

terça-feira, 1 de março de 2022

(VP) Sessão 78

O escrutínio de Lex Drake

• Tolman havia retornado para o plano material após sua quase-morte ao encarar o dragão. No entanto, apesar de ter sido o novato Imsh quem o levara ao extremo, era por Lex Drake que não apenas ele, mas também Dick guardava profundo rancor. Sua mudança de atitude tão repentina depois de todos estarem diante da Sanzig enfurecera Tolman e Dick, que acabou desfazendo-se de seu mais precioso objeto em razão disso.

O discurso de Lex Drake

Ultimas palavras de Lex Drake... Mart és inteligente e presenciastes tudo... Estou sendo condenado a morte por ser um traidor reincidente... Neste livro faça o que quiser com ele... aqui está a maior prova da minha primeira traição e hoje cometi a segunda... Aceitei que um dos nossos deveria entregar a vida para salvar todos os outros da ira que ele mesmo despertou... Antes de ser apedrejado e morrer como um falso profeta de uma vez ouçam por favor... Aqui nesta bolsa estão todas as moedas que dividi com vocês nestes meses que passamos juntos. Nela está também o que viemos buscar aqui (direciona a bolsa para os pés de Tolman). Acredite que eu iria até o inferno para te trazer de volta a vida que mereces se fosse necessário e de teu agrado confesso na que na raiva falei demais, espero que algum dia consigas superar minhas palavras verdadeiras mas duras demais... Tao muito obrigado para você quero dizer que terás a minha vida como desejas mas lembro que além do teu tempo e da tua paciência comigo não perdeste nada hoje moeda ou item valioso. Lembro-te que nunca te causei nenhum dano ou arranhão. Sabes que é verdade que já me feriste na fronte e diante deste me humilhaste ensinando uma lição valisosa .. eu em nada revidei. Nunca te fiz alvo de nenhuma magia nociva e sabes disso... Tua maior perda hoje será este amigo... Dick para ti já deixei meu toda minha sabedoria tudo ficou lá dentro nada carreguei para cá para fora desta prisão... vejo que agora sem estar tão furioso já começas a entender melhor tudo isso... estou aqui por ti... para realizar o teu desejo... mas não podemos ter tudo... Saúde e força amigo... Pequeno Amish quero te dizer que se cometi erros e fui fraco não tome meu exemplo espero que minha morte aqui te traga nova oportunidade de apostar no futuro pois não podemos não mudar o que já passou... Decidam logo o que deve ser feito do meu corpo e da minha alma se queimado para que das cinzas não retorne nada trazendo a paz necessária para todos nós ou que nova vida brote como um flor mudando a ordem de tudo que sou hoje... sejam breves mas saibam que como uma criatura de fé isso terá continuação... (último teste de persuasion)

• Sob ameaças e ataques de seus companheiros de Fair Grass, o draconato começou a proferir um discurso despedindo-se do mundo. Dick queria matá-lo, e Tolman queria puni-lo de alguma forma mais séria. Mart, por outro lado, defendia seu antigo ajudante enquanto tentava trazer a luz para as ideias de seus aliados, tendo em vista que fora Imsh quem lançou o golpe que quase acabara com Tolman. Tao, enquanto isso, estava nitidamente confuso e sem ação. Quando o discurso de Drake finalmente terminou, Tolman pediu que ele o acompanhasse e tentou transportá-lo para o plano do fogo. Mas o draconato resistiu e o feiticeiro partiu sozinho para seu destino.

• Um grupo de anões liderados por Fiandra irrompeu pelos corredores assim que Tolman desapareceu. Eles estavam furiosos com os aventureiros que haviam despertado Sanzig. Graças a isso o vulcão de Kordian entrava em erupção e sua lava derretida mataria a todos. De frente ao impetuoso grupo da Fairgrass, a anã acabou intimidada e deixou-lhes partir sem uma nova briga.

• Ainda mais irritado com Drake, Tolman usou seu bracelete para retornar ao plano material, mas algo deu errado desta vez. Uma rachadura abriu-se na jóia e ele foi transportado para um lugar diferente, estranho e inóspito. Restava-lhe explorar, porque seu bracelete não funcionava ali.

• O grupo se deparou com um cenário aterrador ao deixar o Portão dos Duranim. As cinzas do vulcão tomavam conta do céu e lava derretida corria montanha abaixo em direção a eles. Utilizando seus artifícios para voar, o grupo montou vassouras ou ativou seus itens e partiu dali o mais rápido que pode. Mas a aventura não seria fácil. Mart e Tao acabaram atingidos no meio do caminho e caíram na neve gelada. Ninguém estava seguro.

Espinha do Mundo, dia 14 de Alturiak do ano de 1490.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

(SG) Sessão 106

Infiltrando-se em Porteval

• Éperus estava envergonhado pela forma como fora derrotado em batalha. O grupo, especialmente Kaiser, foi bastante duro com o jovem, dizendo que ele não deveria ter cedido às provocações e aceitado o duelo. Além disso, Pedodes curou os ferimentos físicos do jovem e todos retornaram para o acampamento.

• O grupo investigou um pouco o acampamento e descobriu que um objeto que Éperus carregava, presente de um soldado de Léom, trazia-lhe azar. Além disso, Pedodes visitou os outros acampamentos e dispersou maldições que atormentavam e reduziam a moral dos soldados. Enquanto isso, Cóquem e Kaiser discursavam e motivavam os aliados. Lanâncoras e Landalfo, por suas vezes, dedicavam-se a seus estudos e rituais. Torin reforçava os equipamentos.

• Uma explosão estranha foi vista no início da noite e parecia se originar do centro da cidade de Porteval. No encontro com Azerb, o grupo conseguiu poucos detalhes do que poderia ter ocorrido. Segundo o espião, a explosão ocorrera por um experimento mal sucedido de alquimistas, mas os guardas mais próximos de Brasmim não deixavam nenhuma outra informação vazar. Também ouviram, mais uma vez, que Maraila não gosta de Brasmim, assim como seu fiel conselheiro e sacerdote de Blator, Mahad Saturk. Por fim, ouviram que o general possui um mago de confiança. Antes de prosseguirem para a execução do plano, o espião aconselhou a todos para que não levassem objetos mágicos para infiltrarem-se em Porteval, pois as proteções dos muros detectariam a presença deles imediatamente.

• A infilração na cidade foi tensa, mas ninguém se feriu. Escapar da vigilância dos guardas exigiu muita atenção e agilidade. Azerb guiou o grupo pelas ruelas escuras da cidade até chegarem perto dos muros internos, quando foram deixados por si mesmos. Escapando dos olhares atentos dos guardas, o grupo chegou até uma passagem secreta que os levou até o calabouços vazios do palácio.

• Depois de saírem dos calabouços e chegarem em um saguão, Landalfo seguiu sozinho explorando alguns cômodos do palácio. Fugindo da atenção de uma mulher presente na sala de jantar, o mago esgueirou-se até encontrar uma rota de saída onde mais guardas faziam patrulha. Com o resto do grupo convocado, avançaram em silêncio até a biblioteca que, conforme informações de Azerb, possuía uma conexão secreta até as proximidades do quarto de Brasmim, o qual tinham a intenção de silenciar nesta missão.

• A saída da passagem secreta levou até o corredor que planejavam. No entanto, foram surpreendido por um mago cercado de soldados protegendo o caminho. Ele parecia estar esperando pelo grupo, que não tinha outra opção senão lutar.

Dantsem, dias 17 e 18 do mês Semente do ano de 1501.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

(VP) Sessão 77

Sanzig

O caminho reto era longo e o grupo esperava que fosse o último desafio antes do dragão. No entanto, não fora. Adiante do meio do caminho uma criatura enorme, semelhante a um minotauro, surgiu para impedir a passagem deles. Sem fazer perguntar, o grupo iniciou o confronto.

• A batalha contra o guardião do dragão foi dura. Por pouco alguns dos aventureiros não caiu em batalha. No entanto, a vitória veio com ataques poderosos de Duck. Derrotado, o monstro desapareceu em cinzas, deixando seu grande machado para trás. A arma enorme foi pega por Tao Hen, mas ninguém ali era capaz de manuseá-la até então.

• Seguindo o corredor o grupo se deparou enfim com outra porta, idêntica a primeira. Tolman começou a inscrever os símbolos e a imagem de um mago surgiu, alertando-lhe que não havia nada no covil da criatura, e que ela estava aprisionado por uma boa razão. Ignorando-o, Tolman concluiu as inscrições.

• Com a porta ruindo, Lex Drake tomou a dianteira, avisando o grupo que iria liderar a conversa com Sanzig, a dragonesa. Seu discurso preparado dizia:

Sou o único que fala dracônico e mesmo que o Tolman compreenda direi a todos exatamente o que falarei pois pretendo ir na frente se me permitem. Assim que o avistar direi a ele e conto com todo apoio de vocês (flash of genius. Bend luck e etc para o teste de persuasion): Sanzig... Sou Lex do ovo de Calcryx e em nome da Deusa Cromática você está livre. Demando apenas um pequeno tributo em sua honra. A fechadura mais difícil do mundo também chamada de engrenagem das cem almas.
Sanzig... Sou Lex do ovo de Calcryx e em nome da Deusa Cromática você está livre. Demando apenas um pequeno tributo em sua honra. A fechadura mais difícil do mundo também chamada de engrenagem das cem almas.

• A dragonesa, respondendo-lhe, disse: ─ Eu fui aprisionada há muito tempo por um grupo de humanos. Me libertaram por essa fechadura? Meu tesouro?. Ela também afirmou que não seguia Tiamat e que, em vez disso, queria tomar-lhe o lugar. Ao notar a hostilidade na voz do dragão, Lex Drake virou-se e saiu do covil, deixando o grupo sem saber o que estava acontecendo.

• Tolman, indignado com a reação passiva de Drake, alegou que ele os estava traindo. Ele também ofendeu Sanzig que começava a ficar irritada. Imsh surgiu para tentar acalmá-la oferecendo seu tridente, e acabou ouvindo uma contra-proposta: ela aceitaria, além do tridente, o machado de Drake e a vidade Tolman em troca do machado. Sem pestanejar, Imsh enviou o feiticeiro para as profundezas da terra com seu tridente de Posseidon. Duck, a muito custo, foi convencido a entregar seu machado.

• Tolman viu as rochas prestes a esmagá-lo e com um reflexo instintivo foi capaz de usar seu bracelete de teletransporte para ressurgir no templo elemental na Cidadela de Bronze, o templo de Pulvara. Lá ele foi capaz de se reorganizar, conversar com Tao e preparar seu retorno. Enquanto isso, Duck e os outros estavam muito indignados com Lex Drake e preparavam-se para atacá-lo. Antes que isso pudesse acontecer, Tolman surgiu na frente deles e disse que ele mesmo puniria o clérigo.

Espinha do Mundo, dia 14 de Alturiak do ano de 1490.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

(SG) Sessão 105

A vergonha de Éperus

• Landalfo acabara de ser detectado de frente para um pelotão militar amiense, na Torre Oculta. O grupo havia chegado até ali perseguindo Fariel, mas ainda não o havia visto. Sem pestanejar, os magos abriram dois portais em sequencia e fugiram do lugar. Em seguida, saíram de Âmiem, abandonando momentaneamente o plano de abater Fariel.

• Voando diretamente para Dantsem, o grupo encontrou-se com Éperus, Katrius e outros militares no acampamento nos arredores de Porteval. O cerco na cidade sob ocupação verrogari estava sendo difícil, pois a moral das tropas dantsenianas parecia anormalmente baixa. Brasmim e a arquiduquesa Maraila lideravam a defensiva. Um encontro entre Éperus e o general inimigo haviam ocorrido há algum tempo e o jovem aspirante a rei de Verrogar saiu muito irritado com as provocações que sofrera e com as afirmações incisivas de que não haveria rendição.

Brasmim

• Enquanto ajudavam no planejamento do próximo passo, o grupo recebeu uma mensagem secreta. Alguém precisava encontrá-los às escondidas em um bosque perto da cidade. Esta pessoa misteriosa se revelou como Azerb, o espião que acompanhava Maraila. Ele elogiou a duquesa e disse que ela é um pouco exitante quanto à Brasmim, que lembrava muito a Afren. O espião também disse que sabia como levar alguns deles para dentro da cidade e que, para isso, eles precisariam se encontrar novamente na noite seguinte.

• A tarde do dia seguinte foi momento de Éperus e o grupo terem um encontro de negociação com Brasmim à frente dos portões de Porteval. Acompanhado de vários cavaleiros, o general viu dois de seus seguidores fugirem quando Pedodes invocou uma esconjuração. A conversa avançou de forma hostil até que Éperus foi desafiado para um duelo por Brasmim. O jovem imprudente, com os nervos à flor da pele, aceitou o desafio e foi derrotado. Antes de receber o golpe final, porém, Landalfo abriu um portal às suas costas e o teletransportou para um local seguro, longe do campo de batalha, e o seguiu juntamente com o grupo. Éperus, embora vivo, sentia-se humilhado.

Dantsem e Âmien, dias 11 a 17 do mês Semente do ano de 1501.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

(VP) Sessão 76

A escalada e um novo companheiro

• O grupo precisava passar pela porta mágica para chegar ao dragão Sanzig. No entanto, para isso, precisava reunir cinco selos misterioros, que foram capazes de deduzir apenas que eram símbolos pertencentes a alguma ordem mística do interior do continente, terras muito distantes dali.

• Usando o portal de três pontos de Tolman, o grupo voltou até Aguasprofundas onde buscou se reunir com algum dos arquimagos na Torre Blackstaff. Luvian os recebeu, achando inicialmente que eles já haviam concluído a missão. Talon aproveitou a oportunidade para desaparecer. Sua quase morte no subterrâneo dos confins do mundo fizeram-no querer deixar a companhia da Fairgrass.

• Com algum tempo de negociação com a arquimaga, o grupo conseguiu fazê-la mostrar um livro antigo que possuía símbolos de ordens de vários lugares do mundo. Aqueles referentes a Ordem da Lua Crescente estavam entre eles. Mart e Tao, cada um em suas próprias anotações, registraram e copiaram os desenhos. Ambos levaram consigo para depois tentar reproduzir na porta mágica.

• Mas retornar não seria tão simples. O teletransporte de Tolman não era tão preciso a ponte de fazê-lo se teletransportar exatamente para o estreito corredor, e ele não queria correr o risco de ter que se justificar para os anões no caso de encontrá-los novamente. Assim, resolveram que escalariam o monte do Altar e de lá usariam o machado de Duck Garhelm para chegarem até a porta, uma vez que o artefato era capaz de viajar de qualquer ruína anã para um ponto conhecido do subterrâneo de forma precisa.

Imsh

• A viagem pela gelada montanha foi arriscada, mas teve surpresas. Em uma passagem estreita rumo ao topo o grupo encontrou Imsh, um goblin aventureiro. Ele estava entocado em uma pequena gruta à beira da estrada. A pequena criatura caolha parecia estar se dirigindo para o Monte Kordian, mas não sabia realmente onde ele ficava. Parecia inofensivo, e de certa forma útil depois que demonstrou ser um druida habilidoso, assim foi bem recebido pelo grupo e passou a acompanhá-los na jornada.

• A chegada no topo do monte do Altar foi relizada com muita cautela. Haviam estátuas muito suspeitas na área e a maior parte do grupo tentou se manter longe delas. Duck ousava mais na exploração, mas logo todos se reuniram no centro do local para usarem o teletransporte e viajarem até a porta encantada mais uma vez.

• De novo frente a frente com porta, o grupo começou a debater qual das cópias dos selos iria utilizar para tentar quebrar o encantamento, se a de Tao Hen ou a de Smartshoter. Drake estava decidido que a cópia de Mart era superior, mas o restante do grupo não estava tão confiante e Tao disse que ele próprio iria escrever os selos na porta. Assim, pegando tinta e uma pena, o guerreiro partiu para tentar quebrar a magia.

• Sua primeira tentativa foi frustrada por algo além de sua habilidade em desenho. A pena o traiu, borrando a pintura e fazendo a cabeça de dragão disparar novamente. Desta vez todos estavam bem preparados e não foram fortemente atingidos pela explosão.

• A segunda tentativa foi executada por Tolman. O feiticeiro conseguiu inscrever o primeiro selo no espaço correspondente e uma voz surgiu do nada alertando: Vorash condenou Sanzig à prisão eterna neste local. Não abram este portal! Ignorando a mensagem que se repetia a cada selo que Tolman terminava de inscrever, o Sr. Fairgrass viu a perigosa porta se abrir diante de seus olhos. O labirinto que estava desenhado na barreira de rocha se desembaralhou e tornou-se uma reta no meio dela, formando o que seria a divisória que se abriu para os aventureiros. Um longo corredor estava no caminho, mas eles ainda não haviam encontrado Sanzig.

Espinha do Mundo, dias 12 a 14 de Alturiak do ano de 1490.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

(SG) Sessão 104

Âmien

• O grupo continuou a conversa com Hórus até que Cóquem usou um encantamento de amizade sobre ele. Mesmo sob o encanto e revelando algumas informações, o inimigo estava muito atento aos outros aventureiros. Ele tentou transportar-se junto com Cóquem para longe dali, mas não obteve sucesso e acabou sumindo sozinho.

• O grupo voou até as proximidades da Cidade Dourada onde pretendia encontrar a rainha Enora. Eles atravessaram as barreiras místicas a pé para não serem detectados e se aproximaram do palácio pelo solo, uma área úmida e pouco vigiada. Dali, Landalfo foi o guia até a entrada de uma passagem secreta para o interior. Mesmo sendo perseguidos, o grupo conseguiu avançar pelos corredores escondidos até chegarem aos calabouços, onde o alquimista encontrou-se com seu antigo mentor, o qual lhe pôs a par da situação do reino, especialmente da delicada situação de saúde da rainha e das disputas políticas que colocaram muitos dos apoiadores de Enora atrás das grades.

Marcos Calisto

• Ao seguirem avançando pelos corredores secretos o grupo chegou até Marcos Calisto, um dos conselheiros de Enora. Descobriram que o elfo havia sido deposto de tal função, já que era Gáltilo quem dava as ordens agora, mas seu prestígio lhe garantia o direito de residir no palácio.

• O ex conselheiro levou o grupo até a entrada secreta do quarto da rainha Enora. Lá, Landalfo foi ao encontro dela, enquanto Cóquem e Marcos Calisto distraíram os guardas. O alquimista percebeu o abatimento de Enora, que já dava sinais de que seu tempo estava se esgotando. A rainha lamentava por seu filho estar seguindo o caminho que seguia, especialmente por Fariel ser o conselheiro. Por fim, Landalfo descobriu o nome de Kétil Monda, uma ninfa de Dartel que poderia estar na mira do séquito de Fariel por supostamente saber como acessar o Tártaro. Para encontrá-la o grupo precisaria forjar varinhas únicas que lhes permitiram atravessar as brumas do reino das fadas.

• O grupo descobriu que Gáltilo e seu conselheiro estariam nas proximidades da Torre Oculta de Âmien. Landalfo tinha uma noção de como chegar lá depois de receber as instruções de Marcos Calisto, e assim eles partiram do palácio através de uma série de portais abertos em sequência.

• Foi Landalfo quem chegou mais perto da entrada da torre oculta, uma construção baixa que não se parecia com uma torre. A vigilância no local era muito intensa e o mago acabou detectado, mesmo invisível.

Dantsem e Âmien, dias 09 a 11 do mês Semente do ano de 1501.