Sessão 23 - As criaturas na floresta
Os Ksariks
O combate contra os skreesires mostrou-se desafiador. Flynn estava estável graças à perícia improvisada de Ed, mas Hothspoth e Kassius também haviam sofrido ferimentos.
— Vamos esperar um pouco e nos recuperar — disse Flynn, ainda com cortes abertos pelo corpo.
O horário ainda permitia que continuassem. O ponto de encontro ficava a apenas algumas horas de caminhada, mas concluíram que seria mais prudente aguardar e recuperar parte das energias, caso encontrassem novos inimigos pelo caminho.
O percurso pela floresta densa não demorou a melhorar. Logo encontraram uma trilha que facilitou o trajeto.
Enquanto avançavam, um novo caça da Lança de Hierofante sobrevoou a floresta. Desta vez voava mais alto, mas ainda assim o estrondo supersônico reverberou sobre a superfície, sacudindo copas e folhas.
Depois de cruzarem um rio, continuaram até uma ponte de madeira. Rykk passou voando sobre ela, seguido de perto por Flynn. Do outro lado, um monstro emergiu da vegetação e atacou imediatamente.
O grupo não teve tempo para hesitar. Posicionaram-se e abriram fogo contra os inimigos.
Os ksariks eram criaturas psíquicas. O braço de Ed ressoava em sintonia dolorosa com a mente delas, mas isso não o impediu de agir. O operativo permaneceu do lado oposto da ponte, montando seu tripé para disparar com precisão. Enquanto isso, Flynn, Kassius e Hothspoth assumiram a linha de frente.
Flynn e Hothspoth canalizavam seus poderes solarianos para atingir as criaturas, que se embrenhavam na mata e atacavam a partir de posições ocultas. Kassius iniciou o confronto com seu fuzil, mas logo partiu para o combate direto com sua eficiente criolança.
— Suba nas minhas costas! — gritou Rykk para Ed.
O draconiano transportou o operativo para outra posição estratégica no campo de batalha. De lá, seus disparos contribuíram decisivamente para a derrota dos monstros, que murchavam como plantas envelhecidas ao morrer.
Garig não está sozinho
Após a queda do último inimigo, os aventureiros fizeram nova parada. A floresta mostrava-se traiçoeira, e a preocupação com os recursos tornava-se cada vez mais presente.
O ponto de encontro estava a pouco mais de uma hora de caminhada. Optaram por não aguardar demais. Dez minutos de descanso bastaram antes de retomarem a marcha.
O destino era uma construção no vale, às margens do rio. Um moinho erguia-se ao lado da água, com uma jangada ancorada próxima. Duas motos estavam estacionadas diante da estrutura. A estrada principal terminava ali, assim como a trilha utilizada pelo grupo.
Com cautela, aproximaram-se do local. Flynn seguiu na dianteira.
A porta estava entreaberta.
O solariano segurou a maçaneta e a empurrou lentamente, atento ao que encontraria do outro lado.
Garig estava lá.
Ao seu lado, um humano vestindo uma armadura robusta e portando uma arma pesada.
Castrovel, Mundos do Pacto, quinta-feira, 4 de Serenith do ano 325 DL.


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