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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

(LA) Sessão 26

A Água Fria da Dama

A barreira do Domo

A reunião com Elara terminou abruptamente com a chegada da comitiva anã ao Colégio do Conhecimento. O grupo foi dispensado, mas Haftor foi avisado para que permanecesse em alerta, pois sua presença poderia ser requisitada a qualquer momento.

O Guia solicitou uma instrutora para aprimorar sua leitura e permaneceu no Colégio durante a tarde. Réctor, Garuk e Haldur convocaram Dorian e seguiram em direção ao Domo de Arminus.

A praça central de Telas era ampla e localizava-se abaixo do colossal Domo de Arminus. Junto a ele, um palanque de madeira servia de palco para um bardo que entretinha um pequeno grupo de cidadãos.

Garuk, ignorando convenções sociais e a etiqueta urbana, decidiu encurtar o caminho atravessando o palanque. Com seus 2,10 metros de altura e 160 quilos, saltou sobre a estrutura de madeira, fazendo-a estremecer violentamente. O movimento brusco assustou o bardo, que desafinou no meio de uma nota de tenor e caiu sentado no palco.

Imediatamente, dois guardas que vigiavam o local entraram em alerta e subiram as escadas do palanque, cruzando lanças para bloquear a passagem e proteger o músico.

— Alto lá! — anunciaram os guardas.

O sekbete ignorou a advertência e contornou o trio. Enquanto se dirigia ao Domo, o bardo recompôs-se e deixou o palco, encerrando o espetáculo. Os guardas o acompanharam.

O grupo finalmente se aproximou do Domo de Arminus. Uma sensação estranha tomou conta de Réctor. Não era boa nem ruim, apenas profundamente inquietante. Em menor grau, Garuk e Dorian relataram a mesma impressão.

Antes que pudessem formular conclusões, a palma escamosa de Garuk tocou a superfície lisa e reflexiva do Domo negro. Um tremeluz percorreu os reflexos, como uma onda formada na água, irradiando-se a partir do ponto de contato.

— Não tem porta? — indagou Garuk.

— Não. Ele é completamente fechado. Pelo que li, nem mesmo por baixo há acesso — respondeu Dorian.

— Acho que é impenetrável — concluiu Réctor.

A frase soou como provocação para Garuk. O sekbete sacou seu gancho armado e golpeou o Domo com toda a força. O impacto foi imediato: a energia retornou integralmente contra ele, arremessando-o quase um metro e meio para trás.

Disfarçando a dor enquanto ajeitava o ombro, Garuk retornou aos companheiros, intrigado. Nenhuma marca fora deixada na superfície lisa; nenhum reflexo se perdera.

— Imagina um escudo feito disso — comentou Réctor, animado.

— Uma armadura seria formidável — completou Garuk.

Garuk sacou o Prisma da Aurora e o aproximou do Domo. Um brilho vermelho intenso irrompeu, mais forte do que em qualquer ocasião anterior. O objeto vibrava e aquecia à medida que se aproximava da parede reflexiva. Temendo uma reação explosiva, ainda mais violenta do que a ocorrida na Torre de Gelo Quebrada, o berserker recuou.

Dorian agradeceu a prudência. Também considerava perigoso encostar os prismas no Domo de Arminus; a reação era imprevisível.

— Dorian… aquele velho barbudo — disse Garuk, referindo-se a Silvan — eu não confio nele. Quando os filhotes começam a mostrar potencial, os mais fortes tentam esmagá-los. Cuidado para não ser esmagado.

O pupilo reagiu com timidez, respeitoso à hierarquia do Colégio, mas a semente da desconfiança fora plantada.

Réctor voltou-se então ao Domo. Tentou criar a porta de sua Casa dos Sonhos diretamente na superfície reflexiva, mas não conseguiu sequer riscá-la. Em vez disso, moldou a entrada como um alçapão no chão batido da praça.

Ao entrarem no refúgio onírico, o grupo percebeu que o Domo de Arminus era visível no horizonte daquela dimensão, projetando uma sombra colossal que bloqueava o sol daquele mundo.

— Olha isso… e não sou eu que estou fazendo — alertou Réctor. — Acho que a Aurora Gelada está aí dentro. Quando sonhei, vi a Casa de Fáfnir na posição em que o Domo está agora, como se eu estivesse lá, olhando para cá.

— Há indícios muito fortes de que seja ela — concordou Dorian. — Vamos sair daqui. Estou com uma sensação estranha.

A água fria da Dama

O quarteto decidiu encerrar a investigação no Domo. Ao se afastarem pela praça, ouviram um menino anunciar seu produto aos berros:

— Bebam a água fria da Dama! Da nova escavação recém-descoberta!

O garoto ofereceu um copo de água gelada por uma moeda de prata, alegando ser "gelada como se tivesse saído das Geleiras". Réctor interessou-se pela origem do líquido, vindo de uma escavação abaixo da estátua da Dama no sítio arqueológico.

Réctor comprou um copo e armazenou o líquido em um frasco. A água permaneceu fria, provocando condensação imediata ao redor do vidro. O menino mencionou rumores de que a água fazia as pessoas "ouvirem sussurros", mas mesmo após um desafio de Réctor, nenhum efeito imediato foi percebido além do frescor.

Intrigados, o grupo seguiu em direção ao apotecário mágico, suspeitando que a Aurora Gelada estivesse se infiltrando pelos canais subterrâneos da cidade.

Explorando Telas

O grupo visitou um estabelecimento alquímico para reabastecer suprimentos. Garuk adquiriu tintas para rituais e trocou ossos de um gigante por ouro. Em seguida, encontraram Olgaria, que estava preocupada com o desfazimento repentino da Casa dos Sonhos.

Na oficina dos ferreiros, conheceram Torben. Embora o ferreiro tenha recusado fabricar uma lança de ossos para Garuk, Réctor conseguiu trocar objetos por um machado encantado para Haldor.

Enquanto isso, o Guia passou a tarde estudando na biblioteca com uma instrutora, demonstrando interesse em sua linhagem de escamas vermelhas e adquirindo um tomo sobre as raças de sekbetes. Mais tarde, reuniu-se ao grupo na forja para adaptar a marreta de gigante recuperada na Torre de Gelo Quebrada.

A forja fria

Haftor, após pesquisar na biblioteca sobre o conflito entre elfos sombrios e necromantes, encontrou-se com Divalin, do clã Feriaforte de Blur. A notícia era alarmante:

— A situação é grave, amigo. A Forja está esfriando. O Krokanon não fornece mais o calor necessário. Se continuar assim, ferreiros ficarão sem trabalho. Ou pior, toda a ala congelará.

Haftor relacionou o enfraquecimento do vulcão aos fenômenos da Aurora Gelada. O paladino redigiu cartas para a Alta Magistrada Murtek e para a Ordem de Crizagom, alertando sobre os prismas e os artefatos recuperados, selando as mensagens para entrega segura em Blur.

Ao retornar à estalagem, encontrou Demétrius impaciente e exigiu compostura do ladino, que permanece sob constante vigilância.

Rumos

Reunidos, os aventureiros traçaram planos: investigar Rodérico e sua filha (colecionadores de prismas), buscar a versão completa do Testamento da Ordem em Telas e explorar a misteriosa escavação da Dama. A partida foi decidida para a manhã seguinte.

Telas, dias 5 e 6 do mês da Sabedoria do ano de 1502.

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