Sessão 1 – Extração de Dados
Recebidos em Akiton
A Aliança Solar é uma organização sediada em Akiton, o planeta vermelho e decadente. Trata-se de um grupo paramilitar com filosofia solariana, comandado por solarianos em diversos níveis hierárquicos. A organização emprega muitas pessoas diretamente, mas também mantém contratos temporários com apoiadores para missões específicas.
Com esse objetivo, Hothspoth e Flynn foram designados para coordenar uma missão de extração de dados em um laboratório científico em solo akitoniano. Com eles estariam mais dois voluntários: Kassius, um soldado, e Edric, um operativo. A combinação de habilidades do grupo permitiria executar a tarefa solicitada por Garig, o comandante da missão designado pela Aliança.
Tudo o que os operadores da missão sabiam até então era que a tarefa aumentaria o conhecimento sobre a SMD na busca por uma cura — motivação suficiente para o grupo aderir.
Rykkgnaw, ou apenas Rykk, um draconiano enviado de Triaxus, chegou ao espaçoporto akitoniano naquela manhã, após os demais já terem se reunido e recebido a designação da missão. Essa designação, no entanto, estava criptografada e só seria revelada ao grupo completo.
Rykk desembarcou e foi recebido pelos quatro voluntários, todos comprometidos com a busca por uma cura para a SMD. O emissário se mostrou atencioso, deixando claro que sua intenção era colaborar. Assim que todos se apresentaram, a designação da missão foi atualizada com novos dados:
📡 Briefing de Missão — IC-7
Missão: Extrair dados sensíveis do Laboratório IC-7.
Designação: Extração de dados da Instalação Científica de Pesquisa IC-7.
Localização: Deserto de Akiton, quadrante 41-B. A IC-7 é uma instalação subterrânea disfarçada, escondida nas montanhas de um desfiladeiro remoto.
Alvo: Arquivos de pesquisa mais recentes, obtidos a partir do servidor central da estação. A Aliança Solar recebeu a informação de que os cientistas da IC-7 fizeram um avanço significativo no estudo da SMD, mas se recusaram a compartilhar os dados.
Exigências para o grupo: Pelo menos um piloto habilidoso, um especialista em invasão de sistemas, um negociador e um soldado competente para o caso de o plano sair do previsto.
Estrutura da missão
A IC-7 possui defesas físicas e eletromagnéticas. Drones de contenção patrulham a área, e barreiras controladas por satélite mantêm a vigilância constante. Para obter sucesso, o grupo precisará atuar em várias frentes:
Frente 1: Ataque Satelital
Uma aeronave ágil será fornecida ao piloto do grupo, que deverá, pelos meios que julgar necessários, desativar a rede de satélites de baixa órbita que mantém a IC-7 operacional. Essa rede possui cinco satélites, sendo um deles uma estação espacial com cientistas a bordo. A destruição ou desativação cortará a comunicação da base com o exterior.
Os satélites possuem sistemas de defesa leves e patrulham uma área monitorada por frotas comerciais. O ataque deve ser discreto, preferencialmente via invasão de sistemas, evitando chamar atenção das autoridades de Akiton.
Frente 2: Distração Terrestre
Um ou mais designados deverão provocar um ataque coordenado contra a IC-7 ou encontrar outra forma de distrair as defesas terrestres. O objetivo é engajar a força defensiva composta por dez drones autônomos de segurança, equipados com armamento não letal, criando uma janela de oportunidade para a próxima frente.
A ofensiva deve parecer um ataque de bandoleiros locais para não levantar suspeitas excessivas.
Frente 3: Invasão e Extração
Um ou mais designados deverão entrar na IC-7, localizar o servidor central, conectar o disco de dados fornecido pela central da missão e aguardar o carregamento completo. O dispositivo pode burlar qualquer chave de segurança.
Não são esperadas defesas internas, mas o grupo deve estar preparado para imprevistos.
Plano de Fuga
Após a extração, o grupo deverá se reunir no ponto de encontro, em distância segura. Garig providenciará uma rota de saída não convencional.
Partindo para a missão
O grupo foi conduzido ao hangar de partida na base solariana. Lá estavam a aeronave em que Edric e Flynn embarcariam e o helicóptero que transportaria o restante do grupo.
O voo até os arredores da base durou apenas alguns minutos. O deslocamento até a órbita de Akiton e a aproximação da área de observação dos satélites não demorou muito mais.
Ataque aos satélites
Edric iniciou a aproximação e logo percebeu que os sensores tentavam obter mais informações sobre sua nave. Ele ativou uma proteção contra as leituras e, simultaneamente, conseguiu extrair dados valiosos dos computadores, não tão bem protegidos, dos satélites. No entanto, à medida que demorava a responder às mensagens enviadas pela estação, percebia que o momento de uma possível retaliação se aproximava.
Flynn atendeu a ligação recebida da estação espacial. A anã perguntou o que eles faziam ali, e o solariano conseguiu convencê-la de que o piloto da nave estava com problemas. Preocupada, ela afirmou que enviaria uma equipe de apoio. Antes que isso ocorresse, porém, Edric conseguiu desativar duas das cinco estações de pesquisa. Com a queda parcial de energia, o grupo em solo teria pelo menos duas horas para cumprir sua parte.
Ação no solo
Rykkgnaw, Hothspoth e Kassius desembarcaram a cerca de dois quilômetros da IC-7, perto de uma rodovia. Caminharam por alguns minutos até alcançarem os limites da vigilância eletromagnética, aguardando a conclusão da missão orbital.
Assim que receberam o comando de Edric, Rykk avançou contra os drones, atraindo a atenção das máquinas e câmeras. O draconiano foi atingido por descargas de taser, mas conseguiu manter a distração por algum tempo. Kassius também se envolveu no combate, enquanto Hothspoth correu até a entrada do laboratório.
Rykk não resistiu por muito tempo ao ataque e, para ampliar a distração, disparou contra transformadores de energia próximos. As chamas se espalharam, obrigando a IC-7 a acionar geradores auxiliares. Logo depois, Rykk foi paralisado pelos tasers e precisou ser resgatado por Kassius. Os drones, ocupados em conter o incêndio, não impediram a retirada do draconiano.
A instalação de pesquisa
Hothspoth invadiu a instalação e encontrou-se em um corredor com portas e um jardim interno. Seguiu abrindo portas e conectando o disco de dados em computadores, mas seus ruídos chamaram a atenção de alguns cientistas. Por sorte, um funcionário desatento não deu importância quando ele afirmou ser um bombeiro carregando um extintor.
Ao entrar em um laboratório onde um cientista examinava um paciente de SMD, Hothspoth ativou sua armadura solar, intimidou o cientista e inseriu o disco de dados no computador, copiando arquivos secretos sobre o paciente. Antes de partir, resolveu abrir mais uma porta — e encontrou o servidor central que procurava.
Hothspoth conectou o disco, viu o painel mostrar o código de segurança sendo burlado pelo software, ameaçou os cientistas que presenciaram a invasão e, assim que a cópia foi concluída, pegou o dispositivo e saiu rapidamente.
O grupo se reuniu novamente do lado de fora da IC-7 e seguiu até o ponto de encontro, pronto para entregar os resultados a Garig.
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