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sábado, 5 de março de 2016

(IL) 1.2 - Contratados pelo Duque

O Duque de Marimonte


Duque de Marimonte
Após o assassinato, o grupo todo reuniu-se na praça central. O sacerdote conseguiu manter um dos feridos vivos, pouco antes do Duque de Marimonte chegar e exclamar que aquele homem era seu filho, Huen. Imediatamente, o governante ordenou que seus guardas procurassem pelo assassino. Azurius interrompeu de forma descortês para orientar o duque, o que não gerou uma boa primeira impressão, embora tenha sido convincente o suficiente para fazer o nobre acreditar.

Poucos instantes depois, Krom e Azurius conversavam com o Duque, tentando extrair dele alguma informação que pudesse ajudar na investigação sobre quem cometera o crime. Ao mesmo tempo, Servill e Hazafer buscavam uma carroça para conduzir o corpo do falecido até o templo e Sevides, onde o sacerdote garantiria que ele teria um ritual fúnebre adequado.

O Duque de Marimonte apreciou o interesse de Azurius e Krom na investigação, e então pediu-lhes que fossem até sua mansão no final da tarde daquele dia para que pudessem conversar. Enquanto isso os seus guardas estavam investigando a cidade.

Passada a maior parte do tumulto, os cinco indivíduos que se prontificaram a ajudar na investigação - Servill, Krom, Finwe, Zac e Azurius - se reuniram no templo de Sevides, onde o corpo do falecido estava sendo preparado. Zac conhecia a vítima e sua irmã, e ao conversar com ela conseguiu descobrir que o jovem apenas acompanhava o casal pela cidade durante a Festa da Fartura.

As pistas


Convencidos de que o pobre plebeu havia sido atingido por engano, o grupo se dividiu e foi investigar na cidade por mais pistas. Krom, Finwe e Azurius partiram em direção a um posto de guarda, enquanto Servill e Zac decidiram ir ver o filho do Duque.

Principado Antigo e os pontos de Interesse

Ao chegarem no posto de guarda, Finwe fez a abordagem inicial de forma bastante cortês. Contudo, quando percebeu certa ironia nas respostas do guarda, Krom avançou e ergueu o miliciano do chão agarrando-o pelo pescoço. Seu companheiro, assustado, nem esboçou reação para defendê-lo. Graças a este estímulo extra, o guarda disse que ouvira de seu chefe, Greg, que o monstro estava fugindo para a Colina Fechada, ao sudeste. Insatisfeito com a resposta muito vaga, o trio ainda conseguiu que o guarda indicasse onde encontrar esse chefe para que pudesse ajudá-los mais.

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Servill e Zac conversavam durante sua caminhada pela cidade e o sacerdote disse que precisava de algumas ervas. Sua teoria era de que o filho do Duque, Huem, poderia ter sido ferido por um licantropo e, nesse caso, segundo ele, a doença poderia ter passado para ele. Para evitar a manifestação, o pequenino conhecia algumas misturas que poderiam ajudar, e assim ele e o Zac dirigiram-se até um herbalista, que lhes forneceu uma boa quantidade por uma moeda de cobre.

Em seguida, a dupla dirigiu-se até a mansão do Duque de Marimonte. Lá dentro, eles encontraram-se com Huem e perguntaram-lhe se ele tinha visto o bandido. Com a negativa, Servill arranjou um espaço para começar a preparar seu unguento, enquanto Zac pediu para conversar com o Duque em Particular. Durante esta conversa, o mago informou ao Duque da possibilidade de seu filho estar infectado com uma doença, e a razão do sacerdote estar preparado suas misturas. Um pouco assustado, o Duque deu liberdade total para que eles façam o que for preciso para recuperar seu filho.

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Finwe separou-se de Krom e Azurius, pois acreditava que poderia conseguir algumas informações sobre outras mortes que vinham acontecendo na região se perguntasse nas tavernas. Enquanto isso, o guerreiro e o mago seguiriam procurando pelo Martelo Vermelho que teria as pistas certas.

A dupla caminhou por mais algum tempo até que encontrasse o tal Greg, um humano. Eles convenceram o miliciano a apontar o Martelo Vermelho responsável pelas pistas e então foram até ele.

Iriábor era o nome do guarda do duque que tinha as informações. Ao ver Greg com o a dupla mal encarada ele ainda ficou em dúvida se ele estaria com problemas, mas logo a conversa se desenrolou e Krom e Azurius descobriram que uma criatura humanóide e peluda, do tamanho de um ser humano baixo, tinha sido vista correndo há algumas horas em direção à Colina Fechada. Ele usava uma capa de retalhos xadrez. Com apenas esta informação em mãos, Krom e Azurius foram a mansão do duque para aguardar o encontro.

A partida para a Floresta


Todos se reuniram na mansão do Duque de Marimonte ao cair da noite. Lá ele agradeceu pela ajuda de todos e disse que ficaria muito grato com a ajuda. Preocupado com seu filho, o Duque ainda perguntou quando partiriam, pois eles teriam montarias e as armas que seus guardas pudessem oferecer - o que não era muito, na verdade.

Adaga ritual de prata
Após uma noite de descanso, o grupo preparou suas montarias e equipamentos para a viagem. Krom conseguiu uma espada maior e Zac completou seus mantimentos. Servill lembrou que talvez fosse necessária uma arma de prata para ferir a criatura, e então o Duque trouxe-lhes uma arma de família, uma adaga ritual muito bem trabalhada. Azurius, interessado, constatou que ela possuía algum tipo de encantamento, mas que não sabia como identificar. O próprio Duque ficou surpreso e, após um pedido do elfo dourado, convocou um de seus guardas anões para que ele lesse a escritura em Voz da Pedra, que dizia "Graça de Parom" na parte compreensível.

Já na estrada, o grupo cavalgou por algumas horas até a chegada nas colinas. Em determinado momento, eles perceberam que um grupo de lobos os espreitava. Eles preparavam-se para o combate quando uma elfa os chamou. Todos exceto Azurius cavalgaram apressadamente para próximo dela, que disse que havia uma armadilha para os lobos nas proximidades. O mago que ficara para trás lançou óleo em chamas no caminho para retardar a chegada dos animais.

Quando todos já estavam reunidos, o grupo percebeu que uma parte dos lobos havia chegado e preparava-se para atacar.

Planície Central do Reino de Conti. Basvo e Calcato, 30º dia do mês da Semente e 1º dia do mês do Ouro, A Festa da Fartura, do ano de 1500.

quarta-feira, 2 de março de 2016

(HH) 15.3: A Sombra do Pântano

O acampamento da estrada


O grupo, finalmente, conseguiu sair da área pantanosa sob influência de Ruflon, o Dragão Negro. Com a orientação de Tom, eles reencontraram suas montarias na parte da floresta mais natural. Reunindo todos os seus equipamentos, o grupo dirigiu-se ao sul até chegarem novamente a estrada principal, que na verdade era uma trilha precária.

Lilen, a elfa, resolveu seguir sua jornada para o oeste naquele mesmo momento. Ela se despediu de forma breve de todo o grupo, dizendo que por ela o bardo Zeed estaria seguro. Após a partida, o grupo descansou naquele mesmo local.

A imagem dos mortos


A manhã seguinte estava chuvosa. O grupo decidiu então seguir até o rio e acompanhá-lo para o sul. Suas margens eram bastante acidentadas e em vários pontos os aventureiros não conseguiram manter-se muito próximos. Em determinado momento, quando encontravam-se perto da junção dos dois rios, aquele que seguiam e o Rio Profundo, a comitiva encontrou alguns cadáveres no chão. Dalaran foi investigar e encontrou moedas de ouro e jóias junto aos corpos. Contudo, no momento em que ele guardou os itens de valor consigo, surgiram fantasmas que atacaram o grupo.

O combate contra os mortos vivos não durou muito tempo, mas foi o suficiente para levar ao extremo o corpo de Stor. Um dos espectros, visivelmente o líder, combatia principalmente Dalaran, que usava todos os seus poderes para destruir a criatura. Rédon também tentou entrar em combate, mas percebeu que sua espada não conseguia ferir as criaturas.

Finalmente, Stor desferiu o golpe final com uma explosão de chamas. Sua magia destruiu os mortos-vivos, que não importunaram mais o grupo.

Uma vez terminada a batalha, o grupo refez-se e eles seguiram sua jornada em direção ao leste, acompanhando o Rio Profundo, até que novamente encontraram um local para acampar.

(Floresta das Serpentes, Terras Centrais do Ocidente, dias 13 e 14 de Uktar, o Apodrecer, do ano de 1480)

sábado, 27 de fevereiro de 2016

(IL) 1.1 A Festa da Fartura

O primeiro dia da Festa da Fartura


Finwe, um bastardo meio-elfo, filho de um nobre calcati, chegava na cidade de Principado Antigo pela Estrada de Moldazi. Ele carregava a harpa da família de seu pai, um instrumento bem trabalhado e obviamente construído para a nobreza. Certamente um resquício dos tempos gloriosos do clã. A intenção do meio-elfo era vender o instrumento e conseguir recursos para seguir sua jornada. Por isso ele abraçava a harpa como se fosse sua própria filha.

Ao chegar na cidade, o aventureiro parou em uma banca de um comerciante e perguntou-lhe sobre quem poderia negociar aquele instrumento. Ao ouvir que deveria procurar alguém no centro, o bardo ainda falou com uma criança que queria ouvi-lo tocar. Assim, Finwe dirigiu-se até a fonte central, onde talvez houvesse alguém disposto a negociar a harpa.

Durante sua caminhada, quando estava quase no centro da cidade, o meio elfo ouviu um grito a sua frente. Buscando rapidamente a origem do barulho, ele só conseguiu ver alguém ou alguma coisa usando uma capa de retalhos xadrez se perder na multidão, enquanto uma mulher caía abraçada sobre o corpo de um homem.

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Ark, um meio-elfo e Jhin, um elfo florestal, são amigos desde que acordaram em algum lugar sem saber como haviam chegado lá, ou ter qualquer lembrança de seus passados. Ambos, contudo, possuíam habilidades excepcionais. O primeiro para o roubo e o subterfúgio, e o segundo para a sobrevivência. Além disso, eles compartilhavam uma pré disposição para o roubo.

Os dois estavam em Principado Antigo procurando uma oportunidade de conseguir valores. Eles sabiam que a Festa da Fartura era um momento muito favorável para eles, e assim cuidavam com atenção cada moeda trocada.

A primeira ação daquele dia de festival foi o roubo de um nobre. Dois guardas estavam próximos, mas uma ação conjunta do ladrão e do rastreador tornou o roubo uma tarefa muito fácil: Jhin distraiu os guardas por alguns segundos, enquanto Ark pegou a algibeira.

Foi logo após o roubo que Ark percebeu um meio-elfo abraçado em uma harpa com alguns diferenciais. Ele logo percebeu que se tratava de um item de valor, e foi até seu comparsa para dar a notícia e também para dividir o roubo. Durante a conversa dos dois um grito foi ouvido no centro da cidade. Como não estava muito longe, Ark usou um suporte de uma tenda ao seu lado para ver de uma posição mais alta que duas pessoas estavam no chão, sangrando, enquanto uma mulher gritava.

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Zac, um aprendiz de mago que foi expulso por seu tutor, Argos, vagava pelas planícies em direção à Principado Antigo, decepcionado consigo mesmo. Ele sabia onde seus pais moravam, mas estava envergonhado em retornar para casa após ser banido de sua mais importante conquista. Assim, sabendo da Festa da Fartura, o jovem humano desejava afogar suas mágoas no mais barato barril de álcool que encontrasse.

Ele se dirigiu para uma estalagem no sul da cidade. Lá ele trocou algumas frutas que havia conseguido há pouco com uma conhecida de sua família por uma garrafa de um forte destilado anão. Ao sentar-se a mesa, o mago percebeu um homem grande e forte, armado com um gládio, que lhe encarava com expressão de poucos amigos. Foi então que um gole do destilado anão lhe deu coragem...

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Krom, um guerreiro calcati que se viu obrigado a sair de seu lar ao perder a família, cruzava o Rio Traço em uma balsa ao lado de um criador de gado. O frágil velhote humano falava como se já conhecesse Krom há anos, embora o guerreiro não demonstrasse nenhum interesse no assunto.

Ao se aproximarem da cidade de Principado Antigo, o velhote se despediu timidamente do guerreiro, e este seguiu sua jornada por informações sobre Nicodemus, o mago maligno que causou a destruição de sua vida.

Krom se destacava do aldeão tradicional, e seu porte físico e expressão de poucos amigos chamava a atenção de todos a sua volta. Ele se dirigiu até uma taverna, onde perguntou sobre seu procurado e, não obtendo resposta satisfatória, sentou-se para beber por alguns instantes. 

Não tardou, contudo, para que um pobre jovem surgisse na taverna, pedisse uma bebida muito forte e pagasse com a pouca comida que carregava. Este jovem, o aprendiz de mago Zac, bebeu um pouco e desafiou Krom ao perguntar-lhe por que lhe encarava. Então, para evitar uma briga, o guerreiro levantou-se e saiu da taverna.

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Servill, um sacerdote de Sevides dos arredores de Principado Antigo, sempre visita a cidade na Festa da Fartura para demonstrar sua fé. Além disso, o pequenino aproveita a ocasião para trocar cevada por metais com os anões.

A viagem das colinas a nordeste até a cidade foi tranquila. havia movimento em virtude do festival e o pequenino pode dirigir-se direto para o local marcado, uma taverna no sul da cidade.

Ao chegar na taverna, o pequenino por pouco não foi atropelado por um humano maior do que o normal. Ele passou por ele e entrou no estabelecimento, onde encontrou o anão. Os dois fizeram o negócio rapidamente e, na saída, o pequenino percebeu que o jovem que se embebedava em uma das mesas era, na verdade, o filho de um fazendeiro local, Zac. Servill tentou consolá-lo por alguns instantes, mas o filho do fazendeiro não parecia muito receptivo.

Logo que saiu para verificar os produtos que havia trocado, um grito no centro da cidade chamou a atenção de todos. Servill correu para a fonte, aproveitando-se do espaço que o guerreiro que também se dirigia para lá abria ao passar pelas pessoas.

O ataque no centro da vila


Finwe correu até o local do acidente. Ele gritava que era médico e então o povo dava-lhe acesso. Ao chegar ao local do atentado, o meio-elfo perguntou o que havia acontecido. A mulher, que estava em prantos e com pouca voz, disse apenas que não pode ver quem fizera aquela barbaridade.

O bardo identificou, sem dificuldade, que um dos homens estava morto e que o ferimento no outro se tratava de um corte realizado possivelmente por garras afiadas. Contudo, ele não sabia, naquele momento, que tipo de garra poderia ser a causa.

Enquanto o bardo médico cuidava do paciente, Krom aproximou-se indagando o que havia acontecido. Dois guardas chegaram e também questionaram a mesma coisa. A confusão estava formada, e ninguém sabia exatamente como dois homens estavam em poças de sangue no chão.

Durante as discussões, Servill se aproximou do homem ferido que era tratado por Finwe. Ele pegou sua mão e, com a bênção de Sevides, fez ele recobrar os sentidos.

Ao mesmo tempo da chegada de Servill, o Duque de Marimonte, líder da cidade, chegou abrindo caminho na multidão com ajuda de seus guardas.

Cidade de Principado Antigo, reino de Conti. Basvo, 30º dia do mês da Semente, A Festa da Fartura, do no de 1500.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

(HH) 15.2: O Portal e a Serpente

O portal que a chave abriu

Stor conseguiu identificar uma passagem secreta dentro da lareira. Ao perceber isso, o mago imediatamente chamou o paladino que possui os talentos dos melhores ladrões e pediu-lhe para investigar a área. Após não detectar nenhuma armadilha mundana, o escolhido de Tymora retirou com força a plataforma ao fundo da lareira, possibilitando que se visse um novo fundo, desta vez com uma pequena abertura do tamanho da chave que Tom havia encontrado.

Dalaran não sabia se existia alguma armadilha mágica no mecanismo, mas mesmo assim colocou a chave na fechadura e a observou mesclar-se com o fundo, tornando-se algum tipo de maçaneta. Ao puxá-la, o paladino viu um fundo negro, em redemoinho, e que não era possível ver o fundo. Ele, imediatamente, bradou que se tratava de um portal. Stor chegou a mesma conclusão e, um instante depois, concluiu que o portal deveria ser unidirecional, ou seja, ia, mas não voltava.

O livro em druídico
Várias tentativas foram feitas para tentar descobrir para onde o portal levava: pedras iluminadas foram arremessadas, objetos com encantamentos de localização, a mão mágica tentar levar algo através dele... nada disso foi capaz de determinar nada sobre a natureza daquele teletransporte. Como última alternativa, Zeed abriu o grande tomo que encontrara na biblioteca e procurou por diagramas que pudessem fornecer alguma informação útil. Contudo, vários minutos depois, o bardo chegou a conclusão de que não seria possível extrair nada de interessante daquele tomo em tão pouco tempo, e o guardou.

O grupo estava dividido sobre o rumo a se tomar. Enquanto Zeed estava interessado em entrar no portal para o destino desconhecido, Stor e Demétria pareciam preocupados com o que poderia acontecer ou onde poderiam ir parar. Já Dalaran estava mais preocupados com a missão que haviam se comprometido a cumprir, uma vez que se o portal fosse de fato unidimensional e os levasse para muito longe dali, não haveria mais tempo para realizar a missão para Helús. Rédon, embora não estivesse compromisso de honra com a mesma missão, parecia compartilhar da opinião do paladino.

Finalmente, o grande grupo optou por descansar aquela noite na cabana e seguir viagem para o sul, como haviam antes planejado. Assim, eles se distribuíram, de forma que Dalaran e Demétria ficassem com um quarto particular. Zeed ainda tentou pedir ajuda para Lilen sobre as plantas que estavam no jardim e sobre a reserva botânica no quarto, mas Demétria e Dalaran ocupavam o local naquele momento e a o bardo e a batedora elfa deixaram para depois, dando por encerrado aquele dia.

A Serpente do lago no pântano

Na manhã seguinte, enquanto a maior parte do grupo ainda despertava lentamente, Tom Bash resolveu ir até a frágil passarela sobre o lago e remover uma das tochas permanentes que guiavam o caminho.

O bárbaro usou de toda a sua força para desenterrar a estaca do fundo do lago e, a fim de quebrá-la para ficar apenas com a parte da tocha permanente, resolveu usar a passarela como apoio enquanto a puxava. Contudo, Tom não previu que, por a estaca estar em condição muito melhor do que a passarela em que pisava, o objeto quebrado seria na verdade a própria passarela. Quando isso aconteceu, o bárbaro foi atirado na água com correnteza circular.

Nos instantes seguintes iniciou-se um combate feroz entre o bárbaro e a terrível e gigante serpente. Ela abocanhou o mulano mais de uma vez, impregnando o veneno corrosivo em seu corpo. Tom viu o a face dos deuses por um breve instante quando o monstro o agarrou e ergueu-o alto no ar, preparando para mergulhar. Não fosse por seus instintos tribais, felizmente herdado de seus compatriotas, ele não teria tido forças para atacar a serpente e se livrar de suas presas no último instante.
A cabana no meio do lago

Arrastando-se, Tom Bash chegou até a porta da cabana, onde alertou os outros. Stor, que estava mais perto, não hesitou em fechar a porta em frente ao bárbaro para evitar ser alvo do veneno da serpente. Enquanto isso o restante do grupo percebeu o ocorrido e se reagruparam no andar inferior. Naquele momento, Zeed enfureceu-se com o tiefling prisioneiro, que parecia divertir-se com a trapalhada do bárbaro.

Zeed planejava que todos fugissem pela passarela depois que ele conseguiu atingir o monstro com um encantamento de medo. Dalaran, porém, usou seus poderes para fazer a serpente atacá-lo e cruzou a passarela.

Com o monstro distraído com o paladino, todos os integrantes cruzaram a passarela - alguns com mais facilidade do que outros. Zeed libertou os prisioneiros, o que culminou na fuga do xamã e do tiefling. Finalmente, a cobra gigante foi morta com a ajuda da maior parte do grupo, mas com um golpe final vindo de Zeed.

Após o combate, o grupo resolveu assar o monsto e alimentar-se de sua carne. Para aliviar o gosto desconhecido de serpente gigante do pântano, Zeed utilizou seu encantamento para "temperar" a carne.

Embora tivesse soado como uma boa ideia a princípio, a carne da serpente se mostrou tão venenosa quanto suas presas. Stor, Demétria, Giles e Zeed sentiram-se bastante mal depois. Não fosse pelo dom de Tymora agraciado a Dalaran, todos teriam lembranças bem piores do encontro contra a serpente do lago.

(Floresta das Serpentes, Terras Centrais do Ocidente, dias 12 e 13 de Uktar, o Apodrecer, do ano de 1480)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

(HH) 15.1: A cabana no meio do lago

Discussões sobre o próximo destino

Após vencerem o combate contra os hobgoblins, o grupo resolveu descansar um pouco para interrogar o prisioneiro no dia seguinte. Eles aproveitaram o resto da tarde para vaculhar o acampamento e conversar sobre sua missão.

O interrogatório do prisioneiro não frutos como todos esperavam. Ele afirmava que Ruflon era seu deus e que não havia nada que poderia ser feito para ferí-lo, mas nenhuma informação útil foi extraída.

Zeed foi o primeiro a conversar com Lilen. Ele tentou explicar-se para a elfa, que lhe disse que tinha uma dívida de gratidão com ele, mas que não o considerava inocente da acusação que sofrera na Cidadela Élfica. O bardo, satisfeito com a resposta mas um tanto inconformado, saiu e foi à fogueira do acampamento se juntar ao resto do grupo.

Tom foi o próximo a falar com a elfa. O bárbaro disse a ela exatamente o que o grupo buscava contra o dragão. Lilen pareceu preocupada e lhe disse que o dragão ancião não possuía qualquer remorso e que não poderia ser enfrentado diretamente. Ela disse também que ele não mostrou atividade nos últimos anos, o que pode significar repouso ou cautela, pois há indícios de que outro dragão está se colocando no sul. Encerrada a conversa, o mulano e a elfa também retornaram ao entorno da fogueira do acampamento, onde Zeed e Demétria tocavam magnificamente e Dalaran cantava como podia.

A música estava agradável e conseguia cumprir seu objetivo de animar os ânimos abatidos pelo péssimo local em que viajavam, mas Stor interrompeu quando encontrou uma oportunidade. O mago queria expressar sua preocupação com o grupo estar se dirigindo em direção a um monstro tecnicamente imbatível. Dalaran se mostrava muito otimista, mas o argumento de Lilen de que havia a possibilidade de existir um outro dragão ao sul fez o grupo rever sua estratégia.

A nova sugestão veio de um conjunto de ideias e consistia em retornar para o sul, afastando-se de Ruflon, e ir em direção ao outro dragão. O grupo esperava ter a sorte de encontrar por lá um outro dragão metálico que lhes seria simpático e talvez ajudasse a combater o maligno dragão negro.

A conversa durou vários minutos, pois a decisão ainda era difícil, até que o grupo chegou a um consenso e resolveu voltar ao Sul, deixar Lilen na estrada e então chegar até o covil do outro Dragão.

A cabana no meio do Lago

Partindo de volta ao sul, foi Tom quem tomou a frente e liderava o agora grande grupo formado por ele, Zeed, o prisioneiro hobgoblin, Dalaran, Stor, Lilen, Rédon e Giles.

A jornada pelo pântano não era tão fácil, pois o grupo não deixou muitos vestígios de sua passagem anterior que fosse visível para Tom ou Zeed. Assim, embora estivessem indo para o sul, o grupo não estava percorrendo o mesmo trajeto que fez na ida.

Ela já caminhavam há quase um dia quando se depararam com uma grande clareira na floresta pantanosa e viram um lago com uma cabana no centro. Uma pequena estrada de madeira levava até a construção em ruínas e chamas mágicas garantiam a iluminação no caso de escuridão.

Dalaran, Zeed e Stor foram verificar o que havia no interior da casa, enquanto todos os outros permaneceram do lado de fora. Ao se aproximarem, Stor usou seu corvo para verificar rapidamente o que havia no interior e percebeu movimentação. O grupo invadiu a casa foi diretamente perseguir a sombra percebida.

Ao chegarem na cozinha, o grupo se deparou com alguém subindo por um buraco. Eles fizeram a volta e subiram pela escada até o andar superior. O grupo passou por uma biblioteca e chegou a um jardim, quando encontrou-se com um tiefling que inicialmente não se comunicou em comum. Com alguns segundos de tensa negociação, Zeed conseguiu convencê-lo a falar, e o grupo descobriu que ali era a residência de um druida.

Quando Zeed fez o movimento para tocar em seu instrumento musical, o tiefling assustado tentou enfeitiçá-lo, mas Stor foi rápido o suficiente para anular a magia adversária e permitir que o bardo o paralisasse. Rendido, o estranho disse o que sabia: aquela era a residência de um druida, e ele estava tentando traduzir vários manuscritos em druidico.

Cabana no Lago
Enquanto tudo isso acontecia, Tom percebeu um movimento anormal no lago. Ele viu uma serpente gigante rodeando o lago, e logo se dirigiu para o interior da casa alertar os três. Quando ele chegou lá, todos já estavam na biblioteca, com um novo prisioneiro, e tentando descobrir alguma coisa interessante. Zeed pediu ao bárbaro que investigasse o restante da casa enquanto eles avaliavam a biblioteca.

Tom vasculhou os dois quartos e tudo o que encontrou foi um velho colar de ossos e uma pequena chave. Ele decidiu usar o colar e então levar a chave aos outros dois. Stor então foi com Tom reavaliar os dois quartos, quando encontraram um bordão de madeira negra e vários tapetes antigos. Eles não encontraram mais nada com utilidade nos outros quartos, embora Stor tenha separado alguns romances para Zeed. Enquanto isso, o bardo separou alguns livros em idiomas conhecidos. Ele carregou consigo um manuscrito sobre ervas venenosas e medicinais, além do grande tomo em druidico que o tiefling traduzia.

No andar inferior Stor começou a procurar por algum cofre ou outra fechadura em que a chave encontrada poderia servir. Como sabia que a fogueira na lareira tratava-se de magia, ele não temeu em enfiar a mão para perceber que havia um fundo falso. Faltava ver se havia alguma entrada para a chave.

(Floresta das Serpentes, Terras Centrais do Ocidente; dias 11 e 12 de Uktar, o Apodrecer, do ano de 1480)

sábado, 30 de janeiro de 2016

(FI) Capítulo 2: Misturando frequências

Parte 1: Os boatos sobre um fantasma

A recompensa

O trio de exploradores conseguiu deixar a caverna sob Qi em segurança. De imediato, eles foram até os dirigíveis e retornaram para a gruta onde Duke residia. Ao chegarem em seu destino, Vaan deitou-se na cama e pôs-se a descansar, enquanto Maddog fazia o mesmo sentado. O velho Duke, por outro lado, permaneceu em sua escrivaninha registrando o que havia acontecido e tentando projetar alguma espécie de Numenera que pudesse lhe ser útil.

Passada toda a noite de descanso, já estava na hora do grupo recolher a recompensa de Vien. Ela estaria esperando por eles na biblioteca, e por isso os três saíram juntos naquela direção. Vaan aguardou do lado de fora, pois já havia percebido antes que sua espada de estimação traria problemas em locais públicos.

Duke e Vaan encontraram Vien nas mesas da biblioteca e sentaram-se para conversar. A mulher disse que tinha o pagamento, mas queria saber o que eles descobriram. Duke apresentou seu cilindro de gás e lhe disse que aquilo era o motor de tudo. Depois, o velho ligou seu rádio por alguns instantes e passou uma mensagem secreta à sacerdotisa. Esta mensagem dizia que ela deveria deixar que Duke e Zack se encontrassem para que ele pudesse lhe dizer mais. Vien não entendeu como Duke esperava que ela o fizesse, e o nano saiu enfurecido. Maddog permaneceu no local para receber o pagamento pelo grupo e depois saiu.

Um fantasma nas proximidades

Eles retornaram para a gruta de Duke quando todos se reuniram. Lá o velho nano veio com um plano: eles precisariam de alguém que fosse bom em várias áreas para pôr seu projeto em prática. Ele também desejava o corpo do autômato que viram na caverna sob Qi. O nano ofereceu as duas missões para a dupla Vaan e Maddog, que disseram que pelo valor oferecido - 2 shins - eles só poderiam buscar pela tal pessoa com várias habilidades nas ruas da cidade de Qi. 

Aceitando o contrato de buscar por alguém com habilidades, Maddog e Vaan foram para uma região pobre da cidade enquanto Duke finalmente descansava. Eles passaram por alguns comércios até que chegaram em um velho bar com razoável movimento. Maddog, ao indagar o comerciante, não obteve uma resposta satisfatória, mas mesmo assim pediu para deixar um bilhete no caso do homem ver alguém com aquelas características. Ao mesmo tempo, Vaan era abordado pela senhora mulher do comerciante. Ela perguntou se ele sabia usar aquela espada e informou sobre um suposto fantasma atormentando uma vila próxima a Qi. Seu marido pediu que ela não perturbasse os clientes, mas Maddog se interessou e pediu que eles continuassem. O comerciante disse:

Eles são a voz de um casal se comunicando em uma língua esquisita. Eles falam por alguns minutos enquanto uma luz é emitida. As vezes era possível ver uma espécie de ilusão de um lugar diferente de longe, mas daí se ouve um sussurro e o brilho some. Ninguém teve coragem de chegar perto, exceto o caçador Mills. Acontece que ele voltou ferido e meio maluco de lá e não sabemos até onde podemos acreditar nele.”
Depois disso, eles ainda ouviram que para chegar ao local eles deveriam andar por pelo menos quatro horas na estrada paralela ao rio e depois seguir ao norte. Mas, se quisessem encontrar alguém que viva mais próximo antes, eles deveriam contornar a tal vila assombrada e procurar pelo Antiquário de Vongusts.

Os dois retornaram até a gruta de Duke e explicaram tudo para o nano. Depois, eles não demoraram em cobrá-lo pelo serviço de ter procurado o homem com várias habilidades, mas Duke não tinha dinheiro para pagá-los. Indignados, os dois disseram que queria receber, e assim o velho juntou um pouco de suas ferramentas velhas e levou a um antiquário para que pudessem vender.

Maddog foi o negociante. Ele não foi bem sucedido em abordar o comerciante, então logo depois usou seu esoterismo para fazê-lo esquecer e recomeçar a negociação. Sabendo o que o comerciante diria, Maddog disse o que sabia que poderia agradá-lo e, assim conseguiu um pagamento duas vezes maior do que teria conseguido da primeira vez. Antes de entregar o pagamento à Duke ele já descontou a parte dele, mas não recusou quando o velho, sem saber que já o havia pago, deu-lhe os dois shins que havia prometido.

EncruzilhadaDepois de conseguirem o dinheiro o trio foi abastecer-se de ferramentas para a exploração que estavam planejando. Duke achou interessante investigar o tal fantasma, mas era Maddog o mais curioso, pois aqueles relatos lhe lembravam de seus estudos sobre transdimensionalidade em seu mundo.  Depois de comprarem tochas, cordas e rações, eles seguiram pela escura estrada durante a noite.

Ao chegarem na encruzilhada que indicava "Norte", "Leste" e "Engenho" já tarde da noite, por volta da hora 21, eles decidiram acampar e descansar um pouco antes de seguirem o resto da viagem. Qi ainda estava visível de longe, mas o destino do grupo já não estava tão distante.

Cidade de Qi e Arredores, 29.04.898 a 01.05.898

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

(HH) Capítulo 14: A aldeia hobgoblin

Parte 1: O Tom é um verme!

Os elfos e a transformação de Tom

Derrotados os driders, o trio que participou da luta retornou ao encontro dos outros no corredor escuro. Lá eles discutiram por alguns minutos e decidiram que o melhor a fazer seria prosseguir pelo caminho que vinham até encontrarem uma saída. Tom era o mais receoso, mas, como de costumo, não foi difícil convencê-lo ao usar um pouco de criatividade.

Redon tomou a frente desta vez, e abriu a primeira porta sem medo de ativar uma armadilha. Dalaran, preocupado, analisou a sala seguinte para verificar se havia alguma armadilha no local. Enquanto isso o restante do grupo percebia que tratava-se de uma sala cerimonial, com as paredes repletas de escrituras em élfico que, percebeu Stor, tratava-se de um ritual de convocação de algum demônio.

Tom, admirado com as peças da parede, arrancou um pedaço com sua talhadeira para guardar para posteriormente. Para fazer isso, o bárbaro precisou abrir sua mochila e tocar novamente na capa que antes havia guardado ali. Ele sentiu-se estranho naquele momento, mas imediatamente nada mais aconteceu e o grupo seguiu em direção a escada de mão para a rua.

VermeAcima, já na rua, o grupo foi surpreendido por um grupo de elfos que indagava-os de por que eles estavam no templo proibido de Lolth. Para o líder do grupo, eles estavam lá apenas para roubar e mentir, como outros humanos. A discussão estava sendo perturbada por uma reação estranha sobre Tom. Seu corpo começou a transmutar-se em um verme gigante e, em pouco tempo, ele já era um. Nesse meio tempo Zeed conseguiu comandar por um breve período a mente do líder dos elfos, que havia proferido uma maldição sobre os aventureiros. Sob influência do bardo, o elfo atacou seus companheiros, que fugiram sob esta ameaça e a do verme gigante que não parecia ter qualquer controle.

Dalaran foi o primeiro a ser atacado pela criatura. Ele não contra atacava, mas Redon, que estava atrás, só não desferiu seus golpes de espada porque o paladino gritou para impedi-lo. Contudo, o monstro seguia desferindo golpes aleatoriamente. O cavaleiro conseguiu desviar-se dos primeiro ataques, mas Dalaran foi levemente ferido pelas chicotadas.

O grupo estava esgotado. Nem mesmo Giles possuía os meios de restaurar a forma de Tom. Foi então que Dalaran teve uma ideia. Ele usou seus poderes para provocar a criatura e a atraiu até a porta do Templo Escondido. Lá ele posicionou-se de forma que a planta sugadora de magia ficasse entre ele e o monstro e deixou que Tom viesse. Deu certo. O bárbaro tocou a planta e voltou a sua forma original em poucos instantes.

O grupo então começou a decidir o que faria com a planta e com a capa amaldiçoada. Tom queria levá-la, mas o restante do grupo preferia deixá-la onde estava. Eles forçaram Tom a esvaziar sua mochila e então a capa caiu, ao lado da planta petrificada. Tudo emanava uma brilho roxo, exceto pelo rubi grande de Tom, que possuía um brilho levemente diferente, mais interno. Ao ver isso, o bárbaro prontamente o segurou e o guardou em sua algibeira. Quanto ao resto, os aventureiros acharam mais prudente deixarem onde caiu.

A aldeia dos hobgoblins

Foi consensual a decisão do grupo de seguir em linha reta em direção ao dragão que procuravam. Eles partiram com Tom indicando a rota, e em algumas horas chegaram a um tipo de barreira de vegetação que Stor logo entendeu que era efeito da presença de um dragão muito poderoso. Para agilizar a viagem, eles decidiram que deixariam os cavalos na clareira antes do adensamento do mato e então seguiriam a pé.

A jornada não foi fácil, mesmo sem as montaria. Tom não cortava o mato e, em vez disso, ia desviando os galhos e cipós que ocupavam o caminho. Eles estavam em um pântano, com o chão de areia úmida que sofria com os pesados passos do grupo, fazendo-os afundar até as canelas. Em poucas horas de viagem, devido a estas condições ruins e ao clima pesado que encontraram, o grupo já estava exausto. O humor dos aventureiros estava piorando quando a noite chegou, e eles pararam para descansar.

O dia seguinte não estava melhor. Uma névoa se adensava e apenas Dalaran tinha ânimo para fazer alguma piada. O grupo seguiu sua jornada até que Tom ouviu um som de Tambor e foi atrás. Dalaran e os outros foram atrás e logo também escutaram. Eles então descobriram um acampamento de hobgoblins que cantava e tocava instrumentos. Aparetemente havia um elfo sendo assado no meio do acampamento. Ao circundá-lo, Dalaran e Zeed viram que havia um elfa presa a um tronco. O paladino logo preocupou-se, acreditando que poderia ser Frida, a mulher que jurou encontrar, e partiu temerosamente para salvá-la.

LilenVendo a ação descuidada do paladino, o bardo distraiu o grupo de hobgoblins com um som alto vindo da direção oposta à Dalaran, Eles imediatamente pararam com o som e foram ver se encontravam algo. Isso deu tempo para o paladino soltar as amarras da elfa e levá-la de volta ao mapa. Quando Zeed tentou usar o som para distraí-os novamente, um dos goblinóides percebeu que a refém havia fugido e o acampamento começou a entrar em alvoroço.

Ao mesmo tempo, Dalaran conseguiu levar a elfa até o restante do grupo e Giles a fez sentir-se melhor. O bardo percebeu que ela era uma das patrulheiras da Cidadela Élfica que havia sido mandada atrás dele, mas deixou para falar disso mais tarde.

O grupo planejava o que fazer, pois os hobgoblins ainda não os tinha visto. Aparentemente, Dalaran estava inclinado a atacar e destruir a aldeia.

(Floresta das Serpentes, Terras Centrais do Ocidente; dias 10 e 11 de Uktar, o Apodrecer, do ano de 1480)

Parte 2: Contra os hobgoblins

O grupo estava decidido a atacar a tribo hobgoblin. Haviam nove no total, mas os aventureiros tinham a vantagem da surpresa. Stor deu início ao combate lançando uma bola de fogo no meio do acampamento, o que gerou confusão entre todos e matou alguns monstros. Zeed veio em seguida com sua magia encantadora e enlouqueceu o xamã da tribo, forçando-o a combater contra seus aliados.

O combate prosseguiu por mais alguns minutos. Até mesmo Tom, enfurecido com as criaturas, atacava usando seu bastão mágico e seus pés cada vez mais treinados para o combate. Dalaran atirou-se no meio do combate e era o alvo mais visado. Demétria e Giles passaram um bom tempo dando atenção à moça ferida que Dalaran havia salvado e Rédon envolveu-se na batalha com os outros.

Apesar da vantagem inicial dos aventureiros, os inimigos eram habilidosos. Não fosse a distração que Zeed causou no xamã, talvez Dalaran tivesse resistido a menos tempo. O paladino lutava contra três ao mesmo tempo, defendendo-se com sua alabarda ou desviando com agilidade, até que foi atirado ao chão, ainda conseguiu revidar várias vezes, mas, na sequência do combate, fraquejou e foi abatido por vários segundos. Giles veio a ajuda do grupo, mas ele era lento e não cooperou com a luta, embora tenha salvado a vida do meio-elfo ao colocá-lo de volta em combate, curado.

Demétria também chegou depois e ainda conseguiu ferir um dos monstros. O xamã, o mais poderoso dos inimigos, tentou fugir quando percebeu que seria abatido, e então corria tentando retardar os perseguidores com suas magias. Tom e Zeed foram detidos, mas o bardo conseguiu livrar-se mais rapidamente do encantamento. Dalaran foi o único a seguir na perseguição por mais tempo, uma vez que Stor também havia sido nocauteado por uma poderosa magia do Xamã.

Usar de magias impedia o hobgoblin de ser mais rápido do que Dalaran, que se aproximava rapidamente pelo barro usando suas pernas e magias. O hobgoblin foi rendido quando Zeed, mais uma vez com suas magias de confusão, o hipnotizou. O monstro ficou imóvel, a mercê do ataque de vinhas do paladino que o prenderam firmemente e permitiu que ele fosse rendido.

Agora, o grupo faz um breve descanso antes de usar de seus recursos para tentar compreender o goblinóide do xamã.

(Floresta das Serpentes, Terras Centrais do Ocidente; dia 11 de Uktar, o Apodrecer, do ano de 1480)

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

(HH) Capítulo 13: O Templo Escondido

Parte 1: Um bardo e um gnomo

O bardo fujão

Zeed, The Great SoundZeed, "The Great Sound", é um bardo humano natural de algum lugar de Sembia. Criado no mundo após abandonar sua terra natal, ele acabou buscando abrigo por algumas semanas na Antiga Cidadela Élfica por acreditar que lá haveria conhecimento que poderia absorver. Seu excelente trato social acabou por convencer os líderes da cidadela de que ele não seria uma perturbação se ficasse lá, pois era habilidoso com instrumentos musicais e conseguia agradar aos que o ouviam.

Contudo, o bardo não foi capaz de segurar seus instintos ao ter contato com a linda princesa elfa Mailên e, após bajulações e cortejamentos, conseguiu que ela se apaixonasse por ele - mesmo que o objetivo final não fosse esse. A princesa se entregou a seus braços, mas foi descoberta. Com a pureza da donzela maculada, Zeed seria executado pelas leis élficas, o que o obrigou a fugir com o que conseguiu carregar em direção ao sul, onde sabia que existia um povoado humano que, com sorte, o protegeria.

Tumulto na Vila do Pântano

O grupo estava preparando-se para partir da Vila do Pântano. Dalaran e os outros estudavam por onde seria a melhor rota até chegarem ao covil previsto do dragão Ruflon, e ponderavam sobre ir até o Templo Escondido, como defendia Tom, ou seguir o trajeto do rio ao norte, como Dalaran e Demétria acreditavam ser mais sensato.

Cavaleiro elfoAntes que pudessem chegar a uma conclusão, todos ouviram os passos apressados de cavalos no solo encharcado. Ao irem à rua, os seis (Dalaran, Stor, Tom, Giles, Demétria e Redon) e mais o jovem estalajadeiro viram três elfos cavaleiros. Um deles desmontou e dirigiu-se até Dalaran. Em élfico, o cavaleiro lhe perguntou sobre um humano criminoso carregando um alaúde e que haveria fugido da cidadela naquela direção. Desconfiado, o paladino questionou sobre o crime que este humano tinha cometido. Segundo o elfo, ele é um bardo que aproveitou-se erradamente da princesa da Cidadela, e que deve ser levado a justiça segundo suas leis devido a isto.

Dalaran ouviu e não considerou o crime merecedor de uma punição severa. Assim, ele despistou o cavaleiro, afirmando convincentemente que o bardo fugira para o sul. Os três elfos partiram agradecidos e o grupo ficou com a curiosidade de saber quem era o tal criminoso.

Enquanto isso, Zeed havia chegado na Vila do Pântano diretamente na casa de Lithira. Ele havia encontrado Tindara e Gindala e a velha. O bardo ficou encantado com as gêmeas em seu primeiro momento, mas a visão de Lithira o fez "desencantar". Ele perguntou onde poderia descansar e Gindala o levou até a estalagem.

Foi na frente da estalagem que o bardo encontrou-se com o restante do grupo. Lá eles se apresentaram e conversaram por alguns minutos. Era evidente que ele era o fugitivo dos elfos. Redon parecia concordar com os elfos que ele deveria ser punido, mas o paladino possui um senso de justiça... diferente, e não crê que uma atitude realizada pelos dois, Zeed e a princesa, em comum acordo devesse provocar uma punição ao bardo.

Assim a conversa acabou mudando um pouco de rumo e o grupo acabou descobrindo que o bardo tinha vasto conhecimento da região. Ele é um estudioso que já estudou a área e está presente na floresta há mais de um mês e, portanto, poderia ser um bom guia enquanto eles procuravam o dragão. Convidado a seguir com a comitiva, Zeed aceitou e eles partiram para o leste.

Maco, o gnomo

O grupo cavalgou para o leste por meio dia sem parar até ver duas cabanas velhas ao redor da estrada. Eles pararam a uma distância segura e resolveram investigar.

Tom foi na frente, mas retornou quando escutou um barulho estranho. Dalaran, Demétria e Zeed não se intimidaram e seguiram até a cabana a esquerda da estrada. O paladino verificava se havia alguma armadilha nas portas da casa, enquanto o bardo olhava pelas janelas. O local estava acabado de velho, com as raízes das árvores invadindo o piso e o pouco que restava do telhado. Zeed viu uma banheira e uma bica ao mesmo tempo em que Dalaran anunciava que não haviam armadilhas no local. os três investigavam a cabana e o paladino encontrou alguns velhos pergaminhos vazios junto a outros documentos velhos e quase ilegíveis.

A outra cabana tinha dois andares, mas a escada que levava ao segundo estava em péssimo estado. Daralan conseguiu ver, assim que pôs o pé dentro da casa, olhos amarelos de um gnomo das profundezas. Ele iniciou uma conversa em subcomum e logo percebeu que ele estava muito desconfiado dos estrangeiros. Contudo, o paladino sabia utilizar as palavras e fez com que o Gnomo tolerasse a presença deles.

Durante a refeição, Zeed catou algumas plantas de tempero e Demétria utilizou na preparação da carne que tinham. O cheiro fez com que Maco aparecesse para o grupo. Demétria e Zeed cantaram e tocaram, desinibindo o gnomo, que disse ao grupo como era o Templo Escondido muito ao Leste. Depois de comer o que queria, o gnomo desapareceu na vista do grupo. Todos descansaram e prepararam-se para seguir viagem.

(Terras Centrais, dia 07 de Uktar, o Apodrecer, do ano de 1480)


Parte 2: O Templo Escondido

A travessia da ponte

Após descansarem por um tempo nas antigas cabanas, o grupo resolveu seguir viagem por mais algumas horas. Eles chegaram até o Rio e viram a ponte registrada no mapa quebrada em um determinado pedaço. Do outro lado havia uma placa, que Stor usou seu familiar para ler. Ela dizia:
Para o Norte, estrada nova
Para o Sul, estrada antiga
Zeed sabia que a estrada nova não estava concluída e, além disso, levaria até muito perto da Cidadela Élfica. O bardo recomendou que o grupo seguisse pela estrada antiga, pois também os levaria mais próximos ao dragão. E assim foi feito.

O grupo então resolveu saltar a ponte quebrada. O movimento não era difícil, mas era perigoso, pois o rio corria forte abaixo da ponte e uma cachoeira podia ser ouvida logo a frente. Dalaran foi o primeiro e, não fosse pela excelente natureza de Flecha, sua égua, ele precisaria mostrar suas habilidades nadando. O restante do grupo não teve mais dificuldades para passar, embora Tom, mesmo sendo o melhor dos cavaleiros, tenha quase deslizado.

O grupo seguiu viagem em um terreno que se elevava e a estrada saía da característica pantanosa. Eles escolheram o ponto mais alto de uma colina na clareira da floresta para acamparem, pois dali poderia ver possíveis ameaças. Enquanto o acampamento era montado, Zeed e Dalaran patrulhavam a área.

Dalaran, que havia descido a colina para patrulhar o pântano logo abaixo, resolveu retornar quando foi atacado por uma cobra. O paladino percebeu que não haveria nada naquela área que pudesse ser explorado naquele momento, e contentou-se com o acampamento onde ele estava.

A descoberta do Templo Escondido

Seguindo viagem no dia seguinte, o grupo encontrou o segundo rio. Desta vez ele estava em um vale mais amplo, e suas águas misturavam-se com o pântano que lhe fazia divisa. Não foi difícil para ninguém cruzar o rio montado em seus cavalos. Do outro lado o grupo persistia por uma estrada embarrada, mas desta vez, pelo menos, seca.

Ao chegarem ao ponto demarcado no mapa como sendo o templo escondido, já com a noite caída, não havia nenhuma indicação de onde poderia estar tal estrutura. Assim, Dalaran e Zeed foram caminhar ao redor e tentar buscar alguma informação. Enquanto isso, Stor usava seus feitiços para detectar se a área tinha sido alvo de magia.

Não foi surpresa para ele que sim, embora a magnitude de tal efeito possa tê-lo surpreendido. Várias árvores no seu entorno, assim como outras coisas que o brilho intenso não lhe permitiam discernir, apresentavam uma magia forte, mas antiga e decrescente. Sabendo disso, Zeed, ao aproximar-se de uma das árvores, resolveu entoar sua melodia de desencantamento. A frequência de suas notas ressoaram com a trama das ilusões que escondiam o templo, e logo foi revelado que as grandes e sólidas árvores escondiam portas abertas de acesso a alguma espécie de templo.

Como já vinha ocorrendo, Dalaran foi o primeiro a entrar. O paladino seguiu investigando armadilhas em um corredor a frente deles enquanto o grupo vasculhava livros nas prateleiras. Stor encontrou um diário em élfico antigo que não foi capaz de traduzir naquele momento, enquanto Tom parecia aprovar utilizar livros como travesseiros.

O corredor que Dalaran descobriu não possuir armadilhas levava até uma bifurcação marcada por uma estranha planta em um vaso. Depois de alguns instantes de investigação, eles descobriram que ela era capaz de absorver magia e fizeram com que Rédon a levasse para a rua.

O grupo então chegou a um pequeno altar localizado atrá de alguns destroços em uma das salas. Acima desse altar havia um capa embaixo uma escritura, também em élfico antigo - dessa vez traduzido - que dizia:

"Aos meus inimigos, a forma do Verme"
Stor também identificou que a tal capa possuía magia de transmutação e então o grupo pediu para que Tom a pegasse e a guardasse. Com medo e pressa, o bárbaro a tirou do pedestal e atirou-a junto com suas outras coisas na mochila. Ele teve uma sensação desagradável nesse momento, mas não sofreu nenhum efeito negativo visível.

Aranhas!?

A sala na direção oposta a que estavam desde o encontro com a planta come-magia não tinha nada, com exceção de um tapete de escamas de um réptil desconhecido por todos (mas que Stor tinha certeza não se tratar de um dragão). Zeed insistia que o local deveria ter alguma passagem e, removendo o tapete, eles encontraram um alçapão para descerem.

O andar de baixo foi alcançado após uma longa descida por uma escada de madeira. O local era um túnel de madeira com água até os joelhos de Stor. Era profundamente escuro, mas a iluminação de Giles e Stor resolvia o problema. Dalaran estava na frente e Tom cuidava da retaguarda. A medida que avançavam, eles perceberam de algumas reentrâncias nas paredes pareciam vir sons de passos de aranha. Tom ficou um pouco receoso, mas avançou com o resto do grupo.

Foi então que Tom foi primeiramente atacado por uma enorme meio-aranha, meio-drow. Dalaran foi o próximo, e o combate se iniciou. Tom, na retaguarda, permanecia na defensiva e impedia que o monstro alcançasse Giles. O paladino, a frente, lutava com sua alabarda apoiado pelos ataques a distância de Giles, Demétria e pelas magias de Stor.

O monstro que enfrentava Dalaran tentou fugir subjugado após ser alvo de três explosões das bolas de fogo de Stor. Contudo, Zeed foi preciso para não permitir que ela fugisse e a derrubou da escalada nas paredes com sua explosão sobrenatural. Dalaran, que percebeu que o outro monstro também fugia quando seu aliado foi derrotado, tentou perseguí-la, mas não teve sucesso.

O grupo estava no meio do túnel alagado, e Dalaran estava decidido a pegar o monstro que fugiu.

(Terras Centrais, dias 07 a 09 de Uktar, o Apodrecer, do ano de 1480)

Parte 3: O covil de driders

A drider - a aranha elfa - havia fugido por uma das reentrâncias da caverna de madeira. Contudo, a fuga foi apenas uma estratégia para ganhar tempo, pois em pouco tempo o grupo estava envolto em trevas mágica que nem mesmo Dalaran era capaz de ver através.

DriderProtegida pela escuridão, a drider ainda imbuiu o grupo com um brilho sobrenatural e atacou o paladino, ferindo-o. O grupo se refez rapidamente e Zeed tratou de rapidamente desfazer o encanto do monstro, forçando a aranha a fugir novamente. Desta vez, contudo, o paladino não perdeu tempo em persegui-la. Ele se esgueirou por um canto apertado da caverna até que chegou a um covil de horror, com casulos de teias de tamanho humano que sangravam quando ele passava sua lâmina.

O monstro se aproveitou do momento de distração do paladino com os casulos para atacá-lo novamente. Sozinho, Dalaran se via em apuros, embora conseguisse manter o combate em alto nível. A natureza élfica da criatura lhe dava uma grande habilidade com a espada, que feria o paladino em cheio, e sua mordida venenosa castigava seu corpo cada vez que o atingia.

A luta tornou-se mais fácil quando o reforço ao paladino chegou. Demétria e Stor vieram acudi-lo, e logo o monstro foi derrotado pela alabarda poderosa de Dalaran. Em meio a isso, uma explosão de ar causada por Stor revelou que os casulos possuíam os corpos corroídos de elfos vítimas do monstro.

Terminada a batalha, o grupo resolveu sair do túnel em que se encontravam e buscar um lugar mais confortável para descansar.

(Terras Centrais, dia 09 de Uktar , o Apodrecer, do ano de 1480)

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

(FI) Capítulo 1: Um contrato para Qi

Parte 1 - A proposta da sacerdotisa

Apresentações


Na cidade de Qi, o velho Duke tem um pequeno quarto afastado da multidão urbana em que desenvolve pesquisas sobre a Numenera. Seu interesse especial está em Numeneras de éons passados que ele é capaz de identificar como sendo de radiotransmissão, com as quais já está mais adaptado e consegue extrair informações preciosas.

Duke contratou o glaive Vaan para protegê-lo, visto que seu laboratório está localizado em uma região afastada e perigosa da cidade. Mesmo que até agora não tenha sido atacado, o velho vê a necessidade de manter um eficiente guarda, uma vez que suspeita que o Durkhal tem sequestrado pesquisadores de Numenera, como fizeram com seu mentor, Zach Aether. Vaan, que é ex militar, não enxerga dificuldade em sua missão e ocasionalmente desdenha do serviço.

Maddog é o mais novo integrante do trio. O nano surgiu há alguns meses de uma fenda dimensional que o trouxe da Terra do século 21 para o Nono Mundo. Em sua terra natal, Maddog estudava tecnologias “alienígenas” graças a seu mentor, Phineas. Após o acidente dimensional que levou o nano para onde ele está agora, ele acabou surgindo em frente ao Duke. Os rastros de energia do acidente acabaram imputando ao velho uma proteção especial contra os poderes de Maddog.

Vaan possui uma arma especial que encontrou há algum tempo atrás. Esta arma possui vida própria e é constituída de material metálico e orgânico misturados. Por alguma razão, esta espada é agressiva com todos, mas não com Vaan. O glaive não sabe a razão disso, mas crê que tenha a ver com a origem do artefato Numenera.

A chegada de Maddog acabou gerando perguntas na mente do glaive. Isso porque o nano também parece não incomodar seu artefato-espada. Assim, enquanto serve ao velho Duke, o glaive tem a expectativa de descobrir mais sobre sua ferramenta de trabalho especial.
A biblioteca de Qi

Era um dia convencional de pesquisas para o velho Duke. Ele estava junto com Maddog em seu laboratório e precisava de alguns instrumentos que poderia utilizar. Para conseguir mais informações sobre estas ferramentas, o nano pediu ao estrangeiro que fosse até a biblioteca de Qi e pesquisasse sobre alguns assuntos pertinentes. Ele disse que o glaive deveria acompanhá-lo.

A dupla foi até a bilbioteca. Ao chegarem lá, o glaive não pode entrar devido a sua enorme espada. Visivelmente irritado, Vaan retornou até o laboratório de Duke. Enquanto isso, Maddog continuava lendo sobre diversos assuntos na biblioteca. Ele pesquisou sobre vermes e outras criaturas que achou interessantes, mas esqueceu-se por completo de qual tinha sido o pedido do Duke.

Quando terminou suas tarefas na biblioteca, o nano saiu e percebeu que alguém o seguia. Ele tentou desviar o caminho até uma região movimentada da cidade, mas longe do laboratório do nano. Ao ser abordado, Maddog viu que tratava-se de uma sacerdotisa dos éons. Ela se apresentou como Vien de Qi e disse que queria muito falar com Duke, pois tinha uma proposta que envolvia um pagamento. Maddog ficou de passar a mensagem e encontrá-la no dia seguinte naquele local.

Duke ficou desconfiado quando recebeu a notícia da abordagem de Maddog. O velho era muito receoso de tratar com sacerdotes dos éons por acreditar que eles estavam sumindo com pesquisadores de Numenera. Contudo, resolveu encontrar a mulher e ouvir a proposta. Os três foram ao encontro, incluindo o guarda costas Vaan.
A conversa com Vien não ocorreu no local marcado. Ao encontrá-la no local, a sacerdotisa pediu para que fossem para um local menos movimentado. Em um campo vazio, Vien falou que desejava contratar Duke para explorar uma caverna recém descoberta no subterrâneo de Qi. Ela aceitou pagar 10 shins para cada integrante do grupo e uma parte das cifras que encontrarem. Satisfeito com a recompensa, o nano aceitou o contrato e marcou de encontrá-la no dia seguinte do outro lado da cidade para que o trio fosse levado ao local da missão.


A caverna sob Qi


Como combinado no dia anterior, o grupo encontrou-se com a sacerdotisa na Ponte do Mercado. Para chegar lá, o trio foi em um dos dirigíveis que servem como transporte pela cidade. Após a conversa, Vien os levou até uma área aberta ao sul da ponte e a oeste do rio Wyr. Lá, ela usou um mecanismo que carregava para desativar uma espécie de ilusão no solo que abriu uma caverna em forma de escadaria de metal.

Entregues ao local da missão, Vien os deixou e disse que os encontraria na Ponte do Mercado nos próximos dias, depois que terminassem.
O trio seguiu descendo as escadas e percebeu que a iluminação na “caverna” era difusa, vinda de algum lugar que não se podia determinar. Eles seguiram por vários metros abaixo do solo até encontrarem um piso plano. Em pouco tempo depararam-se com um buraco de pelo menos 4 metros e um painel do outro lado. Vaan foi o escalado para saltar. Embora tenha tido um percalço do outro lado, o glaive concluiu o salto com êxito.

O painel que viu do outro lado se parecia com um teclado. Sem saber o que fazer, ele pediu a ajuda dos nanos. Maddog também conseguiu saltar o buraco e então tentou mexer por alguns instantes, fazendo surgir uma série de estranhas no ar. Mesmo assim, tudo que ele conseguiu foi ativar um mecanismo de defesa: gás venenoso que saía da parede. Para evitar o envenenamento, Vaan ativou uma de suas cifras, agarrou o nano e saltou de volta para o outro lado. Os dois ficaram seguros e o trio aguardou o veneno se dispersar para voltar ao lado do console.

Antes da próxima tentativa, Vaan, ainda auxiliado pelo efeito de sua cifra, ajudou os dois a saltarem a brecha. Duke não parecia confiante para usar aquele teclado, e então Maddog voltou a tentar usar o teclado. Mesmo sem saber exatamente o que fazia, Maddog intuitivamente ia digitando códigos que achava que poderiam funcionar. A tentativa e erro deu certo em determinado momento, e uma porta a frente do trio se abriu.

Contudo, atrás desta porta estava um autômato mecânico e sem cabeça, mas com um enorme círculo envidraçado e com luz amarela no lugar do peito, de onde os braços saíam pelo lados. A criatura tinha braços longos e punhos reforçados, e não parecia disposta a conversar. O grupo preparava-se para uma luta.


Cidade de Qi, 26.04.898 - 27.04.898


Parte 2: A caverna metálica

Golem

Assim que a porta se abriu, o grupo foi obrigado a combater o monstro que estava do outro lado. O golem metálico atacava com os punhos e defendia-se com os antebraços reforçados. Ele conseguiu, no início do combate, desferir um encontrão em Vaan que o arremessou ao buraco atrás deles. O glaive chocou-se contra a parede mas não conseguiu evitar uma queda de uma altura considerável, machucando-se bastante.

Enquanto ele se recuperava do tombo, Maddog virava-se para enfrentar a criatura, com Duke dando apoio tentando provocar interferência no golem. Aparentemente os poderes mentais de Maddog surtiram mais efeitos, pois a criatura era propelida a medida que era atingida. Contudo, o combate só foi encontrar o seu final favorável ao trio quando Vaan retornou do buraco que havia caído. Ele desferiu um golpe certeiro e final contra a criatura, encerrando a batalha.


Corredores metálicos

Depois do combate, Vaan explicou que naquele buraco em que caíram havia uma passagem obstruída com escombros, e que ele foi obrigado a utilizar uma de suas cifras para escapar. Além disso, o glaive foi o primeiro a vasculhar por cifras nos restos da criatura destruída.

Depois de alguns minutos procurando peças, o grupo seguiu pelo corredor que iniciava na porta de que saiu o golem. Duke acreditava que a tubulação de gás que havia sido rompida deveria levar a algum lugar de interesse. Ele recomendou que o grupo seguisse esta linha. Isso levou o trio até um local com armadilhas de luzes vermelhas. Para passar, Vaan e Maddog realizaram um trabalho minucioso de retirada de pequenos espelhos do chão. Ao mesmo tempo, a dupla descobriu que poderia aproveitar aquelas que não foram danificadas na retirada para serem usadas como bombas.

Maddog se mostrava o mais curioso - e as vezes temerário - ao mexer em todos os painéis estranhos que via. Contudo, suas experiência resolveram o problema de uma porta, que foi aberta graças a ele.

 O trio encontrou o local mais preocupante em uma área mais alta da caverna. Era uma grande sala circular com tubos de gás semi transparente em que estavam 6 autômatos desligados. Dois destes tubos estava quebrados e sem gás, com os autômatos visíveis. O trio, preocupado, resolveu atentarem primeiramente para a porta na outra extremidade, para depois pensar melhor nos autômatos.


Cidade de Qi, Caverna Subterrânea, 27.04.898

Parte 3: Fim da linha?

Vaan foi o escolhido para abrir a porta. Com toda a delicadeza que lhe é peculiar, o glaive atacou o portão metálica com força, amassando-o e abrindo uma brecha para que ele pudesse usar sua espada Diplomacia como uma alavanca e, finalmente, derrubar a obstrução.

Uma vez no chão, o trio se deparou com um curto corredor e outra porta. Maddog foi investigar, enquanto Duke e Vaan ficavam analisando a sala anterior. O velho viu os painéis na lateral, mas não se atreveu a mexer. Já Vaan observou tubos e linhas estranhas que iniciavam no chão e nos tubos dos golens e se perdiam em algum ponto do centro do teto.

Após alguns instantes, a dupla resolveu ir ajudar Maddog, quando Duke acidentalmente tropeçou em um tubo solto, liberando uma corrente de gás. O dano provocou que uma porta de segurança se fechasse, isolando Maddog dos outros dois. O prejuízo foi rapidamente contido porque Duke, muito habilmente, conseguiu recolher a tubulação flexível e trancar a emissão de gás. Em seguida ele isolou a saída e conseguiu largá-la. Contudo, ele percebeu que a pequena quantidade de gás que havia saído tinha provocado pequenos movimentos em um dos autômatos.

ChaveEnquanto isso Maddog estava preso. O nano havia deduzido que uma numenera ao lado da porta, na forma de um círculo vermelho, deveria ser uma espécie de chave para abrir a porta. Contudo, ele não conseguia deduzir o que poderia ser a tal chave. Uma vez que estava trancado, o nano primeiro precisava pensar em uma forma de se livrar dali.

Analisando o seu redor, o nano viu que havia uma pequena saída de ar na parte superior, mas ele não alcançava. Foi então que ele decidiu que aguardaria Vaan arrombar a entrada. E foi o que aconteceu.

Van derrubou a porta com sua espada, como havia feito com a anterior. Em seguida, o glaive percebeu que o círculo que havia encontrado era muito parecido com o olho dos golens que estavam enfrentando. Assim, eles retornaram a Duke e apresentaram o plano: "vamos levar este autômato desativado até a porta". Duke consentiu, embora não pudesse afirmar que isso não ativaria o monstro.

Maddog e Vaan carregavam a criatura enquanto Duke explicava que o gás que haviam liberado era o responsável pela ativação das criaturas. Ao chegarem na chave de comando, Maddog alinhou o olho do golem com o painel vermelho, e a porta se abriu.


Área Central

A porta aberta pelo olho do golem levava a uma escada alta com uma curva de 180 graus na metade. O fim da linha era uma porta semi aberta antes de uma sala escura. No momento em que Maddog pisou dentro da área escura, pequenas luzes se acenderam iluminando apenas por onde ele deveria ir. O nano seguiu o local e chegou a uma área circular, onde percebeu que um painel o cercava.

Duke e Maddog não sabia exatamente o que fazer. Eram centenas de teclas e eles não tinham muita noção de por onde começar. Assim, o velho veio com um plano:  eles iriam tentar sincronizar seus esforços; enquanto Maddog ativava sua varredura, Duke tentaria interferir nos comandos da caverna com seus rádio.

A estratégia poderia ter dado certo se Maddog tivesse prestado atenção no plano, porque uma vez que ele ativou sua verredura, ele perdeu-se em suas visões. O esoterismo do nano parece que o sincronizou com presenças passadas daquele local. Ele viu várias pessoas trabalhando naquela sala com roupas estranhas e uma língua desconhecida. O nano atentou-se para uma das pessoas que fuçava no painel a sua frente. Ele repetia os movimentos daquela "sombra". Quando concluiu, as luzes onde o trio estavam se acenderam e sua visão se encerrou.

O que o grupo viu foi uma sala circular, com uma plataforma central onde eles estavam e escadas que levavam a uma plataforma inferior. Havia painéis planos tanto na plataforma superior quanto na inferior, e um vidro enorme estava quebrado por uma pedra que se pronunciava um metro adentro da sala. Duke imediatamente afirmou que ali seria um bom lugar para que eles estabelecessem uma segunda base de operações. Ele utilizou uma de suas cifras para criar um abrigo, e ficou lendo um de seus livros.


Mais golens

Maddog não estava contente em ficar parado. Em vez disso, o nano seguiu fuçando nos painéis que encontrou. Em determinado momento, um de seus comandos perdidos ativou alguma coisa, causando um tremor em todo o complexo. Vaan e ele, então, resolveram ir investigar o que havia acontecido. A dupla voltou até a sala anterior, onde estavam os cilindros, e percebeu que o gás dos que ainda estavam inteiros estavam saindo, o que deduziram ser o início da ativação dos golens. Eles rapidamente resolveram que deveriam detonar todo o lugar antes que os monstros viessem. Vaan ficou encarregado da detonação, enquanto Maddog alertava Duke.

A explosão foi grande, mas logo em seguida o trio percebeu que dois golens haviam sobrevivido e estavam vindo lutar. Vaan estava na linha de frente, e Maddog logo atrás. Eles iniciaram atacando um dos monstros que estava bastante ferido, mas logo o glaive se viu cercado. Duke chegou em seguida para ajudar, mas apenas para ver seus companheiros serem atingidos e Maddog caiu ao seu lado.

O velho tentou sintonizar o seu rádio de alguma forma, mas acabou irritando um das criaturas que o atacou. Enquanto isso Vaan terminava de destruir aquele que já estava danificado.

Duke e Maddog estavam no chão. Vaan atacou o monstro por trás, causando-lhe grande dano. Mas o contra ataque do golem foi poderoso. Ele pegou o glaive e o arremessou com força contra a parede, no alto da escada. Logo ele partiu para atacar Duke, que estava deitado e assustado, tentando proteger seu rádio ao mesmo tempo em que tentava sintonizar em uma frequência que provocasse algum dano no monstro. Seu esoterismo fez efeito no último momento, com a mão da criatura a poucos centímetros de seu corpo. O golem foi desativado e fico estático no mesmo lugar.

O trio havia vencido a batalha contra os golens, mas estavam bastante feridos e ainda não haviam decidido o que fazer a seguir.


Cidade de Qi, Caverna subterrânea, 27.04.898


Parte 4: Recuperando as partes

A pesquisa de Duke

Uma vez terminada a dura batalha contra os construtos, o trio resolveu dirigir-se a sala principal onde o velho havia montado sua base. Vaan não demorou para retirar-se para um canto. O glaive estava muito cansado para permanecer em pé, e resolveu que deveria tirar algumas horas para descanso. Maddog, embora também estivesse bastante ferido, optou por primeiramente estudar seus livros de Numenera e tentar descobrir alguma função desta caverna metálica. Ele chegou a conclusão de que o gás vermelho que estava presente em quase todos os locais da caverna era o responsável por manter as máquinas em funcionamento, de forma análoga a eletricidade de seu mundo ou ao sangue nos seres orgânicos. Sem maiores deduções, o nano também encontrou um canto confortável para descansar.

AutômatoDuke, diferente dos outros dois, estava comprometido em descobrir mais sobre a caverna. Ele anotava e investigava toda a sala onde o grupo estava. O velho foi capaz de encontrar uma abertura no chão com algum dispositivo cheio de botões. Entretanto, ele não teve a ousadia de investigar os botões. Em vez disso, Duke fazia explorações curtas pelas partes conhecidas da caverna. Ele foi capaz de perceber que um dos autômatos que o grupo havia enfrentado algumas horas antes ainda parecia vivo. Também fez algumas anotações sobre o funcionamento de algumas máquinas da caverna mas, de forma geral, ele passou a maior parte de seu tempo em sua mesa, anotando estudando.

Quando Vaan acordou, ele logo percebeu que Duke permanecia sobre uma mesa lendo e relendo suas anotações. Quando ele se aproximou para uma conversa, o velhou lhe pediu que voltasse a sala de comando anterior e lhe trouxesse o corpo de autômato que estava vivo, mas sem os braços. Dando ouvido as palavras de Duke, o glaive retornou até a sala em destroços devido a explosão do detonador que lançaram e terminou de "matar" o autômato a flechadas. Apenas depois disso que ele utilizou sua espada para arrancar os braços da máquina e extrair alguma numenera de suas entranhas - mas não antes de ser supreendido por um resquício de energia da palma da mão da criatura.


O holograma e a o cilindro misterioso

Maddog foi o último a acordar de descanso. Ele olhou aos lados e percebeu a bagunça que Duke havia terminado de fazer e foi logo investigar o que havia. Diferente do velho nano, Maddog não perdeu tempo em experimentar os botões que viu no dispositivo retangular. Após algumas tentativas, o estrangeiro ativou um holograma muito realista com uma conversa em um idioma estranho. Porém, após alguns instantes Maddog percebeu que conhecia alguma coisa daquela língua, pois a havia estudado enquanto ainda buscava pelo oculto em seu mundo de origem.

O casal humano dizia: “descobrimos este local há 100 jets de distância de nossa terra natal. Despachamos parte de nossos equipamento para o norte e para o oeste, pois a proximidade com este mar parece agredir o metal que carregamos. Não esqueçam que trouxemos apenas uma parte e que vocês devem nos prover com o resto em poucos lúmens”.

Duke anotou as palavras e o grupo deu por satisfeita sua investigação naquela sala. Eles então retornaram até o primeiro buraco, logo após a entrada da caverna, onde Maddog e Vaan desceram. Duke, após uma cisma de que era perigoso, resolveu aguardar pela dupla em cima.

Os dois que desceram abriram passagem entre as pedras através de uma porta enguiçada. Logo em seguida eles avançaram por um corredor razoavelmente longo até uma última sala, que também tiveram que forçar a porta para entrar. Esta sala era esférica e possuía uma cadeira na parede com um dispositivo cilíndrico e comprido apontando em direção as pedras, que invadiam a sala. Maddog foi logo fuçando nas partes mecânicas, enquanto Vaan preocupava-se mais se a caverna não desabaria sobre suas caveças. Para reforçar a cautela de Vaan, Maddog apertou algum botão que ativou o lançamento de gás, forçando a porta principal a se fechar. Vaan, puxando Maddog com violência da saída de gás, conseguiu evitar que ele fosse sufocado, embora ele tenha sentido alguma náusea devido ao contato com o fluido.

Uma vez restaurada a ordem, Maddog voltou a investigar os mecanismos, enquanto Vaan preocupava-se mais. O nano foi capaz de reengatar o tubo de alimentação do cilindro e iniciar sua ativação. Ele percebeu que o equipamento parecia tratar-se de uma arma, embora seus efeitos fossem desconhecidos. Ele queria retirar a parte que acreditava ser capaz de disparar, o que daria uma numenera poderosa, mas a posição em que se encontrava - na extremidade soterrada do cilindro - tornava a tentativa muito arriscada. Maddog então conformou-se em retirar algumas peças do equipamento e então eles voltaram para Duke.

O reencontro dos três não foi muito tranquilo. Vaan e Maddog estavam desapontados com Duke que não quis descer, e então queriam vender a ele o cilindro de gás que haviam conseguido. O velho nano não gostou da ideia, mas a negociação persistiu até que ele descesse o buraco e aceitasse pagar 4 shins à dupla que investigou o restante da caverna.

Finalmente, depois de dois dias de exploração, o grupo retornava da caverna metálica.


Cidade de Qi, Caverna subterrânea, 27-28.04.898

terça-feira, 24 de novembro de 2015

(HH) Capítulo 12: O cemitério

Parte 1: Precauções para entrar

O grupo se reagrupou na estalagem do pântano. Stor e Dalaran tinham as informações, mas falariam as partes para não assutar Tom Bash.

Ideias pouco ortodoxas

Dalaran juntou-se a Tom para tentar constatar previamente como o bárbaro reagiria se chegasse a um cemitério assombrado. Mesmo com suas abordagens sutis tentando explicar a origem de planos e deuses, o paladino logo percebeu que Tom era um caso sem salvação. O jovem não apenas parecia recusar a crença nos deuses, como também não parecia exibir capacidade intelectual para absorver conhecimento externo.

Tom falava sobre os vermes que criava e a relação que ele enxergava em fazê-los a origem de uma vida eterna. Stor, que escutava a conversa, chocava-se a cada palavra do bárbaro, que acreditava estar criando um elixir da vida comendo vermes da madeira.

Para tentar esclarecer, Dalaran chamou Giles para o recinto. O clérigo, que já conhecia Tom a um pouco mais de tempo, não demorou muito a perceber que o bárbaro tinha ideias não ortodoxas, uma vez que acreditava que suas criaturas poderiam dar-lhe vida longa, em vez de orar para uma dádiva divina fazer isso.

A conversa com o bárbaro não tardou e logos todos haviam chegado a conclusão de que seria difícil fazê-lo entrar no cemitério. Demétria conversou com Dalar e combinou que usaria sua influência mágica para tentar retirar dele o medo daquele lugar. Para isso, até agora ninguém havia contado a Tom sobre o local que visitariam.

Ao contrário do que esperavam, não houve nenhuma assombração aterrorizando os hospedados na estalagem. Além do desconfortante barulho de vento soprando, mesmo que nenhum vento houvesse, nada mais era digno de nota no úmido e pesado pântano.

Na manhã seguinte o grupo partiu acompanhado das gêmeas Tindara e Gindala. Elas guiavam o grupo e revelaram, em algum momento, que Criptaeles dirigiam-se para um cemitério. Tom, ao ouvir, já ameaçava retornar com seu cavalo Velho, forçando Demétria a agir. A barda começou a tocar uma agradável música com sua flauta. O bárbaro, que possui uma mente forte, resistiu inicialmente, mas a insistência acabou fazendo-lhe ceder e a sugestão mágica de Demétria disse-lhe que ele não tinha medo das criaturas daquele cemitério.

Com sua coragem reerguida, Tom lançou-se de batedor em direção ao cemitério, deixando o resto do grupo para trás. Ele chegou até uma cripta fechada por uma porta de grades e não conseguiu abrí-la. Foi Dalaran com sua habilidade com fechaduras que resolveu o problema, e o grupo desceu as escadas em direção ao subterrâneo do cemitério.

A sete palmos

Ao descer o alto lance de escadas da cripta, o grupo se viu em um complexo escuro e úmido. Dalaran e Demétria tinham uma visão natural melhor, mas os outros precisaram da iluminação providenciada por Stor e Giles.

Nos primeiros metros do corredor Tom já quase foi atingido por armadilhas no chão. Não fosse seu sexto sentido funcionando ele teria sido empalado por uma lança que surgiu do solo com o acionamento de um disposito. Eles passaram, e então chegaram a um grande baú, que Dalaran conseguiu destrancar e, ao mesmo tempo, desviar de uma segunda armadilha mágica oriunda de estátuas de bronze ao seu redor.

O grupo percebia que o local deveria ser investigado com cautela. Contudo, com o medo dos monstros retirado, Tom parecia estar enlouquecido. O Zumbibárbaro corria pela cripta como se não houvesse nada mais a temer além dos monstros. Dalaran se saíam bem em desarmar as armadilhas, embora o bárbaro incauto tenha sido atingido por um raio congelante enquanto nocauteava um esqueleto.

O paladino não conseguiu detectar o significado de uma estátua de águia em uma das salas que abriram. Tom, como sempre, agiu sem pensar e moveu uma peça que parecia tratar-se de uma alavanca. Como resultado, uma séria de armadilhas alocadas em todos os corredores foram ativadas, forçando o grupo a ter muito cuidado ao se deslocar por ali.

A outra sala que investigaram era um complexo com escada que levavam a muitos túmulos. Tom adiantou-se e foi abrindo os túmulos, o que provocou os zumbis que lá estavam e todos se ergueram para lutar. Porém, antes que as lentas criaturas pudessem sequer mexer-se, Stor foi preciso em uma grande bola de fogo e carbonizou quase todos eles. Os três que restaram de um total de dezenove (!!) foram facilmente destruídos por Giles, Dalaran e Tom.

O grupo mal tinha começado a investigar a cripta, mas já percebia que deveria preocupar-se tanto com os inimigos quanto com a insensatez do bárbaro.

(Terras Centrais, dias 05 e 06 de Uktar, o Apodrecer, do ano de 1480)

Parte 3: A múmia e a saída do mausoléo

Após derrotarem a horda de zumbis que saía da cripta, o grupo seguiu investigando o mausoléu. Evitando as lâminas pelos corredores que haviam ativada, o grupo encontrou duas portas emperradas, que não se moviam mesmo com o emprego da grande força bruta de Tom e Dalaran. Assim, o grupo seguiu investigando os corredores.

O Duque é uma múmia!

Duque de FermountAo subirem em uma plataforma no interior do mausoléu, o grupo encontrou-se com uma múmia querendo expulsá-los. Eles entrara em combate a medida que muitos zumbis surgiam de túmulos ao redor. A múmia parecia um adversário poderoso individualmente, mas seus aliados eram frágeis e lentos. Mesmo o duque tendo emudecido a região onde estava Stor, ele teve tempo para sair e contra-atacar com suas magias. O combate cotra os mortos vivos durou talvez um minuto, em que Tom foi um dos mais feridos, mas não o suficiente para deixá-lo mais lento.

Derrotada a criatura, o grupo teve tempo para investigar no mausoléu por tesouros. Dalaran encontrou uma passagem secreta na ponta direita da cripta da múmia e também um fundo falso no túmulo do Duque. Na primeira descoberta eles encontraram o mapa que buscavam para a anciã da Vila do Pântano. Na segunda eles encontraram trajes nobres antigos e uma espada mágica, capaz de ampliar os poderes mágicos.

Poucos momentos depois da retirada da espada do túmulo do duque, o mausoléu começou a dar sinais de alteração. Vários esqueletos começaram a sair do chão, e o grupo apressou-se para ir embora. Durante a fuga, Dalaran ainda parou para verificar o primeiro baú que haviam encontrado logo que entraram na área. Ele colegou muitas moedas e pedras preciosas, mas não teve tempo de contá-las adequadamente, pois um esqueleto gigante, embora tivesse sido repelido por seu poderoso golpe, não parecia ser o único que os importunaria.

A execução do ritual

Ao retornarem à Vila do Pântano com o diagrama que a anciã havia pedido, o grupo dirigiu-se primeiramente à estalagem. Redon estava lá, para o alívio de Tom, que já dava como certa a fuga do guerreiro.

Depois de se reagruparem, todos dirigiram-se até a residência da anciã. Lá eles encontraram as gêmeas e em seguida a velha Lithira, que em poucos minutos iniciou o ritual tribal para ajudar o grupo.

A velha Lithira deu algumas ervas para que o grupo ingerisse e todos tiveram visões estranhas. Eles viram uma névoa e um dragão. Quando a visão acabou, a velha disse que o grupo deveria seguir para o leste e depois ao norte, onde encontrariam o dragão Ruflon. Segundo ela, a pedra que buscavam havia sido absorvida pelo dragão.

Em troca pela informação, a velha pediu-lhes que trouxessem uma escama da criatura. O grupo aceitou e partiu em direção ao leste.

(Terras Centrais, dias 06 e 07 de Uktar, o Apodrecer, do ano de 1480)