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sábado, 6 de dezembro de 2025

(VS) Sessão 15

A Irmã Ressonante

A sala de pesquisa

Os riforianos mutantes haviam sido derrotados. Os sobreviventes estavam estirados no chão, e Astra garantiu que aqueles derrubados por Flynn sobreviveriam. Enquanto o grupo vasculhava a sala de contenção, uma descoberta se destacou entre todas as outras: uma fotografia impressa de Irlanda, a irmã de Flynn, oficialmente morta durante o incidente de Riven Shroud.

Seguindo pelos corredores de iluminação industrial, os aventureiros chegaram a uma porta com tranca biométrica. Ed não demorou a contornar os algoritmos de bloqueio, permitindo acesso a uma grande sala circular, de teto abobadado.

O ambiente era estranho. A gravidade oscilava em pontos específicos, deixando todos mais leves. Ed sentiu uma dor aguda no braço que reagira ao âmbar anteriormente, embora suportável. No centro do cômodo, um braço mecânico segurava um prisma rubro, enquanto um canhão apontava para ele a curta distância. Acima, dois tubos suspensos emitiam feixes de luz que percorriam trajetórias circulares em altíssima velocidade.

Rykk começou a analisar os terminais, mas foi rapidamente soterrado por uma quantidade absurda de dados. Flynn encontrou uma caixa de arquivos digitais com prontuários e dossiês e iniciou a leitura com cuidado. Hothspoth e Kassius mantiveram-se junto à porta oposta, enquanto Astra permanecia em vigilância.

Rykk conseguiu decifrar parte das informações: equações em draconiano, estudos sobre uma “rotação” e dados cirúrgicos — muitos assinados por Grutenkrag. Ao verificar os logs, encontrou acessos feitos por sua própria mãe. Diante do volume de informações, o grupo decidiu copiar tudo. Berenice alertou que isso comprometeria seu processamento, mas o risco foi aceito. Grande parte da memória dos dispositivos do grupo foi ocupada.

Flynn encontrou referências recorrentes a Irlanda nos arquivos. Rykk confirmou: estavam dentro de um acelerador de partículas. Com os dados copiados, Ed abriu a saída do compartimento circular.

A sala de monitoramento

Após mais alguns corredores, o grupo encontrou três portas fechadas. Ed burlou uma delas e teve acesso a uma sala de controle repleta de máquinas e monitores. Rykk observou as telas e congelou: uma mulher estava presa a uma maca. Flynn se aproximou — era Irlanda.

A cela foi aberta a pedido dele. Estava vazia. Rykk confirmou que as imagens não eram gravações: eram transmissões em tempo real.

Nesse momento, Hothspoth teve um mal súbito. Em sua visão, Irlanda saía da sala e falava com ele. O solariano tentou responder, mas sua voz não saía. Num instante, a visão se dissipou. Embora ninguém mais pudesse vê-la, as câmeras registraram Irlanda deixando a cela assim que as amarras foram soltas.

Ed e Kassius entraram no compartimento. Kassius, invisível aos sensores, removeu uma das câmeras. Isso foi o suficiente para desestabilizar todo o sistema de monitoramento. Com os sistemas sobrecarregados pelos dados copiados, não foi possível restaurar as imagens.

Rykk continuou investigando e encontrou prontuários cruciais: o incidente de Riven Shroud havia removido Irlanda desta realidade. Sua consciência fora deslocada, e a Síndrome da Marcha Definhante não a petrificara — fundira-se a ela, transformando-a em um condutor vivo de energia sepulcral. Todos os arquivos estavam protegidos pela assinatura de Grutenkrag.

O laboratório central

A vigilância de Hothspoth se mostrou necessária. A porta à frente se abriu, revelando um cientista humano. O solariano disparou sem hesitar, derrubando-o inconsciente. Uma jovem que tentou socorrê-lo também foi neutralizada. Os dois foram saqueados e levados consigo. Astra avaliou os feridos: o homem corria sério risco de morte sem atendimento médico urgente.

O laboratório era o centro da pesquisa. Ed acessou os dados e encontrou a transcrição de uma conversa entre Grutenkrag e Laven, o cientista-chefe, além de um arquivo crítico: o Diagrama do Reator de Absorção de Fluxo de Krevlan.

Com as informações coletadas, decidiram partir. Uma escadaria ao norte exibia os símbolos da MiNI e de um Laboratório de Biometria. Rykk reconheceu o local e julgou o risco alto demais. O grupo retornou à subestação, recolhendo o âmbar artificial no caminho.

Vigiados

Kassius e Flynn carregavam os prisioneiros; Hothspoth levava o âmbar. Ao saírem para o beco dos riforianos, foram capturados por uma transmissão ao vivo. Hothspoth tentou negar a situação, sem sucesso. Kassius tomou o datapad do jovem riforiano e o substituiu por um dispositivo vazio. O público se dispersou.

A transmissão havia alcançado treze pessoas. Kassius apagou o registro. No caminho para o hangar, uma placa enorme anunciava: PROCURADOS. Ignorando o aviso, entraram no elevador.

No hangar, dezenas de guardas cercavam Berenice. Pelo comunicador, Pip informou:

— “Tem muita gente aqui fora… mas ainda não conseguiram entrar.”

Triaxus, Cidade de Orelan — Quinta-feira, 22 de Desnus de 325 DL

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