Parte 1: Destinos separados
De volta à tempestade da montanha
Após
perderem Stor e Tom, o paladino e a assassina saíram da caverna da
forma que conseguiram, evitando os desmoronamentos para sobreviveram. Ao
se reencontrarem com o grupo, a dupla revelou que o mago preferiu assim
ao ver que não teriam outra saída. Aceitando o destino, restou a eles
apenas torcer que a dupla separada sobreviva à perigosa montanha, pois
eles ainda teriam problemas a enfrentar. A tempestade continuava no alto
da montanha, e eles carregavam um artefato de grande valor em suas
mãos.
Em comum acordo, o grupo decidiu dar por encerradas as
atividades deste dia e descansar na mesma gruta que havia parado antes
de entrarem nas cavernas. Eles acamparam e conversaram um pouco,
pensando em uma forma adequada de prosseguirem. Naquele momento, ainda
lhe restavam as dúvidas se a tempestade no céu devia-se o não ao cajado.
Eles podiam perceber que o horizonte estava limpo, mas mesmo assim não
havia ninguém no grupo com conhecimento arcano suficiente para fazer
deduções confiáveis.
Na manhã seguinte, os aventureiros
perceberam que a tempestade lhes trazia outro problema: orientação. Sem o
bárbaro Tom Bash os acompanhando, embora ele mesmo não fosse um
especialista, o grupo não possuía ninguém competente para achar o melhor
caminho de volta. Dalaran não conseguia discernir com clareza o norte
do leste, tampouco Giles, Bruce ou Arthur. Restou a Demétria, com muito
esforço, lembrar-se do caminho que haviam percorrido enquanto chegavam
para guiar o grupo exatamente na mesma trilha.
Sobrevivendo por pouco
Um
salto no escuro. Foi isso que Tom Bash propôs a Stor que, muito
relutantemente, acabou obrigado a aceitar. A dupla, ao ver que Entrada
para o Inferno poderia ser sua sepultura ao soterrá-los sobre rochas e
magma, resolveu se atirar na escuridão e aguardar que não encontrassem a
morte certa.
Tom foi o primeiro. Por alguns instantes ele caiu,
chocando-se com pedras do seu lado até que finalmente atingiu queda
livre. A visão não lhe ajudava, pois a escuridão era intensa. Para sua
sorte, o fim da queda aconteceu na água. O bárbaro conseguiu nadar por
alguns instantes, até que perdesse a consciência.
Stor, que
saltou alguns minutos depois, empregou sua magia para amortecer sua
queda. Ao mesmo tempo que lhe ajudou por um tempo, o feitiço não
imepdediu que ele se chocasse com as paredes ou caísse na água, onde o
mago encontrou o maior perigo. Com uma forte correnteza e completamente
nas trevas, Stor se chocou várias vezes contra as pedras até que seu
braço direito fosse partido gravemente. Ele perdeu a consciência, assim
que teve o alívio de chegar à margem.
Tom acordou-se algumas
horas depois, com uma perna certamente deslocada. Sem conseguir se
levantar, o bárbaro se arrasou até o primeiro encosto que tateou,
sentou-se e acendeu uma tocha. Na penumbra, ele conseguiu ver a silhueta
de Stor, na outra margem. Mesmo lesionado, o bastardo Bash atravessou o
rio a nado e acordou o mago, que logo sentiu a terrível dor em seu
braço partido. Após situar-se, Stor acendeu uma luz e logo agradeceu aos
mestres por ter-lhe ensinado os princípios da medicina. Graças a isso,
ele conseguiu pô no lugar a perna de Tom e imobilizar seu braço.
Tom
ainda buscou atravessou o rio duas vezes para buscar suas coisas antes
da dupla prosseguir pelas escuras cavernas. Eles andavam com a visão
limitada a poucos metros e os ouvidos ocupados pelo som da correnteza.
Não fosse pela entrada dos raios de Sol ao sul, não saberiam nem por
onde começar a andar. Enquanto se dirigiam para a tal fenda na montanha,
Tom percebeu uma ossada no chão. Convencido por sua imaginação de que
aquela ossada, que certamente pertencera a uma criatura enorme, deveria
significar que um predador ainda maior rondava a caverna, Tom sugeriu a
Stor que se apressassem para fora dali. Os dois seguiram até a fenda,
quando perceberam que ela dava origem a uma cachoeira. O rio que haviam
caído despencava por 20 metros naquela local, formando uma poça larga e
represada antes de prosseguir novamente para dentro de uma floresta de
pinheiros, rumo ao sul.
Sabendo que muitos monstros rondam o alto
da montanha, o bárbaro e o mago concordaram que seria mais seguro se
acampassem ali, naquele mesmo local, antes de pularem na manhã seguinte.
O descanso também daria tempo para Stor recuperar sua energia, que será
útil no momento do salto. Assim, os aventureiros aguardaram até a manhã
seguinte para saltar protegidos pela magia de queda de pena de Stor.
O demônio não esquece
Dalaran
e os outros partiram na manhã seguinte orientados por Demétria. Eles
tinham visibilidade curta mesmo durante o dia devido a forte tempestade
que os acompanhava, e portanto iam escolhendo a rota a medida que as
opções vinham surgindo.
Ainda durante a manhã o grupo foi
surpreendido pelo demônio Trakast. Dalaran havia feito um acordo com o
demônio: o paladino aprisionaria o Djinni e Trakast lhe devolveria o
cajado. Os aventureiros nunca mais viram o gênio, mas mesmo assim
invadiram a Entrada para o Inferno e recuperaram o cajado das mãos do
servo de Trakast, enfurecendo-o profundamente.
Um combate se
tornou inevitável quando Tymora não garantiu a Dalaran força suficiente
para afastar o monstro. Trakast investiu inicialmente atacando e ferindo
um pouco o paladino. Contudo, a recuperação foi muito rápida e, em
poucos instantes, o demônio se viu cercado. Hilda o atacava pela
retaguarda enquanto Arthur, Dalaran e Bruce o atacavam pela dianteira. O
combate durou poucos instantes, pois o demônio, ferido, não teve tempo
de empregar toda a sua técnica durante a luta. Suas asas estavam
feridas, impossibilitando-o de voar com eficiência. Bruce arrancou a asa
esquerda para impedi-lo de voar de qualquer forma. Arthur desferiu três
golpes tão certeiros que deixaram o monstro cambaleante e, finalmente,
Dalaran arrancou a cabeça da criatura com sua alabarda especial. Trinta
segundos, se tanto, foram suficientes para o grupo de heróis expurgar um
demônio que os imputava medo há muito tempo.
Como troféu, Dalaran recolheu os chifres do demônio Malebranche e levou seu garfo consigo.
O urso e a caçadora
Stor
e Tom caíram no lago suavemente e conseguiram nadar até a margem. Eles
então prosseguiram pela floresta margeando o rio por mais um dia
orientados pelo bárbaro. Para acampar, Tom achou prudente que o fizessem
sobre as árvores. Ele montou uma estratégia para aproximar dois galhos
usando cordas. Stor até surpreendeu-se por um instante com a
engenhosidade do bárbaro, mas ao subir no "abrigo", as finas madeiras de
duas árvores diferentes, aproximadas e tensionadas por cordas, se
quebraram e fê-lo cair por 3 metros direto ao chão. Felizmente ele não
caiu sobre seu braço partido, e então a dupla pode recomeçar e, desta
vez, acertar na montagem do acampamento.
No dia seguinte a dupla
seguiu as margens do rio até se depararam com um urso. Embora Tom tenha
ficado inspirado para atacá-lo, Stor o convenceu do contrário. Ele usou
sua magia para tornar os dois invisíveis e assim se afastaram da
criatura, que os percebia pelo olfato mas não tinha coragem de atacar. O
bárbaro e o mago seguiram floresta adentro para evitar o animal, quando
foram surpreendidos por uma névoa. Stor os tornou invisível de novo e
eles saíram daquela nuvem. Contudo, uma saraivada de flechas os
alvejava. A dupla fugia, enquanto as flechas continuavam vindo em suas
direções, fazendo Tom ter certeza de que uma criatura que via o
invisível os perseguia.
A dupla fugiu por vários minutos. Eles
foram levados até uma armadilha, que conseguiram perceber e evitar e
então separaram-se. Eles terem se separado, aparentemente, instigou o
caçador a falar com eles, quando perceberam que se tratava de uma
mulher. Tom deu início a uma aproximação amistosa, ao chegar próximo da
mulher quando ela preocupava-se com outra direção, e então desfazer sua
invisibilidade. Surpresa, ela se apresentou como Bashan e disse que
pensava que os dois eram uma tropa enviada de Amn para persegui-la.
Vendo que obviamente os dois não eram soldados reais, a jovem caçadora
disse que os ajudaria.
Bashan disse que havia uma pequena
comunidade ao leste de onde estavam que talvez tivesse algum animal de
transporte. Ela também disse que conhecia alguém que poderia ajudar Stor
com seu braço. Assim ela os levou até sua casa, uma cabana em uma
ladeira no meio do mato, que abrigava sua mãe, Lena, uma mulher madura e
de pose altiva.
Lena ficou surpresa e inicialmente preocupada
por Bashan ter trazido desconhecidos à cabana. Contudo, a caçadora, por
alguma razão, confiou nois dois e essa confiança foi passada para sua
mãe. A mulher então reuniu alguns ingredientes para ajudar Stor. Ela
juntou ervas, água e alguns panos quentes e antes que o mago pudesse
fazer qualquer tipo de resmungo ela colocou o osso partido de volta no
lugar e, certamente com magia, colou instantaneamente seu braço.
Após
o movimento, a bela mulher perguntou a sua filha se eles ficariam ali
naquela noite. Bashan disse que sim, e Tom agradeceu. Os quatro então
fizeram sua seia juntos, quando Tom Bash viu algo que o surpreendeu: o
símbolo de seu pai, Gofren Bash. Stor foi quem comentou alto durante a
seia, gerando um clima sutilmente constrangedor. Lena pediu que Bashan
conversasse em particular com Tom logo após a refeição, e assim ela o
fez.
Em uma curta caminhada na floresta, Bashan explicou a Tom
que Gofren Bash também era seu pai, mas que o nobre não sabia e sua mãe,
Lena, não queria que ele soubesse. A caçadora disse a Tom que revelara o
fato a ele porque pensou que o bárbaro tinha percebido durante a seia.
Mesmo assim, ela ficou aliviada e gostou que ele concordou em não contar
ao lorde sobre sua existência. Retornando a cabana, Stor lhe fez
algumas perguntas indiscretas, mas o bárbaro não revelou ao mago que
caçadora era, na verdade, sua meia-irmã, por mais improvável que pudesse
ser tal primeiro encontro em uma floresta selvagem.
(Picos Nebulosos, dia 6 e 7 de Marpenoth, a Queda da Folhagem, do ano de 1480)
Froggest outra vez
Dalaran
e o grupo continuavam sua viagem em condições extremas, protegidos
apenas por uma densa pele de urso cada um. Hilda havia os deixado
durante a manhã, após revelar na noite anterior que não tinha interesse
em retornar ao grupo. A Tiefling havia visto demais da escravidão para
pôs os olhos sobre Riátida mais uma vez.
O quinteto restante
ainda não tinha decidido exatamente a rota que tomaria. Demétria os
estava levando até a estrada, para que depois pudessem seguir sem a
preocupação se iriam ou não perderem-se na montanha.
As
preocupações deles aumentaram quando viram no horizonte um grupo de pelo
menos uma dúzia de bárbaros se aproximando. Com excessão de Dalaran,
todos reconheceram Froggest, o Bárbaro, e um grupo de seus homens.
Enquanto os dois grupos se aproximavam, Dalaran pedia algumas
explicações de quem era ele e o que havia acontecido. Não houve muito
tempo para detalhes, mas quando o bárbaro se aproximou foi o paladino
que teve a iniciativa de conversar.
Froggest não se mostrou muito
simpático, como sempre. Arthur interrompeu o paladino, dizendo que os
aventureiros ainda eram aliados do bárbaro. O xamã do draconato também
se intrometia eventualmente para sugerir que os bárbaros massacrassem
aqueles aventureiros. Contudo, Dalaram reassumiu o rumo da conversa e,
após demonstrar ao draconato que eles o reconheciam como rei e
ofercer-lhe como oferenda o garfo de Trakast, conseguiu que eles
recebesse permissão para seguir.
O draconato ainda impôs algumas
condições, como jamais ver o rosto dos aventureiros de novo. Demétria
disse que já era a quarta vez que eles encontravam o draconato e que em
todas eles escaparam de um combate. Certamente, dizia a barda, esta
havia sido a última.
Livres do combate e seguindo novamente em
direção à Helús, o grupo aproveitou o próximo repouso para discutir os
rumos que tomariam. Dalaran levantou os riscos que eles corriam de
entregar o cajado à Viriuns, um mago poderoso que eles não conheciam as
intenções. Várias possibilidades foram levantadas, como o fato dele
pegar o cajado e não devolver, tentar controlar vários dragões e partir
em uma jornada de conquista pelo mundo; ele não ter interesse em um
cajado incompleto; ou mesmo do mago ter planos que eles não façam ideia
do que seja, mas não ser bom. De qualquer forma, eles percebiam que a
tempestade que acompanhava o cajado revelavam suas presenças. Por isso, e
por acreditar que eles deveriam cumprir a promessa que fizeram, ao
mago, os aventureiros rumaram para o Observatório de Escamas.
Ao
chegar na pequena comunidade, o grupo dirigiu-se diretamente para a
estalagem. Lá conversaram um pouco com o gnomo, quando foram
surpreendidos pelo mensageiro da torre dizendo que Viriuns os aguardava.
O grupo então reuniu suas coisas e partiu em direção ao Observatório.
(Picos Nebulosos, dias 6 a 9 de Marpenoth, a Queda da Folhagem, do ano de 1480)
Parte 2: Uma mesma meta
De Amn à Helús
Após
o jantar na cabana das duas mulheres, Tom e Stor conversaram por alguns
instantes com Bashan. Ela disse que poderia levar o grupo até a
comunidade mais próxima.
Na manhã seguinte, Tom e Bashan
conversaram por alguns minutos. Durante o diálogo, a moça pediu a Tom
que não revelasse para Gofren sobre a existência dela. Ela também disse
que foi bom ter conhecido um irmão. Em seguinda, o trio partiu em
direação à comunidade. Eles chegaram até a casa do ancião da pequena
comunidade e, graças ao prestígio da jovem caçadora, conseguiram um
cavalo para ajudá-los na viagem.
Uma vez com a montaria, Bashan
despediu-se da dupla e então eles partiram para o sul, até a cidade de
Kulisk. Lá eles se dividiram e, dos dois, foi Stor quem teve problemas. O
mago tentou questionar várias pessoas sobre a situação local das
estradas, mas foi muito mal recebido. Ele foi confundido com um ladrão
durante uma negociação com um feirante e, ao ser abordado pela milícia,
tentou fugir. A fuga não deu certo e o mago acabou sendo levado ao chefe
dos guardas, onde foi revistado e se percebeu que não havia nada
roubado. Com isso, o mago foi liberado com a condição de que fosse
imediatamente embora da cidade.
Stor e Tom se reencontraram mais
tarde e então seguiram sua jornada para o oeste. Eles ainda passaram
pela grande cidade de Véricond e então por Ulguim. Stor tentou saber o
porquê da reação tão ruim dos habitantes de Kulisk, mas conseguiu apenas
descobrir que haviam notícias turbulentas sobre estrangeiros no reino
de Amn.
A dupla chegou em um monastéria próximo a Helús no dia 13
do mês de Marpenoth. Eles foram bem acolhidos e apenas aguardam a manhã
para voltar à cidade do rei Justus.
(Picos Nebulosos, dias 7 a 14 de Marpenoth, a Queda da Folhagem, do ano de 1480)
A notícia do Observatório
Dalaran
e o resto do grupo foram recebidos por Víriuns no Observatório de
Escamas. O mago ficou visivelmente decepcionado ao ver o cajado sem a
orbe em uma das partes. Ele inicialmente tentou argumentar com o grupo
que eles haviam quebrado, mas Dalaran conseguiu convencê-lo de que o
cajado já estava assim, e o grupo ainda recebeu um pagamento extra.
Víriuns
pediu alguns dias a estudar o cajado e o grupo ficou hospedado na
estalagem durante este tempo. Dalaran organizou uma festa bancada pelo
mago do observatório enquanto isso e, nas oportunidades que teve,
aproximou-se de Demétria e passaram a dividir o mesmo quarto.
No
terceiro dia o mago do Observatório devolveu o cajado para o grupo. Ele
conseguiu simular uma orbe no cajado que continha o poder do artefato.
Contudo, ele deixou claro que a jóia substituta poderia se romper a
qualquer momento e liberar um grande poder mágico.
A viagem até Helús
O
quarteto partiu do Obsevatório de Escamas com suas montarias
recuperadas. Eles resolveram seguir para o norte em direção a cidade de
Passagem em vez de seguirem pelo mesmo caminho que tinha feito na vinda.
Assim, levaram alguns dias até esta grande cidade e, logo em seguida,
partiram para oeste em direação à Helús. O grupo conseguiu chegar a
poucos quilômetros da cidade do rei Justus no dia 15 de Marpenoth.
(Picos Nebulosos, dias 10 a 15 de Marpenoth, a Queda da Folhagem, do ano de 1480)
Parte 3: Reencontrando a princesa
O grupo se reencontra em Helús e reencontra o rei e a princesa. Ao mesmo tempo, Bruce e Demétria tem reveses.
Uma noite com os monges
Stor e Tom chegaram no fim do dia ao
Monastério dos Frenes.
Os monges foram cordiais e lhes ofereceram um abrigo pela noite, para
que no dia seguinte eles pudessem partir para Helús. Após presenciarem
uma pequena parte da rotina do monastério, a dupla foi orientada até
suas camas preparadas no chão, junto com muitos outros monges.
Tom,
que estava curioso e interessado pelo que via, puxou assunto com um
monge ao seu lado. Ele queria saber sobre a rotina do local e do porquê
eles agirem assim. Sem uma resposta compreensível para ele, o bárbaro
seguiu falando que em sua terra natal havia um jogo que era usado para
resolver conflitos sem muita violência. Era um espécie de combate com
bastões chamado
Matrag. Antes de encerrar a conversa, que não foi muito longa, Tom garantiu que ensinaria o jogo ao monge no dia seguinte.
Já
na manhã seguinte, Tom Stor foram acordados por uma batida em um
círculo de metal. Stor já havia passado por situação semelhante, mas Tom
continuava com sua curiosidade sobre a rotina monástica. Ele foi até o
pátio e viu dezenas de monges fazendo movimentos lentos no ar, como se
treinando para um combate em câmera lenta. O jovem mulano tentou
acompanhar os movimentos enquanto estava um pouco afastado, mas não teve
muito sucesso mesmo com Stor tentando lhe explicar que cada movimento
tinha um significado.
Após a "cerimônia", Tom reencontrou o monge
da noite anterior e teve com ele uma conversa rápida antes de pegarem
os bastões e começarem a jogar o Matrag. O primeiro combate foi ganhado
por Tom, que era bem mais habilidoso e já conhecia o esporte. Já a
segunda tentativa teve o monge como vitorioso, mesmo que com uma óbvia
vantagem dada a ele pela bárbaro.
Encerradas as ativades no
monastério, o grupo fez sua refeição e partiu em direção a Helús para,
finalmente, reencontrar-se com o resto do grupo.
O mago desconhecido em Helús
A
dupla formada pelo mago criado em um monastério e pelo bárbaro que
gostaria de sido criado em chegou em Helús no final da tarde do dia 15
de Marpenoth. Eles foram direto para os portões internos e foram
barrados pelos guardas por não possuírem uma carta de salvo-conduto. Um
pouco decepcionados, os dois saíram e Tom decidiu ir até uma estalagem.
Stor, no entanto, estava decidido a entrar e disse que faria isso
enquanto estivesse invisível.
Tom ficou na estalagem dos Três,
enquanto Stor passava invisível pelos guardas. O bárbaro pediu a bebida
mais barata da estalagem, o que lhe trouxe um destilado de gosto forte e
amargo. Enquanto isso, Stor percebeu que não conseguiria entrar no
castelo e decidiu que poderia conseguir algumas informações na Estalagem
Olho da Serpente. Ele perguntou a várias pessoas por lá e conseguiu
alguns rumores sobre ruínas mal assombradas, além de informações sobre
cidades não muito distantes.
Decidido de que passar invisível
pelos guardas do portão seria fácil, Stor foi buscar Tom Bash. Ele não
ficou muito satisfeito quando o viu bêbado na estalagem. Mesmo que
estivesse em plenas condições de andar e falar, o bárbaro estava
visivelmente bêbado e com um hálito de dragão. O mago o encantou com
invisibilidade e o levou a um quarto na estalagem Olho da Serpente.
Stor
acordou cedo no dia seguinte e foi até o castelo. Ele tentava descobrir
uma forma de conseguir uma audiência com o rei, e foi levado até o
homem feio que registrava os interessados. Utilizado suas magias, Stor o
encantou e fez com que ele permitisse sua entrada aos jardins. O mago
então partiu rapidamente e invisível para entrar no castelo, mas viu a
princesa Justina no caminho. Mostrando-se para ela com cautela, o mago
explicou a situação e contou uma parte de sua história. A princesa ficou
aliviada e lhe escreveu uma carta de salvo-conduto para entrar em
Helús, gravando nela seu próprio brasão.
Um grupo reunido outra vez
Os
outros cinco membros do grupo de aventureiros acamparam no campo no dia
anterior Eles estavam muito próximos a cidade e faziam uma jornada
tranquila até lá. Demétria estava particularmente contente por retornar e
demonstrava isso elogiando muito a cidade para Dalaran.
Demétria,
assim como Arthur, carregavam uma carta de salvo-conduto para entrar e
sair de Helús. Assim, o grupo entrou sem problemas para o lado de dentro
das muralhas e foram direto para a Estalagem Olho da Serpente. Lá eles
pediram comida e bebida para todos. Durante a comemoração, Tom Bash
acordou e os encontrou, para a surpresa de todos. De forma repentina, o
grupo havia se reunido. Tom disse onde estava Stor e contou parcialmente
o que havia acontecido com a dupla. Após a refeição os seis
dirigiram-se para o castelo.
Stor estava sentado no jardim
aguardando pelo grupo que poderia chegar a qualquer momento quando os
viu passando pelos portões do jardim. Todos reunidos, o grupo
encontrou-se com a princesa, que os destinou a seus quartos.
Justina
estava especialmente contente de reencontrar Arthur, por quem
demonstrava mais afeto do que para com os outros integrantes da
comitiva. Depois de feitas as instalações de todos, a princesa os levou
ao encontro do rei, que lhes deu as boas vindas, pegou o cajado e pediu
uma reunião na biblioteca a noite.
A reunião na biblioteca serviu
para o grupo explicar ao rei o que tinham encontrado nas montanhas e
para explicar como o cajado havia ficado naquele estado. O rei disse
ainda que seus conselheiros deduziram que a jóia azul que segurava a
energia do cajado era instável, e que uma substituta deveria ser
encontrada. Depois dessa conversa, o rei disse que um baile da corte
estava agendado para esta noite para comemorar o retorno do grupo e do
artefato aos cofres da cidade. No dia seguinte eles deveriam ter uma
conversa mais séria.
Notícias ruins
Na manhã após o
baile, o grupo reencontrou o rei na sala de guerra. Justus leu para o
grupo uma carta de Liene, que afirmava que Lud, um ex conselheiro, era
na verdade um espião de Lorde Garr. Demétria, incrédula, disse que não
tinha nada a ver com isso. Contudo, como a barda possuía uma íntima
relação com Lud, o rei foi obrigado a detê-la até um julgamento.
Justus
também sabia que Bruce havia recebido uma carta de sua mãe dizendo que
seu pai estava morto e seu irmão desaparecido, fazendo dele o herdeiro
do Baronato dos Três Afluentes, em Cormir, e forçando-o a retornar para
casa. Justus disse que compreendia sua missão e entregava-lhe apoio
emocional. O rei pagou a recompensa ao grupo, 250 moedas de ouro, e
pediu que ficassem em Helús mais alguns dias enquanto seus conselheiros
estudavam o cajado e Demétria era julgada. O monarca garantiu que eles
teriam o melhor tratamento enquanto estivessem hospedados por lá.
O
grupo então decidiu ficar. Stor trabalharia junto com os conselheiros
do rei no estudo do cajado, e Dalaran auxiliaria Demétria no julgamento.
Mesmo que de forma parcial, a missão do resgate do Cajado das
Tempestades estava, finalmente, concluído.
(Terras Centrais, Helús, dias 14 a 17 de Marpenoth, a Queda da Folhagem, do ano de 1480)
Parte 4: Uma semana em Helús
Aguardando
notícias de Liene e o julgamento de Demétria, o grupo permanece em
Helús por uma semana até traçar um novo plano de ação.
O dia para se recompor
Após
a traumática prisão de Demétria, o grupo teve uma tarde livre antes do
julgamento. Com exceção de Dalaran, que passou o dia com Demétria, do
lado de fora da cela.
Stor andou pela cidade a procura de um
alfaiate que fizesse um novo traje e de um sapateiro, que lhe trocasse
as botas. A alfaiataria visitada era bastante movimentada, e a
costureira lhe garantiu que a peça estaria pronta em 3 dias. Já o
sapateiro negociou com ele uma bota de couro de basilisco, rara e sob
medida. Ela ficaria pronta em 4 dias. O preço era alto, mas Stor achou
que valeria o sacrifício e ordenou que fosse feita.
Giles Halmis
passou a tarde na taverna tentando obter informações diversas sobre a
situação na cidade. Não obteve nada de novo além de fofocas que já
conhecia. Ao fim da tarde, dirigiu-se até o templo de Lathander e
utilizou uma das pombas locais para enviar uma correspondência a
Istriis, seu informante na cidade de Riátida.
Tom ficou a tarde
no estábulo, trabalhando com sua boa madeira em alguma coisa que ainda
não sabia ao certo o que seria. Nesse tempo encontrou-se com Arthur e
Bruce, que disseram que partiriam na manhã seguinte. Arthur sentia-se
comprometido com seu jovem escudeiro, e sua missão era levá-lo em
segurança até Cormyr, quando Verdizuz abandonaria sua função.
O julgamento das verdades
Arthur
e Bruce partiriam cedo naquela manhã. Eles não aguardariam o julgamento
da barda, pois a viagem até Cormyr era longa a missão do jovem
escudeiro era urgente. A dupla de nobres despediu-se do grupo de forma
simples, mas jurando lealdade. A expectativa de que voltariam a se
encontrar permanecera acesa após o adeus.
Naquela manhã, Tom
reencontrou-se com o jovem que levou o escudo artesanal que construíra
até sua mãe, Robern. A conversa não foi longa, mas o mensageiro entregou
o que trouxera do acampamento bárbaro: o bastão utilizado pela druida
Grace Jones desde que Tom se lembrava. Ele é chamado de O Carvalho Mais
Antigo. Honrado, o bárbaro pediu que Robern voltasse ao acampamento
levando os dois ovos de grifo e avisasse sua mãe sobre Lena, uma mulher
de Amn com quem seu pai, Gofren, teve uma filha. O jovem mensageiro
ficou inicialmente com medo de reencontrar aquela violenta tribo
bárbara, mas Tom o convenceu dizendo que agora que ele era conhecido não
havia perigo... e que o pagamento seria em ouro.
Giles e Stor
apenas aguardaram a hora do julgamento, mas Dalaran se dedicou
intensamente a buscar informações sobre o tal Lud. A investigação teve
alguns resultados. O
paladino descobriu que ele é um meio elfo com uma reputação de
prepotente e arrogante, especialmente entre os mais humildes. Ele foi o
conselheiro do rei por muitos anos, mas, especialmente nos últimos, sua
reputação piorou. Com o tempo ele veio perdendo influência na coroa até
que, 8 meses atrás, foi substituído e abandonou a cidade.
Lud
parecia mais bem quisto, ou melhor, menos mal quisto, quanto mais
próximo do castelo se estivesse. Mesmo assim, em todos os locais que o
paladino investigou as histórias contavam a mesma coisa: ele vinha
piorando nos últimos tempos. Finalmente, Dalaran conversou com algumas
pessoas que sugeriam que o ex-conselheiro havia se convertido de alguma
forma.
O paladino esperava utilizar estas informações se fosse
necessário. O julgamento começou logo após o almoço, e estava organizado
de forma que dois clérigos de Tyr se revezavam interrogando a ré. Os
três ficavam no meio de uma área preparada para que a plateia assistisse
dos lados e o rei e a princesa assistiam de trás dos clérigos, de forma
que ficavam de frente para Demétria.
O julgamento durou 3
horas, tempo em que a barda foi severamente interrogada sobre sua
relação com o ex conselheiro Lud. Demétria afirmou em vários momentos
que confiava nele. Também afirmou que o elfo era uma pessoa que
inspirava essa confiança e que, como era conselheiro do rei, não era
alguém que fosse necessário guardar segredos.
No
fim do interrogatório, os clérigos de Tyr lançaram seus pareceres:
Demétria havia cometido traição. Contudo, estava a cargo do monarca
decidir se tais crimes foram intencionais ou não e se ela merecia ser
condenada por tal ato. Enquanto pensava em sua decisão, o paladino
Dalaran pediu a palavra e teceu um discurso ousado, afirmando que Lud
havia enganado a todos, inclusive o próprio Justus. Ele disse que
Demétria não foi a única a cometer traição, uma vez que todos
compartilharam com o ex conselheiro informações sigilosas. Por fim,
Dalaran afirmou que não acreditava que seria justo a barda ser
condenada.
Após ouvir os argumentos do paladino, o rei Justus
ergueu-se e proferiu sua decisão: Demétria estava absolvida dos crimes.
Acolhendo o pedido do paladino, o rei não achou justo penalizá-la.
Contudo, ele afirmou que a traição ocorreu, intencional ou não, como
dissera o sacerdote de Tyr. Assim, Justus espera que Demétria pague sua
liberdade com lealdade.
Experimentando Helús
O grupo
teve como tempo livre todo o tempo que se passou entre o julgamento de
Demétria e a chegada da esperada carta de Liene com novidades sobre
Riátida. Nesse meio tempo, Stor permaneceu um bom tempo com os
conselheiros do rei, Giles visitando o templo de Lathander, Dalaran
dividiu-se entre Demétria e treinamentos com o exército real e Tom
passou trabalhando com suas ferramentas.
Giles havia enviado uma
correspondência a Istriis. O clérigo em Riátida o respondeu no sexto
dia, revelando informações perigosas. Embora ele mesmo ou qualquer outro
sacerdote de Lathander estivessem bastante afastados da realeza neste
momento, Istriis pode perceber que Lorde Garr tem feito muitas reuniões
secretas nas últimas semanas. Ele pode ver, além de mercenários e
militares, a presença de vários clérigos de Tyr e Helm. Contudo, o mais
preocupando foi a reunião secreta com um clérigo de Cyric. Na verdade,
segundo Istriis, a mera presença no castelo de um adorador desta
divindade cruel já é um mal presságio.
Com a carta em mãos e a
preocupação na mente, Giles resolveu convocar com urgência todos os seus
companheiros de grupo. Todos se reuniriam em seu quarto, no castelo.
Stor
percebeu, em seus dias de estudos junto com os conselheiros do rei, que
todos eles, com excessão do velho e caduco ancião, era incompetentes em
teoria e prática da magia. Assim, o apoio que três dos quatros
conselheiros poderiam fornecer ao rei com respeito ao cajado era
limitado a avaliações empíricas e superstições. O ancião, porém,
demonstrava carregar consigo uma experiência e um conhecimento amplo. A
dificuldade maior estava sua mente, já bastante afetada pela idade e
muito difícil de fazer focar-se em algo.
Passados alguns dias, a
conclusão que o mago conseguiu tirar do cajado das tempestades é de que
ele é muito instável. A pedra substituta que Víriuns instalou tem um
prazo de validade que, segundo estimativa de Stor, não deverá passar de
dois meses a partir de então, embora nada garanta que algo ruim não
possa acontecer antes disso. Além disso, dada a quantidade de energia já
absorvida pela joia e a quantidade de energia que ela ainda poderá
absorver, as consequências de um rompimento são imprevisíveis e
perigosas, pois liberariam toda esta energia mágica de uma vez. Stor
achava prudente contar isso ao rei, mas não encontrou oportunidade para
tal.
Em seis dias, Dalaran pode perceber que o exército do rei
Justus era basicamente amador. Com exceções pontuais, o paladino poderia
apontar inúmeras falhas tanto na forma física dos soldados, como nos
critérios de promoção das fileiras do exército. Considerando este fato
bastante preocupando, Dalaran achou que seria prudente levar esta
informação ao rei, e foi ao encontrar Justina que ficou sabendo que
poderia encontrá-lo na biblioteca. A princesa ainda o alertou que Giles
estava procurando por todo o grupo, e esperava o paladino em seus
aposentos.
Ao encontrar o rei, Dalaran foi direto, afirmando que o
exército era incapaz de suportar uma batalha real. O rei demonstrou
preocupação, mas ao mesmo tempo afirmou que sabia disso. Nas palavras de
Justus: "
Eu jamais permitira que minha filha se casasse com um tirano se não fosse para salvar a ela e a todo o meu povo". Mesmo assim Dalaran não pareceu convencido, e pensava em alguma alternativa.
Na
reunião no quarto de Giles, o grupo compartilhou a informação que todos
haviam obtido. Eles se preocupavam com o próximo passo concluíram que
encontrar a pedra que faltava para o cajado era o mais importante no
momento.
Enfim, um plano de ação
Após vários dias em
Helús, Giles acordou-se e percebeu uma movimentação intensa nos
corredores do castelo. Rapidamente o clérigo acordou o restante do grupo
e todos foram para a sala do trono, onde o rei reunia um pelotão.
Justus disse que recebera uma carta de Liene afirmando que Riátida havia
descoberto pistas sobre o paradeiro da
Orbe do Dragão, a peça
que faltava no Cajado das Tempestades, e que Erik havia despachado um
grupo de 6 pessoas até a Floresta das Serpentes para procurá-la.
Com
pouco tempo, o rei estava planejando enviar uma tropa interceptar estes
homens de Erik, enquanto pediria ao grupo que procurasse pela pedra.
Contudo, Dalaran surgiu com um plano diferente: ele pretendia pegar um
grupo pequeno de soldados do rei e armar uma emboscada para estes
soldados de Garr. Enquanto os soldados de Justus armariam um pedágio, o
grupo de aventureiros observaria e aguardaria o momento oportuno para
lançar um ataque surpresa. A ideia era capturar o líder inimigo e
interrogá-lo para descobrir mais informações.
Com o plano traçado, o grupo preparava-se para partir já naquela tarde.
(Terras Centrais, Helús, dias 18 a 26 de Marpenoth, a Queda da Folhagem, do ano de 1480)