quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

(RR) Sessão 012

Cercados

    Os aventureiros conseguiram lidar com os mortos-vivos no pântano, mas descobriram que Urodam e Danael estavam acometidos por uma doença. Ambos tiveram contato com o líquido viscoso do pântano. Embora o orc tenha sido mais exposto, foi o mago quem parecia mais afetado.

    O grupo usou o dia seguinte para encontrar um abrigo. Eles percorreram o pântano até fora da área apodrecida e chegaram em local com uma pequena parte seca, embora cercada por água limpa. Ali, Jean criou uma cabana que os protegeu dos insetos e do clima hostil do pântano enquanto Torlam tratava os males de Danel e Urodam.


    No entanto, a noite era longa. Enquanto o grupo se recuperava, Torlam notou movimento do lado de fora. Criaturas humanoides estavam cercando a cabana a partir da água. Quando os aventureiros saíram para verificar o que estava acontecendo, se viram cercados por dezenas de boggards armados.

    Jean iniciou uma palestra de forma imediata. Munida de palavras mágicas, o discurso do gnomo fez quase todos os presentes atônicos ao prestarem atenção nele. Alguns de seus próprios companheiros estavam capturados pelo discurso, até que uma comandante dos anfíbios chegou e anunciou que ninguém deveria se machucar. Diferente das outras criaturas do pântano, ela falou em linguagem que os aventureiros compreenderam.

    O gnomo não parou o seu discurso com a chegada da comandante. Com isso, ele também capturou a atenção dela. Os poucos boggards que não estavam enfeitiçados começaram a desconfiar da situação e ameaçavam iniciar um confronto, o que forçou Jean e encerrar sua magia.

    A comandante boggard se apresentou como Jog. Ela disse que os aventureiros faziam parte de uma profecia e que eles não deveriam ser feridos. Ela proferiu a profecia para eles:

"Quando o sangue da terra se misturar com o fogo do céu,
Dois pares de Azlant, com corações de pedra,
Um gnomo sábio, com olhos de estrela,
Um orc feroz, com alma de tempestade,
E um elfo etéreo, com lágrimas de lua,
Se unirem, as Terras Altas conhecerão a sombra,
E o povo das Nações será consumido pelas trevas.
Ninguém deve interromper o caminho da destruição,
Pois o destino escolheu esses cinco para selar a ruína de nossos inimigos.
Que os deuses fechem os olhos, e os mortais tremam
"

    Jog levou os aventureiros até um vilarejo no pântano. Repleto de cabanas e palafitas, o local era o lar de outras criaturas anfíbias como ela. O grupo foi levado diretamente até o saguão da anciã, onde conheceram Mortila, a líder espiritual do vilarejo.

    Jean deduziu que Mortila detinha um grande poder naquele vilarejo, embora fosse Jog quem comandasse a tribo no campo militar. No entanto, a comandante parecia respeitar muito a anciã.

    A anfíbia anunciou que os aventureiros teriam passagem livre no seus domínios, desde que não perturbassem. Ela repetiu a profecia e disse que eles deveriam partir o quanto antes. Antes que o grupo saísse do saguão, porém, Jean teve uma intuição muito forte: Mortila era, na verdade, a bruxa que disfarçara-se de Idina no vilarejo de Kai.

Nenhum comentário:

Postar um comentário