Seguindo para Marginha
O grupo pernoitou a uma distância segura do perímetro mágico do Marco do Norte. Durante a guarda, eles notaram uma espécie de luz que vagava pelas ruínas, embora não tenham sido capazes de descobrir do que se tratava.
O grupo conversou na manhã seguinte sobre o que tinham visto nas ruínas e resolveram que não iriam explorar o lugar. Danael era o mais decidido: o mago não ousaria explorar um lugar com magia tão caótica. Como a Pedra da Liderança escolhera Torlam como o líder do momento, a ideia do mago foi acatada e os aventureiros resolveram seguir viagem.
Antes de partirem, porém, eles investigaram os dois objetos que haviam encontrado nas ruínas, a faca ornamental e o saco de roupas.
Quanto a faca, perceberam que se tratava de um objeto de valor pela sua bela construção e bainha, mas que não possuía propriedades mágicas.
Quanto ao saco, Jean utilizou sua detecção de magia antes de abri-lo e não detectou nenhum encantamento. Ao abri-lo, uma decepção, não havia nada do lado de dentro. Frustrados, os aventureiros lançaram a faca ornamental no interior do saco e deram o os objetos para que Urodam o carregasse.
A rota traçada pelos aventureiros evitava o cruzamento de todos os rios possíveis. Com isso, eles percorreriam a margem de um dos rios e iriam até Marginha, um cidade central localizada junto ao lago Margem.
A viagem até a cidade levou dois dias. Ao chegarem lá, notaram de imediato que tratava-se de uma cidade em decadência, com as paliçadas exteriores envelhecidas e com brechas. A guarda era pouca, apesar da cidade ser grande.
O grupo se dirigiu até um guarda junto ao portão. O homem conversava tranquilamente com uma cidadã quando foi chamado pelo grupo. A conversa não demorou, e o guarda foi educado. Os aventureiros perguntaram algumas informações básicas sobre a cidade, sobre quem governava o lugar e onde poderiam encontrar o comandante. Receberam as informações que os Cortamarés são os nobres responsável pela cidade, e que o comandante poderia ser encontrado no quartel, perto do palácio.
A primeira parada dos aventureiros foi uma taverna chamada Olho D'Água, um local aparentemente destinado para a alta sociedade. Na mesa de refeições, receberam ofertas dos mais variados pratos, mas que possuíam custos muito elevados. No entanto, acabaram optando pelo pão com caldo de frango. A escolha pelo mais barata opção do menu decepcionou o velho atendente que, apesar da educação distinta, vestia trajes envelhecidos e que deveriam já ter sido substituídos por vestimentas mais novas.
O grupo deixou o Olho D'Água para buscar uma estalagem com preços melhores Eles acabaram na Visão de Desna, um estabelecimento junto ao porto que claramente tinha um público menos abastado.
Depois de reservarem seus quartos, Torlam, Klaus e Urodam se retiraram. Jean e Danael ficaram para assistir a apresentação musical que era performada por dois artistas, uma mulher tocando um órgão e um homem com um bandolin.
A atração era agradável, mas Jean percebeu um encantamento afetando toda a plateia, exceto Danael que, assim como ele, resistiu ao poder do feitiço. O público afetado ficou mesmerizado pela dupla, mas Jean notou que uma terceira pessoa percorria o salão se aproveitando da distração da multidão e roubava seus pertences, colocando todos os bens em um saco sem fundo. O feiticeiro aguardou a ladra sair e foi atrás dela. Danael seguiu seu companheiro e se manteve invisível.
A ladra dobrou uma esquina da escura viela no porto e aguardou até que seus dois companheiros a seguissem. Antes disso, porém, Jean e confrontou e a prendeu em um encantamento ilusório. Kassandra, como se chamava, não largou seus objetos e ganhou tempo até que seus companheiros chegassem.
Jean começou a negociar com Marin, a ladra que tocou o órgão dentro da estalagem, e acabou conseguindo um acordo. A mulher daria o bem mais valioso que encontrasse dentro do saco mágico que Kassandra usou para roubar os clientes da estalagem e o próprio saco sem fundo. Em troca, o gnomo deixaria ela e seus comparsas saírem sem delatá-los.
Virando do avesso o saco mágico, o grupo se deparou com um estranho objeto em formato de L. Era uma arma de fogo, que foi o objeto escolhido assim que Jean notou suas propriedades mágicas. O feiticeiro e o trio de ladrões ainda estavam na viela, e Danael ainda se ocultava sob seu manto de ilusão, mas o acordo parecia concluído.
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