Uma tormenta em Santo Markon
Jean havia conseguido os objetos com os ladrões de Marginha e eles estavam se afastando. Danael revelou sua presença para o companheiro e a dupla retornou para a taverna para resumir seu descanso até o dia seguinte.
Pela manhã, Klaus foi escolhido como o líder. Com isso, decidiu que o grupo seguiria a viagem rumo ao Forte Kram. O paladino não esquecera que uma pista sobre um velho companheiro apontava para o forte.
A jornada no dia seguinte foi tranquila. O grupo optou por seguir pelo norte, através das colinas, de forma a evitar o Lago Margem.
Danael usou a noite para investigar sobre a arma que encontraram com os ladrões. O objeto era uma pistola mágica capaz de afetar seres incorpóreos, mas nem o mago nem Jean sabiam como operá-la, pois nunca haviam se deparado com uma arma de fogo antes. Klaus era o único dos aventureiros que já havia encontrado um armamento como aquele, mas optou por deixar Danael dedicar horas tentando sozinho, sem sucesso, descobrir como fazer a pistola funcionar.
Apesar do esforço gasto, as tentativas não foram completamente em vão. Danael descobriu como fazer a arma disparar, mas ainda não havia encontrado uma forma segura de carregar a munição, já que não possuía nem nunca tinha visto qual era o objeto utilizado como munição. O que ele experimentou e constatou que não servia, porém, era um objeto qualquer, tal como um graveto.
O segundo dia de caminhada não seria concluído. Uma tempestade violenta se formava no caminho, e o grupo resolveu se proteger no primeiro vilarejo que encontrou.
A tempestade estava se tornando mais violenta com a passagem dos minutos. Antes que o meio dia chegasse, o grupo presenciou um relâmpago atingir o salão principal, no centro da vila. As chamas se espalharam rapidamente, apesar da chuva, mas logo um segundo relâmpago atingiu novamente a estrutura.
O segundo raio sobre o mesmo lugar chamou a atenção dos aventureiros, que resolveram se aproximar. Eles perceberam que o lugar pegava fogo e que vários aldeões fugiam para se esconder. Eles perguntaram se havia alguém do lado de dentro que não conseguira escapar e ouviram que sim. Urodam, então, abriu um pedaço da parede lateral para ganhar acesso ao salão.
A estrutura do salão comunitário já estava em decadência. O fogo havia enfraquecido colunas, que caíram, derrubando também parte das tesouras que sustentavam o telhado. O acesso principal estava obstruído e obstáculos formados por destroços em chamas estavam no meio do salão.
Klaus percebeu uma pessoa debaixo de uma coluna caída e resolveu partir ao seu resgate. O paladino se aventurou no salão em chamas e atravessou os obstáculos. Tudo isso lhe custou muito esforço, mas ele não desistiu. Ele removeu com suas próprias mãos a coluna que caíra sobre o homem ferido e amenizou os ferimentos dele com suas mãos abençoadas. Com isso, pode ouvir que o ancião estava na sala ao lado, a única do salão comunitário além do salão principal.
O homem resgatado foi ajudado por Ossinho, uma invocação de Danael, enquanto Klaus partiu para o resgate do ancião. A sala ao lado estava tomada pela fumaça. A golfada forte que veio quando o paladino abriu a porta de acesso quase o fez cair, mas ele resistiu e seguiu sua missão. Ao encontrar o velho ancião, o fez ficar de pé e ambos saíram dali.
Enquanto isso, Torlam havia entrado no salão e ajudado a resgatar o homem do salão principal, já que Ossinho não conseguiria atravessar os destroços. O elfo teve mais sucesso e o homem ficou à salvo.
Quando Klaus finalmente conseguiu sair do salão em chamas, um terceiro relâmpago irrompeu o céu e atingiu, mais uma vez, o salão comunitário. Um violento trovão e sua onda de choque vieram em seguida, provocando pânico em todos os aldeões próximos e também em Klaus, que já se encontrava muito ferido. O paladino e os outros amedrontados correram para buscar abrigo, enquanto os outros aventureiros, que foram capazes de manter a calma, levaram o ancião para dentro de outra residência.
Enquanto se dirigiam para um local seguro, Torlam teve uma visão preocupante. Ao olhar para o céu, por entre as nuvens de tempestade em espiral que se carregavam sobre o vilarejo, o ladino enxergou um dragão. Ele não conseguiu identificar que dragão era esse, mas teve a certeza que se tratava de uma criatura do tipo.
Danael e Jean foram quem mais fizeram perguntas para o ancião Gipo. Ele dizia que a tempestade era porque as oferendas para Gozreh não haviam saciado o deus, mas estas respostas não convenceram o mago e o feiticeiro. Algo ainda estava errado. Tendo a informação de Torlam ao dispor, Jean disse que o dragão estava claramente agindo contra a cidade, não o deus da natureza. Ao pressionarem Gipo, conseguiram fazê-lo ceder.
Gipo levou o grupo até sua residência. Ele removeu alguns móveis e levantou um tapete. Debaixo dele, revelou um alçapão secreto que guardava uma caixa. Ao abri-la, o ancião revelou dois ovos grandes que disse ser de dragão.
O grupo logo ligou os pontos e compreendeu que o dragão enfurecido na tempestade deveria estar se vingando. Jean ainda percebeu que os ovos tinham uma estranha propriedade mágica: eles absorviam o mana ao redor e se aproximavam da condição para serem chocados.
Gipo disse ao grupo que encontrou os ovos há 15 anos atrás, em uma caverna nas colinas ao norte. Ele revelou que explorava o lugar quando os encontrou, mas nunca esperava que fosse haver alguma represália. O gnomo pegou os ovos, dizendo que resolveria a situação. Mesmo um pouco contrariado, Gipo permitiu.
Os planos do grupo ainda eram nebulosos. Embora tenham dito a Gipo que iriam salvar o vilarejo, Jean parecia tentado a colocar os ovos no Marco do Norte, especulando que as propriedades de absorver magia que eles possuem poderiam revelar algum segredo.
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